sábado, 27 de junho de 2009

Fisiologia do exercício aplicada ao futsal

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    O planejamento do processo de treinamento tem por objetivo o controle da relação estímulo-resposta por parte do corpo dos atletas, frente aos estímulos decorrentes do treinamento (não importando a natureza do mesmo) ao qual o atleta é submetido. Estas respostas orgânicas são diretamente influenciadas por mecanismos fisiológicos que em situação de exercício respondem de modo diferente que quando o individuo está em repouso. Obter e manter estas respostas fisiológicas são o objeto da planificação do treinamento físico em qualquer modalidade, inclusive no futsal.

    Ao planejarmos o período preparatório deve-se buscar conhecer os pontos fortes de cada atletas a disposição na equipe e se seu perfil físico, baseado nos dados colhidos correspondem aos necessários para a sua posição em quadra. As principais capacidades físicas inerentes ao desporto futsal são a resistência, a velocidade, a força e a flexibilidade. A elas somam-se as que vão compor/definir os aspectos técnicos dos atletas, as capacidades coordenativas (coordenação, ritmo e equilíbrio) que também são capacidades físicas, mas não podem ser classificadas como objeto especifico da preparação física nos desportos coletivos com bola, a exemplo do futsal.

    As respostas fisiológicas são fatores que limitarão o desempenho do atleta frente às solicitações físicas da movimentação e execução dos fundamentos técnicos do futsal. As principais variáveis fisiológicas que influenciam a performance no futsal são:

    Déficit de oxigênio;
    Produção/remoção de lactato;
    Capacidade aeróbica (VO2máx);
    Reservas musculares e orgânicas de substratos energéticos.


    Déficit de oxigênio
    O déficit de oxigênio em atividade físicas cuja intensidade varia de moderada a forte. Nesse tipo de atividade temos a solicitação da capacidade cardiorrespiratória em percentuais iguais ou superiores a 70% do VO2máx. (unidade de referencia da captação de oxigênio pelos pulmões).

    As atividades em déficit de oxigênio tendem a solicitar prioritariamente o sistema energético glicolítico anaeróbico, que tem como principais combustíveis o glicogênio muscular e a glicose plasmática (presente na circulação cardiovascular).

    Como as reservas tanto musculares quanto plasmáticas (uma vez que o fígado não consegue disponibilizar glicose na mesma velocidade do consumo pelo sistema glicolítico anaeróbico durante o exercício) são limitadas e o acido lático produzido pelas reações metabólicas de "queima' da glicose, aumenta o pH do organismo reduzindo a eficiência das reações metabólicas".

    Isto faz com que as atividades em situação de déficit de oxigênio não consigam ser mantidas por períodos relativamente longos (no máximo 3 a 6 minutos a dependem da intensidade da atividade).

    No caso especifico do futsal a maioria dos deslocamentos em quadra se dão em situação de déficit de oxigênio ou em recuperação ativa do déficit adquirido anteriormente. Mas deve-se salientar que esta recuperação acontece de modo incompleto, ocasionando um acumulo do déficit de O2 anterior e do acido lático resultante do trabalho na situação de déficit, até atingir concentrações que vem a impossibilitar o desempenho ideal/normal do jogador de futsal.

    O treinamento com vistas ao melhor desempenho do atleta em situações de déficit de oxigênio seria aquele que propiciasse tanto o aumento do VO2máx. (capacidade cardiorrespiratória) quanto da resistência anaeróbica.


    Sugestões de atividades para treinamento em situações de déficit de oxigênio
    Método aeróbico (Cooper) – aumento do VO2máx. ;
    Método intervalado - aumento do VO2máx. e da resistência anaeróbica;
    Tiros (sprints) de 400 a 800 metros (limite de 800 metros) – aumento da resistência anaeróbica;
    Tiros (sprints) de 30 a 50 metros em aclives.


    Produção/remoção de lactato
    A composição dos músculos dos membros inferior (pernas) pode ser um fator que interfere tanto positivamente quanto negativamente. O tipo de fibra presente em maior quantidade nos membros inferiores, pode determinar qual característica do atleta de futsal, será predominante no seu desempenho a nível físico.

    Os atletas mais rápidos da equipe, provavelmente possuem uma predominância de fibras musculares glicolíticas na sua musculatura inferior. Este fator possibilita a eles bons desempenhos em atividades que envolvem manifestações de força explosiva e velocidade (como o futsal), mas tem geralmente a continuidade da sua performance reduzida no decorrer da partida.

    Muito disso se deve a interação da duração do jogo de futsal, com o principal subproduto das reações metabólicas para obtenção de energia a nível muscular, o acido lático. As fibras glicolíticas produzem dada a natureza anaeróbica das suas reações metabólicas para obtenção de energia, grandes quantidades de acido lático, que no decorrer da partida terminam por comprometer o rendimento do atleta, quando o mesmo é utilizado por longos períodos sem repouso durante o jogo.

    Os treinamentos de resistência anaeróbia são a melhor maneira de atenuar este problema, pois com o treinamento não é diminuída a taxa de formação do acido lático no organismo do atleta. O principal efeito do treinamento de resistência anaeróbica é o aumento da tolerância do organismo a altas concentrações de acido lático, alem de aprimorar os mecanismos de remoção do mesmo da musculatura esquelética e sua recuperação a nível hepático.


    Sugestões para o treinamento de resistência anaeróbica
    Método intervalado – utilizando intervalos longos;
    Tiros (sprints) de 400 a 800 metros (limite de 800 metros) – com repouso de 3 a 5 minutos entre os tiros. (6 a 8 tiros por sessão de treinamento no máximo 2 vezes por semana).


    Capacidade aeróbica (VO2máx.)
    A capacidade aeróbica é um fator primário nos aspectos fisiológicos que envolvem o desempenho de atletas nas diferentes modalidades esportivas. Muito disso se deve a necessidade orgânica do organismo do oxigênio, para as ações de recuperação dos sistemas funcionais, reservas energéticas musculares e remoção do acido lático.

    O VO2max. é a constante normalmente utilizada para referenciar a capacidade aeróbica de um individuo (sendo ele atleta ou não), os níveis de condicionamento cardiorespiratorio dependem diretamente das capacidades pulmonares e circulatórias. Os exercícios contínuos de intensidades moderada com duração media ou prolongada tendem a desenvolver tanto a capacidade pulmonar quanto à circulatória.

    Uma vez que as atividades prolongadas estimulam alvéolos normalmente inertes, aumentando a capacidade de absorção de oxigênio por parte dos pulmões. Já a necessidade dos músculos de receber nutrientes e remover catabólitos (material resultante das atividades de queima ou produtos prejudiciais ao metabolismo celular), promove o aumento da microcirculação sanguínea e dos valores ejetados ao coração ao final de cada ciclo cardíaco.

    O principal fator limitante na elevação do VO2max. de um atleta quando ele atinge um determinado nível parece ser a pressão sistólica do individuo, o que nos leva a crer que o volume ejetado pelo coração só pode ser modificado até certo nível. Tornando assim uma variável de manipulação limitada, apesar da sua importância para o desenvolvimento e aprimoramento das capacidades físicas de um atleta.

    Normalmente a capacidade aeróbica nos esportes é mais comumente chamada potência aeróbica quando envolve manifestações elevadas do VO2max., abaixo ou próximas ao limiar anaeróbico.


    Sugestões para o treinamento da capacidade aeróbica

    Método aeróbico (Cooper);
    Método intervalado (utilizando intervalos curtos);
    Fartlek;
    Corridas em praias ou bosques.


    Reserva musculares e orgânicas de substratos energéticos

    As reservas musculares e orgânicas de substratos energéticos são fundamentais para o desenvolvimento das capacidades dos atletas e apresentação do seu melhor rendimento durante a performance desportiva. Muitas vezes o aspecto nutricional é o diferencial para uma excelente performance dos atletas a sua disposição no plantel.

    A dupla jornada tão comum nos atletas de futsal em vários paises, quando acompanhada de uma alimentação desequilibrada pode ser a razão porque um "provável" grande talento não consiga realizar em quadra as exibições que a equipe espera dele. O problema nutricional fica mais evidente se analisarmos que poucas equipes contam co um nutricionista no seu quadro de profissionais.

    As carências nutricionais podem se apresentar de varias formas desde de uma simples queda no rendimento, quanto no aparecimento de lesões por "over use" ou um estado de sobretreinamento. O organismo já possui taxas normais de armazenagem de substratos para o seu funcionamento normal, com o treinamento podemos "obrigar" pequenas alterações nessas taxas. Um outro recurso para promovermos alterações nos níveis de armazenagem é a suplementação e reposição pós-exercício de alguns elementos, tais como eletrólitos, água, creatina (este antes e pós-exercício para acelerar a recuperação) e repositores energeticos.

    Os sistemas energéticos possuem uma capacidade e força de produção de ATP (moeda energética do organismo) frente a um solicitação por parte do corpo em uma atividade moderada ou intensa, como no caso dos atletas de futsal durante uma partida. A capacidade e a força dos sistemas energéticos para produção de ATP é a seguinte:

    Capacidade Força
    (mmol ATP kg dm-¹) (mmol ATP kg dm-¹ s-¹)
    Sistema fosfagênico 55-95 9
    Sistema glicolítico 190-300 4,5
    Combinado 250-370 11

    Os dados acima estão expressos em massa seca muscular por kg (dm) e baseiam se em provisões estimativas de ATP durante exercícios de alta intensidade do músculo vasto lateral (quadríceps). Extraído de MAUGHAN, GLESSON e GREENHAFF (2001).

    Já a capacidade de armazenagem de glicogênio no corpo humano (por kg de massa úmida):

    Massa muscular 14-18g
    Fígado 80-100g

    Adaptado de MAUGHAN, GLESSON e GREENHAFF (2001).

    A capacidade estocagem de glicogênio no organismo por mais que tentemos ampliarmos essa capacidade esbarramos na incapacidade de armazenagem acima dos valores acima devido ao glicogênio necessitar reter 3g de água para sua armazenagem (não importando se no músculo ou no fígado).

    No quadro abaixo segue a capacidade de armazenagem de energia no corpo humano, dos diferentes "combustíveis" (substratos) utilizados pelos sistemas energéticos. O quadro representa a média humana para um individuo com 70 kg, tendo um percentual de gordura de 15%.

    Peso (g) Energia (kJ)
    Glicogênio fígado 80 1280
    Glicogênio muscular 350 5600
    Glicose sanguínea 10 160
    Lipídios 10.500 388.500
    Proteína 12.000 204.000

    Extraído de MAUGHAN, GLESSON e GREENHAFF (2001).

    Sugestões para o aumento das reservas musculares e orgânicas

    Suplementação de creatina;
    Orientação nutricional (ajustar a alimentação às necessidades do atleta);
    Uso de repositores eletrolíticos;
    Recuperação pós-atividades (treinos, jogos, tarefas cotidianas etc.);
    Utilização de complexos vitamínicos.


    Autor: Ailson Santana - ailsonsantana@hotmail.com
    - Licenciado em Educação Física pela UFBA
    - Preparador físico das equipes principal, juvenil e feminino do Sindicato dos Bancários da Bahia
    - Coordenador do Artemquadra

     


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  • quinta-feira, 25 de junho de 2009

    Livro: Treinamento Desportivo

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  • Este trabalho visa a servir de apoio à elaboração de periodização de treinamento, onde sejam utilizados e respeitados os preceitos da metodologia do treinamento desportivo, buscando o melhor aproveitamento da capacidade de performance dos indivíduos, dentro dos diferentes esportes, através da organização científica.
    Editora: Sprint
    Autor: BENITO DANIEL OLMOS HERNANDES JR.
    ISBN: 8573321164
    Origem: Nacional
    Ano: 2002
    Edição: 2
    Número de páginas: 386
    Acabamento: Brochura
    Formato: Médio
    Complemento: Nenhuma

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  • segunda-feira, 22 de junho de 2009

    Fisioterapia no Basquete

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  • Tornozelo, joelho, lombar... Veja quais lesões são mais comuns no ...

    O basquetebol por ser um esporte de contato entre os jogadores tanto na defesa quanto no ataque pode acontecer várias lesões que o fisioterapeuta pode atuar.

    As lesões de tornozelo são as mais frequentes em atletas de basquetebol, em todas as categorias e em ambos os sexos. A maioria delas ocorre no momento de aterrisagem após arremessos e rebotes, principalmente em contato com outros jogadores.

    Atletas das categorias de base podem desenvolver uma dor na região posterior do calcâneo que pode ser condizente com a Osteocondrite de Sever (Apofisite de Tração).

    As lesões na perna de jogadores de basquete, geralmente estão relacionadas a partes moles como estiramentos musculares (Tennis Toe) da panturrilha e lesões no tendão de calcâneo durante o salto ou arranque.

    A articulação do joelho também é frequentemente lesionada tanto de forma aguda como de forma crônica. As lesões meniscais e ligamentares são decorrentes de movimentos bruscos, deslocamentos, saltos, giros e movimentos repetitivos. As lesões ligamentares de joelho nas mulheres são de 2 a 5 x mais frequentes do que nos homens devido a fatores extrínsecos e intrínsecos.

    As lesões de ordem crônicas em membros inferiores são as tendinopatias patelares, condromalácia patelar, tendinite da pata de ganso, fraturas por estress da patela e bursite de trocanter maior

    Das lesões de membros superiores, as lesões mais encontradas foram as articulares de mãos e dedos que foi comprovada em estudo de (ANDREOLI, WAJCHENBERG & PERRONI, 2003) com o resultado de 75% dos casos de luxação e de 96% dos casos de fraturas.

    As lesões no ombro de jogadores de basquete não são tão freqüentes, pois a musculatura desenvolvida na região do ombro promove estabilidade articular, outro fator que diferencia o basquete dos outros esportes em queixa de dor no ombro é que os movimentos repetitivos de arremessos do basquete privam pela técnica e não pela velocidade como em outros esportes como no handebol, vôlei etc.

    Devido à movimentação de giro, deslocamentos, saltos e corrida, a coluna do atleta de basquete pode sofrer sobrecarga se não estiver com a musculatura bem preparada para suportar a demanda de movimentos. As regiões mais acometidas são a torácica e lombar, e as lesões mais comuns são as de traumas de tecidos moles como unidades musculotendíneas e ligamentares. As fraturas da coluna, geralmente na região lombar podem surgir em decorrência de quedas.





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  • sexta-feira, 19 de junho de 2009

    Treinamento Defensivo no futsal

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  • O termo sistema tático é utilizado para descrever o posicionamento dos jogadores em quadra de acordo com a função exercida por cada um. Este posicionamento tático está intimamente relacionado às ações dos adversários (Balbino, 2001; Bayer, 1994; Bota & Colibaba-Evulet; 2001). É importante lembrar que a dinâmica do futsal é muito complexa e a troca de funções entre os jogadores é constante, pela exigência de uma intensa movimentação. As equipes costumam modificar seu sistema tático dentro de uma mesma partida, em virtude de possível ineficiência diante do sistema utilizado pelo adversário.

    3.1. Sistema 2x2
    Sistema pioneiro, surgido na década de 1950 (Lucena, 1994), que se caracteriza pelo posicionamento de dois jogadores na meia quadra defensiva e de outros dois na meia quadra ofensiva. É um sistema bem simples e que exige pouca movimentação dos jogadores. Os dois de trás são responsáveis pela defesa enquanto os dois da frente, pelo ataque (Lucena, 1994; Mutti, 1994; Souza, 1999). Ocorrem poucas trocas de posições, e conseqüentemente, de funções. É um sistema mais estático em relação aos outros. Segundo Souza (1999), este sistema é mais utilizado em faixas etárias menores, devido ao baixo nível de complexidade e facilidade de execução. Mas equipes de alto nível também o utilizam em determinados momentos de um jogo.

    3.2. Sistema 3x1
    O sistema 3x1 é responsável pela nomenclatura das posições adotadas no futsal. Além do goleiro temos o fixo, os alas (direito e esquerdo) e o pivô. É um sistema de movimentações bem mais complexas que o anterior (Garcia & Failla, 1986; Lucena, 1994; Mutti, 1994; Santana, 2001; Souza, 1999).

    O pivô tenta "despistar" ou "tomar a frente" do seu marcador para receber a bola de seus companheiros na meia-quadra ofensiva. Os alas e o fixo realizam movimentações para criarem espaços onde a bola possa ser lançada ao pivô, que joga de costas para o gol adversário e, por isso, tenta dominar e preparar a bola para seu companheiro ou, dependendo da situação, girar em cima de seu marcador para finalizar a gol. Esta movimentação realizada pelo fixo e pelos dois alas é denominada rodízio. Com o rodízio uma equipe mantém a posse de bola até o momento ideal de tocá-la ao pivô ou finalizar (Lucena, 1994; Mutti, 1994; Souza, 1999).

    As funções são definidas para cada posição:

    Fixo: último homem da defesa. Responsável pela proteção da meta e armação das jogadas (Lucena, 1994; Souza, 1999);

    Alas: elos de ligação entre a defesa e o ataque (armação), auxiliares do fixo na contenção do ataque adversário e do pivô nas finalizações (Lucena, 1994; Souza, 1999);

    Pivô: ponto de referência das jogadas ofensivas. Responsável pelas assistências aos companheiros, por finalizações a gol e pela flutuação central na marcação, fechando o meio da quadra e impedindo o lançamento para o pivô adversário (Lucena, 1994; Souza, 1999).

    Este sistema apresenta constantes movimentações e trocas de posições e funções, principalmente por parte dos três armadores: o fixo e os dois alas. O pivô, por sua vez, apresenta uma função mais definida, ficando quase sempre na meia-quadra ofensiva e, portanto, fora destas trocas, ou melhor, do rodízio.

    3.3. Sistema 4x0
    Sistema criado pelas equipes européias, principalmente as espanholas. É o sistema mais complexo que existe, porém se assemelha muito ao sistema 3x1. A diferença mais significativa é que o pivô também entra no rodízio (Lucena, 1994). Isto faz com que os jogadores se revezem no exercício das funções de acordo com a situação do jogo e de seu posicionamento em quadra. Sempre haverá um fixo, dois alas e um pivô, porém eles se alternam em virtude do rodízio. É um sistema onde as trocas de funções são tão constantes quanto as movimentações, criando e preenchendo os espaços vazios e, assim, dificultando a marcação da equipe adversária.

    3.4. Sistema 3x2
    Originado pela mudança na regra que possibilitou a utilização do goleiro para a armação das jogadas. O posicionamento dos jogadores de linha é bem próximo do sistema 2x2. A mudança é que o goleiro deixa a área e posiciona-se entre os dois defensores, sendo o último homem. Os dois atacantes ocupam a meia-quadra ofensiva e se cruzam à frente do goleiro adversário, atrapalhando sua visão. Os defensores também se posicionam na meia-quadra ofensiva, logo após a linha divisória para receberem a bola e ainda terem a opção de passe para o goleiro6 . Defensores e atacantes também trocam de posição para confundir a defesa adversária. Neste sistema o goleiro deve possuir boa técnica com os pés.

    4. Os Sistemas Defensivos

    A essência do sistema defensivo repousa na constante busca de adaptação às características do ataque adversário, para a execução da defesa propriamente dita (recuperação da posse de bola), que pode ser centrada nas movimentações da bola, chamada defesa por zona, ou nas movimentações do individuo, chamada defesa individual (Bayer, 1994). A Marcação Individual pode ser realizada em toda quadra (pressão) ou na meia-quadra defensiva (meia pressão). Já a Marcação por Zona é sempre realizada na meia-quadra defensiva e apresenta duas variações no futsal - Losango (3x1) ou Quadrado (2x2) (Mutti, 1994).

    Para auxiliar a explicação destes diferentes sistemas defensivos a quadra será dividida em três áreas e as duas primeiras áreas em três zonas, conforme a figura 1.

    A escolha por um destes sistemas defensivos depende das características dos jogadores da equipe, do sistema tático utilizado pelo adversário e da situação do jogo. Por estes motivos torna-se importante o treino de todas as variações defensivas.





    Fig.1 -A quadra é dividida em três ÁREAS e as duas primeiras áreas em três ZONAS

    4.1. Marcação Individual

    A marcação individual caracteriza-se pelo confronto direto entre dois jogadores, o chamado homem-a-homem (1x1). Há uma definição prévia de marcação, onde cada jogador fica responsável pela marcação de um adversário (Mutti, 1994), fato que "força" o virtuosismo técnico, o individualismo. O posicionamento da equipe defensora é em função dos jogadores adversários. Esta marcação pode ser realizada na quadra toda ou somente na meia-quadra defensiva.

    Pontos positivos:
    Diminui a opção do passe, forçando o erro adversário;
    Maior desgaste físico dos adversários pela necessidade de maior movimentação em busca de espaços;
    Dificulta o chute de longa distância;
    Reduz o tempo de posse de bola do adversário;
    Diminui o tempo de reação do adversário para refletir sobre a jogada.

    Pontos negativos:
    Grande desgaste físico dos defensores, proporcional à movimentação dos atacantes;
    Abre o meio da quadra, facilitando lançamentos, infiltrações e "bolas nas costas";
    Dá maiores possibilidades de vantagem numérica ao adversário, na ocorrência de um drible, dificultando a recuperação e a cobertura.

    4.1.1. Marcação Pressão
    Diferentemente da marcação por zona que espera o erro adversário para pressionar, a marcação pressão pressiona para forçar o erro. Esta marcação é a única caracterizada pelo avanço dos defensores até a Área 3 (Área de Ataque).

    Sua utilização ocorre quando a equipe está em desvantagem no placar e o jogo está próximo do fim; quando a equipe adversária apresenta dificuldades de movimentação ofensiva (capacidade técnica e/ou tática inferior) a fim de pressionar para não deixá-los jogar; ou quando um time possui um elenco de jogadores ágeis, rápidos e em ótima forma física (Mutti, 1994).

    Cada jogador fica responsável por um adversário e o "persegue" por toda a quadra, pra onde quer que ele se desloque (marcação homem-a-homem). É importante esperar a reposição de bola do goleiro para depois avançar pressionando, pois o avanço prematuro facilitará o lançamento de bola do goleiro para o pivô diretamente.

    4.1.2. Meia Pressão
    É uma marcação parecida com a marcação pressão, porém os defensores não invadem a Área 3 (Ataque). Eles esperam os adversários na Área 2 encostando, seguindo e diminuindo o espaço dos atacantes a partir daí.

    Somente o homem de posse da bola é pressionado (Mutti, 1994). Isto diminui o desgaste físico dos defensores em relação à marcação pressão, mas aumenta o tempo de reação dos atacantes.

    Cada defensor fica responsável por um adversário (homem-a-homem também), mas, além disso, precisa fechar o meio (Zona C2) quando não estiver marcando o homem da bola.

    Às vezes podem ocorrer trocas de marcação, em virtude do rodízio da equipe adversária, mas estas devem ser bem comunicadas pela equipe.

    4.2. Marcação por Zona
    Marcação caracterizada pelo posicionamento à meia-quadra, ou melhor, nas Áreas 1 e 2 (Defesa e Intermediária) - sempre atrás da linha da bola; pelas constantes trocas de marcações; e pela espera do erro adversário para roubar a bola e contra-atacar. Na maioria das vezes, estes contra-ataques são perigosos, pois pegam a defesa adversária desestruturada - na transição do posicionamento ofensivo para o defensivo. Neste tipo de marcação, cada defensor é responsável por determinada zona da quadra e pelo adversário que estiver nela (Mutti, 1994). O posicionamento dos defensores ocorre em função do deslocamento da bola (Bayer, 1994).

    É uma marcação utilizada quando a equipe adversária apresenta rápida e complexa movimentação, tem bons passadores, ótima técnica e condução de bola, um bom nível de treino ou quando o placar é desfavorável aos adversários.

    Pontos Positivos:
    Facilita a cobertura e a recuperação no caso do drible;
    Menor desgaste físico dos defensores;
    Proporciona perigosos contra-ataques;
    Impossibilita as "bolas nas costas";
    Fecha o meio de quadra (Zonas C1 e C2);

    Pontos Negativos:
    Possibilita o chute de longa distância;
    Aumenta o tempo de posse de bola do adversário;
    Encobre parcialmente a visão do goleiro.

    4.2.1. Losango ou 3x1:
    Marcação utilizada contra equipes que utilizam o sistema tático 3x1 ou 3x2.

    O ala esquerdo cobre as zonas E1 e E2. O ala direito a zona D1 e D2. Já o fixo e o pivô cobrem uma área cada um, C1 e C2 respectivamente. (Fig. 2)

    Os alas devem fazer o "balanço" como os laterais do futebol de campo, ou seja, em caso de bola na ala oposta, eles recuam até sua zona correspondente na Área 1. Já quando a bola estiver na sua ala, eles avançam à Área 2. Exemplo: bola na ala direita - ala direito zona D2 / ala esquerdo zona E1. Bola na ala esquerda - ala direito zona D1 / ala esquerdo zona E2.

    O pivô deve fechar o meio (zona C2) impedindo que a bola seja lançada ao pivô adversário. Se isto acontecer ele deve voltar e fazer sanduíche no adversário, juntamente com o fixo do seu time. O fixo, além de estar preocupado com o pivô adversário, precisa estar sempre atento à cobertura dos outros jogadores, pois é o último homem.





    Fig 2. Posicionamento em função da bola

    4.2.2. Quadrado ou 2x2:
    Marcação utilizada contra equipes que jogam no sistema 2x2 ou 4x0.

    Nesta marcação dois jogadores posicionam-se na Área 1, um na zona E1 e outro na zona D1. Os outros dois jogadores ficam nas zonas E2 e D2. Juntos, eles formam um quadrado imaginário.

    Os jogadores posicionados na Área 2 fazem uma movimentação pendular: enquanto um vai na bola, o outro fecha o meio (intercessão entre as zonas E2 e D2) aquém da linha do primeiro (Fig. 3). Já os dois posicionados na Área 1, mantém suas posições e encostam nos adversários que "adentram" sua zona.





    Fig 3. Movimentação pendular.

    5. Metodologia sugerida

    Para o treino da Marcação Individual são utilizados os jogos reduzidos em igualdade numérica: 1x1; 2x2; e 3x3. Lembrando que o 4x4 no futsal é a expressão do jogo formal desta modalidade, portanto não é utilizado como jogo reduzido.

    A igualdade numérica força cada marcador a acompanhar um jogador adversário por todo o espaço delimitado. Se eles não o fizerem, ou melhor, não definirem a marcação, pararem ou marcarem somente a bola, os atacantes levarão vantagem, já que um ficará livre.

    No 1x1 a única opção é o confronto direto. É o atacante contra o defensor, a forma mais simples de marcação. Já no 2x2 e 3x3 acontecem algumas trocas de marcação pela movimentação dos atacantes, com isso os defensores precisam responder rapidamente às situações problemas que se apresentam.

    Para a Marcação Zona, os jogos reduzidos utilizados são os de superioridade numérica: 4x2; 3x2; 3x1; 2x1; 4x3; 5x3; e 5x4. Lembrando que no 5x3 e no 5x4 o quinto elemento deve ser o goleiro. O 4x3 e o 5x3 são situações que ocorrem em jogos onde uma das equipes tem um jogador expulso.

    A superioridade numérica forçará a Marcação Zona, pois os defensores não podem sair pressionando o portador da bola a qualquer momento, fato que facilitaria a ação dos atacantes. Eles precisam fechar os espaços e esperar o momento certo de "dar o bote"7 . Assim a movimentação dos defensores ficará pautada mais em função do deslocamento da bola do que dos adversários (Zona).

    Os jogos reduzidos com dois defensores (3x2 e 4x2) facilitam a aprendizagem da Marcação Quadrado, já que os defensores utilizarão a movimentação pendular (Fig. 4).





    Fig 4. Movimentação pendular no 3x2

    A Marcação Losango é melhor trabalhada nas demais situações, com ênfase na movimentação do pivô na Zona C2 (2x1 e 3x1) ou na marcação triangular realizada em conjunto pelo pivô e os dois alas (4x3 e 5x3) ou, ainda, na transformação do triângulo em losango com a adição do fixo (5x4) (Fig. 5).





    Fig 5. A-Pivô na Zona C2; B-Marcação triangular; C-Losango

    Variações podem ser feitas para alterar a dinâmica e os objetivos das atividades. O espaço de jogo pode ser reduzido para facilitar a ação dos marcadores ou aumentado para dificultá-las. O tempo de jogo pode ser aumentado para enfocar o trabalho de movimentação dos atacantes ou diminuído para exigir uma finalização rápida.

    Todos os jogadores devem passar por todas as posições em todos as situações treinadas. Para ajudar na compreensão das diferentes formas de marcação, o treinador deve parar o treino na ocorrência de algum fato significante e discuti-lo com os jogadores, dando dicas e esperando que eles mesmos encontrem a resposta. A utilização da prancheta magnética também é uma ótima ferramenta auxiliar. A visualização de fatos ocorridos, da delimitação das zonas e de simulações na mesma, possibilita e facilita a tomada de consciência por parte dos jogadores quando eles estiverem dentro da quadra. Posteriormente pode-se realizar na quadra as movimentações feitas na prancheta.

    6. Considerações finais

    O treinamento baseado na repetição de gestos precisa ser repensado no caso dos esportes coletivos. Repensado e não negado. O treino técnico é muito importante para melhorar a performance do atleta, mas nos jogos desportivos coletivos, ele deve vir em menor escala, dando espaço para o desenvolvimento da inteligência tática.

    Nesta questão, a abordagem centrada nos jogos condicionados proposta por Garganta não deve se restringir somente ao âmbito escolar, mas também ser utilizada no âmbito do treinamento esportivo. Principalmente porque a relação treinador-atleta não deixa de ter similaridades com a relação professor-aluno e o aspecto educacional nunca deixará de existir.

    A incorporação dos processos de percepção, tomada de decisão, atenção e concentração dentro do processo de ensino-aprendizagem-treinamento, acontece gradativamente nas unidades funcionais decompostas do jogo formal, ou melhor, nos jogos reduzidos, que potencializam o contato do jogador com a imprevisibilidade do jogo.

    Esta imprevisibilidade é a essência dos jogos desportivos coletivos e também precisa ser a essência dos treinamentos. Os jogadores precisam ter suporte para resolver os problemas que eles encontram na ação de jogar. Não basta somente falar aos jogadores a forma como eles irão se portar em quadra. Eles precisam vivenciar.

    Cabe ao treinador desenvolver suas sessões de treino com o objetivo de desenvolver a inteligência e a cooperação entre os atletas, pois uma boa equipe não é constituída pela somatória de talentos individuais, e sim pela sintonia e compreensão coletiva entre os jogadores.

    Notas
    1. Neste artigo será utilizado o termo "Jogos Reduzidos" para esta abordagem.
    2. Associação Cristã de Moços.
    3. Nomenclatura utilizada para o futebol jogado informalmente.
    4. Federação Internacional de Futebol Associado.
    5. Federação Internacional de Futebol de Salão.
    6. É marcada infração quando o goleiro, após dar um passe, recebe a bola de seu companheiro antes dela ter ultrapassado completamente a linha do meio da quadra ou tiver tocado em um adversário.
    7. Gíria utilizada no futebol quando o defensor pressiona o atacante. Relacionada à ação de uma cobra para capturar sua presa. A eficácia ou ineficácia deste ato ocasiona "botes certeiros" ou "botes errados".

    Veja um Dvd sobre futsal defensivo

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  • quinta-feira, 18 de junho de 2009

    Exemplo de exercícios no voleibol

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
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  • Série de exercícios utilizada pelo preparador físico Renato Meirelles e o treinador Jorge Barros ( Jorjão) nas equipes Pirelli e TNT-Traco de voleibol.

    w O objetivo era com que obtivessem aproveitamento físico e técnico, consequentemente atingir a todos objetivos propostos.

    Pode-se ter 3 maneiras de utilizar a quadra para o treinamento dos fundamentos toque acima da cabeça e manchete, em deslocamento:

    A - deslocamento curto, de 3,0 a 4,5 m;

    B - deslocamento longo, de aproximadamente 9,0 m;

    C - deslocamento médio, de aproximadamente 6,0 m.


    Nas seqüências de exercícios que serão apresentadas, os toques e as manchetes devem ser exercitados de todos tipos e todas as maneiras , a fim de que o jogador possa desenvolver esses fundamentos e ganhar o desembaraço e a confiança necessários para o correto desempenho de suas atribuições durante uma partida.

    Exercício 1 - O jogador recebe a bola na linha lateral e executa 2 toques consecutivos. O 1o para o centro da quadra, desloca-se atrás da bola e executa o 2o para o companheiro, que está esperando na linha lateral oposta para repetir a movimentação. Os toques devem ser, de acordo com a intensidade que se quer imprimir ao exercício, com os pés no chão (menor) ou saltando (maior).

    Exercício 2 - O jogador recebe a bola no centro da quadra e executa 2 toques consecutivos. O 1o de costas para a linha lateral, desloca-se de costas e executa o 2o de frente para o companheiro, que está esperando no centro da quadra para repetir a movimentação. Os toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.

    Exercício 3 - O jogador, começando da linha lateral, executa 3 toques consecutivos. O 1o até o centro da quadra, desloca-se de frente, executa o 2o de costas para a linha lateral, desloca-se de costas e o 3o de frente para o companheiro, que está esperando na linha lateral oposta para realizar a mesma movimentação. Da mesma forma, os toques em suspensão tornam o exercício muito mais intenso.

    Exercício 4 - Idem ex. 3, sendo que o 3o toque também é executado de costas, com os pés no chão ou saltando.

    Exercício 5 - O posicionamento inicial é com os dois jogadores afastados da linha lateral, cerca de 2 metros. Executam 2 toques consecutivos. O 1o para o centro da quadra, deslocam-se de frente na direção da bola, executam o 2o para o companheiro e voltam ao posicionamento inicial correndo de costas. Esse exercício admite uma graduação de intensidade se realizado, por exemplo, por jogadores dispostos 4 a 4, 3 a 3, 2 a 2 com a mesma bola. Quanto menos jogadores participando, maior é a intensidade. Os toques em suspensão tornam o exercício mais intenso.

    Exercício 6 - Idem ex. 5, saltando no 2o toque.

    Exercício 7 - Idem ex. 5, saltando em ambos os toques.

    - Seqüência de Exercícios dos Fundamentos Toque ou Manchete, utilizando o Deslocamento D (6metros).

    Exercício 8 - O posicionamento inicial é um jogador na rede e o outro na linha do fundo da quadra. O que está posicionado na rede toca a bola uma ou duas vezes sobre a linha de ataque. O outro sai da linha do fundo, toca a bola para o companheiro, retorna de costas até a linha do fundo e parte novamente para outro toque na linha de ataque e assim sucessivamente, o número de vezes que o treinador estabelecer.

    Exercício 9 - O posicionamento inicial é um jogador na rede tocando a bola para o fundo da quadra. O outro, partindo da linha de ataque, desloca-se de costas até a linha do fundo, executa o 2o toque para o companheiro que está na rede e volta para a linha de ataque, a fim de continuar a seqüência no número de vezes estabelecido pelo treinador.

    Exercício 10 - A mesma mecânica do ex. 9. O jogador do fundo desloca-se para a linha de ataque, toca para o companheiro, retorna para a linha do fundo deslocando-se de frente e toca de costas para o companheiro que está na rede.


    Nota

    Os três exercícios dessa seqüência são bastante intensos. Para iniciantes ou para adultos em fase inicial de treinamento é necessário fazer uma graduação, de duas maneiras:

    1° estabelecer progressivamente o número de vezes que o jogador do fundo da quadra deve repetir a movimentação (tocar a bola na linha de ataque), isto é, 4, 6, 8,10, ...;

    2° instruir o jogador que está na rede para tocar 2 vezes na bola ao invés de uma, a fim de que o jogador que está executando o exercício tenha tempo para deslocar-se.

    Para uma equipe de alta competitividade, em bom nível de treinamento, de 6 a 10 repetições é apropriado.

    No exercício com 10 repetições, o número de toques consecutivos é de 20. Estes, se executados em suspensão, aumentam substancialmente a intensidade do exercício.



    Nota

    Chamamos atenção para o fato de que as seqüências de exercícios devem ser realizadas com o toque acima da cabeça e com a manchete. Logo, os 10 exercícios (somadas os das seqüências 1 e 2) apresentados até aqui, se realizados com os dois fundamentos, tornam-se 20. Mais, se executados com todos os tipos e maneiras de execução teremos, então, mais de 100 exercícios. Este número de exercícios deve ser distribuído ao longo de uma ou mais semanas de treinamento.


    Obs: De acordo com as notas acima:

    w Na série acima aumenta-se a intensidade acrescentando saltos aos movimentos e diminuindo o número de participantes no exercício. Ex: 2 jogadores maior intensidade, 4 jogadores menor intensidade.

    wAumenta-se o volume aumentando o número de repetições do exercício e utilizando os vários tipos e maneiras de execução existentes no gesto motor.

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  • quarta-feira, 17 de junho de 2009

    Treinamento Desportivo para Nadadores de Alto Nível

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  • A preparação de nadadores de alto nível é realizada em vários países do mundo. Este fato mostra como é grande a concorrência e como deve ser eficaz o método de preparação, a fim de permitir o estabelecimento de recordes mundiais e a conquista de vitórias nos Jogos Olímpicos e campeonatos mundiais. Tudo isso foi levado em conta durante a elaboração deste anual, que reúne todos os conhecimentos atuais oriundos de duas vertentes do desenvolvimento da natação esportiva: da análise científica de todos os componentes essenciais para o sistema de preparação esportiva de nadadores de alto nível; da experiência prática de preparação dos nadadores que se destacaram nos últimos dez anos, em vários países do mundo, com ênfase nos avanços observados nas mais famosas escolas, administradas pelos melhores treinadores e responsáveis por vitórias e prêmios conquistados em Jogos Olímpicos, campeonatos mundiais e campeonatos europeus. Este livro é o trabalho mais profundo e abrangente já publicado no mundo sobre a teoria e a metodologia de preparação de nadadores de alto nível. Além de ser útil para os estudantes de Educação Física e Esportes que se preparam para a carreira de técnico de natação, o conteúdo aqui apresentado pode também despertar o interesse de especialistas em outras modalidades esportivas cíclicas (remo, disciplinas de corrida do atletismo, corridas de esqui, etc.), assim como de médicos, cientistas e, finalmente, dos próprios esportistas de alto nível.
    Editora: Phorte Editora
    Autor: V. PLATONOV
    ISBN: 8586702951
    Origem: Nacional
    Ano: 2005
    Edição: 1
    Número de páginas: 448
    Acabamento: Brochura
    Formato: Grande

    Saiba mais clicando aqui

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  • quarta-feira, 10 de junho de 2009

    Curso de Fisioterapia Desportiva

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  • Avaliação física do atleta;
    Exame físico;
    Exame laboratoriais;
    Exame físico do atleta iniciante;
    Fisiopatologia desportiva, o conceito de overuse;
    Atividade atlética e as síndromes por overuse;
    Graduação das lesões de continuidade;
    Análise das diferentes graduações das lesões por overuse;
    Modalidades específicas de tratamento;
    Taping (bandagens);
    Crioterapia;
    Repouso;
    A reabilitação;
    Lesões e tratamento do ombro;
    Luxações e subluxações;
    Tendinite biciptal;
    Síndrome do impacto ou bursite subacromial;
    Lesão do manguito rotador;
    Lesões e tratamento do cotovelo;
    Lesões do compartimento lateral e medial;
    Tendinite tricipital;
    Fraturas;
    Lesões e tratamento do punho e mão;
    Exame físico do punho e dedos;
    Síndromes compressivas;
    Tenossinovites;
    Deslocamentos das articulações interfalangeanas proximais e distais;
    Deslocamentos das articulações metacarpofalangeanas;
    Lesões e tratamento da coluna vertebral;
    Instabilidades da coluna cervical;
    Tetraparesia transitória;
    Fraturas vertebrais;
    Tratamento fisioterapêutico;
    Lesões e tratamento do quadril;
    Pubalgia;
    Tratamento;
    Lesões osteocondrais (osteoartroses);
    Disfunções sacro-ílíaca;
    Bursite trocantérica;
    Lesões e tratamento do joelho;
    Lesões ligamento-meniscais;
    Lesões osteocondrais;
    Lesões e tratamento do tornozelo e pé.

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  • terça-feira, 9 de junho de 2009

    Periodização no Skate

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  • A cada ano o Skate vem crescendo tornando-se cada vem mais profissional, tornando necessário aos “atletas profissionais”, possuir um PREPARADOR FÍSICO (profissional de Educação Física, especializado em Treinamento Desportivo) para cuidar de sua PERIODIZAÇÃO de treinamento, estruturando as fases e os momentos corretos de treinar as capacidades pertencentes ao desporto. Dentre elas Força, Flexibilidade e Capacidades Coordenativas.

    Pelo fato do atleta não se manter em forma o ano todo, a PERIODIZAÇÃO subdivide o treinamento em fases de aquisição, manutenção e perda da forma esportiva, podendo ser subdividido em 3 períodos que podem se repetir 2 ou 3 vezes no decorrer do ano, de acordo com o atleta e a modalidade esportiva:

    - Período Preparatório: Desenvolvimento da boa forma esportiva;

    - Período de Competições: Desenvolvimento adicional da forma esportiva e participação em
    competições;

    - Período de Transição: Recuperação e regeneração ativa do atleta, perda da forma esportiva.

    Um dos poucos atletas profissionais no mundo a ter seus treinamentos estruturados por um PREPARADOR FÍSICO DO SKATE, através de uma periodização especifica a modalidade SKATE VERTICAL, é o brasileiro DAN CÉSAR “LATINO”.

    Jovem de 18 anos, que em seu primeiro ano de profissional, conquistou o 2º lugar na primeira etapa do Circuito Mundial de Skate no Rio de Janeiro (Oi Rio Vert Jam 2009). Superando feras como Bob Burnquist (atual campeão mundial), Edgard Vovô, Lincoln Ueda e os Norte-americanos.

    Comprovando o sucesso do casamento da PREPARAÇÃO TÉCNICA + PREPARAÇÃO FÍSICA na Periodização de treinamento para o Skate Vertical.

    Retirado de http://www.educacaofisica.com.br/coluna_mostrar.asp?id=282

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  • domingo, 7 de junho de 2009

    Dor muscular

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  • Após ficarmos por bastante tempo sem praticar exercícios e voltamos a praticá-los, ou quando começamos uma nova rotina de exercícios, a maioria de nós experimenta dor e rigidez nas articulações e nos músculos exercitados. Atividades físicas incomuns ou atividades que não estamos acostumados causam dor surda no músculo, mas o que seria esta dor e como ela é gerada?

    O que é a dor?

    A dor é um mecanismo de proteção ativado diante da possibilidade de ocorrência, ou após o aparecimento, de lesões, e faz com que o indivíduo reaja para remover o estímulo álgico (de dor). Os receptores da dor são terminações nervosas livres suscetíveis a estímulos mecânicos, térmicos e químicos.

    Uma dor temporária (dor aguda) pode persistir por várias horas imediatamente após um exercício extraordinário, enquanto uma dor residual (dor crônica), ou dor muscular de início tardio (DMIT), pode aparecer a seguir e durar por 2 a 4 dias.


    Possíveis causas da dor

    A causa exata da dor muscular é de início desconhecida. No entanto, segundo Foss (2000), foram levantadas três teorias diferentes:

    - Teoria da Ruptura (laceração) Tecidual. Essa teoria propõe que o dano tecidual, como ruptura (lacerações minúsculas) de fibras musculares, ou dano de seus componentes contráteis, pode explicar a mialgia (dor muscular);

    - Teoria do Espasmo. Nesta teoria, são sugeridos três estágios de ação: (a) o exercício produz isquemia dentro dos músculos ativos; (b) a isquemia resulta acúmulo de uma "substância dolorosa" desconhecida que estimula as terminações nervosas do músculo responsáveis pela percepção da dor; e (c) a dor desencadeia um espasmo muscular reflexo que causa mais isquemia, e o ciclo todo se repete;

    - Teoria do Tecido Conjuntivo. Essa teoria sugere que os tecidos conjuntivos, incluindo os tendões, são lesados durante a contração, causando assim dor muscular. Convém lembrar que, durante as contrações excêntricas, o músculo alonga-se sob tensão, distendendo assim os elementos do tecido conjuntivo associados tanto aos tendões quanto às fibras musculares;

    Já McArdle (1998), cita as três teorias de Foss e complementa com mais três:

    - Alterações na pressão osmótica que causam retenção de líquidos nos tecidos circundantes;

    - Alteração no mecanismo celular para a regulação do cálcio; ou seja, as alterações no pH, nos níveis dos fosfatos de alta energia, no equilíbrio iônico ou na temperatura observadas com um exercício incomum podem produzir grandes alterações na estrutura e função do retículo sarcoplasmático. Isso resulta em uma depressão no ritmo de captação de Ca 2+ assim como em sua velocidade de liberação, produzindo um aumento na concentração de Ca2+ livre quando penetra rapidamente no citosol das fibras lesadas. Essa sobrecarga de Ca2+ intracelular pode contribuir para o processo autolítico, que degrada as estruturas com e sem potencial contrátil dentro do músculo lesado. Isso é responsável por uma redução na capacidade de produzir força e por uma eventual dor muscular;

    - Uma combinação dos fatores acima citados.

    A causa exata da dor muscular é desconhecida, porém o grau de desconforto depende em grande parte da intensidade e duração do esforço e do tipo de exercício realizado. Não é a força muscular absoluta propriamente dita, mas sim a magnitude da sobrecarga ativa imposta a uma fibra muscular que desencadeia o dano muscular e a dor resultante (MCARDLE et al., 1998).


    Dor durante os exercícios (Dor Aguda)

    Este tipo de dor muscular aguda que, como o nome indica, ocorre durante e imediatamente após o período de exercício, é considerado como associado à falta de um fluxo sanguíneo suficiente (isquemia) para os músculos ativos.

    Segundo Foss (2000), com base em estudos, chegou-se às seguintes conclusões acerca da dor muscular aguda:
    - A dor muscular durante as contrações ocorre quando a tensão gerada é suficientemente intensa para gerar oclusão do fluxo sanguíneo para os músculos ativos (isquemia).
    - Por causa da isquemia, os produtos da atividade metabólica, tipo ácido lático e potássio, não podem ser removidos e, dessa forma, acumulam-se até o ponto de estimularem os receptores dolorosos localizados nos músculos.
    - A dor persiste até que seja reduzida a intensidade da contração ou que esta cesse totalmente - restaurando o fluxo sanguíneo e fazendo com que os produtos metabólicos de desgaste possam ser removidos.

    A queimação percebida durante a execução do exercício, principalmente com repetições elevadas, é relacionada à falta de oxigênio e conseqüente queda de pH, pois o acúmulo de íons de hidrogênio provoca acidose e estimula os receptores de dor, os quais sinalizam para a interrupção do exercício antes que ocorram lesões no tecido muscular. Mas este mecanismo é transitório e não responde pela dor muscular tardia, pois a acidose é rapidamente revertida por um sistema de tamponamento que trabalha para manter o pH dentro dos limites fisiológicos.

    A dor aguda, embora possa importunar, não constitui um grande problema, pois é de curta duração e desaparece quando se suspende o exercício. O problema mais sério é a dor muscular de início tardio (DMIT), que é a dor e mialgia que ocorrem num período de 24 a 48 horas após o término das sessões de exercícios, podendo ser estender por ainda mais tempo.


    Dor muscular tardia (Dor Crônica)

    As experiências destinadas a induzir a dor muscular tardia constataram que o grau de DMIT (dor muscular de início tardio) está relacionado ao tipo de contração muscular realizada. Em estudo utilizando contrações isotônicas, concêntricas e excêntricas, e isométricas, constatou-se que a dor muscular (mialgia) era mais pronunciada após as contrações excêntricas e menos intensa após as contrações isotônicas. A dor observada após as contrações isométricas era apenas ligeiramente maior que após as contrações isotônicas, porém, ainda eram consideravelmente menor àquela observada após as contrações excêntricas. Além disso, em todos os casos, a dor era demorada, podendo atingir um período de 24 a 48 horas após o exercício.

    O treinamento com pesos pode induzir lesões nos tecidos musculares e conjuntivos. Diante uma lesão tecidual, inicia-se o processo inflamatório caracterizado pela vasodilatação local com aumento do fluxo sangüíneo na região, e aumento da permeabilidade capilar com vazamento de líquido para o espaço intersticial. Diversos fatores envolvidos no processo inflamatório, como a bradicinina e prostaglandinas, estimulam os receptores de dor, provocando o incômodo verificado em decorrência das lesões, o que ainda poderá ser visto nos dias seguintes a uma sessão de treinamento intensa. Deste modo vemos que a dor pode ser iniciada pela lesão, mas sua causa são os mecanismos inflamatórios; desta forma não há relação temporal entre a sensação de dor e os danos teciduais (CLARKSON et al., 1992).

    Lembrando que a dor (aguda ou crônica) não é necessariamente o sinal de um trabalho eficiente.


    Acido Lático causa dor muscular?

    Muito já se falou sobre as causas das dores musculares, e muitas pessoas dizem que o vilão da história é a ácido láctico, mas já foi comprovado cientificamente que o lactato não é o causador da dor muscular.

    Segundo Cailliet (1979), o acúmulo de metabolitos irritantes é ainda considerado a causa da dor muscular, mas o metabolito especifico ainda não foi identificado. A idéia previamente considerada, de que o ácido láctico e a ácido pirúvico eram o fator, já foi refutada porque exercícios isquêmicos em pacientes com ausência hereditária de fosforilase muscular (síndrome de McArdle) desenvolvem dor grave, mais do que a média, e o ácido lático não pode ser produzido nestes indivíduos.

    Segundo McArdle et al. (1998), alguns estudos revelaram que a dor muscular era considerada maior quando o exercício envolvia uma solicitação alta e repetida durante o alongamento ativo nas contrações excêntricas que quando envolvia contrações concêntricas e isométricas. Esse efeito não se correlacionava com o acúmulo de lactato, pois a corrida de alta intensidade num plano horizontal (contrações concêntricas) não produzia qualquer dor residual, apesar das elevações significativas no lactato sanguíneo. A corrida num plano em declive (contrações excêntricas), por outro lado, causava um grau de moderado a intenso de dor muscular de inicio tardio, sem qualquer elevação de lactato durante o exercício. A corrida em declive produzia aumentos correspondentes nos níveis séricos das enzimas musculares específicas, creatina-cinase (CK) e mioglobina (Mb), que são ambas marcadores usados comumente para lesão muscular - (existe também uma maior mobilização de leucócitos e neutrófilos, os quais estão associados com o processo de inflamação aguda).


    Dor na cabeça, no pescoço e fibras superiores do trapézio.

    Muitos indivíduos apresentam no dia-a-dia sintomas de dor na cabeça, no pescoço e nas fibras superiores do trapézio. Sejam quais forem os motivos destas dores, uma coisa é certa, a dor é muito incômoda, pois trava o pescoço, deixa a região toda dolorida, gera dor de cabeça e nos dá a impressão que estamos carregando alguém sentado nos nossos ombros. Mas qual é o motivo desta dor?

    Cefaléia resultante de espasmo muscular: a tensão emocional causa muitas vezes o espasmo de vários músculos da cabeça, incluindo, principalmente, os músculos fixados ao couro cabeludo e os músculos do pescoço, com pontos de inserção occiptal (base do crânio), e acredita-se que essa seja uma das causas mais comuns de cefaléia. A dor do espasmo dos músculos da cabeça é supostamente referida às áreas sobrejacentes da cabeça e produz o mesmo tipo de cefaléia que as lesões intracranianas (GUYTON, 1993).

    Em 1843 Froriep, rotulou os músculos que desenvolviam faixas ou cordas dentro de sua estrutura como reumatismo. Ele acreditava que as alterações palpáveis no músculo eram um depósito de tecido conjuntivo. A maioria destes depósitos era dolorosa a pressão. Grauhan, logo depois, descreveu os nódulos duros histologicamente como tecido conjuntivo fibroso, circundando esparsas fibras musculares com infiltração de linfócitos. Desde então, a literatura tem sido inundada com discussões semelhantes, com rótulos como fibrose, miofibrosite intertisial, reumatismo muscular, reumatismo não articular, síndrome miofascial, mialgia e miofascite. Estas condições também foram classificadas como agudas, subagudas e crônicas, com as agudas sendo classificadas como aquelas tendo dor grave e sensibilidade à pressão, com espasmo reflexo, edema, mobilidade prejudicada das articulações e uma temperatura aumentada da área. Mas freqüentemente envolvida foram a área lombar, coxa, os músculos esternocleidomastóideo, trapézio, e elevador da escápula (músculos ligados à região cervical); A fase sub-aguda é a condição na qual a dor e a rigidez diminuíram, mas ainda estão presentes; a fase crônica é uma na qual o nódulo está presente, sem qualquer sintomatologia (Cailleit, 1979).


    Como podemos prevenir a dor

    Para prevenir a dor muscular, propõe-se:

    - Alongar, pois o alongamento (estiramento) parece ajudar não apenas na prevenção da dor, mas permite também o seu alívio, quando presente. Entretanto, os exercícios de alongamento devem ser realizados sem violência ou solavancos, pois isso poderia lesar ainda mais os tecidos conjuntivos.

    - Uma progressão gradual na intensidade do exercício em geral ajuda a reduzir a possibilidade de dor muscular excessiva. Essa progressão, em um programa de treinamento com pesos, implica a utilização de pesos relativamente leves no início do programa, aumentando gradativamente as cargas à medida que se conseguem aumentos na força.

    - Segundo Foss (2000), foi sugerido que a ingestão de 100 mg diários de vitamina C (cerca do dobro da dose) por um período de 30 dias prevenirá ou pelo menos reduzirá a dor muscular subseqüente. Entretanto, a eficácia do consumo de vitamina C ainda não foi comprovada por meio da experimentação científica.

    Segundo McArdle et al. (1998), ainda mais importante, uma única sessão de exercício exerce um efeito profilático significativo sobre o surgimento da dor muscular no exercício subseqüente, e esse efeito parece durar por até seis semanas.

    Em caso de dor do dia seguinte, a principal medida a ser tomada durante o treinamento é reduzir a
    carga ou a intensidade do exercício nas próximas sessões de treino, entretanto, se a dor for muito incômoda e limitante, a interrupção dos treinos se faz necessária para permitir ao organismo uma recuperação ótima da região lesionada. Caso a dor seja insuportável, o mais indicado é consultar um médico para realizar exames a cerca da dor, e se necessário indicar a utilização de um antiinflamatório, ou outro medicamento.

    Conclusão

    Esses resultados confirmam a conveniência de iniciar um programa de treinamento com um exercício ligeiro (leve e com uma única sessão), para se proteger contra a dor muscular que, quase certamente, acompanhará uma sessão inicial de exercícios pesados que contenha um componente excêntrico. Entretanto, até mesmo um exercício anterior de menor intensidade dos músculos específicos não proporciona proteção completa contra a dor subseqüente observada com um exercício mais intenso (MCARDLE, 1998).

    O estudo da dor que se origina no sistema neuro-músculo-esquelético não está ainda esclarecido. Nenhuma teoria é universalmente aceita e nenhum conceito confirma qualquer entidade patológica dolorosa específica. A síndrome dolorosa músculo-esquelética, embora prevalente, não está mias explicada em todas as suas ramificações do que a dor e a incapacidade de qualquer outro sistema de órgãos.

    Retirado de www.facafisioterapia.net

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  • sexta-feira, 5 de junho de 2009

    Exercícios de treinamento em Handebol

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  • Os conteúdos de quaisquer áreas do conhecimento podem ser transmitidos de diversas maneiras que são denominadas em educação como métodos de ensino.

    Este texto trata o handebol como um conteúdo clássico da cultura corporal, portanto um conteúdo tradicional principalmente da Educação Física escolar. Entendemos também que o ensino dos esportes coletivos não se restringe ao âmbito escolar, pois há várias instituições de educação não formal ou mesmo instituições de outra natureza que se dedicam ao ensino de esportes. O texto tratará especificamente do ensino do handebol utilizando-se do método parcial e em qualquer ambiente, pois no que tange ao método de ensino este pode ser aplicado em qualquer instituição que se proponha a ensinar o handebol.

    Os professores e os autores que optam pelo ensino através do método parcial acreditam que os conteúdos esportivos da Educação Física devem ser ensinados por etapas a partir do ensino fragmentado dos fundamentos dos esportes - através da seriação de exercícios, para após o domínio dos gestos técnicos específicos de cada fundamento o jogo propriamente dito ser vivenciado (praticado).

    A literatura específica da área1 até meados da década de 1990 não fazia menção a uma continuidade no processo de ensino-aprendizagem do método parcial em direção a aquisição de conhecimentos sobre as táticas individual, grupal e coletiva. Normalmente a produção da área apresentava o ensino do esporte específico mencionando os seus fundamentos e exemplificando com exercícios de como ensiná-lo, além de apresentarem justificativas limitadas e questináveis para os dias atuais, referente às restrições orgânicas da pratica de determindadas atividades físicas para crianças e adolescentes do sexo feminino, servindo apenas para a criação de mitos e preconceitos2.

    O objetivo desse trabalho é apresentar o método parcial situar, alguns conceitos e diferenciar a nossa opção metodológica no ensino do handebol, porque ainda hoje, a opção pelo método parcial no ensino do handebol é predominante na maioria dos cursos de licenciatura em Educação Física, o que nos permite deduzir que possivelmente muitos profissionais continuam tendo apenas este modelo de ensino para os esportes coletivos e especificamente para o handebol. Todos os métodos de ensino têm vantagens e desvantagens em adotá-los, o importante é ter consciência dos objetivos a atingir e conhecermos as necessidades e características de cada faixa etária, e optarmos por um método de ensino que leve nossos alunos a atingir os objetivos almejados de forma eficiente e respeitando as características bio-psico-social de cada grupo social. O fundamental para a boa docência é a consciência através do conhecimento de qual método adotarmos em função dos objetivos que temos. Porém, a opção de ensino de qualquer conteúdo através de um determinado método está imbuída de uma determinada visão de educação e de sociedade a qual nos dará elementos para a construção do projeto de ensino que será sempre um projeto político-pedagógico.
    Particularmente, apoiada nos estudos da pedagogia do esporte referenciados no novo conceito de treinamento esportivo sugerimos o ensino de handebol através de outro método de ensino-aprendizagem-treinamento diferente do método parcial, porém este trabalho irá abordar apenas o método parcial, porque o nosso objetivo é contextualizá-lo na produção da área e apresentar alguns meios didáticos para a utilização do mesmo, além de abordar os limites e as vantagens deste método ainda hegemônico na área de Educação Física.
    Alertamos os nossos leitores para a necessidade de se ensinar os esportes coletivos em geral e especificamente o handebol visando a aprendizagem do jogo propriamente dito para que os indivíduos caso não optem por uma carreira de atleta possam ter os conhecimentos necessários para a vivência dos jogos coletivos esportivizados como possibilidades de suas atividades de lazer, tanto no âmbito da vivência como da fruição (assistência), porém que nesta última forma eles tenham conhecimentos específicos para que os alunos tornem-se espectadores ativos3.

    1. Conteúdos do handebol
    Os conteúdos específicos do handebol podem ser classificados em: progressões, fundamentos, táticas individuais ofensivas, táticas individuais defensivas, táticas coletivas ofensivas, táticas coletivas defensivas, os postos específicos ofensivos e os postos específicos defensivos. Porém as propostas didáticas do método parcial apresentam apenas os fundamentos e as progressões, como conteúdos do handebol.

    Progressões - são quase todos os deslocamentos feitos com ou sem a posse da bola. Com a posse da bola ele pode ser realizado através de um, dois ou no máximo três passos em qualquer direção ou mesmo sem deslocamento. Lembramos que um passo no handebol é dado toda vez que se levanta um dos pés do chão e se torna a colocá-lo (apoiá-lo).

    2. Os fundamentos do handebol
    São movimentos fundamentais do handebol que são executados segundo um determinado gesto técnico que é a forma "correta" de execução de um movimento específico, descrito biomecanicamente. Por exemplo: O gesto técnico do passe de ombro no handebol - é a execução desse tipo de passe com o menor desperdício de energia, com a maior rapidez e velocidade, portanto com maior eficácia.
    A seguir descreveremos os diversos fundamentos do handebol.
    Empunhadura - é a forma de segurar a bola de handebol com uma das mãos. A mesma deve ser segurada com as falanges distais dos cinco dedos abertos e com a palma da mão em uma posição ligeiramente côncava.
    Observações: os dedos devem abarcar a maior superfície possível da bola, os dedos devem exercer uma certa força (pressão) na bola para que ela esteja bem segura. Sendo que a pressão exercida pelos dedos polegar e mínimo é muito importante para o êxito da empunhadura.
    Recepção - Deve ser feita sempre com as duas mãos paralelas e ligeiramente côncavas voltadas para frente. Recentemente os atletas utilizam-se comumente também da recepção com uma das mãos. Então, apesar da literatura específica sobre o método parcial haver considerado esse uso habitual recente como um erro, a prática atual e sua eficiência em diversas situações têm nos dado os elementos necessários para indicarmos o ensino e treinamento da recepção com uma das mãos como um elemento necessário para o jogo de handebol. A recepção pode ser classificada em: alta, média e baixa dependendo da altura que a bola seja recepcionada.

    Passes - São movimentos que permitem a bola ir de um jogador a outro, desta forma ele necessita sempre da interdependência de no mínimo duas pessoas. Os tipos de passes podem ser classificados da seguinte maneira:
    • Passes acima do ombro: podem ser realizados em função da trajetória da bola para frente ou oblíquo, sendo que ambos podem ser: retificado ou bombeado.
    • Passes em pronação: lateral e para trás.
    • Passes por de trás da cabeça: lateral e diagonal.
    • Passes por de trás do corpo: lateral e diagonal.
    • Passe para trás: na altura da cabeça com extensão do pulso.
    • Passe quicado: quando a bola toca o solo uma vez antes de ser recepcionado pelo companheiro, nesse tipo de passe a bola é atirada ao solo em trajetória diagonal.
    Greco & Ribas (1998) apresentam o passe em trajetória parabólica.
    Nem todos os passes acima descritos foram apresentados pela literatura específica do método parcial do ensino do handebol. A literatura apresentava até meados de 1990 apenas os seguintes tipos de passes no handebol: acima do ombro, por trás da cabeça - sem as classificações em função de trajetórias, por trás do corpo - também sem as classificações em função de trajetórias e o passes quicado. A respeito do passe de ombro, a literatura não incluía os passes retificado e bombeado como uma variação do passe de ombro.

    Arremesso - É um fundamento realizado sempre em direção ao gol. A maioria dos arremessos pode ser denominada "de ombro" e seguem basicamente a mesma descrição de movimento a seguir - a bola deve ser empunhada, palma da mão voltada para frente, cotovelo ligeiramente acima da linha do ombro, a bola deve ser levada na linha posterior a da cabeça e no momento do arremesso ser empurrada para frente com um movimento de rotação do úmero.

    Os arremessos podem ser classificados em função da forma de execução:
    • Com apoio - significa que um dos pés do arremessador ou ambos esteja(m) em contato com o solo.
    • Em suspensão - significa que no momento do arremesso não há apoio de nenhum tipo do arremessador com o solo.
    • Com queda - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza uma queda, normalmente a mesma se dá dentro da área adversária e de frente - arremesso bastante comum entre os pivôs e eventualmente entre os pontas.
    • Com rolamento - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza um rolamento, na maioria das vezes um rolamento de ombro. Este tipo de arremesso é mais comum entre os pontas4 e eventualmente por pivôs. 5
    Drible - É o movimento de bater na bola contra o solo com uma das mãos estando o jogador parado ou em movimento.

    Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "3 passadas") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá três passos à frente e em direção a meta adversária com a posse da bola.

    Duplo Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "dupla passada") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá "sete" passos com a posse da bola, sendo obrigatoriamente realizados à frente, da seguinte forma: os três primeiros passos são dados com a posse da bola imediatamente após ter recebido a mesma, e simultaneamente na execução do quarto passo o jogador terá que quicar a bola no solo uma vez, tornar a empunhá-la e dar mais três passos com a bola dominada. Ao final do sétimo passo ele terá obrigatoriamente que passar ou arremessar a bola. A literatura indica que o primeiro passo deverá ser executado com a perna contrária ao braço que realizará o arremesso.

    3. O método parcial na fase inicial do procedo de ensino-aprendizagem-treinamento do handebol
    Até meados da década de 1990 a literatura sobre os jogos coletivos esportivizados (esportes coletivos) era baseada no princípio analítico-sintético que apresentava como seu principal método de ensino dos esportes coletivos o método parcial. Este surgiu das experiências positivas dos treinamentos de esportes individuais como o atletismo e a natação.

    Na época foi a principal proposta de ensino dos jogos coletivos esportivizados, baseando-se no princípio analítico-sintético os autores e estudiosos da área passaram a descrever como deveria ser o ensino dos esportes coletivos. A lógica da proposta partiu da fragmentação dos gestos técnicos do jogo, dividindo-os em partes (fundamentos) e cada uma deles subdividos em movimentos mais simples, desta forma um passe no handebol (por exemplo) deve ser ensinado após o domínio da empunhadura e observando o posicionamento correto de ombro, braço, ante-braço e mãos, assim como o posicionamento das pernas no momento de execução do mesmo. Para que o aluno atingisse a performance sugeriu-se um aprendizado por partes e etapas
    ... com exercícios que apresentam uma divisão dos gestos técnicos, das técnicas, da ação motora em seus mínimos componentes. O aluno conhece, em primeiro lugar, os componentes técnicos do jogo através da repetição de exercícios de cada fundamento técnico, os quais são logo acoplados a séries de exercícios, cada vez mais complexos e mais difíceis; à medida que a ajuda e a facilitação diminuem, gradativamente aumenta a complexidade e a dificuldade das ações. À medida que o aluno passa a dominar melhor cada exercício, passa-se a praticar uma nova sequência. Estes movimentos já dominados passam a ser integrados em um contexto maior, que logo permitirão o domínio dos componentes básicos da técnica inerente ao jogo esportivo, na sua situação do modelo ideal, orientado ao gesto do campeão, realizando-se, desta forma, o processo de ensino-aprendizagem-treinamento do esporte (Greco, 1998, p. 41).
    As aulas ou treinamentos baseados neste tipo de método sempre começam com um aquecimento e na sequência é apresentado normalmente pelo professor o exercício que deve ser feito e repetido até o seu domínio, ao comando também do professor outras propostas de exercícios vão sendo apresentadas por ele. A vivência do jogo propriamente dito fica restrita a alguns minutos finais da aula ou treino, onde são avaliados os gestos técnicos ensinados até o momento. O jogo pode aparecer também em muitos casos como um momento de descontração, pois as séries de exercícios muitas vezes são monótonas e desmotivantes, e nesse caso o jogo livre seria uma forma de "premiação" aos alunos.
    Na fase inicial do processo de ensino-aprendizagem-treinamento do handebol não apontamos vantagens (de um modo geral) do uso deste método porque ele não contribui para a formação do "jogador inteligente" e restringe-se apenas a aquisição de gestos técnicos específicos por meio da repetição de movimentos até alcançar-se sua automatização, isso em uma idade em que as crianças deveriam vivenciar o jogo tanto pelas características da infância como pela possibilidade na aquisição de conhecimentos táticos do jogo coletivo (ainda não específicos de um único esporte) que serão importantíssimos nas fases subsequentes do processo de ensino-aprendizagem-treinamento.
    O novo conceito de treinamento esportivo prevê o aprimoramento da técnica específica apenas entre as fases de direção e especialização (Greco, 1998, p. 77). Então, nesta fase, os exercícios sugeridos no método parcial poderiam ser bons exemplos no aperfeiçoamento da técnica específica do esporte ensinado.
    Porém, é indiscutível que o método parcial: 1. aperfeiçoa a técnica; 2. facilita a aprendizagem das técnicas por meio da fragmentação dos movimentos e pelos níveis de dificuldade; 3. facilita o domínio dos fundamentos pela repetição e automatização dos gestos. No entanto, ele também cria limites como: 1. inibe a criatividade; 2. favorece a imitação; 3. determina as ações; 4. não permite o aprendizado tático do jogo; 6. desmotiva a criança, que é especialista em brincar e fica submetida desde muito cedo a exercícios mecânicos.

    4. Propostas de atividades para o ensino do handebol baseada no método parcial
    A seguir apresentaremos algumas sugestões de exercícios para o ensino dos fundamentos do handebol seguindo o princípio analítico-sintético do método parcial.
    Para iniciar o desenvolvimento de qualquer fundamento com os alunos, é necessário que o professor ou técnico inicialmente explique o que é cada um deles e qual é a forma correta para realizá-lo.

    Empunhadura

    Exercício 1: Empunhadura Individual

    Descrição:
    Posição Inicial: Todos os jogadores, livres pela quadra, com bola na mão.
    Tarefa: Segurar a bola de forma correta, onde a superfície de contato é realizada pela superfície dos dedos e pela face palmar média da mão.
    Variações:
    • Para elevar o nível de complexidade, o aluno deve passar a bola de uma mão para a outra, sem que esta bola escape.
    • Utilizar duas bolas, uma em cada mão.



    Exercício 2: Empunhadura em Duplas

    Descrição:
    Posição Inicial: Em duplas, os jogadores posicionados um frente para o outro, com os braços estendidos a frente do ombro, a uma distância de no máximo 1 metro. Os dois jogadores segurando a mesma bola, utilizando o exercício da empunhadura.
    Tarefa: Cada jogador deve utilizar a força na realização da empunhadura para conseguir puxar a bola. Caso algum jogador consiga puxar, retornar ao início do exercício para realizá-lo novamente.
    Variações:
    • Utilizar o braço estendidos a frente do abdômen
    • Criar nova posições para o braço que irá realizar a empunhadura.

    Passes/recepção

    Exercício 1: Passe acima do ombro na parede

    Descrição:
    Posição Inicial: O exercício será realizado individualmente, ficando o jogador de frente para a parede, a qual realizará o passe.
    Tarefa: Lançar a bola contra a parede e recebê-la novamente. Neste momento o professor deve individualmente realizar correções, principalmente sobre a posição do cotovelo, que deve estar ligeiramente acima da linha do ombro.
    Variações:
    • Realizar o passe com ambas as mãos, notando a diferença entre as duas.
    • Realizar neste mesmo exercício o passe picado, onde a bola deve bater no solo, depois na parede e retornando à mão do jogador logo em seguida.
    • Determinar alvos na parede (círculos desenhados) para treinar a precisão do passe.



    Exercício 2: Passe acima do ombro em duplas

    Descrição:
    Posição Inicial: O exercício será realizado em duplas. Os jogadores devem se posicionar de frente, um para o outro, à uma distância de aproximadamente quatro metros.
    Tarefa: Realizar o passe para o outro jogador e recebê-la novamente. Neste momento o professor deve individualmente realizar correções, principalmente sobre a posição do cotovelo, que deve estar ligeiramente acima da linha do ombro. Como o passe ainda não estará sendo realizado com perfeição, é interessante abordar as formas de recepção, para que o aluno a realize, independente da posição em que ela for recebida(alta, média e baixa).
    Variações:
    • Realizar uma série de passes com a mão direita e outra série com a mão esquerda, notando a diferença entre as duas.
    • Realizar neste mesmo exercício o passe quicado, onde a bola deve bater no solo.
    • Aumentar a distância entre a dupla.
    • Determinar o local onde a bola deve ser recepcionada.

    Arremesso

    Exercício 1: Arremesso com apoio parado

    Descrição:
    Posição Inicial: Todos os jogadores parados e espalhados atrás da linha de seis metros, de frente para o gol, sem goleiro.
    Tarefa: Um aluno de cada vez deve arremessar a bola para o gol.
    Variações:
    • Determinar o local para a realização do arremesso (exemplo: ângulo superior esquerdo).
    • Cinco alunos com uma bola distribuídos atrás da linha de seis metros (nos postos específicos ofensivos de pontas e armadores), ao sinal do professor ou técnico, todos devem arremessar a bola ao mesmo tempo.
    • Utilizar uma seqüência, onde cada jogador arremessa por vez, utilizando assim o goleiro.



    Exercício 2: Arremesso com apoio com deslocamento

    Descrição:
    Posição Inicial: Uma coluna de jogadores nas posições do armador central, cada jogador com uma bola.
    Tarefa: Realizar o arremesso, de forma livre, sem cobrar o ritmo trifásico. O arremesso pode ser realizado entre os nove e seis metros. Neste momento o professor pode corrigir a posição do cotovelo, bem como do pé de apoio no chão, que deve ser contrário ao braço de arremesso.
    Variações:
    • Realizar arremessos alternando os braços.
    • Determinar o local que a bola deve atingir o gol (determinado pela divisão do gol em partes)
    • Aumentar a distância do arremesso, em relação ao gol.



    Exercício 3: Arremesso em suspensão

    Descrição:
    Posição Inicial: Três filas nas posições de armador central, armador esquerdo e armador direito.
    Tarefa: Cada jogador deve realizar o arremesso em suspensão. Neste momento o professor não deve interferir na forma de deslocamento do jogador (drible, ritmo trifásico). Ele apenas deve realizar as correções no apoio do pé que irá impulsionar o jogador para o arremesso em suspensão.
    Variações:
    • Utilizar um cone (deitado) para o jogador pular durante a fase aérea do arremesso em suspensão.
    • Aumentar a distância do arremesso para o gol.
    • Variar as posições de arremesso, de acordo com a posição inicial.

    Drible

    Exercício 1: Drible Individual

    Descrição:
    Posição Inicial: Cada jogador com uma bola, espalhados pela quadra.
    Tarefa: Realizar o drible numa seqüência que será descrita pelo professor, ao mesmo tempo em que ele realiza as correções necessárias sobre a posição da mão e do braço em relação a bola.
    Variações:
    • A seqüência das variações fará o nível de complexidade crescer da seguinte forma: driblar parado em pé, driblar abaixando-se até sentar, driblar deitado até erguer-se novamente, deslocar-se andando, deslocar-se correndo, realizar paradas bruscas, realizar mudanças de direção e realizar tudo isso com ambas as mãos.

    Exercício 2: Drible utilizando cones

    Descrição:
    Posição Inicial: Uma coluna no final da quadra de frente para uma coluna de cones colocados a diferentes distâncias um do outro.
    Tarefa: O jogador deve driblar inicialmente andando e depois correndo, assim como com uma mão e depois com a outra, realizando o deslocamento em zigue-zague entre os cones.
    Variações:
    • Diminuir o espaço entre os cones.
    • Fazer o retorno nestes mesmos cones, de costas.
    • Utilizar o contorno (giro em volta do cone) para alguns cones.



    Progressão

    Exercício: Progressão com 3 passos

    Descrição:
    Posição Inicial: Vários tipos de materiais posicionados entre a linha de seis metros e a linha de nove metros, entre eles: 3 cordas esticadas, 3 arcos, 3 pés (formato) desenhado no chão, etc.
    Tarefa: Os atletas devem realizar uma progressão com três passos para frente utilizando a posição correta dos pés de acordo com os materiais e/ou as sinalizações feitas no chão.
    Variações:
    • Realizar três passos andando.
    • Realizar três passos correndo.
    • Estimular um aumento progressivo da velocidade de execução;
    • Aumentar a amplitude das passadas
    • Incluir um salto no final da realização do ritmo trifásico



    Ritmo trifásico

    Exercício 1: Ritmo trifásico
    Descrição:
    Posição Inicial: Idem ao exercício anterior, só que com a bola empunhada.
    Tarefa: Idem ao anterior, utilizando a bola e uma das mãos.
    Variações:
    • Idênticas às do exercício anterior.

    Exercício 2: Ritmo trifásico com finalização

    Descrição:
    Posição Inicial: Idem ao exercício anterior, porém cada jogador com a bola empunhada de frente para o gol, próximo da linha de 9 metros, para realizar o arremesso.
    Tarefa: Idem ao anterior e arremessar para o gol.
    Variações:
    • Aumentar a velocidade de execução.
    • Aumentar a distância do gol.










































































































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  • A importância da marcação no futsal

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  • O futsal é um esporte coletivo conhecido mundialmente e que vem evoluindo a cada dia. Alguns fatores são responsáveis por esta evolução e dentre eles destacamos como fator principal á mudança das regras do jogo. Exigindo de seus praticantes uma grande versatilidade no que diz respeito a atuação no jogo. Trata–se de um esporte de ataque e contra ataque, onde, a exigência física é essencial, além é claro da qualidade técnica individual e coletiva da equipe.

    Abordaremos aqui sobre a Importância da marcação no desporto Futsal. Daremos ênfase principalmente aos sistemas e tipos de marcação utilizados, bem como, as manobras defensivas empregadas no Futsal. Muito se fala em relação á marcação nos esportes coletivos, é uma técnica individual e coletiva de grande dificuldade de treinamento, uma vez que a marcação depende não apenas das qualidades individuais de seus atletas, mas também do sincronismo entre os setores de atuação.

    2 - REVISÃO DE LITERATURA

    2.1. O Futsal

    O Futsal é hoje um esporte universal e tornou-se um dos mais rápidos pela própria dinâmica do jogo e pelo aperfeiçoamento na parte física. É, atualmente, uma das atividades físicas mais atrativas, pois exige, em conjunto, uma condição de força muscular, inteligência, elegância técnica e cooperação coletiva.

    2.2 - Conceito de Marcação

    A marcação pode ser coletiva ou individual. Devendo ser estimulada e treinada, consistindo no principal ato de defesa. Suas movimentações devem ser sincronizadas para que ela impeça a equipe adversária de receber a bola. Por isso, o jogador precisa ser treinado nos estágios de aproximação, abordagem, antecipação e cobertura.

    Para marcar bem é necessário que uma equipe tenha desenvolvido uma boa técnica individual e coletiva de marcação, o que é conseguido somente com muito treinamento e um bom desempenho dos estágios acima citados e que serão melhores esclarecidos á seguir.

    Voser (2002) salienta que, apesar de muitos autores não citarem em suas obras a marcação como um fundamento individual, e sim coletivo, acreditamos que, como os demais elementos da técnica individual, deva ser estimulada e também treinada. A marcação é a ação de impedir que o adversário receba a bola, ou que progrida com ela pela quadra de jogo. No futsal competitivo, traduz-se no principal elemento de defesa, tendo em vista as constantes movimentações.

    Aproximação: onde o jogador procura aproximar-se de seu oponente, buscando equilíbrio adequado para exercer a abordagem.

    Abordagem: quando o jogador estiver com um bom equilíbrio e abordar o oponente, buscando obter a posse de bola ou desequilíbrio na ação do passe do adversário. Na ação de marcar individualmente, é importante que não se marque a bola após a ação de passe do oponente e sim o seu deslocamento.

    Antecipação: É a ação exercida para chegarmos na bola antes do adversário.
    Cobertura: a cobertura poderá ser exercida tanto numa jogada ofensiva para cobrir o jogador que irá tentar o drible, como defensiva, a fim de auxiliar o colega da equipe durante a tentativa de drible do jogador adversário, formando uma segunda linha de marcação.

    A marcação deverá ser efetuada á partir do momento em que o adversário tem a posse de bola. Porém, a marcação pode ocorrer de várias maneiras e em diversos locais diferentes do espaço de jogo. A variação dos sistemas de marcação utilizada pode render bons frutos se bem treinados. Pois, cada ação ofensiva corresponde a necessidade de uma ação defensiva, o que torna essencial a variação dos sistemas de defesa. Abaixo temos algumas definições de alguns conceitos de marcação seja ela individual ou coletiva.

    Na opinião de Fernandes (1981), a marcação homem a homem deve ser reservada para as situações em que o goleiro do time adversário vai dar a saída. Na reposição de bola pelo goleiro, normalmente há uma troca de passes entre este e dois outros atletas. Estes dois atletas devem ser alvo de rigorosa marcação, para forçar o recuo de mais um atleta, na medida em que diminuirá o poder de ataque do adversário.

    De acordo com Ferreira (1994), a marcação é a "Ação de impedir que o oponente direto tome posse da bola e quando de posse da mesma, venha a progredir pelo mesmo espaço de jogo".

    Para Voser (2003) "Marcação significa não deixar o oponente jogar, isto é, combatê-lo de forma legal, impedindo o mesmo de levar vantagem nas disputas de bola e conseqüentemente defender o seu gol contra as investidas da equipe contrária".

    Já, Melo (2002), com relação à marcação e desmarcação, preleciona que: no futebol praticado atualmente, todos têm que ter noções de como atacar e de como defender. O jogador, quando está de posse da bola, tem que saber desempenhar as funções ofensivas, guardando as devidas características de sua posição e função na equipe, e, a partir do momento em que a sua equipe perde a posse de bola, todos deverão desempenhar as funções defensivas, também guardando as funções inerentes à sua posição.

    Fazer uma marcação significa restringir o tempo e o espaço que o adversário tem durante a partida, para criar situações ofensivas.Um jogador que sabe desmarcar-se sempre leva vantagem sobre a defensiva adversária. Para se desmarcar é necessário ao jogador movimentar-se com velocidade, fazer uma troca constante deposições, tocar a bola com os companheiros, evitando prender a bola em demasia e deslocar-se constantemente.

    Os jogos para marcação e desmarcação procuram reproduzir situações que ocorrem durante uma partida, que, de forma prática, faz com que os jogadores vivenciem situações reais de marcação e desmarcação.

    Deve-se ter em mente que a marcação se relaciona diretamente à variação de espaço, o qual é tratado na obra de Meneses (1998), que: como espaço, entende-se uma extensão indefinida que contém e envolve todos os objetos. Pode ser conceituado, também, como intervalo de um ponto a outro; a extensão dos ares; intervalos de tempo; e, á distância percorrida por um ponto em movimento.

    Utilizaremos o último tipo, considerando os pontos como sendo jogadores, para aplicação dessa grandeza no FUTSAL.

    Direcionando para o FUTSAL, utilizaremos o conceito de variação de espaço e não, suas unidades. Podemos dizer que o espaço está sendo constantemente, criado ou reduzido e até mesmo eliminado por situações de ataque, contra-ataque ou negligência do marcador (defesa).

    No entanto, conforme Mcardle, et all; (1998): muitos fatores contribuem para a variação individual na resposta ao treinamento. Por exemplo, é importante o nível de aptidão relativa da pessoa no início do treinamento. É irreal esperar, pessoas diferentes que iniciam juntas, um programa de exercícios estejam no mesmo 'estado' de treinamento ao mesmo tempo.

    Conseqüentemente é contra-produtivo insistir que todos os atletas de uma mesma equipe (ou até mesmo em um mesmo evento) treinem da mesma forma ou com o mesmo ritmo relativo ou absoluto de trabalho. É igualmente irreal esperar que todos os indivíduos respondam a um determinado estímulo de treinamento exatamente da mesma forma.

    Segundo Mellerowiczh (1979), o aumento do rendimento não constitui a única função do treinamento. Na sociedade técnica super civilizada, ele tem importância fundamental na prevenção, na conservação e na melhora da saúde e da capacidade funcional de desempenho, na prevenção das doenças comumente chamadas de doenças da civilização. Essas enfermidades são causadas principalmente pela falta de atividade física e de trabalho braçal, além da obesidade.

    Nossa civilização altamente mecanizada confronta o homem, afastado da natureza, com um ambiente profundamente alterado. Dispomos de máquinas que nos dispensam de qualquer trabalho físico, inclusive da própria locomoção. Em compensação, o homem fica exposto á solicitações e hiper-solicitações nervosas que aumentam a cada momento.

    A falta de funcionamento e a falta antinatural de atividade física e de exercício atrofiam os orgãos ("atrofia por inatividade"), diminuem seu rendimento e os tornam suscetíveis a doenças.

    2.3 - Manobras Defensivas.

    Segundo Mutti (1994), entende-se por manobras defensivas a disposição dos jogadores em quadra, procurando defender sua própria meta contra as investidas do adversário, ou seja, é todo esquema de marcação efetuado durante o jogo na tentativa de não permitir que o oponente obtenha sucesso em suas manobras ofensivas, quer seja nas trocas de passes, infiltrações ou chutes a gol.

    Consiste em dificultar os deslocamentos do adversário com ou sem bola, e assim, não deixando que os mesmos fiquem livres de marcação para que possam realizar jogadas.

    As manobras defensivas obtêm êxito quando a equipe contrária não oferece, ou não consegue oferecer, devido á perfeita marcação efetuada pelos jogadores, qualquer perigo de gol.

    Os sistemas de marcação podem ser: homem a homem ou por zona. No entanto devem se aplicadas conforme a necessidades da partida, isto é, os esquemas de marcação variam de acordo com os sistemas ofensivos do adversário e de acordo com o resultado do jogo, visto que, se a equipe estiver em vantagem no placar é natural que se feche mais em seu setor defensivo, procurando se resguardar durante as investidas do ataque inimigo, enquanto que se for o contrário, a equipe deve efetuar uma marcação mais rígida na saída de bola da equipe adversária, procurando diminuir seus espaços e conseqüentemente roubar-lhe a bola, para que, de posse ela consiga marcar os gols e fugir da situação adversa no placar.

    2.4 - Defesa

    Para Voser (2001), há quem afirme que o melhor ataque começa por uma boa defesa. Esta afirmação é positiva, á medida que as principais situações de ataque no jogo derivam de um erro do adversário e de bolas roubadas na marcação, onde são realizados os contra-ataques. As defesas hoje em dia, evoluíram muito em função do melhor condicionamento físico dos atletas e também em função da nova dinâmica estabelecida dentro de um futsal com concepção total, todas devem saber atacar e defender.

    Nesta primeira parte, será esboçada uma pequena revisão de literatura voltada para a tática defensiva e posteriormente abordaremos assuntos atuais como defesa alternada e princípios de jogo defensivo.

    Conforme Bello (1998), o objetivo primeiro do jogo de defesa é desarmar o oponente, para, em seguida, realizar o ataque. Para efetivação do desarme podem ser utilizados certos tipos de marcação, como por exemplo, marcação zona, individual e mista, as quais serão tratadas em seguida.

    2.5. Tipos de Marcação.

    Podemos afirmar que a ação de marcar pode ser vista sob três aspectos:

    2.5.1. Marcação Individual ou Marcação Homem a Homem.

    Mussalém (1978), separa a marcação homem a homem em pressão individual meia quadra e pressão individual quadra inteira.

    Diz Ferreira (1994), que a marcação homem a homem tem como objetivo exercer a ação de marcar de forma direta a um determinado oponente.

    A marcação individual segundo Zilles (1987), não se preocupa diretamente com a bola, mas cada defensor se preocupa com o seu oponente específico a quem lhe couber marcar.Para o autor o objetivo deste tipo de marcação é determinar para cada jogador quem ele irá marcar da equipe adversária, tirando sua liberdade de movimento, impedindo que ele receba a bola.

    Para Vieira (1987), marcar pressão no homem da bola ou pressão total, obrigando o goleiro repor a bola em jogo.

    Mutti (1994), define marcação homem a homem, como a própria designação define, o defensor marca individualmente o adversário que lhe é indicado.Este mesmo autor divide este tipo de marcação em sob pressão e meia pressão.

    Tolussi (1980), ao discorrer sobre a marcação homem a homem assim expõe: "este é o tipo de marcação empregada pelas equipes de melhor nível, sendo também a mais eficiente das marcações, embora uma das mais difíceis de se realizar e que exige da equipe um bom preparo físico e atenção constante. A marcação por homem, ao contrário da marcação na bola, não se preocupa diretamente com a bola, mas cada defensor se preocupa com o seu oponente que está marcando. Entretanto, os fundamentos da marcação na bola são importantes para uma melhor marcação por homem".

    2.5.2. Marcação por Zona.

    Referente a marcação zona, Vieira (1987), coloca que não importa o posicionamento do adversário e sim as zonas de cobertura que cada um de seus atletas tem a cobrir.

    O mesmo autor coloca que este tipo de marcação trata-se de estilo de defesa em bloco, acompanhando a bola com cada jogador responsável por determinada zona da quadra para destruir as jogadas.

    Mussalém (1978), afirma que a marcação por zona foi o primeiro tipo de marcação apresentado, primeiramente utilizado na meia quadra, evoluindo depois para sua totalidade.

    Para Ziles (1987), esta marcação a atenção deve ser dirigida para a bola, cada jogador muda de posição, passando a vigiar ou marcar um outro setor defensivo.

    A respeito da marcação zona, Apolo (1995), nos revela que no futsal de alto nível não funciona muito, mas, como este trabalho é educacional, vale a pena para que os jogadores de pouca velocidade se encaixam bem para ela.

    Mutti (1994), define este tipo de marcação atribuindo a cada jogador da equipe uma zona de defesa, com a missão de ocupa-la e defende-la.

    2.5.3. Marcação Mista.

    Afirma Mussalem (1978), que a marcação mista é a variação de dois ou mais tipos de marcação utilizados no mesmo jogo por uma mesma equipe. Uma equipe pode iniciar um jogo marcando pressão meia quadra e depois mudar para pressão quadra inteira, de acordo com as condições da partida.

    Este tipo de marcação para Ziles (1987), é uma combinação dos tipos vistos anteriormente. Os jogadores ficam posicionados no sistema 1.3 com seus jogadores mais avançados marcando a equipe adversária por zona. Quando um jogador adversário ultrapassar a zona de um de nossos atletas, este deverá marca-lo individualmente (homem a homem).

    O ex-técnico da Seleção Brasileira Vieira (1987), diz que a marcação mista é apenas uma leve variação da marcação individual.

    2.5.4. Marcação em Linha.

    Hoje em dia alguns treinadores utilizam-se de outros critérios, além desta classificação que já vimos anteriormente.

    Durante a partida o treinador deverá utilizar uma linguagem que o adversário não compreenda, possibilitando se necessário à utilização de defesa alternada ou linhas de marcação que nada mais é que as alterações sucessivas de defesas no transcurso do jogo, a fim de impedir que o adversário se equilibre e se adapte ofensivamente ao tipo de marcação imposta.

    Essas linhas são imaginárias de acordo com as linhas da quadra poliesportiva; a linha 1 seria a linha do basquete, onde o time iria marcar pressionando o adversário; a linha 2 seria a linha do voleibol, onde o time iria marcar meia pressão o adversário; a linha 3 seria no meio da quadra uma marcação mais de espera; a linha 4 seria na linha do handebol uma marcação bem fechada para aproveitar o contra-ataque.

    Santana (1996), diz que é importante propiciar condições para que o jogador construa o conhecimento de:

    • Que marcar é preciso para que a outra equipe não tenha êxito;
    • Que marcar significa ser solidário com o companheiro da equipe;
    • Que deve estar entre o gol e o adversário;
    • Flexionar as pernas para obter maior equilíbrio;
    • Visualizar a bola sempre que for marcar o adversário;
    • Aproximar-se e abordar o adversário em situação de equilíbrio corporal.

    A marcação em linhas é uma das formas mais inovadoras dentro do futsal. Segundo Voser (2003), durante a partida o treinador deverá utilizar uma linguagem que o adversário não compreenda ou reconheça, o que possibilita, se necessário à utilização de múltiplos tipos de defesas, a fim de impedir que o adversário se equilibre e se adapte a um só tipo de marcação imposta.

    De forma bem resumida, como foi visto acima pelos autores a marcação pode ser vista por quatro maneiras:

    Marcação individual: tem como objetivo executar a ação de marcar de forma direta o oponente. Há duas formas de marcação individual: pressão parcial e pressão total.
    Marcação por zona ou espaço: ação de marcar um determinado espaço ou setor da quadra de jogo.
    Marcação mista: combina as ações de marcação individual e por zona.
    Marcação em linha: caracteriza-se pela divisão da quadra em linhas.

    2.6 - Preparação Psicológica.

    A par da preparação física, temos a importância do preparo psicológico do atleta, sem o qual o trabalho não atinge sua completude.

    Para Tubino (1984), "O problema da preparação psicológica é um dos mais complexos do treinamento desportivo, pois não poderá ser considerado como a preparação física, na qual os atletas são adaptados para esforços físicos das competições, nem como a preparação técnico-tática, na qual os atletas são condicionados a determinados procedimentos técnico-táticos que serão empregados durante as performances. Na preparação psicológica, o atleta será preparado para responder positivamente aos estímulos psicológicos nas situações de treinamento e competição".

    Hudson (1979) ressalta que em inúmeras ocasiões, um excelente jogador deixa de ser aproveitado pela equipe em razão de sua instabilidade emocional, é o chamado "nervoso". O treinador deve, portanto, seguir um plano de treinamento, no qual são necessárias regras comportamentais, além de fornecer exemplo, através de atitudes e comportamentos corretos, para que os atletas tenham modelos positivos de conduta.

    O futsal engloba jogadas mais duras, pelo espaço reduzido da quadra. Para tanto, é necessária a intervenção do treinador para que os atletas possam diferenciar o jogo viril do jogo desleal, mostrando o verdadeiro espírito do esporte, que deve ser leal e cavalheiresco. Tudo isto para que o esporte cumpra seu papel.

    Santos (1998) complementa afirmando que o preparador físico, sempre que sentir que o rendimento dos jogadores estiver sendo reduzido devido ao desgaste físico ou mental, exigido pelos jogos, treinamentos e testes, deverá incentivar seus atletas para que possam suportar as pressões e obtenham o máximo de seu rendimento.Este apoio é função da comissão técnica.

    No entendimento de Fernandes (1981): "A preparação psicológica depende da motivação e da condição física; também é de grande importância o nível intelectual do atleta a fim de que este possa assimilar todos os aspectos abordados no treinamento ou na competição: a forma de atuar do adversário, os movimentos técnicos da especialidade que pratica, a importância dos exercícios a serem realizados, determinados tipos de jogadas, etc".

    Esse tipo de preparação deve ser desenvolvido paralelamente com a preparação física, iniciando ambos ao mesmo tempo, logo no primeiro contato com o atleta.

    A preparação psicológica deve ser efetuada pelo psicólogo. Não podemos, porém, esquecer que na prática este trabalho é feito quase que exclusivamente pelo treinador, pois não existe ainda, dentro da maioria de nossos clubes, uma estrutura que comporte uma equipe de trabalho completa.

    Deve-se, ainda, ter em mente que procedimentos auxiliares, poderão ser utilizados objetivando a recuperação e obtenção do máximo desempenho do atleta. É o que prega Weineck (2000), defendendo técnicas de relaxamento, preleção, massagens, etc.

    Gambordella (1981), no mesmo sentido, afirma que toda sessão de treinamento pode ser extremamente produtiva e compensadora, se os jogadores e o treinador souberem aproveitar os ensinamentos e exemplos disponíveis.

    3. CONCLUSÂO

    Podemos concluir á partir do exposto, que a marcação é um elemento de suma importância para todo e qualquer desporto coletivo; e que no futsal não é diferente. Agora cabe aos treinadores, enfatizarem e muito a técnica de marcação não apenas no período competitivo mais também nos trabalhos de base, uma vez que é com o desenvolvimento das boas qualidades técnicas individuais e coletivas de marcação que depende o bom desempenho da equipe no que diz respeito ao requisito marcação.

    Fica claro, também que não é do dia para a noite que se consegue uma boa performance de marcação; é necessário muito treinamento tanto individual como coletivo das técnicas que envolvem a marcação no desporto futsal; pois, é a partir daí que se constrói uma equipe com capacidades das mais variadas de marcação, seja na marcação individual ou coletiva.


    Trata-se, portanto, de uma técnica muito complexa e que necessita de muito treinamento para que se tenha o êxito esperado; uma vez que não depende apenas das qualidades individuais de meus jogadores e sim da coletividade. Cada grupo de trabalho apresenta características diferentes e o importante é conseguir tornar o grupo o mais homogêneo possível, para assim, conseguir manter a equipe com as mesmas características do inicio ao fim da partida, ou seja, conseguir adequar os sistemas escolhidos e suas variações o tempo todo.





    Retirado de www.futsalbrasil.com.br

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