quinta-feira, 23 de julho de 2009

Futsal e a preparação física

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  • A prática do futsal tem evoluído no mundo nos últimos anos. Isto se deve à globalização das regras do jogo e, principalmente, à evolução do treinamento.

    O treinamento e a preparação física passam por uma utilização dos conteúdos das características do próprio jogo de futsal, pois facilita a compreensão e a busca de conteúdos específicos e consequentemente a orientação do treinamento.

    No próprio jogo de futsal aprenderemos com certeza o que é preciso para treinar, usando no treinamento situações semelhantes e integradas.

    A partida de futsal desenvolve-se em duas partes de 20 minutos cronometrados --cada uma delas com um intervalo de dez minutos. Os jogadores realizam atividades motoras complexas e que se alternam de forma aleatória, havendo diversas fases variáveis em sua intensidade e volume de trabalho e pausa. As ações se realizam em alta intensidade e são normalmente de curta duração, com substituições livres.

    Como vemos, a dinâmica de jogo não é fixa, tem características mutáveis. As exigências de competição são cada vez mais elevadas. A preparação física nessa modalidade terá que se adptar à essas exigências, buscar uma maior especificidade, adequar métodos tradicionais de treinamento a metodologias atuais e buscar definitivamente um trabalho que venha suprir realmente as necessidades deste esporte.

    Sabendo realmente das características do futsal, fica evidente para a preparação física que a força, a velocidade e as capacidades coordenativas são as bases do treinamento físico. Mas sabemos a importância do trabalho de resistência, em que a melhora destas capacidades físicas elevará o rendimento individual do atleta e consequentemente de toda equipe, resultando assim num melhor rendimento em competição.

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  • terça-feira, 21 de julho de 2009

    Treinamento físico nos fundamentos do Voleibol

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  • No Treinamento Técnico Individual.

    Favorece o aperfeiçoamento técnico individual - até os altos níveis internacionais - na medida em que atletas tornam-se aptos/capazes para a execução dos fundamentos da técnica, de todas as maneiras e, sobretudo, sem limitações.

    A seguir, como exemplo, enumeramos fundamentos da técnica individual e citamos valências físicas funcionais que contribuem para suas corretas execuções.

    Saque

    - Velocidade de Deslocamento, por ocasião das passadas que precedem a impulsão.

    - Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, com isso, executá-lo com maior alcance.

    - Força Explosiva da musculatura dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com maior impacto e, assim, imprimir maior velocidade possível à trajetória da mesma.

    - Velocidade dos Movimentos do tronco e dos braços, para golpear a bola com a maior potência possível.

    - Flexibilidade de Movimentos da coluna vertebral e dos ombro, propiciam maior amplitude dos movimentos e, consequentemente, contribuem para melhorar a potência do golpe.





    Toque

    - Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

    - Força Explosiva da musculatura dos membros inferiores, para obter boa impulsão e, nos levantamentos, executá-lo com maior alcance.

    - Força nos músculos das mãos e dos dedos, a fim de suportar o impacto da bola, por ocasião da defesa e recepção do saque "Viagem".



    Manchete

    - Velocidade de Deslocamento - de todas as maneiras e em diferentes distâncias -, a fim de colocar-se corretamente em relação à bola.

    - Força em diferentes angulações de flexão da perna, para executá-la sem perda de equilíbrio, por ocasião da recepção do saque e da defesa.

    - Flexibilidade de Movimentos das articulações dos tornozelos, joelhos, coxofemoral e coluna vertebral, para executá-la com máximo equilíbrio.



    Bloqueio

    - Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e do maior alcance possíveis.

    - Força na Musculatura abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio essencial na execução do fundamento.

    - Velocidade dos Movimentos da flexão e extensão das pernas, da elevação e movimentação dos braços.



    Técnicas de Ataque (Cortada e Recursos de Ataque).

    - Velocidade de Deslocamento por ocasião da aproximação para o ataque.

    - Força Explosiva nos músculos dos membros inferiores, tendo em vista a obtenção da melhor impulsão e alcance possíveis.

    - Força Explosiva nos músculos dos membros superiores, tendo em vista golpear a bola com a maior potência possível.

    - Força na Musculatura nas musculaturas abdominal e dorso-lombar, para a obtenção do equilíbrio na execução do fundamento.


    NOTA
    A Resistência Muscular Localizada é valência essencial para que o atleta suporte a natureza repetitiva - peculiar - do treinamento de todos os fundamentos da técnica individual.

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  • sábado, 4 de julho de 2009

    Considerações sobre treinamento para goleiros de futsal

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  •  

    É certo que, sobre treinamento com goleiros, muitas abordagens já foram feitas. Mas, em especial, descrevem-se aqui, algumas discussões sobre o treinamento com goleiros jovens iniciantes no futsal, entendendo como iniciante, a faixa etária entre 7 e 13 anos.

     

    Ressalta-se nesse tipo de abordagem a necessidade de averiguação da motivação daquele que está sendo lançado nesta posição específica no gol. Nas faixas etárias iniciais, a maioria dos alunos está voltado para ser um atacante, se for habilidoso; um zagueiro, se for alto e com menos habilidade; e goleiro se não atender as primeiras exigências. Mas essa é uma visão de senso comum, não sendo, portanto, o ideal.

     

    Para avaliar a motivação do aluno alguns aspectos poderiam ser considerados:

     

    1) O aluno vivenciou todas as posições na quadra de jogo?

    2) Existe alguma interferência externa para que o aluno esteja atuando em posição determinada?

    3) O aluno gosta de atuar na posição privilegiada?

    4) O aluno tem talento para atuar na posição?

    5) O aluno gosta de atuar naquela posição, mas seria melhor aproveitado em outra?

     

    Verificadas essas alternativas, a abordagem será direcionada no sentido do treino específico com goleiros. A principal consideração a ser feita deve estar no sentido de que, o jovem praticante da modalidade (e da posição específica), deve gostar do que ali se faz. As aplicações dos conteúdos específicos da posição abordada devem ser feitas num processo pedagógico que conduza o aluno a gostar muito do que se está fazendo, bem além do que levá-lo somente a automatizar um gesto técnico sem que nem bem o compreenda.

     

    Gostando do que se faz, as abordagens serão conduzidas mais facilmente no decorrer do processo. E assim, o processo de adaptação, conduzirá o aluno ao processo seguinte, o da compreensão do que se faz.

     

    Entre 7 e 9 anos o aluno deve conhecer movimentos diferenciados. O professor deve proporcionar à este mecanismos de experimentação motora diferenciada. A diferenciação no tamanho das bolas, espaços, movimentos e material alternativo, será preponderante para que o objetivo inicial, gostar do que se faz, seja facilmente atingido.

     

    Vivenciando aspectos motores diferenciados, o aluno já estará estimulando, portanto, seu acervo motor para que novas intervenções sejam feitas, sempre com aumento gradativo na complexidade.

     

    Quando o aluno atinge os 10 anos, alguns processos devem ser considerados. O cognitivo deste já está mais aflorado. Ele já vem carregado com alguns moldes que viu na televisão. Já deseja algo mais além das convencionais brincadeiras oferecidas. Percebendo isto, o profissional que lidar com este aluno deve estar atento a dar um pouco mais de ênfase no trabalho com percepção espaço – temporal e tempo de reação.

     

    O aluno precisa conhecer bem o espaço que está atuando e ainda deve estar reagindo cada vez mais rápido aos estímulos oriúndos do próprio jogo. Isso atenderá às necessidades deste aluno que sonha ser um grande jogador de futebol.

     

    Quando o aluno atinge o aluno atinge os 12 e 13 anos, já está num estágio onde os processos do jogo já exigem mais deste. A cobrança está um pouco maior. Ele tem medo de errar. Sabe-se de senso comum que, "goleiro é posição ingrata"! Um bom jogo acaba para o goleiro com apenas uma falha deste. E o menino que atua nesta posição já sabe disto também.

     

    O profissional deve mirar sua intervenção no sentido de fazer com que o aluno esteja confiante em seu potencial e naquilo que foi treinado. Em si, o treino já exige uma gama de trabalho que compreenda os processos cognitivos, afetivos e motores com maior intensidade e especificidade. O aluno já sabe o que quer. E o professor deve prepará-lo para toda e qualquer situação a ser vivenciada no jogo. O aluno quer estar pronto, quer saber que pode sempre mais.

     

    Essas reflexões, porém, não devem ser consideradas fechadas. Cada profissional deve ter um sentimento próprio sobre aquilo de que seu aluno verdadeiramente precisa. Um aluno de 12 anos pode ter, eventualmente, as necessidades de um aluno de 9 ou 10. Isso depende de como foram ou se foram trabalhadas aspectos do treinamento com goleiros anteriormente na vida deste aluno.

     

    Essas percepções estarão qualificando cada vez mais as futuras intervenções com este grupo de alunos especificamente, e isto há de diferenciar o profissional que nesta perspectiva atua.

     

    Autor: Carlos Henrique Simões
    Treinador da AEST/CST
    Prep. de Goleiros da Sel. de Fut. de Areia de Vitória/ES
    Prep. Goleiros da Seleção Capixaba Adulto de Futsal



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  • Principais lesões no esporte

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  • Em alguns países, as lesões causadas pelo desporto são muito frequentes. Os princípios da medicina desportiva podem aplicar-se ao tratamento de muitas lesões musculoesqueléticas, que podem ser semelhantes a uma lesão durante uma actividade desportiva, mas devidas a uma causa diferente. Por exemplo, o cotovelo do tenista pode ser devido à acção de carregar uma mala, de atarraxar ou de abrir uma porta emperrada, e um joelho de corredor pode dever-se à acção de rodar excessivamente o pé para dentro ao andar (pronação).

    Causas

    Uma lesão causada pelo desporto deve-se a métodos de treino incorrectos, anomalias estruturais que forçam certas partes do corpo mais do que outras e fraqueza dos músculos, tendões e ligamentos. O desgaste crónico é a causa de muitas destas lesões, que são resultado de movimentos repentinos que afectam tecidos susceptíveis.

    Métodos de treino incorrectos

    A maior parte das lesões musculares e articulares devem-se a métodos de treino incorrectos. A pessoa não permite uma recuperação adequada ao fim de um período de treino, ou então não interrompe o exercício quando aparece a dor.

    Sempre que se forçam os músculos num treino intensivo, algumas fibras musculares lesionam-se e outras consomem a energia disponível que foi armazenada sob a forma de glicogénio. Exigem-se mais de dois dias para que as fibras sarem e para substituir o glicogénio. Como só as fibras não lesionadas e adequadamente alimentadas funcionam de modo apropriado, os períodos de treino intensivo muito seguidos exigem, enfim, um trabalho comparável por parte de uma menor quantidade de fibras sãs, aumentando a probabilidade de lesões. Por conseguinte, podem prevenir-se as lesões crónicas deixando um intervalo de pelo menos 2 dias entre os períodos de treino intensivo, ou alternando os que forçam diferentes partes do corpo. Muitos programas de treino alternam um dia de treino intensivo com um de repouso (Ver secção 5, capítulo 58) (como fazem muitos levantadores de pesos) ou com um dia de treino ligeiro. No caso de um corredor, este pode correr a um ritmo de 5 minutos/1,5 km um dia e a um ritmo de 6 a 8 minutos/1,5 km no dia seguinte. Se um atleta treinar duas vezes por dia, cada exercício intenso deve ser seguido de pelo menos de 3 exercícios menos enérgicos. Só os nadadores podem praticar todos os dias ambos os treinos, o enérgico e o ligeiro, sem se lesionar. A força de ascensão da água ajuda-os a proteger os seus músculos e articulações.

    A dor que precede muitas lesões por desgaste apresenta-se pela primeira vez quando um número limitado de fibras do músculo ou do tendão começam a rasgar-se. Interromper o exercício ao primeiro sinal de dor limita a lesão a essas fibras, dando como resultado uma recuperação mais rápida. Continuar a fazer exercício enquanto se sente dor provoca a laceração de uma maior quantidade de fibras, estendendo a lesão e atrasando a recuperação.

    Anomalias estruturais

    As anomalias estruturais podem fazer com que uma pessoa seja propensa a uma lesão desportiva pelo esforço desigual de várias partes do corpo. Por exemplo, quando as pernas são desiguais em comprimento, exerce-se uma força maior sobre a anca e o joelho da perna mais comprida. Habitualmente, correr pelos lados de caminhos com desníveis tem o mesmo efeito; pisar repetidamente com um pé a superfície um pouco mais elevada aumenta o risco de dor ou lesão nesse lado do corpo. A pessoa que tem uma curva exagerada da coluna vertebral pode sentir dor de costas quando faz girar um taco de basebol. Em geral, a dor desaparece quando se interrompe a actividade, mas regressa sempre que se atinge a mesma intensidade de exercício.

    O factor biomecânico que causa a maioria das lesões do pé, da perna e da anca é a pronação excessiva (uma rotação dos pés para dentro depois de entrar em contacto com o solo). Um certo grau de pronação é normal e evita as lesões, dado que ajuda a distribuir a força por todo o pé.

    Contudo, a pronação excessiva pode causar dor no pé, no joelho e na perna. Em pessoas que têm uma pronação excessiva, os tornozelos são tão flexíveis que o arco dos pés toca o solo enquanto caminham ou correm, dando a aparência de pés chatos. Um corredor com pronação excessiva pode sofrer dores dos joelhos quando corre longas distâncias.

    O problema contrário, a fraca pronação, pode ocorrer nas pessoas que têm tornozelos rígidos. Nestas pessoas, o pé parece ter um arco muito elevado e não absorve bem o impacto, aumentando o risco de produzir pequenas fendas nos ossos dos pés e das pernas (fracturas por sobrecarga).

    Debilidade de músculos, tendões e ligamentos

    Os músculos, os tendões e os ligamentos rompem-se quando são submetidos a esforços superiores à sua força intrínseca. Por exemplo, podem lesionar-se se forem demasiado fracos ou rígidos para o exercício que se está a tentar praticar. As articulações são mais propensas às lesões quando os músculos e os ligamentos que as sustentam são fracos, como acontece depois de uma entorse. Os ossos enfraquecidos pela osteoporose podem fracturar-se facilmente.

    Os exercícios de fortalecimento ajudam a prevenir as lesões. O exercício regular não aumenta nem reforça a musculatura de forma significativa. O único modo de fortalecer os músculos é exercitá-los contra uma maior resistência de forma progressiva, como praticar um desporto cada vez mais intenso, levantar pesos cada vez maiores, ou usar máquinas especiais de fortalecimento. Os exercícios de reabilitação para fortalecer os músculos e os tendões que já estão sãos fazem-se, geralmente, levantando ou pressionando contra elementos resistentes, em séries de 8 a 11 repetições, em dias alternados no máximo.

    Diagnóstico

    Para diagnosticar uma lesão desportiva ou outra lesão musculoesquelética, o médico indaga sobre o local e o modo como se deu a mesma e sobre o tipo de actividades, recreativas ou ocupacionais que a pessoa desempenhou recentemente ou que desempenha periodicamente. O médico examina também a zona lesada. O doente pode ser remetido para um especialista para outros exames. Os exames de diagnóstico podem incluir radiografias, tomografia axial computadorizada (TAC), ressonância magnética (RM), artroscopia (observação da articulação afectada através de um pequeno instrumento introduzido na articulação), electromiografia (Ver secção 6, capítulo 60) e um estudo, com a ajuda de um computador, da função muscular e articular.

    Prevenção

    O aquecimento antes de iniciar exercícios extenuantes ajuda à prevenção das lesões. Exercitar-se com passo calmo durante 3 a 10 minutos aquece os músculos o suficiente para os tornar mais flexíveis e resistentes às lesões. Este método activo de aquecimento prepara os músculos para exercícios enérgicos com maior eficácia que os métodos passivos como a água quente, as almofadas de calor, os ultra-sons ou a lâmpada de raios infravermelhos. Os métodos passivos não aumentam a circulação de sangue de modo significativo.

    Arrefecimento significa uma redução gradual da velocidade antes de interromper o exercício e evita a tontura ao manter a circulação sanguínea. Quando se interrompe bruscamente um exercício enérgico, o sangue pode acumular-se nas veias das pernas (estagna), reduzindo momentaneamente a irrigação cerebral. O resultado pode ser tonturas e inclusive desfalecimento. O arrefecimento também ajuda a eliminar os resíduos como o ácido láctico dos músculos, mas não parece prevenir a dor muscular no dia seguinte, causada pela lesão das fibras musculares.

    Os exercícios de estiramento não parecem prevenir as lesões, mas alongam os músculos de tal forma que se podem contrair mais eficazmente e funcionar melhor. Para evitar lesões musculares durante o estiramento, este deve ser realizado depois do aquecimento ou do exercício. Cada estiramento deve ser suficientemente cómodo para se conseguir contar até 10 ensaios.

    As palmilhas para o calçado (ortopédicas) podem muitas vezes corrigir os problemas do pé como a pronação. As palmilhas, que podem ser flexíveis, semi-rígidas ou rígidas, e podem variar em comprimento, devem ser colocadas dentro de sapatilhas de desporto adequadas. As sapatilhas de desporto de boa qualidade têm um calcanhar rígido (a parte posterior da sapatilha que cobre o calcanhar) para controlar o movimento da face posterior do pé, um suporte de um lado ao outro do peito do pé (guarnição), para prevenir a pronação excessiva, e uma abertura acolchoada (colar), para apoiar o tornozelo. O calçado deve ter o espaço adequado para a palmilha. As palmilhas ortopédicas geralmente reduzem o tamanho do calçado num número. Por exemplo, um sapato 38 com uma palmilha ortopédica transforma-se em 37.

    Tratamento

    O tratamento imediato para quase todas as lesões do desporto consiste em repouso, gelo, compressão e elevação. A parte lesada é imediatamente imobilizada para minimizar a hemorragia interna e o inchaço e para evitar que a lesão piore. A aplicação de gelo faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, ajudando a limitar a inflamação e a reduzir a dor. Ligar a parte lesionada com fita adesiva ou uma ligadura elástica (compressão) e colocá-la acima do coração (elevação) ajuda a limitar o inchaço. Uma bolsa de gelo como as que se encontram no comércio, ou uma bolsa de gelo triturado ou picado, que se molda ao contorno do corpo melhor do que o gelo em cubos, pode ser colocada numa toalha em cima da zona lesada durante 10 minutos. Uma ligadura elástica pode envolver, sem apertar, a bolsa de gelo e a zona lesada. A zona lesada deve manter-se elevada, mas o gelo deve ser retirado durante 10 minutos, com uma nova aplicação ao fim desse tempo durante outros 10 minutos e assim sucessivamente durante uma ou duas horas. Este processo pode repetir-se várias vezes durante as primeiras 24 horas.

    O gelo acalma a dor e o inchaço de vários modos. A parte lesionada incha porque o líquido sai dos vasos sanguíneos. A aplicação de frio (que causa uma contracção dos vasos sanguíneos) reduz essa tendência do líquido para sair; deste modo restringe-se a quantidade de líquido e o inchaço da parte lesada. Diminuindo a temperatura da pele sobre a lesão, pode-se reduzir a dor e os espasmos musculares. O gelo também limita a destruição dos tecidos mediante a diminuição da velocidade dos processos celulares.

    Contudo, a aplicação demasiado prolongada de gelo pode lesar os tecidos. A pele reage por reflexo quando atinge uma temperatura baixa (cerca de 27ÞC), dilatando os vasos sanguíneos da zona. A pele torna-se avermelhada, aquece, causa ardor e pode doer. Estes efeitos aparecem geralmente de 9 a 16 minutos depois de se ter aplicado o gelo e diminuem em 4 a 8 minutos, depois de retirado o gelo. Portanto, deve-se tirar o gelo quando se manifestarem esses efeitos ou ao fim de 10 minutos de aplicação, mas pode-se repetir ao fim de outros 10 minutos.

    As injecções de corticosteróides na articulação lesionada ou nos tecidos circundantes aliviam a dor, reduzem o edema e podem em certas ocasiões ser uma ajuda adicional para o repouso. Contudo, estas injecções podem atrasar o processo de cura, aumentando o risco de lesão do tendão ou da cartilagem. A lesão pode piorar se a pessoa usar a articulação lesada antes que esta sare.

    Os fisioterapeutas podem aplicar calor, frio, electricidade, ultra-sons ou estabelecer a prática de exercícios na água como parte de um plano de reabilitação. Aconselha-se também o uso de palmilhas especiais para o calçado ou outros acessórios ortopédicos. A duração da terapia física depende do grau de gravidade e complexidade da lesão.

    A actividade ou o desporto que causou a lesão devem ser evitados até à cura. A substituição por actividades que não forcem a zona lesionada é preferível à abstenção de toda a actividade física, dado que a inactividade completa causa a perda da massa muscular, da força e da resistência. Por exemplo, uma semana de repouso requer pelo menos duas semanas de exercício para voltar ao nível de estado físico anterior à lesão. As actividades que podem substituir a habitual incluem ciclismo, natação, esqui e remo, quando a parte inferior da perna ou do pé estão lesados; correr sem se mover do mesmo sítio ou sobre um trampolim, natação e remo quando as lesões se localizam na parte superior da perna; ciclismo e natação, quando são na zona inferior das costas, e corrida, patinagem e esqui, quando são no ombro ou no braço.

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  • Livro: Treinamento Físico-Desportivo e Alimentação

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  • Todos sabemos que a alimentação e a atividade física podem melhorar nosso rendimento físico-desportivo ao mesmo tempo em que trazem benefícios à nossa saúde. Neste livro, enfatiza-se, particularmente, a alimentação e a atividade física na idade escolar, já que é nesse período que adquirimos a maioria dos hábitos que permanecerão em nossa vida de adultos. Esta obra esclarece, ainda, como a alimentação e a atividade física podem converter-se em pilares complementares da saúde e como se pode favorecer uma atitude positiva em ambos os campos, incluindo-os tanto no âmbito do trabalho profissional do educador e do especialista como nos ensinamentos cotidianos de pais e familiares..
    Editora: Artmed
    Autor: M. DELGADO FERNANDEZ & A. GUTIERREZ SAINZ & M. J. CASTILLO GARZON
    ISBN: 853630023X
    Origem: Nacional
    Ano: 2002
    Edição: 1
    Número de páginas: 230
    Acabamento: Brochura
    Formato: Médio

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  • sexta-feira, 3 de julho de 2009

    Aquecimento no esporte

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  • Atualmente milhões de pessoas estão descobrindo os movimentos. Para onde quer que se olhe, lá estão pessoas andando, correndo, saltando, jogando, nadando, se exercitando. O que esperam alcançar? Por que este interesse súbito pela atividade física? É simples descobrir.

    Primeiramente a mídia tem muita influência neste fato, pois hoje em dia o que mais se vê por aí, são "tchutchucas" e "tigrões", ou seja, mulheres e homens correndo atrás de belas formas físicas. E em segundo lugar, existem também a questão da saúde, porque, como sabemos, aquele que pratica qualquer atividade física tem mais vigor, resistem mais as doenças e além de tudo mantêm a forma.

    Antigamente, as pessoas não sofriam dos problemas de uma vida sedentária; eles precisavam trabalhar para sobreviver. Permaneciam fortes e saudáveis devido as atividades ao ar livre vigorosas e constantes: cortando lenha, cavando, cultivando o solo, plantando, caçando além de todas as demais tarefas diárias. Porém, com a Revolução Industrial, as máquinas passaram a realizar aquele trabalho que era feito à mão. À medida que as pessoas passaram a ser menos ativas, começaram a perder força e o instinto para o movimento natural.


    É evidente que as máquinas tornaram a vida mais fácil, porém acarretaram uma série de problemas, como por exemplo: em vez de andarmos, dirigimos; em vez de subirmos escadas, usamos elevadores; em vez de levantarmos para desligar o televisor, usamos o controle remoto. Com esse progresso das máquinas, dos eletrodomésticos, dos controles remoto, praticamente passamos o maior tempo de nossas vidas sentados, sem atividade física nenhuma; com isso, nossos corpos tornaram-se depósitos de tensões, de músculos fracos, de gorduras localizadas. Perdemos o contato com a nossa natureza física.


    Mas, agora, os tempos estão mudados. As pessoas estão tendo consciência da importância das atividades físicas no dia-a-dia. Grande parte da população brasileira estão procurando praticar uma atividade física. Seja em academias ou em clubes, por conta própria ou com um profissional, não importa. O que importa mesmo é não esquecermos que antes de qualquer atividade física, devemos fazer sempre um aquecimento seguido ou não de alongamento para que tudo isso possa acontecer sem que nos cause um lesão


    O nosso corpo é o bem mais precioso que possuímos, portanto, cuidemos bem dele com todo o amor e carinho que ele merece.


    A IMPORTÂNCIA DO AQUECIMENTO NA ATIVIDADE FÍSICA

    O aquecimento é a primeira parte da atividade física e tem como objetivo preparar o indivíduo tanto fisiologicamente como psicologicamente para a atividade física. A realização do aquecimento visa obter o estado ideal psíquico e físico, prevenir lesões e criar alterações no organismo para suportar um treinamento, uma competição ou um lazer, onde o mais importante é o aumento da temperatura corporal.


    O aumento da temperatura corporal resulta nos seguintes benefícios:

    aumento da taxa metabólica;

    aumento de fluxo sangüíneo local;

    melhoria da difusão do oxigênio disponível nos músculos;

    aumento da quantidade de oxigênio disponível nos músculos;

    aumento da velocidade de transmissão do impulso nervoso;

    diminuição do tempo de relaxamento muscular após contração;

    aumento da velocidade e da força de contração muscular;

    melhoria na coordenação;

    aumento da capacidade das articulações à suportar carga.

    Alguns destes benefícios reduzem o potencial de lesões, já que possuem a capacidade de aumentar a coordenação neuromuscular, retardar a fadiga e tornar os tecidos menos suscetíveis a danos.


    Pesquisas provam que a capacidade de fazer atividades físicas tendem a melhoram com o aumento da temperatura, pois reduzem as probabilidades de ocorrerem lesões. Por exemplo, uma elevação da temperatura produz uma dissociação mais rápida e completa do oxigênio da hemoglobina. A liberação do oxigênio da mioglobina, uma fonte extra de oxigênio localizada no músculo esquelético, também aumenta em temperaturas altas. Para uma determinada quantidade de exercício, é necessário menos oxigênio após o aquecimento. Em relação a célula, uma elevação na temperatura diminui a ativação de energia no qual ocorrem as importantes reações químicas metabólicas. Este índice de aceleração metabólica conduz à utilização eficiente dos substratos que são cruciais no fornecimento da energia necessária à atividade física.


    As temperaturas musculares abaixo da temperatura do corpo tendem a aumentar a viscosidade muscular causando uma sensação de inércia, rigidez e fraqueza nos músculos. A contração muscular também parece ser mais rápida e com maior força quando a temperatura do músculo fica ligeiramente elevada acima da temperatura do corpo.


    A sensibilidade dos receptores nervosos e a velocidade de transmissão dos impulsos nervosos são afetadas pela temperatura, e, portanto, foi sugerido que as temperaturas mais altas aumentam a função do sistema nervoso. Acredita-se que a melhoria de funcionamento do sistema nervoso produzida pelo aquecimento seja especialmente benéfica aos atletas praticantes de esportes que exigem movimentos complexos de várias partes do corpo. A transmissão rápida desses sinais cinestéticos é importante quando parte do corpo estão se movimentando com celeridade, porque é essencial ao sistema nervoso central obter a retroalimentação adequada a fim de controlar os movimentos complicados que podem ocorrem em frações de segundo.


    A temperatura elevada fornece estimulação para a vasodilatação que, por sua vez, resulta no aprimoramento do fluxo sangüíneo. Por exemplo, o fluxo sangüíneo para o músculo esquelético atuante pode ser aumentado, em parte devido às elevações locais de temperatura. A distribuição dos substratos necessários e a remoção dos produtos metabólicos derivados e dos músculos atuantes são dois processos fisiológicos que são aprimorados devido à vasodilatação induzida pela temperatura. Além disso, o aquecimento causa um transporte prematuro na distribuição do fluxo sangüíneo no corpo. Este transporte aumenta o fluxo relativo para as áreas relacionadas com o exercício (ex.: músculos ativos) e diminui o fluxo para as circulações não-essenciais (ex.: membros não-atuantes, vísceras, etc.).


    Estes reajustes circulatórios normais relacionados com o exercício propiciam um percentual maior a ser direcionado para os leitos vasculares necessários, mas cedo do que sem o aquecimento.

    No treinamento desportivo (na atividade física), a literatura especializada divide o aquecimento em duas estruturas relacionadas quanto à especificidade da modalidade, passivo, geral e específico.


    O AQUECIMENTO PASSIVO

    O aquecimento passivo envolve o aumento da temperatura corporal através de alguns meios externos. Por exemplo, a utilização de massagem, diatermia de ondas curtas, sacos quentes, banhos de vapor e duchas quentes são todos considerados formas de aquecimento passivo.


    Este pode não ser um método prático para o atleta, porém, o desempenho físico será aprimorado (comparado à total falta de aquecimento) se as temperaturas do corpo ou dos tecidos locais estiverem suficientemente elevadas. Uma possível vantagem do aquecimento passivo é a redução da probabilidade de prejuízo no trabalho físico subsequente devido à depleção excessiva de "substratos de energia" por causa da insignificante quantidade de atividade exigida. As técnicas de aquecimento passivo podem ser usadas juntamente com outros tipos de aquecimento para prolongar os efeitos da temperatura elevada.


    O AQUECIMENTO GERAL

    Os principais objetivos fisiológicos do aquecimento geral são: obter um aumento da temperatura corporal, da temperatura da musculatura e a preparação do sistema cardiovascular e pulmonar para o desempenho da atividade física. Devemos elevar a temperatura corporal, pois ao atingir a temperatura ideal, as reações fisiológicas importantes para o desempenho motor ocorrem nas proporções adequadas para uma determinada atividade.


    A velocidade do metabolismo aumenta em função da temperatura, aumentando 13% para cada grau de temperatura. O aumento da irrigação tecidual garante um melhor suprimento de oxigênio e substratos ao tecido.

    Há ainda um aumento da atividade enzimática aeróbia e anaeróbia. Isto é, o metabolismo está aumentando, tornando as reações químicas mais rápidas e mais eficientes. O metabolismo durante uma atividade física pode subir 20 vezes durante uma corrida de longa duração (ex.: maratona) e até 200 vezes durante uma corrida de velocidade (ex.: 100 metros rasos).


    O aumento da excitabilidade do sistema nervoso central (SNC) resulta em maior velocidade de reação e contração: um aumento de temperatura em 2° (dois graus) corresponde a um aumento de 20% da velocidade de contração.


    No lado preventivo o aumento da temperatura resulta em uma redução da resistência elástica e da resistência do atrito, a musculatura, os ligamentos e os tendões tornam-se mais elásticos tornando-os menos suscetíveis a lesões ou rupturas. Há também modificações importantes nas articulações, devido a uma série de mecanismos, as articulações aumentam a produção de líquido sinovial (o líquido que fica dentro das articulações), tornando-as mais resistentes à pressão e a força.


    Além disso tudo, o aquecimento geral provoca uma ativação nas estruturas do sistema nervoso central (SNC) e conseqüentemente uma melhora do estado de alerta e da atenção. Este estado de vigilância favorece o aprendizado técnico, a capacidade de coordenação e a precisão de movimentos.

    Alguns exemplos típicos do aquecimento geral:

    pular corda;

    esteira;

    bicicleta ergométrica, etc.


    O AQUECIMENTO ESPECÍFICO

    O aquecimento específico distingue-se do aquecimento geral, já que se concentra nas partes neuromusculares do corpo, que serão utilizadas na atividade física subsequente e mais extenuante, ou seja, consiste em exercícios que se assemelham tecnicamente aos que serão executados na atividade posterior.


    Qualquer exercício que envolva movimentos similares à prova atlética real, mas com nível de intensidade reduzido, é considerado como aquecimento específico. Por exemplo, um tenista para fazer seu aquecimento específico pode fazer rotações articulares (ombro, cotovelo, punho) e bate-bola (que deve começar em baixa intensidade e ir aumentando progressivamente).


    Um aquecimento específico não está somente direcionado para a elevação da temperatura das partes do corpo (ex.: músculos, tecidos conjuntivos, etc.) diretamente envolvidas na atividade, mas também favorece um ensaio da prova que irá acontecer. Esta forma de aquecimento é especialmente útil nos desempenhos físicos que envolvem coordenação especial ou manobras habilidosas, já que a prática por si só pode auxiliar no aprimoramento da atividade. Em geral, um aquecimento específico tende a ser mais benéfico com atividade pré-desempenho do que as técnicas de aquecimento geral.



    FATORES QUE INFLUENCIAM NO AQUECIMENTO


    IDADE

    Variação do tempo e da intensidade de acordo com a idade. Quanto mais velha é a pessoa, mais cuidadoso e gradual o aquecimento deve ser, portanto mais longo.

    ESTADO DE TREINAMENTO

    Quanto mais treinada é a pessoa, mais intenso deve ser seu aquecimento. Devendo ser ajustado para cada pessoa e para cada modalidade.
    Nunca fazer atividades ou exercícios os quais não se está acostumado.

    DISPOSIÇÃO PSÍQUICA

    A falta de motivação reduz os efeitos do aquecimento.

    PERÍODO DO DIA

    Pela manhã o aquecimento deve ser mais gradual e mais longo.

    Durante à tarde o aquecimento pode ser mais curto.

    Já a noite deve ter características similares ao da manhã.

    MODALIDADE ESPORTIVA

    Deve ser realizado de acordo com a modalidade praticada, aquecimento específico para determinada região. Neste ponto ainda devemos prestar atenção nas características individuais e do esporte.

    TEMPERATURA AMBIENTE

    Em tempos quentes o aquecimento deve ser reduzido.

    Em dias frios ou chuvosos o tempo do aquecimento deve ser alongado.

    MOMENTO DO AQUECIMENTO

    O intervalo ideal entre o final do aquecimento e o início da atividade é de 5 a 10 minutos.

    Efeito do aquecimento perdura de 20 a 30 minutos. Após 45 minutos a temperatura corporal já retomou sua temperatura de repouso.


    ASPECTOS DO AQUECIMENTO NA PREVENÇÃO DA LESÃO

    O aumento na temperatura do tecido produzido durante o aquecimento foi sugerido como sendo responsável pela redução de incidência e probabilidade de lesões músculo-esqueléticas. A elasticidade muscular depende da saturação sangüínea. Portanto, músculos frios com saturação sangüínea baixa estão mais suscetíveis à lesão ou danos que os músculos em temperaturas altas e concomitante saturação sangüínea mais alta.


    O movimento de percurso articular também melhora em temperaturas mais altas devido ao aumento da extensibilidade dos tendões, ligamentos e outros tecidos conjuntivos. Este aspecto do aquecimento é especialmente crítico para os atletas que precisam de um determinado grau de mobilidade articular relacionada a seu esporte em particular (ex.: ginastas, corredores, etc.) e para os atletas que participam de esportes de inverno ou que se exercitam em tempo frio.


    Já que a temperatura afeta a extensibilidade dos componentes corporais envolvidos na flexibilidade, é particularmente importante lembrar que as rotinas de alongamento devem ser executadas após o aquecimento a fim de se obter os melhores resultados e reduzir o potencial de risco das lesões induzidas pelo alongamento. Os danos ao tecido conjuntivo podem ocorrer se o alongamento excessivo for executado quando as temperaturas dos tecidos estão relativamente baixas.


    Finalmente, mais um importante motivo para a inclusão do aquecimento antes do desempenho de altos níveis de atividade física foi demonstrado nos efeitos cardiovasculares do exercício extenuante e repentino em homens normais e assintomáticos. As respostas cardiovasculares anormais estavam evidentes quando os indivíduos executaram um exercício vigoroso sem aquecimento. Portanto, deve-se ter o cuidado especial em aquecer os atletas que estão participando de esportes que exigem qualquer tipo de atividade repentina e extenuante.

    CONCLUSÃO

    Qualquer pessoa que faça uma atividade física, que pratique um esporte ou algum tipo de treinamento deve fazer rotineiramente um aquecimento de acordo com seu organismo, sua idade e sua atividade. Lembrando também das probabilidades que a baixa temperatura do corpo pode causar, como lesões no músculo, no tecido conjuntivo, tendões, etc...


    Dependendo do tipo de atividade física fazer o aquecimento seguido de alongamento.


    Posso concluir, que nunca devemos praticar qualquer atividade física sem um aquecimento prévio. Pois, para um bom desempenho no esporte ou em qualquer outra atividade física, é necessário o aquecimento. Não existe atividade física sem o aquecimento. O aquecimento é primordial ao atleta ou à pessoa praticante.

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