sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Metodologia do jogo condicionado para o aprendizado das funções e posições no futsal

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  • No Futsal moderno os jogadores ocupam vários lugares na quadra, jogam normalmente sem posição fixa. O importante é que o atleta/aluno desempenhe a função determinada pelo treinador. Para isto devemos treinar nosso atleta/aluno em todas as funções. Todas as funções e posições têm suas características próprias e para isto devemos treina - las especificamente. Existem cinco funções no Futsal: Goleiro, Fixo, Ala Direita, Ala Esquerda e Pivô.

    Em estudo organizado pelo professor Nicolino Bello 1998, observou-se que o fixo e os alas percorrem uma maior metragem que os pivôs durante uma partida de Futsal, sendo os alas os que mais andam na quadra. Neste mesmo estudo evidenciou-se que os pivôs tocam mais na bola que os alas e os fixos. A respeito deste assunto temos poucos trabalhos publicados, por esta razão pretendo escrever algo a respeito.

    Este trabalho de jogos condicionados para treinar as posições no Futsal, é um método novo onde dividimos a quadra em espaços e funções, onde nossos alunos/atletas devem cumprir funções na quadra, e principalmente aprendem a se posicionar na quadra não ocupando o espaço dos colegas ou correndo errado. Neste método tentamos fazer com que nossos alunos/atletas, não joguem todos no mesmo setor, ou todos em volta da bola.

    Começamos de forma intuitiva e premeditada dando-lhes funções e posicionamentos. Podemos utilizar estes jogos da iniciação ao alto nível, dependendo é claro do objetivo que queremos alcançar. Para trabalharmos com jogos condicionados nesta perspectiva faz-se necessário caracterizar as funções e posições do futsal.

    FUNÇÃO DE GOLEIRO

    Talvez seja o jogador mais importante da equipe, deve coordenar a equipe, pois joga de frente para o adversário. Hoje também, o goleiro têm que saber usar os pés como passador e ter bom chute. Lançar com as mãos e reposição rápida com a bola é fundamental para o goleiro. Deve orientar sua equipe o tempo todo, vibrando com a mesma. Deve saber os movimentos táticos, principalmente os de saída de bola e dar cobertura ao sistema defensivo. Atenção é primordial para esta posição.

    CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - altura ideal de 1.70 á 1.85, o goleiro deve ter: agilidade, flexibilidade, equilíbrio, coordenação, impulsão, velocidade de reação.

    CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - pegada, habilidade com as mãos, queda e rolamento, reposição e lançamento com as mãos, passe, chute.

    CARACTERÍSTICAS TÁTICAS - colocação, saída do gol, entrosamento com a defesa, reposição rápida de bola, armação de jogadas com pé e mão.

    CARACTERÍSTICAS PSCICOLÓGICAS - liderança, coragem, controle emocional, atenção, concentração, tranqüilidade e iniciativa.

    FUNÇÃO DE FIXO

    Geralmente é o atleta encarregado de desarmar as jogadas dos adversários, são atletas de excelente marcação. Hoje também são criadores de jogadas, com bom chute de longa distância. Deve ter grande senso de distribuição de jogo e cobertura. O fixo deve ter bom sincronismo com os alas e com o goleiro na marcação. O pivô adversário é quem marca o fixo, por isto ele deve saber deslocar-se, para sair nas costas do adversário e criar situações de vantagem no ataque. Antecipação é fundamental para ser um bom fixo.

    CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - altura ideal de 1.75 á 1.85. Os fixos devem ter agilidade, impulsão, força, coordenação e velocidade de reação.

    CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - antecipação, marcação, chute, passe, cabeceio e deslocamentos.

    CARACTERÍSTICAS TÁTICAS - colocação, entrosamento com o goleiro, noção de cobertura, domínio da antecipação, saber usar o corpo e noção de ocupação de espaço.

    CARACTERÍSTICAS PSCICOLÓGICAS - coragem, controle emocional, tranqüilidade, decisão, determinação e iniciativa.


    FUNÇÃO DOS ALAS

    São responsáveis pela armação das jogadas. Devem deslocar-se constantemente, com ou sem bola. È importante ter na equipe sempre um jogador destro e um canhoto em cada ala. Normalmente os alas jogam em posições invertidas (ala direito no lado esquerdo e ala esquerda no lado direito). Os alas devem ser jogadores que utilizam bem os espaços vazios da quadra, com grande percepção das jogadas e precisão nos passes. Devem saber marcar e atacar na mesma proporção, ter excelente controle de bola, dribles e boa finalização são características importantes para os alas.

    CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - altura ideal de 1.65 á 1.75, Os alas devem ter: agilidade, resistência aeróbia e anaeróbia, coordenação, força e velocidade.
    CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - drible, passe, deslocamentos, condução, chute e marcação.

    CARACTERÍSTICAS TÁTICAS - armação das jogadas, coberturas, atacar e defender, boa finalização, criatividade e visão de jogo.

    CARACTERÍSTICAS PSCICOLÓGICAS - coragem, combatividade, controle emocional, agressividade, determinação e iniciativa.

    FUNÇÃO DOS PIVÔS

    Quase sempre é o jogador que têm maior poder de finalização, também como característica a proteção da bola de costas. È importante para o pivô saber o tempo certo de passar a bola para seus companheiros. Hoje, o pivô têm que se preocupar com a marcação, pois é dele o primeiro combate. Existem pivôs de referência (mais parado na frente) e pivôs de movimentação (deslocam-se pela quadra).

    CARACTERÍSTICAS FÍSICAS - altura ideal de 1.75 á 1.85, Os pivôs devem ter agilidade, força, equilíbrio, impulsão e velocidade de reação.

    CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS - controle de bola, cabeceio, drible, finalização, passe, recepção, finta, deslocamento lateral e antecipação.

    CARACTERÍSTICAS TÁTICAS - colocação, criar espaços, servir os companheiros, primeiro combate, movimentação e conclusão.

    CARACTERÍSTICAS PSCICOLÓGICAS - decisão, determinação, coragem, personalidade e agressividade.

    Após caracterizarmos as posições e as funções dos jogadores de futsal, mostrarei a técnica de trabalho dos jogos condicionados com cinco exemplos. Estes cinco exemplos de jogos são organizados numa progressão metodológica e pedagógica, e serve também como iniciação ao aprendizado dos sistemas táticos ofensivos 2.2 3.1 e 4 em linha. Os jogos podem ser aplicados em qualquer faixa etária atendendo o critério da progressão cognitiva e motora dos alunos/atletas.

    JOGOS CONDICIONADOS PARA AS POSIÇÕES E FUNÇÕES NO FUTSAL

    1-JOGO – 2 x 2 - QUADRA NA VERTICAL

    MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra.
    FAIXA ETÁRIA – a partir dos 7 anos.

    OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, drible, finta e deslocamentos.

    OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção da função de alas e noção do sistema 2.2 e 4.0.

    OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

    DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida pela metade na vertical em direita e esquerda, onde os jogadores realizarão as funções de alas, não podendo mudar de setor.

    2- JOGO 2 x 2 QUADRA NA HORIZONTAL
    MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra.
    FAIXA ETÁRIA – a partir dos 7 anos.

    OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, drible, finta e deslocamentos.

    OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de fixos e pivôs e noção do sistema 2.2.

    OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

    DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida pela metade na horizontal, onde os jogadores realizarão as funções de fixos e pivôs, não podendo mudar o setor.

    3- JOGO DA QUADRA DE VOLEI

    MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra.
    FAIXA ETÁRIA – a partir dos 15 anos.

    OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, proteção de bola, giro, drible, finta e deslocamentos.

    OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, inteligência tática, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de alas, fixos, pivôs e noção do sistema 3.1 e 4.0.

    OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

    DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas na quadra de vôlei jogam os alas. O pivô e o fixo jogam pelos lados da quadra.

    VARIAÇÂO 1 – trocar os posicionamentos (alas fora e pivô e fixo dentro da quadra de vôlei).
    VARIAÇÃO 2 - o pivô só joga na quadra de ataque e o fixo na quadra de defesa.

    4- JOGO DA QUADRA EM TRIÂNGULOS (X)

    MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra.
    FAIXA ETÁRIA – a partir dos 15 anos.

    OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, proteção de bola, giro, drible, finta e deslocamentos.

    OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, inteligência tática, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de alas, fixos, pivôs e noção do sistema 3.1.

    OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega, valorização aos jogos, autonomia, respeito às regras e criatividade.

    DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida em 4 setores em forma de triângulo (duas faixas na diagonal) onde os jogadores realizarão as funções de alas, pivôs e fixos, não podendo mudar de setor. O pivô pode se deslocar pelos triângulos ofensivos como variação para o jogo.

    5- JOGO DA QUADRA 3 FAIXAS NA VERTICAL

    MATERIAL – 1 bola de futsal, giz e marcadores de quadra.
    FAIXA ETÁRIA – a partir dos 15 anos.

    OBJETIVOS TÉCNICOS - passe, recepção, chute, marcação, antecipação, drible, finta e deslocamentos.

    OBJETIVOS GERAIS - noção de ataque / defesa, cobertura, noção de marcação individual, diminuir espaços, noção de marcação por zona, atenção, noção das funções de alas, fixos, pivôs e noção do sistema 3.1.

    OBJETIVOS ATITUDINAIS - inclusão, respeito aos limites do colega, cooperação, respeito à integridade do colega e regras, valorização aos jogos, autonomia e criatividade.

    DESCRIÇÃO – jogo de futsal, mas a quadra é dividida em três setores na vertical, onde os jogadores realizarão as funções de alas, pivôs e fixos, não podendo mudar de setor.

    VARIAÇÃO 1 – O pivô pode jogar em toda a meia quadra de ataque.

    VARIAÇÃO 2 – O pivô e o fixo podem jogar em toda meia quadra de ataque.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    Este trabalho é fruto de estudo diário e observação constante de técnicos e professores. Penso que estou contribuindo com uma nova técnica de trabalho para o futsal, esta mais motivante e desafiadora. Os exemplos citados podem servir de origem e inspiração para outras dezenas de jogos condicionados visando o aprendizado das posições e funções no futsal. Basta que nós, técnicos e professores coloquemos nossa imaginação e façamos nossa criatividade aflorar e prol do aprendizado do futsal.

    Autor: Otávio Nogueira Balzano

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  • sábado, 15 de agosto de 2009

    Alongamento no volei

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  • Atualmente nos clubes observamos todas as modalidades esportivas iniciando seus treinamentos com um alongamento bastante conhecido pelos praticantes de qualquer atividade física. Durante vários anos em minha prática como preparador físico e na eterna busca do diferencial em condutas físicas que produzissem um alto rendimento de meus atletas e que por sua vez respeitassem seus limites e oferecessem vidas esportivas de melhor qualidade, não me contentava com os alongamentos iniciais e convencionais que realizava todas as sessões de treinamento.

    Percebi que a flexibilidade era uma capacidade física deixada um pouco à margem das grandes importâncias no treinamento diário. O convencionalismo nas formas de trabalhar as posturas. A busca do estiramento analítico não satisfazia esta necessidade de novas conquistas no planejamento desta capacidade.

    Algo ficava patente, a necessidade de incrementar o conhecimento em estratégias atualizadas e mais eficazes no treinamento da flexibilidade.

    A revisão bibliográfica de trabalhos em flexibilidade nos oferta uma imagem muito simplista, na minha opinião, sobre desenvolvimento desta capacidade. Modelos de treinamento que fragmentam o corpo–atleta a cada articulação, ou seja, esta imagem do corpo ser um amontoado de músculo, tendões e ligamentos, acredito não corresponder à verdade. Discursos nada conclusivos, porém em sua maioria, convergem para um nível ótimo de flexibilidade como fator preponderante de uma boa qualidade de saúde para todas as tipologias corporais.

    Os atletas em sua carreira estão expostos aos desvios posturais em duas situações: estruturais, que geneticamente estão determinados e os funcionais, relacionados aos gestos específicos e repetitivos da prática esportiva profissional. Sendo estes, os desvios funcionais, responsáveis por patologias conhecidas por várias modalidades. Podendo promover quedas de rendimento em que o fisiologismo pode estar imperando sobre outras questões globais do treinamento. Por exemplo a leitura do corpo–atleta reagindo à inúmeros fatores que estão alterando a sua estrutura, funcionamento, e por fim o rendimento e performance.

    Reações das combinações entre força e flexibilidade, encurtamento e alongamento, treinamento e repouso, tensão e relaxamento, etc. Chego à idéia do equilíbrio. Equilíbrio das solicitações desta máquina corpo. Leitura do corpo atleta global.

    O atleta deve e merece ser submetido à treinamentos que o enxerguem como um todo. Treinamentos que compensem o desequilíbrio muscular, realinhem o desalinhamento, reorganizem o desorganizado, e promovam o rendimento com saúde ou a mesma saúde que nos trará o desejado alto–rendimento.

    Baseado nesta hipótese, venho sugerir estratégias de trabalho que promovam flexibilidade, fortalecimento, alinhamento, organização à este corpo–atleta tão solicitado.

    A RPG (Reeducação Postural Global) técnica desenvolvida pelo francês Philippe Souchard que apresenta o SGA (Stretching Global Ativo) como possibilidade de trabalhar a técnica em grupo de atletas promovendo posturas associadas à necessidade do gesto desejado no esporte gerando relações mecânicas diretas entre a descrição das posturas e a necessidade específica do esportista.

    O GDS, método de cadeias ósteoarticulares e músculo aponevróticas concebida pela biomecanicista, fisioterapeuta e osteopata Godelieve Denys Struyf. Segundo ela o corpo funciona por meio de grandes circuitos musculares traduzidos por cadeias e cada circuito é um caminho de tensão.

    Outra estratégia bastante utilizada atualmente a FNP (Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva), é uma forma de alongamento que usa uma contração isométrica antes do alongamento para que sejam obtidos ganhos maiores em amplitude de movimento. Herman Kabat e suas experiências levaram–no a perceber que os movimentos ocorrem em padrões espirais – diagonais. Esses padrões se assemelham aos gestos esportivos e físicos, provocando reações de alongamento e encurtamento em muitos músculos em graus diversos.

    A visão das fáscias, ou melhor fáscia, malha única de tecido conjuntivo formado por essencialmente colágeno e elastina. A elastina determinada e de difícil variação durante a vida do esportista, porém o colágeno e sua síntese dependerá dos estímulos ofertados nos treinos de força e flexibilidade. Podendo este colágeno estar organizado em série ou paralelo, favorecendo um nível de tensão maior ou menor. Sugerindo movimentos esportivos de maior ou menor amplitude. Amplitude esta extremamente necessária em movimentos explosivos.

    Muitas outras estratégias de trabalho que estão surgindo, sendo desenvolvidas, estudadas, comprovadas deverão fornecer contribuições importantes na organização e planejamento de treinamentos.

    Concluo que as estratégias de trabalho estão disponíveis, as universidades estão desenvolvendo condutas que estão auxiliando cada vez mais na ampliação do repertório de treinamentos que poderão ser ofertados aos atletas de alto nível. O profissional do esporte deve estar se atualizando cientificamente a todo momento e individualizando ao extremo os treinamentos, pois em uma equipe esportiva o técnico ou preparador físico recebe em suas mãos atletas de várias idades, de vários históricos de trabalhos diferenciados, e principalmente cada atleta é um corpo–atleta diferente e certamente solicitará leituras e orientações diferentes.

    Retirei daqui

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  • domingo, 2 de agosto de 2009

    Principios do treinamento desportivo

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    O treinamento desportivo apresenta-se como uma atividade física de longa duração, graduada de forma progressiva, individualizada, atuando especificamente nas funções humanas, fisiológicas e psicológicas, com objetivos de superar tarefas mais exigentes que as habituais. É assim que Bompa (1983) define treinamento desportivo. Ele, como muitos outros autores, apresenta definições baseadas em inúmeros estudos científicos sobre o tema.

    O treinamento desportivo, quando aplicado adequadamente, provoca no organismo humano, adaptações morfológicas e funcionais, elevando assim o nível de forma física do indivíduo. Para tanto, alguns princípios devem ser seguidos para que a aplicação desse treinamento seja eficaz.

    Vamos tratar daqueles considerados fundamentais em qualquer processo de treinamento:

    Individualidade Biológica: a aplicação de cargas de treinamento respeitando a individualidade biológica de cada indivíduo é uma regra. Encontramos atletas que recebem a mesma sobrecarga de trabalho e reagem, sofrem adaptações, completamente diferentes. Neste caso, até as recuperações são diferentes. Para atletas jovens, é importante considerar as fases de crescimento e desenvolvimento em que se encontram. Para todos, o estilo de vida também conta;

    Sobrecarga: o primeiro passo para acertarmos na determinação da sobrecarga são os testes de avaliação. Eles nos indicam em que patamar de forma o atleta se encontra e como poderemos estabelecer o volume e a intensidade da sobrecarga aplicada. Conforme os objetivos do atleta e seu nível de forma, devemos programar as cargas quanto aos aspectos de qualidade (intensidade) e quantidade (volume) de forma gradual e crescente;

    Densidade: em todo treinamento existem dois parâmetros - a carga ou estímulo e a pausa ou recuperação. Como já mencionado, a carga produz um desajuste dos sistemas e durante a recuperação, por meio da reação do organismo, ocorre a adaptação e supercompensação. Essa recuperação demanda um tempo de repouso, ou diminuição da carga, para produzir todos os efeitos regenerativos e supercompensatórios. Essa relação temporal entre a aplicação da carga e a recuperação denomina-se densidade. A correta utilização dessa relação determina a eficácia do treinamento.

    Especificidade: outra regra bastante clara: se aplicarmos cargas de resistência, o atleta melhora a resistência. Neste caso, considerando as características próprias do esporte trabalhado, o planejamento deve conter elementos específicos (objetivos, métodos, meios, etc) para desenvolvimento das capacidades deste esporte;

    Reversibilidade: a interrupção do processo de treinamento provoca reversão dos efeitos obtidos ao longo do tempo. Essa perda apresenta um ritmo mais rápido para os treinamentos baseados em resistência e resistência de força, e mais lento para os treinamentos baseados em força explosiva e força máxima.

    A orientação do planejamento do treinamento por estes princípios nos leva a estabelecer uma aproximação enorme do treinamento chamado científico e nos afasta, por outro lado, do empirismo que muitas vezes põe em risco a saúde de indivíduos sãos.
    Fonte: Webrun.com.br

     


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  • Preparação física para o montanhismo

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  • O montanhismo é uma atividade muito complexa, que engloba uma série de modalidades e técnicas auxiliares nem sempre exclusivas da mesma. Esta complexidade é muito atrativa para o estudo da fisiologia esportiva.

    Antes de uma discussão mais ampla devemos conceituar os termos atividade física e esporte aplicados ao montanhismo , pois o que existe atualmente , devido a exposição constante na mídia, é uma grande confusão na sua nomenclatura.

    Atividade física é qualquer movimento corporal, produzido pelos músculos esqueléticos, que resulta em gasto energético maior que os níveis de repouso (GASPERSEN). Para o esporte uma definição mais precisa é difícil, mas uma das mais aceitas é que é um sistema ordenado de práticas corporais de relativa complexidade que envolve atividades de competição institucionalmente regulamentadas, que se fundamenta na superação de marcas/resultados anteriores estabelecidos pelo próprio esportista (GENERALITAT DE CATALUNYA,1991) . Portanto o esporte, divide-se em competitivo e recreativo.

    O montanhismo é praticado pela maioria apenas como lazer, outros o praticam como "filosofia de vida". As competições em estruturas artificias de escalada e também em rochas vem se tornando rotina para um número cada vez maior de atletas também.

    Uma das técnicas auxiliares do montanhismo, em especial a descida em corda ou rapel, tem se destacado como alternativa mais simples de diversão e lazer, mas que erroneamente tem sido definido como esporte.

    Um esporte é totalmente respeitado quando ele é bem definido, principalmente pela mídia. Cito o exemplo de uma repórter que definiu um grupo de jovens descendo em corda ao lado de uma cachoeira como "Alpinismo molhado".

    Gafes a parte, o montanhismo aos olhos da fisiologia esportiva é uma atividade das mais completas para aperfeiçoamento das qualidades físicas do homem, tornando-se assim um excelente meio de se melhorar a aptidão física de um indivíduo.

    A iniciação, o treinamento de um atleta, a preparação para montanha, o estresse ambiental e outros pontos importantes serão apresentados.

    Normalmente, quando falamos em treinamento ligamos o termo a um atleta ou aquele indivíduo que vai a academia para dar uma "malhada". Na verdade, o TREINAMENTO é uma soma de componentes que mais se adapta ao primeiro caso , sendo eles:

    - Preparação Física

    - Preparação Técnico-Motora

    - Preparação Tática

    - Preparação intelectual ou psíquica

    No montanhismo, a preparação física é um dos componentes do treinamento que mais merece atenção pois é o mais exigido em sua prática, não tirando, é lógico, a importância das outras preparações, principalmente a técnico-motora e a psíquica.

    O preparo físico é fundamental mesmo para um iniciante. Para escalar uma parede de graduação mínima, o indivíduo deve ter uma aptidão física razoável. Para iniciar no basquete ou futebol, um sedentário, obeso, que não faz nenhum tipo de exercício pode pelo menos se divertir alguns minutos, respirar fundo e continuar mais alguns, na parede de rocha provavelmente não levaria nem na brincadeira. Não é discriminatório não, é apenas característica do esporte.

    Sem dúvida a melhor maneira de se preparar fisicamente para escalar é efetuando a própria escalada. As qualidades físicas básicas devem ser treinadas separadamente, como apoio.

    A preparação de algumas dessas qualidades é muito importante:

    - Melhorar sua aptidão cardio-respiratória através de uma corrida ou caminhada com sobrecarga (mochila com peso nas costas), aumentando sua resistência, aumentar sua força através de exercícios com peso, melhorando sua resistência anaeróbia.

    - Alongamentos, antes e depois da escalada para aumentar sua mobilidade e evitar lesões.

    O estudo do treinamento e seus componentes é uma matéria extensa e junto com o montanhismo se torna muito mais interessante e até polêmico pois estamos tratando de uma atividade esportiva das mais complexas, se não a mais, das modalidades existentes.

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