terça-feira, 28 de setembro de 2010

Ginástica Olimpica não afeta crescimento de atletas

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  • Na ginástica artística existe um mito de que meninas que praticam o esporte não crescem tudo que poderiam. No entanto, uma pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP realizada com 51 ginastas, ex-atletas de alto nível, revelou que a grande maioria alcançou ou superou o potencial de estatura esperado.

    O professor Raul Alves Ferreira Filho, que também foi técnico de atletas de destaque durante 15 anos, colheu dados de 51 ginastas e de seus familiares para verificar se elas haviam atingido a altura prevista por parâmetros genéticos. Foi constatado que 70,58% igualaram ou superaram a estatura-alvo, sendo que a média de superação foi de 2,4 cm.

    A ginasta que registrou maior diferença apresentava 15,5 cm a mais do que a altura esperada; e a que apresentou menor diferença tinha 0,5 cm a mais. As que não atingiram a estatura-alvo (29,41%) ficaram em média 3,4% menores do que a estatura prevista. A ex-atleta que ficou mais próxima do alvo tinha 0,02 cm a menos; e a que ficou mais distante tinha 8,5 cm a menos do que o resultado da fórmula.

    Para demonstrar que a questão genética é a mais importante na definição da altura final de uma pessoa, o pesquisador mediu as ex-atletas com um estadiômetro (aparelho para medir a estatura) de alta precisão. Ele colheu dados de familiares e aplicou a Fórmula de Tanner (altura do pai mais altura da mãe divididas por dois, menos 6,5 cm = altura da filha), criada pelo pediatra britânico James Mourilyan Tanner, estudioso do crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, para prever a altura final. Em seguida, comparou a medida encontrada com a medida esperada.

    Preocupação com a estatura

    Na literatura sobre ginástica artística, também conhecida como ginástica olímpica, o professor afirma ter encontrado relatos sobre esta preocupação com a estatura entre o público leigo em todo o mundo, mas ressalta que no Brasil o mito é ainda mais forte: "Em minha atuação como treinador, tive mais de um caso de pais proibindo a menina de praticar o esporte baseados nesta crença, mesmo quando ela apresentava um grande potencial para se tornar uma atleta de alto nível, que pudesse atuar em competições internacionais e ser convocada para a seleção".

    Não há ligação entre a modalidade e problemas de crescimento. O que acontece é que as ginastas que são mais baixas por uma característica própria apresentam um biotipo mais favorável à execução dos movimentos. "Veja por exemplo o caso de Daiane dos Santos, com 1,46 m: é a única ginasta do mundo a executar o duplo twist estendido, que consiste em dois giros no ar com o corpo totalmente estendido para frente.

    É impossível imaginar uma atleta com 1,80 fazendo isso. Um físico de menor porte atende melhor às exigências da biomecânica para fazer alavancas e vencer a inércia", explica Alves Ferreira. Também comprovando este argumento, cita a experiência que teve no treinamento das irmãs Graziella (1,60 m) e Renata Guerra (1,70 m), em que a mais baixa alcançou um desempenho bem melhor do que a mais alta.

    Maturação tardia

    Além da baixa estatura dos pais, em geral as meninas que se destacam na ginástica artística apresentam maturação tardia, tendo a primeira menstruação (menarca) após os 16 anos, quando a média entre as adolescentes brasileiras é que isso ocorra com 12,3 anos. "As meninas que ainda não tiveram a menarca não passaram pela fase de maior crescimento, e também possuem quadril estreito, seios ainda não desenvolvidos e pouca gordura corporal, condição que também favorece a execução dos movimentos exigidos" acrescenta o professor.

    Ele lembra o caso da romena Nadia Comãneci, vencedora de cinco medalhas de ouro em olimpíadas e a primeira a receber uma nota dez numa competição olímpica de ginástica artística. "Aos treze anos, quando em atividade, a atleta media 1,54 m, e atualmente tem 1,64 m."

    Autora:Luiza Caires.

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  • sexta-feira, 24 de setembro de 2010

    Princípio de Bernoulli e a Natação

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  • Segundo este princípio, quando um avião se move para frente, a corrente de ar é desviada por cima e por baixo da asa. Como a parte de cima da asa tem um formato curvo e a parte inferior é plana, a distância que o ar tem que percorrer na parte superior da asa é maior.

    De acordo com Bernoulli, o ar que passa sobre a asa será acelerado, de forma que chega ao final da asa ao mesmo tempo que o ar flui por baixo. Esta diferença de velocidade do deslocamento do ar gera uma diferença de pressão entre a parte superior e inferior da asa, sendo a maior pressão exercida na parte inferior da asa. Como os fluidos (o ar e a água são fluidos) se deslocam de uma área de alta pressão para uma baixa pressão, e exercida uma força ascendente que sustenta o avião, da mesma forma que o corpo do nadador. Poderíamos então perguntar: como o nadador se utiliza deste princípio,, se não tem asas? A resposta é bem simples. A forma de concha assumida pelas mãos do nadador durante o deslocamento assemelha-se à das asas do avião, se vista de perfil, sofrendo, portanto, os mesmos efeitos.

    Uma aplicação adequada e eficiente dos mecanismos envolvidos na propulsão não é suficiente para assegurar um desempenho competitivo. A diminuição da resistência hidrodinâmica é um outro fator que deve ser considerado quando se lida com performances.

    Abaixo seguem as definições de 3 formas de resistência encontradas pelo nadador, e alguns procedimentos que podem ser adotados para minimizar esta resistência.

    Resistência da forma - É, a resistência que o corpo do nadador sofre durante o deslocamento. Movimentações laterais e verticais de quadril, causadas por recuperação inadequada do braço e rolamento errado do tronco e do pescoço durante a respiração, são fatores que rompem o alinhamento do corpo e contribuem para o aumento da resistência

    Resistência de ondas - Este tipo de resistência é causado pela turbulência na superfície da água. A famosa briga com a água, muitas vezes vista em nadadores ineficientes, é um fator que aumenta muito este tipo de resistência e que deve ser corrigido. Deve-se procurar entrar com a mão na água fazendo movimentos suaves, com uma inclinação e ângulo de mão e punho adequados. Os triatletas, independente de sua qualidade técnica sofrem muito esse tipo de resistência, já que na maior parte das competições a natação é no mar.

    Resistência de atrito - É a resistência oferecida pela superfície áspera da pele do nadador ao deslocamento. A raspagem dos pelos, o uso de toucas de borracha e, no caso dos triatletas, roupa de neoprene, diminuem este tipo de resistência.

    Sempre que empurramos a água com as mãos há uma grande perda de energia, e somente uma pequena parte de todo aquele esforço se transforma no mais importante para nós: deslocamento. Desta forma, fica claro que, no treinamento de natação, não basta apenas um bom condicionamento fisiológico para se nadar bem, sendo preciso também uma técnica apurada que permita um bom rendimento. E uma boa maneira de se constatar isso é sentando na borda da piscina e observando o nível de esforço que as pessoas fazem ao nadar. Será que os nadadores mais rápidos estão fazendo mais esforço do que os que nadam mais lentamente? Claro que não! Eles simplesmente são mais eficientes, e é isso que se deve aprimorar no treinamento, a eficiência.

    Para o atleta, um bom método de se avaliar a eficiência do seu nado é a medida do comprimento de sua braçada (CB). Há uma fórmula bastante simples para se calcular isso: dividi-se a distância nadada pelo número de braçadas.

    Exemplo: se um nadador deu vinte braçadas para percorrer 25m, seu comprimento de braçada foi de 2,5m, o que caracteriza como um nadador altamente eficiente.

    Em resumo, poderíamos dizer que, quanto maior o comprimento da braçada, mais eficiente é o nadador. Então, para melhorarmos isso, ou aumentamos a distância nadada para um mesmo número de braçadas, ou diminuirmos o número de braçadas para uma mesma distância nadada, o que no fundo é a mesma coisa. Como fazer isso? Treinamento técnico, apenas.

    Um aspecto fundamental no treinamento técnico, é que não se trata simplesmente de pegar uma pranchinha e sair dando pemadas, ou então braçadas com o uso de um pullbuoy. A primeira coisa a ser feita é saber o que está errado no seu nado, e, a partir dai, escolher o educativo mais adequado para se corrigir o erro. Do contrário, estaremos apenas batendo braços e pernas inutilmente.




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  • Futebol colocando a mulherada em forma

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  • Em um estudo feito pela Universidade de Copenhague em fevereiro, o pesquisador dinamarquês Peter Krustrup provou que as mulheres estão procurando cada vez mais intimidade com a bola. O cientista constatou que, além de interação social, o esporte dá às mulheres ganho de massa muscular, melhora no consumo máximo de oxigênio, no desempenho, na resistência, além de pernas torneadas.

    Em linhas gerais, o treino feminino é igual ao dos homens. O profissional de educação física e futuro treinador de um time de futebol feminino de Brasília Edmardo Singo Santos detalha que exercícios focados na aquisição de resistência física, no planejamento tático e nas práticas coletivas fazem parte da rotina de todo jogador, independentemente do gênero. O que muda é a intensidade.

    – Os homens respondem a cargas maiores porque elas não têm a mesma estrutura corporal – justifica.

    Além do prazer de fazer parte de um time, ele salienta outra grande vantagem de se aventurar pelo tapete verde. Em duas horas, a média é de 700 calorias queimadas.

    Além dos benefícios físicos, tornar-se uma exímia jogadora não está longe da realidade. Arnaldo Freire, presidente do time Ascoop/Unicesp estima que, em um ano, é possível estar preparada para oferecer o rendimento que um time exige — desde que haja disciplina.

    – Depende da atleta, mas algumas que chegaram com nível técnico muito baixo hoje já têm chance de chegar à Seleção – conta.

    A única desvantagem do futebol, para Arnaldo, é a falta de reconhecimento.

    – Temos grandes talentos, mas o futebol feminino não é valorizado – lamenta.

    Também na academia

    Embora parecidos, o futebol de campo e o de salão têm suas diferenças. Segundo Cristiano Saegon, professor de educação física que dá aulas de futebol feminino em academia, enquanto no campo a chuteira com travas para fixar o pé no gramado é essencial, no futsal o piso liso — de tábua ou cimento — dispensa o uso.

    – As jogadoras usam tênis próprios para o salão, que têm maior aderência ao solo – ressalta o preparador físico.

    Em 90 minutos, as alunas aprendem conceitos técnicos, táticos e coletivos do esporte. O que muda é a quantidade de jogadoras em campo: 11 em cada time para o futebol convencional contra apenas sete no futsal.

    – Preferi treinar com cinco jogadoras, até que elas se adaptarem com o toque de bola, finalizações e outras técnicas do futebol – pondera Cristiano.

    Cada treino é dividido em etapas de 20 a 30 minutos cada. Primeiro, aquecimento e alongamento, depois noções sobre a parte tática e, só então, o jogo, com dois tempos de 20 minutos. O professor calcula que, em cada aula, o gasto calórico seja de 400 a 600 calorias.

    – Quando o treino envolve preparação física e jogo, é possível queimar um pouco mais – estima.

    Vaidade versus talento

    Faltas perigosas, lesões, esbarrões, machucados: no futebol, a proximidade com os outros jogadores é ininterrupta, e encontros um pouco mais "traumáticos" são comuns. Por isso, nem pensar em ter medo da bola ou do embate corpo a corpo. Também não é preciso perder a vaidade.

    Você sabia?

    :: Antigamente, havia a crença de que o futebol não seria um esporte benéfico para as mulheres, uma vez que poderia ser prejudicial a um organismo ainda não acostumado com grandes esforços. Como os exercícios são feitos com os membros inferiores, acreditava-se também que as mulheres que praticavam o esporte poderiam tornar-se desproporcionais.

    :: As mulheres só puderam jogar bola em paz no fim da década de 1980. Durante a ditadura militar, uma resolução proibiu que as moças praticassem qualquer tipo de esporte considerado "inadequado", como lutas, futebol, polo aquático, polo, rugby e baseball.

    :: Não se sabe ao certo quando se deu o começo do futebol feminino no Brasil. Em duas das muitas versões sobre o assunto, o esporte teria começado nas praias do Leblon, no Rio de Janeiro, em dezembro de 1975. Outra diz que a primeira partida de futebol disputada por mulheres ocorreu em jogos organizados por boates gays, no fim dos anos 1970.


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