terça-feira, 11 de outubro de 2011

A periodização do treinamento desportivo

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids
  •      A forma geralmente concentrada da preparação dos atletas é a organização do treinamento através de períodos e etapas.

        A periodização é um dos mais importantes conceitos do planejamento do treinamento. Esse termo origina-se da palabra período, que é uma porção ou divisão do tempo em pequenos segmentos, mais fáceis de controlar denominados fases (Bompa, 2001).

        Esta forma de estruturas o treinamento desportivo tem como seu idealizador o russo Matveiev sendo criada nos anos 60 durante até nossos dias.

        Baseados nos ciclos de supercompensação, criados pelo Austríaco Hans Seyle e modificado pelo grande bioquímico esportivo o russo Yakolev, Matveiev idealizou a periodização do treinamento apoiado em avaliações estatísticas do comportamento em atletas de diversas modalidades esportivas da Ex. União Soviética nas décadas dos anos 50 e 60.

        Esta periodização fundamentava a premissa de que o atleta tem que construir, manter e depois perder relativamente a forma esportiva no largo dos grandes ciclos anuais de treinamento (Matveiev, 1961, 1977, 1981, 1986).

        Desta forma a periodização do treinamento desportivo pode ser entendida como uma divisão organizada do treinamento anual ou semestral dos atletas na busca de prepará-los para alcançar certos objetivos estabelecidos previamente, obter um grande resultado competitivo em determinado ponto culminante na temporada esportiva, ou seja, obter a forma esportiva através da dinâmica das cargas de treinamento ajustadas ao seu ponto máximo em esse momento (Dick, 1988, Mc Farlane, 1986).

        Estas três fases de aquisição, manutenção e perda temporal da forma esportiva se transformou em um âmbito mais geral nos três grandes períodos do treinamento desportivo ao saber: período preparatório, competitivo e transitório (Ozolin, 1989) ou seja:

    • O período preparatório é relativo a aquisição da forma esportiva.

    • O período competitivo é relativo a manutenção da forma esportiva.

    • O período transitório é responsável pela perda temporal da forma esportiva.

    Gráfico 1 - Esquema da dinâmica do volume e intensidade da carga global no ciclo anual de treino (uma das variantes típicas). As linhas tracejadas representam o volume de cargas; as contínuas, a intensidade; I e Ia, as grandes "ondas" da dinâmica de cargas; II e IIa, as "ondas médias". Define-se através das colunas o esquema modelo da variação da carga nos microciclos por etapas de treino.

        O esquema de Matveiev se tem demonstrado que é muito rígido no que se diz respeito das diversas fases da preparação esportiva, considerando-se que para diferentes modalidades esportivas e diferentes atletas são as mesmas e possuem relativamente a mesma duração (Tschiene, 1985).

        Vários estudos se tem realizado, um de forma complementaria e para aperfeiçoar a periodização de Matveiev (Platonov, 1988, Harre 1988, Ozolin, 1989, Forteza, 1990, Viru, 1991) e outros tentando romper com esta forma tradicional de estruturação do treinamento (Verjoshanky, 1990, Tschiene, 1986, 1988, Bondercsiek com Tschiene, 1985).

        Mc Farlane, 1986 e Dick, 1988 se pronunciaram em seus estudos sobre o tema, estabelecem que a periodização do treinamento desportivo pode ser entendida como uma divisão organizada do treinamento anual ou semestral dos atletas na busca de prepará-los para alcançar certos objetivos estabelecidos previamente e obter um grande resultado competitivo em determinado ponto culminante da temporada competitiva, exigindo que a forma obtida seja o ajuste da dinâmica das cargas em seu ponto máximo para o momento competitivo.

        Observe o quadro resumo sobre as características fundamentais da periodização de Matveiev (Forteza A., 1999).

        A essência da periodização de Matveiev é a relação temporal das fases da forma esportiva com a estruturação dos períodos de treinamento (Forteza e Ranzola, 1988)



    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • quarta-feira, 5 de outubro de 2011

    Treinamento de força no futebol atual

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids


  • Futebol peneira: aprenda como se preparar para os testes e passar ... 
     
    Cada vez mais o treinamento de força vem ganhando um maior espaço no futebol e em todas as categorias. Sabemos que a força é uma capacidade física básica para qualquer pessoa na execução das tarefas diárias e para atletas de qualquer modalidade, e, quanto mais esta conseguir se manifestar dentro do campo de jogo, mais em alto rendimento este atleta competirá. Esta capacidade apresenta subdivisões que devem ser treinadas de forma que atendam as necessidades da partida em suas respectivas categorias, trabalhando com as cargas corretas de acordo com as faixas etárias e com os exercícios ideais para formação e desenvolvimento do atleta. Podemos encontrar vários nomes para estes subtipos, em que precisamos saber quando, como, quanto, pra quem e onde realizar estes trabalhos.

    Abaixo encontramos uma explicação resumida para estes subtipos de acordo com Carvalho & Carvalho, apud Schmidtbleicher, 1985:
    1) Força máxima: é o valor mais elevado de força que o sistema neuromuscular pode produzir independente do tempo.
    2) Força rápida: força condicionada pelo fator tempo. A maioria dos esportes depende das ações de força executadas com rapidez.
    3) Força explosiva: é o resultado da relação entre a força produzida (manifestada ou aplicada) e o tempo necessário disponível.
    4) Potência: razão entre um determinado trabalho mecânico e o tempo em que é efetuado, ou o produto da força pela velocidade.
    5) Resistência de força: resistir à fadiga em solicitações de força.

    Na literatura encontramos inúmeros trabalhos relacionados ao treinamento de força, porém, o problema está na sua realização. Aplicar treinamentos em academias ou no próprio campo? Trabalhar a transferência após uma ação tensional ou metabólica? Trabalhar com aparelhos ou pesos livres?

    Treinar em cadeia cinética fechada ou aberta? Crianças iniciando no esporte podem realizar treinamento de força ou não? Trabalhar os atletas para desenvolver a hipertrofia ou apenas a resistência muscular? São algumas perguntas frequentes que nos fazemos e na maioria das situações a resposta está em apenas uma palavra: depende. Depende da etapa em que se encontra o atleta, do nível de coordenação dos seus movimentos para realização dos exercícios, do local disponível para realizar os trabalhos de que o atleta está precisando desenvolver naquele momento, entre outras tentativas de resposta.

    A periodização tem grande importância não só no treinamento de força, mas de todas as capacidades e é nela que consultaremos as orientações de carga e objetivos dos microciclos a partir de suas características. Treinar a força requer acompanhamento severo, controle individual e certeza de que os movimentos estão sendo executados corretamente pelos atletas, pois seu aumento acarretará num aumento da condição atlética desta capacidade e das outras, e sua má realização pode ocasionar sérias lesões. Como para tudo, o sucesso deste tipo de trabalho está por trás de um bom planejamento.
    Sabemos que quanto mais perto da realidade da competição forem elaborados os treinamentos, maior será a transferência para a mesma. Porém, sabemos também que o futebol é uma modalidade que envolve todas as capacidades e torna-se difícil a montagem de alguns tipos de trabalho. Conhecer as necessidades do jogo e como os atletas de cada posição são exigidos durante uma partida com relação a todas as capacidades é primordial aos preparadores físicos. Com isso, devemos elaborar exercícios que estimulem estas exigências pra quando nossos atletas forem requisitados, os mesmos não sintam dificuldade e se sobressaiam aos adversários. Para isto, devemos trabalhar em especificidade.
    Manso, Valdivieso e Caballero (1996) acrescentam aos subtipos de força muscular a força especial, que pode ser entendida como a capacidade de tensão que cada grupo muscular pode gerar em uma velocidade específica de execução. Assim, os treinamentos de força especial para futebolistas devem ser realizados com movimentos relacionados às ações motoras do jogo pela influência da adaptação neural na produção de força, em que este elevado nível não poderá ser utilizado efetivamente se o atleta não for capaz de coordenar a ativação dos diferentes grupos musculares no movimento (Bangsbo, 1994).

    Colocarei neste texto alguns pontos que podem virar discussões futuras, mas serão de grande importância para nosso crescimento como profissionais e discussão embasada na ciência e não no empirismo.

    O treinamento da força máxima aumentará o recrutamento do número de unidades motoras e futuramente trará para o atleta uma maior velocidade se quando o mesmo estiver adaptado a este tipo de treinamento. Alguns estudos colocam que se após a ação tensional realizarmos imediatamente uma ação de potência, esta pode ser aumentada. Outros estudos comprovam que a eficácia da transferência após 3 minutos da execução da ação tensional consegue se aproximar mais de um aumento no número de unidades motoras recrutadas. Aplicando este tipo de trabalho no futebol, fica a seguinte dúvida. Necessito de muito peso para executar um treino de força máxima, em que provavelmente numa equipe profissional fica inviável levar para o campo esta grande quantidade de peso numa situação de trabalho de um grupo entre 20 e 30 atletas, porém, não é impossível.

    Apenas temos que ter uma boa equipe de apoio e correção, e estrutura para dispor de uma boa quantidade de peso. Por outro lado, se a academia oferecer um bom espaço, a aplicação deste trabalho torna-se ainda mais viável, até porque a transferência pode ser feita para um trabalho pliométrico. Em contrapartida, ao levarmos para o campo pouco peso, podemos trabalhar a transferência com ações mais específicas e com maior ênfase na potência. Contudo, ao realizar o exercício (com menos peso) não estaremos recrutando o número necessário de unidades motoras para aumentar esta velocidade.
    Com relação à cadeia cinética de realização dos exercícios, podemos deixar as nossas cadeiras extensoras, mesas flexoras, entre outros aparelhos, para a reabilitação de lesões. Isto se deve, pois os exercícios em cadeia cinética fechada, além de trabalhar o equilíbrio do atleta, ainda serão mais específicos por utilizarem mais articulações e trabalharem de forma específica todos os músculos que serão solicitados na competição, além da especificidade do próprio movimento.

    Os exercícios de agachamento, avanço, afundo, levantamentos "clássicos" do LPO (o arranco e o arremesso), possuem similaridade com as ações de diversos esportes, principalmente aqueles que dependem de ações horizontais e verticais com a extensão simultânea das articulações do tornozelo, joelho e quadril (como no basquete, vôlei, futebol, handebol, tênis, atletismo, entre outros), sendo considerados exercícios de força específicos. O arranco e arremesso quando corretamente executados são o mesmo que um "salto com pesos". Essa ação explosiva e coordenada pode ser de grande auxílio para atletas de diversas modalidades. Várias pesquisas demonstram uma grande correlação entre os exercícios de LPO e o salto vertical. O salto vertical máximo é um teste amplamente utilizado e reconhecido como medição de potência dos membros inferiores (Dantas & Coutinho, 2009).

    Qual a finalidade de se aplicar um treinamento de resistência de força visando hipertrofia de um atleta profissional? Ele precisa de estímulos específicos, pois o seu momento de base já passou, ou seja, aplicar este tipo de trabalho neste atleta está tomando a oportunidade da realização de um trabalho mais específico e que o traga mais resultados na competição.

    Enfocar uma periodização apenas no desenvolvimento desta capacidade pode gerar várias discussões, mais em alto nível, o que determinará o resultado será o trabalho das capacidades determinantes. Trabalhamos a base nas categorias menores, como seu próprio nome já diz, "trabalho de base", o atleta de alto nível tem que ser trabalhado visando o resultado e a especificidade. Principalmente o treinamento de força tenta aproximar as chances de isso acontecer, lógico que vários outros fatores determinam o resultado no futebol.

    Com o aumento de profissionais aplicando o treinamento funcional, algumas idéias passadas estão ficando para trás. Com a evidência do treinar em especificidade ser mais eficaz e com a renovação dos preparadores físicos paralela à maior busca pelo conhecimento e a tentativa de se errar menos, vamos aos poucos melhorando a qualidade dos trabalhos físicos no futebol.
    Ficam aí vários pontos para serem estudados e discutidos!


    Bibliografia:
    Carvalho & Carvalho, Revista Portuguesa de Ciência do desporto 6(2), Apud Schmidtbleicher D (1985). Klassifizierung des Trainingsmethoden. In Krafttraining Lehre des Leichtathletik. Beilage zur zeitschrift Leichathletik 35(50): 1785-1792.
    BANGSBO, J. The physiology demands of playing soccer. In: EKBLOM, B. (Ed.).
    Football (soccer). London: Blackwell Scientific, 1994c. Cap.4, p. 43-58.
    MANSO, J.M.G; VALDIVIELSO, M. N; CABALLERO, J. A.R. Bases teóricas Del
    entreinamiento desportivo: princípios y aplicaciones. Madrid: Gymnos, p.367,
    1996.
    Dantas, E. & Coutinho, J. LPO System. Força e potência no esporte. 2009.
    * Rafael Martins Cotta é pós-graduado em Treinamento Desportivo pela UGF e, atualmente, atua como preparador físico do E.C. Santo André (Categorias de Base) /Centro de Formação e Treinamento de Futebol.


    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • domingo, 2 de outubro de 2011

    Treinamento mental no esporte

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids
  • http://www.myfacemybody.com/wp-content/uploads/2009/08/runing-282x300.jpg


    Treinadores e psicólogos do esporte afirmam que os fatores mentais e o domínio psicológico são variáveis de suma importância na busca da performance máxima, contudo poucos são os atletas que participam desse tipo de intervenção com regularidade e base cientificamente comprovada. A maioria dos treinamentos mentais é confusa e pouco eficiente, nota-se a necessidade da elaboração de um planejamento bem estruturado, que seja compreensível e capaz de igualar o nível do treinamento metal ao físico.

    A igualdade no desempenho entre os atletas de alto rendimento sugere que o controle mental, o poder de concentração e as técnicas de relaxamento têm determinado os grandes vencedores. Por esse e por outros motivos a psicologia desportiva tem sido bastante valorizada, principalmente pelo fato dos indivíduos já não mais associarem o treinamento mental à "loucura". Na ex-Alemanha Oriental, por exemplo, os psicólogos do esporte eram tidos como heróis nacionais assumindo um papel importante desde o inicio do treinamento, elaborando métodos capazes de ajudar no aperfeiçoamento mental e físico dos atletas.

    Experiência Prática:

    O pesquisador e levantador de peso nas horas vagas Charles Garfield conta em seu livro "Rendimiento Máximo" uma experiência interessante que sofreu com pesquisadores soviéticos. Naquela ocasião havia se passado mais de oito anos desde a última vez que Garfield treinara seriamente, quando era capaz de levantar 165Kg no supino, contudo nas últimas tentativas raramente chegava à 125kg, e para voltar a erguer 165kg seria necessário pelo menos um ano de treinamento.

    Depois de vários minutos de entrevistas os soviéticos perguntaram qual peso máximo ele era capaz de levantar naquele exato momento. Garfield respondeu que desejaria levantar 135kg, então os pesquisadores o motivaram a tentar, e com grande dificuldade, mas devido a toda excitação daquela situação, ele conseguiu.

    Os soviéticos usaram eletrocardiograma (ECG), eletroencefalogarama (EEG), eletromiografia (EMG), dados da composição corporal e análises de sangue para registrar todo comportamento fisiológico durante a experiência. Após a análise dos dados registrados durante o primeiro levantamento começaram a induzi-lo a um relaxamento profundo.

    Até então, já haviam se passado quarenta minutos quando os soviéticos pediram a Garfield que olhasse firmemente para barra, visualizasse mentalmente o levantamento, se concentrasse na sua respiração e em seus músculos e ficasse confiante de que poderia realizar o levantamento. Durante esse tempo adicionaram 30kg aos 135kg que ele havia levantado. As orientações fizeram-no sentir capaz de recuperar suas forças. Com suas vozes seguras, porém suaves, os soviéticos conduziram o levantamento e Garfield, se sentido autoconfiante e eufórico, conseguiu fazer o que parecia impossível, ergueu 165kg.

    Levado pela emoção do triunfo sentia-se preparado para desafiar até mesmo o recorde mundial. Depois da experiência os pesquisadores informaram que pelos dados obtidos nas avaliações, Garfield seria capaz de levantar até 175kg, entretanto poderia lesionar um músculo ou tendão, pois apesar da mente permitir, há limites físicos que devem ser respeitados. Esta experiência demonstrou que os soviéticos haviam desenvolvido um sistema capaz de buscar no mais profundo intimo forças, reservas aparentemente escondidas, de forma segura e cientificamente comprovada, mostrando que a performance máxima poderia ser "orquestrada".

    Treinamento mental

    Por volta de 1950 as investigações sobre o treinamento metal nos paises comunistas deram origem a um programa de ensino que objetivava o alcance da performance máxima com a utilização de técnicas de Ioga para ajudar no controle dos processos psicológicos. Conhecido como auto-regulação psíquica, o treinamento consistia em métodos capazes de controlar determinadas funções autônomas (freqüência cardíaca, temperatura, pressão arterial, tensão muscular e reações emocionais), ante uma situação de nervosismo, o que até então parecia estar totalmente fora do nosso controle consciente.

    Tudo indica que o resultado desse treinamento se refletiu nas Olimpíadas de 1976, na qual os atletas da União Soviética e Alemanha Oriental obtiveram resultados extraordinários, o que levou à suspeita do uso de farmacológicos, fato que foi desmentido logo após o Track and Field News publicar os treinamentos usados pelos levantadores de peso soviéticos, dando inicio a divulgação do treinamento mental usado por eles. Neste ano, a União Soviética ganhou mais medalhas de ouro do que qualquer outro país e a Alemanha Oriental conquistou 92 medalhas de ouro olímpicas, 263 títulos europeus e 340 mundiais. A psicologia afirma que atitudes positivas, vontade e autoconfiança (sensação de poder) estão diretamente relacionadas com o sucesso e o êxito no esporte.

    Desta maneira, o objetivo do treinamento mental é fazer com que o atleta elimine os pensamentos negativos (fracassos) através da concentração e abra as portas para as reservas escondidas buscando nas experiências positivas (triunfos, êxitos) o desenvolvimento da "vontade", do auto-conhecimento e da descoberta dos mecanismos humanos que contribuam para uma atuação ótima.

    Antigamente, acreditava-se que a "vontade" não poderia ser treinada, entretanto existem técnicas que ajudam a aceitar e exercitar a força de vontade consciente, porém isso só poderá ser desenvolvido por indivíduos que acreditam e são disciplinados e extremamente dedicados. Outro fator interessante do treinamento mental é que os atletas são incentivados a acreditarem que as competições não servem para provar que um é melhor que o outro, mas que a vontade é essencial para desenvolver o melhor de si mesmo.

    Características do atleta de rendimento máximo:
     

  • Conhece perfeita e claramente suas ações e como elas contribuem para seu êxito;
  • Sabe exercitar a vontade;
  • Concentra-se por completo em si mesmo;
  • Plenamente responsável;
  • Faz esforços conscientes;
  • Está sempre concentrado e mentalmente alerta;
  • Reluta em dizer que seu êxito é pura sorte;
  • É um individuo positivo, porém realista;
  • É capaz de controlar suas ações;
  • Consegue ficar calmo e relaxado;
  • Confia em si mesmo;
  • Está sempre com muita energia e preparado para ação;
  • Possuiu determinação. 
  •  Sugestões de condutas para o sucesso:


  • Autodisciplina: ter capacidade de fazer qualquer sacrifício em busca do rendimento máximo.
  • Autocontrole: a autodisciplina leva ao autocontrole do pensamento e das reações diante qualquer situação.
  • Autoconfiança: o autocontrole leva à autoconfiança e o atleta passa a acreditar em sim mesmo e em tudo que faz.
  • Auto-realização: o atleta se sente capaz de desenvolver o melhor de si, consegue atingir o rendimento máximo.
  •  As propostas de treinamento mental consistem basicamente em realizar varias lições com diferentes objetivos como: aprimorar as condutas citadas acima, realizar tarefas que ajudam a desenvolver o poder da vontade, relembrar experiências positivas e executar sessões de relaxamento com diferentes finalidades. É importante ressaltar que após cada fase são realizadas avaliações para determinar a evolução do treinamento.

    Conclusão

    Existem fortes evidências que não somos totalmente guiados pela genética, treinamento físico ou sorte, nosso corpo tende a fazer o que ordenamos, se soubermos ordenar. Segundo alguns autores, as emoções podem afetam cada célula do nosso corpo, incluindo os músculos. Assim torna-se muito importante o treinamento mental, não somente para o esporte, mas na vida.

     

    Referências Bibliográficas

    LOEHR JE (1990). La excelência en los deportes, Planeta. México. 1990.
    GARFIELD CA. & BENNETT HZ (1987). Rendimiento Máximo, Martínez Roca. Espanha.



    Profª. Elke Oliveira - Educadora Física



    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids