sábado, 19 de novembro de 2011

Neurofeedback e Alta Performance nos Esportes

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  • O Neurofeedback não é usado exclusivamente por pessoas "com problemas", como TDAH, hiperatividade ou outros transtornos psiquiátricos. Já se sabe, há muitos anos, que o grande diferencial entre atletas e executivos de alta performance é o domínio sobre os estados mentais. O que está dentro de nossas cabeças é o último dos desafios.

    O que poucas pessoas sabem é que os jogadores de futebol campeões da Copa do Mundo de 2006 fizeram treinamento com Neurofeedback, antes da Copa. Em 29 de Julho de 2006, o repórter Russell Adams escreveu um artigo para um dos mais influentes jornais do mundo, o Wall Street Journal, intitulado "Getting your head in the game" ou "Jogando coma cabeça".

    Neste artigo, Adams revela que vários atletas já incorporaram o Neurofeedback aos seus treinamentos, como os jogadores de futebol do A.C.Milan, tenistas, golfistas, ginastas olímpicos e esquiadores, entre outros. O ganho trazido pelo Neurofeedback é a capacidade em permanecer, ao mesmo tempo, concentrados e relaxados.

    No Neurofeedback, a pessoa é conectada a eletrodos colocados sobre o crânio, que medem as ondas cerebrais. Então, ela tenta aprender como controlar as flutuações destas ondas, que podem indicar um momento de distração ou preocupações e pensamentos obsessivos.

    Em janeiro de 2006, meses antes da Copa, um grupo dos melhores jogadores italianos do A.C. Milan - vários dos quais seriam escalados para  Seleção Italiana, começaram um treinamento "secreto" no Laboratório de Ciência Esportica do A.C.Milan, dirigido por Bruno de Michelis. A tela dos computadores mostrava que alguns dos jogadores ficavam nervosos ao fazer exercíos mentalmente exigentes na frente de seus colegas de time, enquanto outros tinham maior dificuldade após uma sequência de tentativas fracassadas; outros ainda perdiam a concentração após uma sequência de sucessos.

    Uma das maiores preocupações de Bruno de Michelis é a queda de desempenho em momentos críticos, como cobrança de penaltis. Uma grande quantidade de energia e motivação, além da concentração, são perdidas nestas situações. Um treinamento que ajudasse a manter a tranquilidade - e, ao mesmo tempo, níveis elevados de concentração e ativação - traria uma tremenda vantagem competitiva. Disse De Michelis: "Eu chamo isto de sofrimento inútil. Não podemos fazer mágica, mas há como ajudar" - com o Neurofeedback.

    A habilidade para evitar distrações durante uma competição - o que também é descrito como um "estado de quietude mental" é um dos maiores desejos dos esportistas - e também de diversos outros profissionais em situações  de pressão ou stress intenso. O Neurofeedback pode não ser o único caminho - mas é um dos mais promissores. 

    Com a ajuda daqui


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  • quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    Importância da preparação física no Futsal

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  • A preparação física nos esportes de alto rendimento (ou alto nível como preferem alguns autores) tornou-se algo tão indispensável na preparação do atleta quanto à preparação técnica da modalidade esportiva. A mais de 20 anos o professor Ivan Cavalcanti Proença afirmava "não dá mais para ignorar a importância da fusão e do casamento entre as diversas preparações física/tática/técnica". E no futsal na perspectiva do alto rendimento não é muito diferente dos demais esportes.

    O professor Sebastião Araújo ex-preparador físico do Fluminense Futebol Clube do Rio de Janeiro, em seu livro O futebol e seus fundamentos – o futebol força a serviço da arte, destaca que na preparação de uma equipe é necessário o treinamento físico, com vistas à aquisição de uma preparação orgânica, muscular, articular e desenvolvimento das capacidades físicas do atleta, possibilitando condições físicas para a pratica do desporto.

    O futsal é um desporto de intensa solicitação fisiológica tanto a nível ósteo-muscular, quanto dos sistemas cardiovascular, respiratório e demais sistemas funcionais. Isto ocorre devido à dinâmica de jogo aliada as dimensões reduzidas (40 metros x 20 metros) em que é praticado. A demanda fisiológica do futsal é elevada independentemente do nível no qual se pratica o mesmo. Assim o nível de solicitação fisiológica por parte do futsal no organismo dos praticantes dele em alto nível, denota a necessidade em prover o atleta de condições físicas e psíquicas, para que ele possa suportar as solicitações do jogo com quedas mínimas de desempenho individual no decorrer de uma temporada. Alguns estranharão o fato de aqui nesse artigo sobre preparação física estarem correlacionadas as preparações física e psicológica, mas inúmeros artigos científicos nos últimos anos tem mostrado que a influencia de aspectos psicológicos inerentes e externos a prática do desporto de alto nível, em alterações no desempenho dos atletas.

    A preparação física desempenha um papel fundamental em possibilitar as adaptações fisiológicas necessárias para a pratica do futsal de alto rendimento, com variações mínimas mas performances individuais e coletivas apresentadas pelo grupo (equipe de futsal) ao longo de uma temporada. O objetivo da preparação física é aprimorar o nível de condicionamento apresentado pela interação das capacidades físicas, com destaque para resistência, velocidade, força, flexibilidade e coordenação ( aqui representada pelas habilidades motoras. O desafio da preparação física consiste em através dos meios e métodos de treinamento, propiciar que o desempenho atlético aproxime-se ou ultrapasse os "limites" do atleta.



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  • sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Potencializar o lado mental no treinamento desportivo

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  • Cada dia de esforço e tempo dedicado ao treino determina o retorno do resultado desportivo que o atleta irá alcançar no futuro. Isto acontece porque à medida que o atleta vai acumulando o trabalho dos vários dias de treino, vai condicionando a sua mente e o seu corpo para ter um determinado desempenho com uma postura ou abordagem específica, transformando-se na sua atitude em competição. Possivelmente existem atletas que treinam menos bem e nem tão pouco se preocupam se estão a ter uma atitude promotora de bons desempenhos ou não, e ainda assim conseguem bons resultados. Mas por cada um destes, existe um milhar que não consegue.

    Você não tem que ser um atleta profissional ou um campeão olímpico para ser um atleta bem-sucedido. Nem tem que ter uma sala cheia de troféus, ganhar um campeonato nacional, ou fazer a primeira página da secção de desporto. Alguns dos atletas com sucesso com que tenho trabalhado na implementação de programas de preparação mental, incluem por exemplo, atletas de judo de nível regional, alguns de nível nacional e outros de nível internacional, alguns atletas da natação, campeões regionais, campeões nacionais, de nível internacional, no atletismo, alguns atletas que ainda não conseguiram mínimos para campeonatos nacionais, atletas de nível nacional e atletas já medalhados em campeonatos do mundo.

    O que estes atletas têm em comum é que o desporto é importante para eles. Todos estes atletas estão comprometidos em serem o melhor que conseguirem no âmbito das suas limitações. Eles estabelecem metas ambiciosas, mas realistas para si e para com o treino duro e exigente. Eles são bem sucedidos porque estão perseguindo os seus objectivos e a desfrutar ao máximo do seu desporto. A sua participação no desporto enriquece a sua vida, acreditando que vale a pena o esforço que colocam diariamente no treino.
    Apresento em seguida 5 estratégias mentais que considero serem bastante relevantes  no contributo que dão para o sucesso dos atletas nos mais variados desportos. Podem todas ser aprendidas e melhoradas através de boas instruções e da prática regular e programada.

    1. TRABALHAR A ATITUDE

    Todos os dias o atleta deverá trabalhar no desenvolvimento de um atitude poderosa face ao treino duro e exigente que na grande maioria das vezes lhe causa dor e fadiga extrema. O objectivo aqui é não se focar no lado "negativo" do treino, mas sim focar-se sempre na recompensa que irá obter de todo o trabalho duro que realiza. Deverá focar-te nas emoções e sensações que irá ter quando alcançar o resultado desejado, e que o treino árduo é sem dúvida o caminho para o sucesso. Assim estará a construir uma atitude confiante – "isto é fantástico, farei tudo o que tiver ao meu alcance e enfrentarei os desafios e a dureza do treino com coragem e alegria". Este tipo de atitude irá "condicionar" e "programar" a mente e o corpo de forma implacável face às adversidades e dificuldades até que consiga atingir os resultados pretendidos. Com esta atitude consegue construir um bloqueio às auto-sabotagens e de uma vez por todas não inventar desculpas sem sentido. O atleta deverá focar-se a 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos.

    2. TRABALHAR A TENACIDADE MENTAL

    Por exemplo, se o corpo de um nadador consegue nadar uma determinada distância com facilidade mas a sua mente não, então estará com um grave problema para resolver – e isto é muito usual nos atletas. Terá então de desenvolver a sua resistência mental para que não se esteja a deitar a baixo constantemente, como de uma luta se trata-se entre o corpo e a mente sempre que o treino é exigente. O atleta deverá relembra-se a si mesmo, usando as afirmações – " eu consigo nadar com facilidade" ou " mesmo em esforço eu consigo nadar até completar a série". Deverá construir uma mentalidade de combate à adversidade, para isso sempre que o treino esteja "difícil" deve usar a visualização e ver-se a fazer aquilo que pretende executar, permitindo automaticamente focar-se no que é importante e não na dor. Ao desenvolver a sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado.

    3. EXTRAIR OS ASPECTOS POSITIVOS

    Uma das técnicas vulgarmente utilizadas por muitos atletas bem sucedidos é a revisão mental dos aspectos positivos no treino. Muitos utilizam a parte do treino dedicada à descontracção, outros fazem-no no caminho para casa. O que eu acho mais viável é o atleta fazer este exercício de forma sistematizada, e uma das formas eficazes de o realizar, é procurar um local calmo onde se possa sentar ou deitar de forma confortável, de preferência colocando-se num estado de relaxamento induzido e depois fazer o exercício mental. Isto faz com que o atleta crie um hábito de concentra-se nos aspectos positivos do seu treino e daquilo em que ele é eficaz.
    Este exercício mental permite criar aquilo que em psicologia chamamos de "pistas" pequenas associações que se fazem, que permitem ligar os circuitos motores e neuronais da boa execução. As "pistas" (uma palavra, um gesto, uma imagem, uma sensação, ou outra coisa qualquer que o atleta escolha) são um estímulo muito poderoso que o atleta gravou na sua memória e que lhe associou um conjunto de movimentos, estratégias e emoções que o colocam no seu melhor estado para a realização das acções desportivas. Os bons hábitos diários criam vias poderosa que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso. Por este motivo o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e a confiança e consequentemente a performance.

    4. DIMINUIR OS EFEITOS DA DOR

    Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Todos nós possuímos no nosso corpo analgésicos naturais, como aqueles que estão disponíveis nas farmácias. É bastante comum ler nos jornais que, algumas pessoas que perderam membros num acidente grave, relatam não terem tido dores no momento do acidente, porque o sistema poderoso da mente, e o sistema imunitário, imediatamente libertam morfina e outros analgésicos para a área afectada, inibindo todas as sensações de dor da vítima.

    Esta incrível capacidade da mente e do corpo pode ser facilmente utilizada por atletas, principalmente os que praticam desportos de resistência, eu tenho usado várias técnicas que têm tido um sucesso notável. Um dos aspectos mais fascinantes que eu descobri sobre os atletas é que a grande maioria já tem a sua mente preparada para sentir a dor! Por exemplo, praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades, isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassa esses mesmos limites. No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento, ou seja, já sabe em que momento da sua prestação irá começar a instalar-se o desconforto e a dor. E isto é efectivamente incapacitante, pois mesmo que o atleta fosse capaz de continuar sem sensações desagradáveis, vai colocar-se num estado de incapacidade por indução, por auto-sugestão da dor, é como se a dor fosse virtual.

    Perante isto o que poderá então o atleta fazer?

    Eu tenho sido capaz de ajudar alguns atletas (especialmente nadadores) a conseguir treinar e competir, não sem a total inibição da dor, mas a reduzi-la de forma substancial ou a conseguir aguentar a dor sem sacrifício da performance. Isto é possível de diferentes formas, mas uma das que aplico é através da introdução de uma sugestão de auto-hipnose para que a sua mente atrase o aparecimento da dor 20 metros mais adiante que anteriormente. Vai-se assim condicionando o atleta a ir atrasando o aparecimento da dor através de um conjunto de estratégias de auto-sugestão de distracção e de dissociação da dor. Este método, tal como o treino físico necessitam de prática, e vai-se melhorando pouco a pouco até ao ponto de a dor não ser mais impeditiva de o atleta realizar performances para a qual o seu corpo é capaz.

    5. EVITAR O EXCESSO DE INFORMAÇÃO

    Os atletas possuem a habilidade de selectivamente focarem-se naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu desporto, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as "pistas" ou "atalhos" que promovem a boa performance. Igualmente significativo é perceber o que é que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim conhecer o que é motivo de distracção e sabotagem de uma boa execução. Alguns dos atletas com que trabalhei na melhoria da sua preparação mental, apresentavam excesso de processamento de informação, sobrecarregando as suas mentes com estímulos com os quais não conseguiam lidar em tempo útil. A Informação em excesso, ou informação não significativa é envida em forma de sinal ou estímulo para o corpo, podendo gerar alguma confusão. Este processo pode promover um estado de indecisão, levando a que o corpo não execute os movimentos ou resultados desejados.

    Assim que consiga perceber ou identificar as pistas ou atalhos de performance e consiga de forma clara reconhecer as distracções e pistas ou informação não relevante, coloca-se numa melhor posição para conseguir atingir um estado de total imersão no seu desempenho. Atingir este estado, leva o atleta a conseguir colocar-se na sua Zona de Óptimo Funcionamento ou atingir a sua Zona de Foco. Pistas sem importância ou distracções como por exemplo, poder estar a pensar num passe falhado, ou numa técnica falhada, assim como o que a equipa ou o treinador poderão dizer, afasta o atleta daquilo que é importante focar-se para obter um bom rendimento.

    Aprender novas habilidades e desenvolver novas capacidades leva tempo. Não importa se você está a aprender habilidades físicas ou mentais, a repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias do treino. Por tudo o que aqui referi, acredito ser importante o desenvolvimento da tenacidade mental através do refinamento da capacidade de foco naquilo que o atleta reconhece como sendo as suas pistas para a boa performance. Os atletas que conseguem perceber e desenvolver esta capacidade ganham uma vantagem competitiva.

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  • quinta-feira, 3 de novembro de 2011

    Fundamentos do Treinamento de Força Muscular

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  • Fundamentos do Treinamento de Força Muscular

    • Nesta edição atualizada, revisada e ampliada de Fundamentos do Treinamento de Força Muscular, dois dos maiores especialistas mundiais em treinamento de força exploram a utilização do conhecimento científico no desenvolvimento de programas de treinamento personalizados. Os autores cobrem o treinamento de força, a bioenergética e as adaptações dos sistemas muscular, nervoso e cardiovascular e discutem os sistemas básicos de treinamento e as prescrições de programas com o objetivo de melhorar a força, a potência e a resistência aeróbia. Este livro o auxiliará a:

    • Elaborar, com base científica, programas de treinamento de força individualizados.
    • Modificar e adaptar programas para atender às necessidades de populações especiais.
    • Compreender como a prescrição de exercício funciona na prática.

      Esta é uma ferramenta fundamental para treinadores, professores e estudantes que desejam ampliar seu conhecimento e obter sucesso na elaboração de programas de treinamento de força.

    • Editora: Artmed
    • Autor: STEVEN J. FLECK & WILLIAM J. KRAEMER
    • ISBN: 8536306459
    • Origem: Nacional
    • Ano: 2006
    • Edição: 3
    • Número de páginas: 375
    • Acabamento: Brochura
    • Formato: Grande
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