quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Video falando sobre aprofissão de treinador desportivo

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  • O esporte está em alta no Brasil. Nosso país será sede da Copa do Mundo e das Olímpíadas, os dois maiores eventos esportivos do mundo. Qualquer atleta de rendimento sonha em pelo menos estar presente em competições como estas. Neste programa mostramos profissionais responsáveis pela formação e aperfeiçoamento dos atletas. São os treinadores e preparadores físicos. Trazemos a você exemplos do futsal, judô e da ginástica rítmica.

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  • terça-feira, 20 de dezembro de 2011

    Criatividade no futebol

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  •     A ação de viver é uma sutil manifestação do fabuloso movimento do universo em permanente "expansão criativa" e a criatividade humana pode ser considerada como uma extensão dessa força biocósmica expressada através de cada indivíduo e grupos de indivíduos. Todos os seres-humanos estão aptos para serem criativos, mas poucos atingem a magnitude da criatividade de sua área específica, muitas vezes por falta de estímulos, persistência e entendimento conceitual da natureza complexa da criatividade (ALENCAR; MARTINEZ, 1998; CRAFT, 2003; CROPLEY, 2004).

        Para Csikszentmihalyi (1990), a criatividade deve ser entendida pela complexidade, por meio da interação individual e coletiva com o ambiente específico. Esta tendência enaltece a importância da capacidade de interagir, inovar, resolver problemas, assumir riscos, em contextos marcados por mudanças constantes de ações, que requerem divergência e modificações de pensamento (WOODMAN; SCHOENFELD, 1990; LÓPEZ; NAVARRO, 2008).

        Sendo o futebol um contexto complexo, é necessário que o jogador seja capaz de solucionar problemas, e é na formulação de uma organização não austera e nos planos de resolução dos problemas estabelecido pelos treinadores que reside à magnitude da criatividade.

        Infelizmente em nossa sociedade (futebol) tem-se observado cada vez mais canais de extrema rigidez gerenciados pelos treinadores; jogadores robotizados que não conseguem resolver seus próprios problemas através de sua criatividade individual e muito menos identificar e resolver os problemas coletivos em prol da criatividade coletiva da equipe.

        Como o desenvolvimento da criatividade se articula com elementos que estimulam ou inibem o potencial criativo, observa-se que os elementos utilizados no processo de treino-competição nos últimos anos nitidamente vêm inibindo o potencial criativo dos jogadores e das equipes, tornando-os recursivos e monótonos (SOLER, 2003; JEFFREY, 2006).

        Sendo assim, este artigo tem por objetivo descrever as dimensões que abrangem o entendimento da criatividade dentro do contexto complexo e específico do futebol.

    A criação de contextos criativos

        A mudança de "face" do futebol está bloqueando o aparecimento de jogadores criativos, capazes de solucionar os problemas no jogo através de respostas originais, eficazes e imprevisíveis, porque as ações rotineiras treinadas são pouco inovadoras e facilmente bloqueadas pelos adversários (COCA, 1985).

        Tem-se evidenciado prioritariamente uma crença no treino de futebol pela mecanização de gestos técnicos isolados, pela dependência de treinos físicos com moldes de esportes individuais e a utilização jogo 11x11, no espaço total do campo (WEIN, 2005). A degradação dos aspectos criativos ocorre quando os exercícios utilizados tornam-se radicalmente irreais ao contexto do futebol e sem referência ao jogo pretendido.

        O jogo de futebol implica que o treino seja criativo, de forma a modelar o contexto a partir de ações organizacionais controláveis, imprevisíveis e alteráveis, já que a resolução das situações competitivas não será sempre única (ARAÚJO, 2005; WEIN, 2005).

        A falta de qualidade criativa nos jogadores tem a ver com os estímulos onde os jovens aprendem a jogar futebol. Antigamente, a escola mais popular para descobrir os segredos do futebol era a rua, onde as carências eram supridas com imaginação e ilusão; atualmente essa tendência está cada vez menor e as escolas de futebol dos clubes não conhecem importância da criação de contextos criativos e passaram a formar trabalhadores mecânicos ao invés de jogadores de futebol (CRUYFF, 2002).

        A construção de contextos criativos no processo de treino-competição implica reconhecer que a criatividade incorpora uma variedade de dimensões (construção de jogos, regras modificáveis, tamanho do campo, implementação de materiais, variabilidade de decisão), enfim, um conjunto de constrangimentos contextuais criativos (DILLON, 2006).

        Com um adequado contexto de treino, as ações pretendidas para a equipe constituem-se com uma base para a atividade imaginativa, no qual permite criar novas possibilidades, relações, e explorar espaços desconhecidos. Quanto mais interativas as ações treinadas, mais rica é a rede relacional entre elas, contribuindo para a expansão da criatividade (CSIKSZENTMIHALYI, 1990).

        Também as ações do processo de treino-competição idealizadas pelos contextos criativos devem proporcionar um ambiente de alegria, felicidade, serenidade, motivação e emotividade. A criatividade não apenas vincula-se com variáveis cognitivas e motoras, as emoções também possuem um papel relevante durante o processo criativo (MARINA, 1993). Da mesma forma, a criatividade é associada à amplitude de atenção do participante na tarefa. Amplitude de atenção é um termo usado para se referir à quantidade e variabilidade de estímulos que o participante é capaz de visualizar e absorver na tarefa proposta (MEMMERT, 2007).

        Nesse contexto, a criatividade só é viável se for entendida como um complexo de dimensões, que formula e resolve problemas, sendo trabalhada na realidade criada, ou seja, em um processo de treino-competição de alta qualidade.

    Organizar o jogo utilizando jogos para organizar a criatividade

        Para Gomes (2011), o jogo de futebol é uma dinâmica que emerge da interação dos jogadores e o modo como se relacionam é que faz com que haja uma dinâmica mais ou menos organizada, mais ou menos bonita e mais ou menos criativa. A dinâmica que os jogadores desenvolvem no jogo, transporta em si aquilo que o processo de treino-competição modela e um espaço potencial que não se conhece (GOMES, 2011). Deste modo, o jogo é uma dinâmica de interações modelada, que tem que comportar em si um espaço em aberto para o crescimento criativo dos jogadores e da equipe para que se possam constituir sistemas inteligentes (GOMES, 2011).

        Como visto, o futebol é um jogo complexo e requer que as equipes modelem a sua forma de jogar. A modelação é uma antecipação coordenada da tomada de decisão individual e coletiva dos jogadores e só será plenamente eficaz se os jogadores sentirem através de treinos complexos. Talvez o maior equívoco no futebol contemporâneo seja não entender a cararterística complexa do jogo e a necessidade de modelar uma forma de jogar. Também contemporaneamente constata-se a pouca utilização do jogo como veículo principal em ensino no processo de treino-competição. Aqueles que não entendem essa premissa, deixam de estimular a interação, a resolução de prolemas, a comunicação e a criatividade.

        Neste contexto, o jogo funciona como um veículo de construção de uma determinada forma de jogar, como um veículo de expressão individual e coletiva e um instrumento efetivo de desenvolvimento das estruturas cognitivas, emocionais e motoras. Assim, na construção de jogos deve-se por um lado entender o caráter liberto e por outro seguir uma determinada conexão, criando uma organização, que não deve ser excessivamente rígida. É necessário entender que ao utilizar o jogo como veículo metodológico, o jogador não deve ter a ilusão de que tudo é livre. A liberdade será uma consequência de uma ordem intencional organizada pelo treinador; se for estritamente rígida e excessivamente liberta não dará assas a criatividade específica que o jogo requer. Essa ordem deve ser bem entendida e balanceada.

        Para Oliveira (2004), devem-se construir ambientes jogados com diversas possibilidades de resolução de problemas contextuais, indo de encontro ás ações específicas pertencentes à equipe. Os jogos proporcionam a descoberta e produção de algo estabelecido pelo técnico e de algo novo ou original. Ao jogar, os jogadores exploraram, divagam, sonham, corrigem erros, aperfeiçoam a capacidade para enfrentar problemas e mantém certas ligações sistemáticas com as ações pretendias pelo treinador. Por isso, não basta apenas jogar o jogo tradiconal 11 x 11, é necessário modelar uma forma de jogar utilizando jogos, e somente com criatividade o treinador configurará os "seus jogos" para o "seu jogo", mantendo o prazer, liberdade e a variabilidade de ações necessarias para efrentar a competição.

        Desta forma, os jogos dão sentido à aprendizagem. Ao envolver os jogadores na resolução dos problema propostos, eles habiutam-se e memorizam uma série de ações que no contexto de jogo real serão antecipadas e colocadas em prática.

        Enfim, a criatividade no jogo deve ser entendidada com uma ação que visa decidir, pensar e executar e solucionar o problema em função de determinados contextos, abrindo-se a possibilidade de inovar contantemente sem perda de identidade.

    A criatividade individual e coletiva geradora da organização criativa

        Evidente que quanto mais rico o contexto, maior será o desenvolvimento da criatividade. Também é nítido que o desenvolvimento da criatividade depende do conhecimento sobre o ambiente que se está inserido. Fica difícil pensar que alguém poderá trazer contribuições significativas sem conhecer o contexto e as ações pretendidas para a realidade.

        No caso do futebol, após os jogadores conhecerem as particularidades da realidade, são necessário estímulos criativos para fomentar a criatividade individual e interelacioná-los no projeto comum que desenvolverá a criatividade coletiva da equipe.

        Popper (1995) afirma que, para evitar o anarquismo quando se vive em sociedade, a liberdade de cada indivíduo tem de estar organizada, de forma a permitir a emergência do individual. Transferindo essa ideia ao futebol, percebe-se que se criatividade individual não é especificamente organizada, as ações serão esporádicas e anárquicas, e não corresponderão à capacidade de criar uma intencionalidade prévia e um objetivo comum.

        A criatividade individual pode se tornar uma inovação, sob certas condições específicas, quando a expressão criativa é permitida e quando o apoio ao desenvolvimento de ideias criativas é acompanhado por todos (GLYNN, 1996). Ao estar organizado por um núlceo comum, fica mais fácil de criar; é aí que reside o fato da criatividade individual tornar-se uma ação inovadora em que se processa por uma dinâmica que busca a resolução de determinados problemas (LIEBOWITZ,2000). De fato, a criatividade individual refere-se às decisões cotextualizadas e flexíveis que articula-se com as decisões de toda a equipe (MEMMERT, 2007). 

        Ao falar-se da criatividade coletiva, logo se pensa no somatório das diversas criatividades individuais. Na concepção complexa, ela baseia-se na interação de todas as criatividades, desenvolvida de forma contextual e aberta, guiada por um fio condutor. Essa criatividade coletiva é considerada a capacidade de se comunicar com os outros, trabalhar por uma ideia comum, para definir e resolver problemas, aprender e desaprender, formando uma organização.

        Infelizmente, a palavra organização entendida no futebol de hoje prima pela rigidez e mecanicidade das ações e pela "robotização" dos jogadores. Ela reduz esta individualidade, impedindo a emergência do "eu" individual e, portanto, do "eu" coletivo criador (FONSECA, 2006). Qualquer noção de organização que procure diminuir ou eliminar o imprevisível e a criatividade, acentuando a mecanização das ações de jogo, limita a individualidade e a coletividade da equipe (FONSECA, 2006).

        É notório que no futebol é imprescindível perceber que os interesses do coletivo estão acima dos anseios pessoais. As equipes de futebol não existem para um jogador expor seus malabarismos descontextualizados. O jogo cresce tanto mais quanto mais a capacidade individual interferir positivamente no coletivo e quanto mais à organização coletiva possibilitar a firmação individual e, portanto, a criatividade coletiva (FONSECA, 2006).

        No futebol, a criatividade é singular a cada jogador, a cada posição, a cada equipe e a cada jogo e serve para ser transformada em rendimento e conseqüentemente em vitórias. Por isso, seu entendimento deve ser complexo, pois ela se expressa de diversas maneiras e se inter-relaciona com variadas dimensões. Não há como definir um protótipo para cada posição, para cada equipe; há declaradamente a necessidade de originar estímulos desafiantes aos jogadores, em que a criatividade individual esteja inserida na coletiva e a coletiva na individual, pois a criatividade exprime-se nessas escalas e de diferentes maneiras (FRADE, 2007).

    Considerações finais

        Ao tentar desmistificar o conceito de criatividade apenas como um malabarismo ou um lance descontextualizado, não se pretendeu desvalorizar tais situações. É notório que a magia do futebol às vezes encontra-se nessas ocasiões, mas para tal ficar esplêndida, é necessário uma criatividade coletiva, em que todos (jogadores) estejam ligados ao mesmo cerne. Se conseguir-se interligar a criatividade individual com a coletiva e entender a interação entre ambas, certamente conseguirá se entender a complexidade inerente a expressão criatividade.

        Atualmente ainda visualiza-se a estranha rigidez da ordem e a malemolência descontextualizada do malabarismo sem objetivo como os extremos do pólo futebolístico. Para existir uma ponte entre a ordem e o malabarismo, um diferenciado juízo conceitual e metodológico da expressão criatividade e do processo de treino-competição torna-se imperativo.

        Nesse entendimento, a criação de contextos criativos entra em campo com o objetivo de formar jogadores e equipes criativas e com capacidade de resolver problemas, buscar novos desafios, conhecimentos e a diversidade que o futebol necessita. E o contexto só será criativo com o jogo, que incita os jogadores a pensar, aprender, descobrir, antecipar, reconhecer padrões, estimular as emoções e criar caminhos para a transformação. Como é necessário, os jogos devem ser estruturados visando a resolução de determinados problemas pertencentes à forma de jogar que a equipe aspira. Utilizando o jogo contantemente como veículo de treino-competição, a capacidade de estabelecer relações pré-estabelecidas e inusitadas para resolver problemas, além de identificar diversas alternativas para tais resoluções, se bem estruturados, constantemente oferecerão margem ao pensamento criativo.

        Ser criativo é uma condição permanente que dura toda a vida e criar no futebol é fabricar intencionalmente um forma de jogar com inovações que sejam eficazes e eficientes, o que conseqüentemente afetará a capacidade criativa dos jogadores e da equipe.

    Referências

    ARAUJO,D. O contexto da decisão: a ação táctica no desporto. Lisboa: Visão e Contextos, 2005.

    COCA, S. Hombres para el fútbol. Gymnos, Madrid, 1985.

    CRAFT, A. The limits to creativity in education. British Journal of Educational Studies, London, v 51, n.2, p. 113–127, ago.2003.

    CROPLEY, A. J. Creativity in education & learning. London: Routledge Falmer, 2004.

    CRUYFF, J. Me gusta el fútbol. RBA Libros. Barcelona, 2002.

    CSIKSZENTMIHALYI, M. The domain of creativity. In: Theories of creativity. Sage Publications Inc. California, 1990.

    DILLON, P. Creativity, integrativism and pedagogy of connection. Thinking Skills and Creativity, 2006.

    FONSECA, H. Futebol de Rua, um fenômeno em vias de extinção? Contributos e Implicações para a aprendizagem. Monografia apresentada à Faculdade de Desporto da Universidade do Porto,2006.

    FRADE, V. Apontamento das aulas de Metodologia Aplicada I, Opção de Futebol. FCDEF-UP. Trabalho não publicado,2007.

    Glynn, M. A. "Innovative Genius: a Framework for Relating Individual and Organizational Intelligence to Innovation", Academy of Management Review, v 21, pp.1081-1111, 1996.

    GOMES, M. O FC Porto Campeão através de UMA Organização de equipa. Disponível em: http://www.zerozero.pt/coluna.php?area=0&id=386. Acesso em: 25 abr. 2011.

    JEFFREY, B. Creative teaching and learning: towards a common discourse and practice. Cambridge Journal of Education, Cambridge, v. 36, n. 3, p. 399–414, 2006.

    LIEBOWITZ, J. Building Organizational Intelligence – A Knowledge Management Primer. New York: CRC Press, 2000.

    LÓPEZ M. O; NAVARRO L. J. Estudo comparativo de medidas da criatividade: TTCT vs. CREA. Journal of Psychology, London, v. 24, n.1,p. 138-142, 15 jun.2008.

    MARINA, J. Teoria da inteligência criadora. Barcelona: Anagrama, 1993.

    MEMMERT, D. Can creativity be improved by an attention broadening training program? An exploratory study focusing on team sports. Creativity Research Journal, v. 19, p. 281–292, 2007.

    OLIVEIRA, G. Conhecimento específico em futebol. Contributos para a definição de uma matriz dinâmica do processo ensino aprendizagem - treino do jogo. Tese de Mestrado. FCDEF-UP,2004.

    POPPER, K. Sociedade aberta, universo aberto. Publicações Dom Quixote. Lisboa,1995.

    S., Alencar E. M. L.; M., Martinez A.. Barreiras à expressão da criatividade entre profissionais brasileiros, cubanos e portugueses. Psicologia Escolar e Educacional, Campinas, v. 2, n. 1, p.23-32, 05 jul. 1998.

    SOLER, M. I. Creatividad en el ámbito universitario: la experiencia de Chile. Creatividad y Sociedad, v.10, n.3, p. 39-45, 2003.

    WEIN, H. Requisitos necesarios para la formación de jugadores creativos. Revista Training Fútbol, 2005.

    WOODMAN, R.; Y, SCHOENFELD L. An interactionist model of creative behavior. Journal of Creative Behavior, New York, v. 2, N. 1, 1990.

    Fonte



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  • segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

    Utilização do Treinamento Intervalado nos Esportes

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  • O Treinamento intervalado (TI) consiste em um método de treino eficiente no que diz respeito à transferência energética das vias metabólicas utilizadas, utilizando uma relação programada de intervalo de recuperação e exercícios. Este modelo de treinamento é excelente para que se realize maiores cargas de trabalho (com maior intensidade) com um mesmo nível de fadiga quando comparado com o treinamento contínuo.

    Isso de deve ao fato de que o TI utiliza intervalos de recuperação entre as séries de exercícios intensos, podendo este intervalo ser no formato de pausa ativa ou mesmo diminuindo drasticamente a intensidade do exercício por um determinado período pré-estabelecido.

    O TI pode ser definido basicamente como um método de treinamento de curto período de tempo com alta intensidade. Por exemplo, quando você trabalha com 90% do Vo2Max de seu atleta, este não consegue permanecer durante muito tempo fazendo uma atividade nesta intensidade, então se faz necessária uma pausa para que seu organismo possa recuperar-se parcialmente, permitindo assim uma nova sessão de esforço com tal intensidade. Estudos têm demonstrado que o treinamento intervalado melhora o potencial oxidativo, estoque de glicogênio, capacidade de tamponamento muscular, capacidade de resistência aeróbia, entre outros.

    Atletas podem se beneficiar desta modalidade de exercício, principalmente pela tolerância a fadiga que o TI pode oferecer. Exercícios intervalados tem como características alta concentração de lactato e metabólitos, sendo que quanto mais se treina em acidose muscular, mais resistente a fadiga se fica. Isso para um atleta é fundamental, principalmente em ambientes competitivos, em que são normais altas concentrações de acidose muscular.

    Não se tem definido ainda qual a melhor estratégia para estruturar um treino intervalado. Sabe-se que o lactato é produzido em altas intensidades, e que sua meia-vida fica entre 15-25 minutos, enquanto que sua depuração plena fica entre 1 hora após a realização de uma atividade intensa. Nesse sentido, indica-se que para aumentar a tolerância à acidose, o ideal é intervalo de 90 segundos a 3 minutos, sendo este intervalo o ideal para o restabelecimento do ATP-PC e da Mioglobina com O2, permitindo a continuidade do treinamento de alta intensidade.

    O TI tem varias vantagens quando utilizado principalmente por atletas de esportes que envolvam força, potência e alto grau de acidose, como é o caso de lutadores de Jiu-Jitsu e MMA. O TI aumenta o EPOC (consumo de oxigênio pós-exercício), o metabolismo basal, a tolerância à acidose, melhora o recrutamento de fibras musculares rápidas, entre muitos outros benefícios.

    Prof. Mestrando Gustavo Barquilha
    Instituto de Ciências da Atividade Física e Esporte – Universidade Cruzeiro do Sul
    Preparador Físico de Atletas de Alto Rendimento
    www.gustavobarquilha.com.br



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  • sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

    Programa de treinamento físico

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  • Dando continuidade, veremos os princípios básicos de treinamento da resistência através da atividade aeróbica orientados a partir dos diferentes grupos.

    Programa de treinamento para iniciantes:

    Destinado para sedentários ou pessoas com baixo nível de resistência.

    O tempo total de treinamento de resistência deve estar ao redor de 60 minutos. A intensidade da carga deve ser ao redor de 50% da capacidade cardiovascular máxima. A duração da carga deve variar entre um mínimo de 10 a 12 minutos e um máximo de 30 minutos. A freqüência do treinamento deve estar entre duas sessões semanais (30 minutos de duração) a cinco sessões semanais (12 minutos de duração).

    Para pessoas sedentárias este programa pode estar intenso. Nestes casos recomenda-se trabalhar com intensidades menores, mas aumentando o volume de trabalho para 45 minutos a 1 hora de caminhada ativa por dia. Outra possibilidade é o fracionamento do trabalho com intervalos que chamamos de descanso ativo (não ficar quieto, sem caminhar) que irão sendo reduzidos à medida que o treinamento vai melhorando.

    As características deste programa atendem às recomendações do Colégio Americano de Medicina Esportiva (American College of Sports Medicine) no que se referem à exercícios de desenvolvimento e manutenção muscular e cardio-respiratórios em adultos saudáveis.

    Programa de treinamento com base ótima:

    Destinado a pessoas que têm mantido uma regularidade no treinamento de resistência, o que permite trabalharem em um nível mais elevado.

    A carga semanal pode variar entre duas e quatro horas. A intensidade da carga pode ser de cerca de 70% da capacidade cardiovascular máxima. A duração da carga por sessão variará entre um mínimo de 30 minutos e um máximo de 60. A freqüência de treinamento será de três a seis sessões por semana.

    Qualquer que seja o nível em que se trabalhe, é fundamental a regulação da intensidade do trabalho. Isto pode ser feito controlando-se a FC (freqüência cardíaca) durante um minuto para que se calcule qual a porcentagem da freqüência cardiovascular máxima na qual o trabalho está sendo realizado. A fórmula mais aceita para o cálculo da mesma é a seguinte: FC máx = 220 – idade.

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  • sábado, 19 de novembro de 2011

    Neurofeedback e Alta Performance nos Esportes

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  • O Neurofeedback não é usado exclusivamente por pessoas "com problemas", como TDAH, hiperatividade ou outros transtornos psiquiátricos. Já se sabe, há muitos anos, que o grande diferencial entre atletas e executivos de alta performance é o domínio sobre os estados mentais. O que está dentro de nossas cabeças é o último dos desafios.

    O que poucas pessoas sabem é que os jogadores de futebol campeões da Copa do Mundo de 2006 fizeram treinamento com Neurofeedback, antes da Copa. Em 29 de Julho de 2006, o repórter Russell Adams escreveu um artigo para um dos mais influentes jornais do mundo, o Wall Street Journal, intitulado "Getting your head in the game" ou "Jogando coma cabeça".

    Neste artigo, Adams revela que vários atletas já incorporaram o Neurofeedback aos seus treinamentos, como os jogadores de futebol do A.C.Milan, tenistas, golfistas, ginastas olímpicos e esquiadores, entre outros. O ganho trazido pelo Neurofeedback é a capacidade em permanecer, ao mesmo tempo, concentrados e relaxados.

    No Neurofeedback, a pessoa é conectada a eletrodos colocados sobre o crânio, que medem as ondas cerebrais. Então, ela tenta aprender como controlar as flutuações destas ondas, que podem indicar um momento de distração ou preocupações e pensamentos obsessivos.

    Em janeiro de 2006, meses antes da Copa, um grupo dos melhores jogadores italianos do A.C. Milan - vários dos quais seriam escalados para  Seleção Italiana, começaram um treinamento "secreto" no Laboratório de Ciência Esportica do A.C.Milan, dirigido por Bruno de Michelis. A tela dos computadores mostrava que alguns dos jogadores ficavam nervosos ao fazer exercíos mentalmente exigentes na frente de seus colegas de time, enquanto outros tinham maior dificuldade após uma sequência de tentativas fracassadas; outros ainda perdiam a concentração após uma sequência de sucessos.

    Uma das maiores preocupações de Bruno de Michelis é a queda de desempenho em momentos críticos, como cobrança de penaltis. Uma grande quantidade de energia e motivação, além da concentração, são perdidas nestas situações. Um treinamento que ajudasse a manter a tranquilidade - e, ao mesmo tempo, níveis elevados de concentração e ativação - traria uma tremenda vantagem competitiva. Disse De Michelis: "Eu chamo isto de sofrimento inútil. Não podemos fazer mágica, mas há como ajudar" - com o Neurofeedback.

    A habilidade para evitar distrações durante uma competição - o que também é descrito como um "estado de quietude mental" é um dos maiores desejos dos esportistas - e também de diversos outros profissionais em situações  de pressão ou stress intenso. O Neurofeedback pode não ser o único caminho - mas é um dos mais promissores. 

    Com a ajuda daqui


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  • quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    Importância da preparação física no Futsal

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  • A preparação física nos esportes de alto rendimento (ou alto nível como preferem alguns autores) tornou-se algo tão indispensável na preparação do atleta quanto à preparação técnica da modalidade esportiva. A mais de 20 anos o professor Ivan Cavalcanti Proença afirmava "não dá mais para ignorar a importância da fusão e do casamento entre as diversas preparações física/tática/técnica". E no futsal na perspectiva do alto rendimento não é muito diferente dos demais esportes.

    O professor Sebastião Araújo ex-preparador físico do Fluminense Futebol Clube do Rio de Janeiro, em seu livro O futebol e seus fundamentos – o futebol força a serviço da arte, destaca que na preparação de uma equipe é necessário o treinamento físico, com vistas à aquisição de uma preparação orgânica, muscular, articular e desenvolvimento das capacidades físicas do atleta, possibilitando condições físicas para a pratica do desporto.

    O futsal é um desporto de intensa solicitação fisiológica tanto a nível ósteo-muscular, quanto dos sistemas cardiovascular, respiratório e demais sistemas funcionais. Isto ocorre devido à dinâmica de jogo aliada as dimensões reduzidas (40 metros x 20 metros) em que é praticado. A demanda fisiológica do futsal é elevada independentemente do nível no qual se pratica o mesmo. Assim o nível de solicitação fisiológica por parte do futsal no organismo dos praticantes dele em alto nível, denota a necessidade em prover o atleta de condições físicas e psíquicas, para que ele possa suportar as solicitações do jogo com quedas mínimas de desempenho individual no decorrer de uma temporada. Alguns estranharão o fato de aqui nesse artigo sobre preparação física estarem correlacionadas as preparações física e psicológica, mas inúmeros artigos científicos nos últimos anos tem mostrado que a influencia de aspectos psicológicos inerentes e externos a prática do desporto de alto nível, em alterações no desempenho dos atletas.

    A preparação física desempenha um papel fundamental em possibilitar as adaptações fisiológicas necessárias para a pratica do futsal de alto rendimento, com variações mínimas mas performances individuais e coletivas apresentadas pelo grupo (equipe de futsal) ao longo de uma temporada. O objetivo da preparação física é aprimorar o nível de condicionamento apresentado pela interação das capacidades físicas, com destaque para resistência, velocidade, força, flexibilidade e coordenação ( aqui representada pelas habilidades motoras. O desafio da preparação física consiste em através dos meios e métodos de treinamento, propiciar que o desempenho atlético aproxime-se ou ultrapasse os "limites" do atleta.



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  • sexta-feira, 4 de novembro de 2011

    Potencializar o lado mental no treinamento desportivo

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  • Cada dia de esforço e tempo dedicado ao treino determina o retorno do resultado desportivo que o atleta irá alcançar no futuro. Isto acontece porque à medida que o atleta vai acumulando o trabalho dos vários dias de treino, vai condicionando a sua mente e o seu corpo para ter um determinado desempenho com uma postura ou abordagem específica, transformando-se na sua atitude em competição. Possivelmente existem atletas que treinam menos bem e nem tão pouco se preocupam se estão a ter uma atitude promotora de bons desempenhos ou não, e ainda assim conseguem bons resultados. Mas por cada um destes, existe um milhar que não consegue.

    Você não tem que ser um atleta profissional ou um campeão olímpico para ser um atleta bem-sucedido. Nem tem que ter uma sala cheia de troféus, ganhar um campeonato nacional, ou fazer a primeira página da secção de desporto. Alguns dos atletas com sucesso com que tenho trabalhado na implementação de programas de preparação mental, incluem por exemplo, atletas de judo de nível regional, alguns de nível nacional e outros de nível internacional, alguns atletas da natação, campeões regionais, campeões nacionais, de nível internacional, no atletismo, alguns atletas que ainda não conseguiram mínimos para campeonatos nacionais, atletas de nível nacional e atletas já medalhados em campeonatos do mundo.

    O que estes atletas têm em comum é que o desporto é importante para eles. Todos estes atletas estão comprometidos em serem o melhor que conseguirem no âmbito das suas limitações. Eles estabelecem metas ambiciosas, mas realistas para si e para com o treino duro e exigente. Eles são bem sucedidos porque estão perseguindo os seus objectivos e a desfrutar ao máximo do seu desporto. A sua participação no desporto enriquece a sua vida, acreditando que vale a pena o esforço que colocam diariamente no treino.
    Apresento em seguida 5 estratégias mentais que considero serem bastante relevantes  no contributo que dão para o sucesso dos atletas nos mais variados desportos. Podem todas ser aprendidas e melhoradas através de boas instruções e da prática regular e programada.

    1. TRABALHAR A ATITUDE

    Todos os dias o atleta deverá trabalhar no desenvolvimento de um atitude poderosa face ao treino duro e exigente que na grande maioria das vezes lhe causa dor e fadiga extrema. O objectivo aqui é não se focar no lado "negativo" do treino, mas sim focar-se sempre na recompensa que irá obter de todo o trabalho duro que realiza. Deverá focar-te nas emoções e sensações que irá ter quando alcançar o resultado desejado, e que o treino árduo é sem dúvida o caminho para o sucesso. Assim estará a construir uma atitude confiante – "isto é fantástico, farei tudo o que tiver ao meu alcance e enfrentarei os desafios e a dureza do treino com coragem e alegria". Este tipo de atitude irá "condicionar" e "programar" a mente e o corpo de forma implacável face às adversidades e dificuldades até que consiga atingir os resultados pretendidos. Com esta atitude consegue construir um bloqueio às auto-sabotagens e de uma vez por todas não inventar desculpas sem sentido. O atleta deverá focar-se a 100% na recompensa do seu treino, e não nos aspectos negativos.

    2. TRABALHAR A TENACIDADE MENTAL

    Por exemplo, se o corpo de um nadador consegue nadar uma determinada distância com facilidade mas a sua mente não, então estará com um grave problema para resolver – e isto é muito usual nos atletas. Terá então de desenvolver a sua resistência mental para que não se esteja a deitar a baixo constantemente, como de uma luta se trata-se entre o corpo e a mente sempre que o treino é exigente. O atleta deverá relembra-se a si mesmo, usando as afirmações – " eu consigo nadar com facilidade" ou " mesmo em esforço eu consigo nadar até completar a série". Deverá construir uma mentalidade de combate à adversidade, para isso sempre que o treino esteja "difícil" deve usar a visualização e ver-se a fazer aquilo que pretende executar, permitindo automaticamente focar-se no que é importante e não na dor. Ao desenvolver a sua resistência mental, aumenta largamente a capacidade de dar indicações a si próprio nos momentos difíceis, focando-se com discernimento naquilo que é importante para a obtenção de um bom resultado.

    3. EXTRAIR OS ASPECTOS POSITIVOS

    Uma das técnicas vulgarmente utilizadas por muitos atletas bem sucedidos é a revisão mental dos aspectos positivos no treino. Muitos utilizam a parte do treino dedicada à descontracção, outros fazem-no no caminho para casa. O que eu acho mais viável é o atleta fazer este exercício de forma sistematizada, e uma das formas eficazes de o realizar, é procurar um local calmo onde se possa sentar ou deitar de forma confortável, de preferência colocando-se num estado de relaxamento induzido e depois fazer o exercício mental. Isto faz com que o atleta crie um hábito de concentra-se nos aspectos positivos do seu treino e daquilo em que ele é eficaz.
    Este exercício mental permite criar aquilo que em psicologia chamamos de "pistas" pequenas associações que se fazem, que permitem ligar os circuitos motores e neuronais da boa execução. As "pistas" (uma palavra, um gesto, uma imagem, uma sensação, ou outra coisa qualquer que o atleta escolha) são um estímulo muito poderoso que o atleta gravou na sua memória e que lhe associou um conjunto de movimentos, estratégias e emoções que o colocam no seu melhor estado para a realização das acções desportivas. Os bons hábitos diários criam vias poderosa que aumentam a auto-eficácia do atleta e consequentemente o seu sucesso. Por este motivo o atleta deve propor-se a este exercício mental de extrair os aspectos positivos do seu treino, e associar-lhe uma pista poderosa para poder voltar a utilizar numa próxima sessão de treino e/ou em competição, aumentando-lhe a percepção de auto-eficácia e a confiança e consequentemente a performance.

    4. DIMINUIR OS EFEITOS DA DOR

    Uma das maiores habilidades que a mente possui a favor do atleta é a sua capacidade de diminuir a dor. Todos nós possuímos no nosso corpo analgésicos naturais, como aqueles que estão disponíveis nas farmácias. É bastante comum ler nos jornais que, algumas pessoas que perderam membros num acidente grave, relatam não terem tido dores no momento do acidente, porque o sistema poderoso da mente, e o sistema imunitário, imediatamente libertam morfina e outros analgésicos para a área afectada, inibindo todas as sensações de dor da vítima.

    Esta incrível capacidade da mente e do corpo pode ser facilmente utilizada por atletas, principalmente os que praticam desportos de resistência, eu tenho usado várias técnicas que têm tido um sucesso notável. Um dos aspectos mais fascinantes que eu descobri sobre os atletas é que a grande maioria já tem a sua mente preparada para sentir a dor! Por exemplo, praticamente todos os atletas têm a noção dos seus limites e das suas capacidades, isto é realmente bom, pois permiti-lhes continuarem a esforçar-se para tentar ultrapassa esses mesmos limites. No entanto, esta percepção de limites torna-se por si incapacitante em algumas situações, dado que o atleta já conhece a sua zona de sofrimento, ou seja, já sabe em que momento da sua prestação irá começar a instalar-se o desconforto e a dor. E isto é efectivamente incapacitante, pois mesmo que o atleta fosse capaz de continuar sem sensações desagradáveis, vai colocar-se num estado de incapacidade por indução, por auto-sugestão da dor, é como se a dor fosse virtual.

    Perante isto o que poderá então o atleta fazer?

    Eu tenho sido capaz de ajudar alguns atletas (especialmente nadadores) a conseguir treinar e competir, não sem a total inibição da dor, mas a reduzi-la de forma substancial ou a conseguir aguentar a dor sem sacrifício da performance. Isto é possível de diferentes formas, mas uma das que aplico é através da introdução de uma sugestão de auto-hipnose para que a sua mente atrase o aparecimento da dor 20 metros mais adiante que anteriormente. Vai-se assim condicionando o atleta a ir atrasando o aparecimento da dor através de um conjunto de estratégias de auto-sugestão de distracção e de dissociação da dor. Este método, tal como o treino físico necessitam de prática, e vai-se melhorando pouco a pouco até ao ponto de a dor não ser mais impeditiva de o atleta realizar performances para a qual o seu corpo é capaz.

    5. EVITAR O EXCESSO DE INFORMAÇÃO

    Os atletas possuem a habilidade de selectivamente focarem-se naquilo que pretendem. Esta característica mental torna-se preponderante na realização do seu desporto, exercício ou disciplina técnica, mas apenas se conseguirem dirigir a atenção para as "pistas" ou "atalhos" que promovem a boa performance. Igualmente significativo é perceber o que é que não é relevante para a execução de uma boa performance, e assim conhecer o que é motivo de distracção e sabotagem de uma boa execução. Alguns dos atletas com que trabalhei na melhoria da sua preparação mental, apresentavam excesso de processamento de informação, sobrecarregando as suas mentes com estímulos com os quais não conseguiam lidar em tempo útil. A Informação em excesso, ou informação não significativa é envida em forma de sinal ou estímulo para o corpo, podendo gerar alguma confusão. Este processo pode promover um estado de indecisão, levando a que o corpo não execute os movimentos ou resultados desejados.

    Assim que consiga perceber ou identificar as pistas ou atalhos de performance e consiga de forma clara reconhecer as distracções e pistas ou informação não relevante, coloca-se numa melhor posição para conseguir atingir um estado de total imersão no seu desempenho. Atingir este estado, leva o atleta a conseguir colocar-se na sua Zona de Óptimo Funcionamento ou atingir a sua Zona de Foco. Pistas sem importância ou distracções como por exemplo, poder estar a pensar num passe falhado, ou numa técnica falhada, assim como o que a equipa ou o treinador poderão dizer, afasta o atleta daquilo que é importante focar-se para obter um bom rendimento.

    Aprender novas habilidades e desenvolver novas capacidades leva tempo. Não importa se você está a aprender habilidades físicas ou mentais, a repetição e aplicação são necessárias nas práticas diárias do treino. Por tudo o que aqui referi, acredito ser importante o desenvolvimento da tenacidade mental através do refinamento da capacidade de foco naquilo que o atleta reconhece como sendo as suas pistas para a boa performance. Os atletas que conseguem perceber e desenvolver esta capacidade ganham uma vantagem competitiva.

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  • quinta-feira, 3 de novembro de 2011

    Fundamentos do Treinamento de Força Muscular

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    • Nesta edição atualizada, revisada e ampliada de Fundamentos do Treinamento de Força Muscular, dois dos maiores especialistas mundiais em treinamento de força exploram a utilização do conhecimento científico no desenvolvimento de programas de treinamento personalizados. Os autores cobrem o treinamento de força, a bioenergética e as adaptações dos sistemas muscular, nervoso e cardiovascular e discutem os sistemas básicos de treinamento e as prescrições de programas com o objetivo de melhorar a força, a potência e a resistência aeróbia. Este livro o auxiliará a:

    • Elaborar, com base científica, programas de treinamento de força individualizados.
    • Modificar e adaptar programas para atender às necessidades de populações especiais.
    • Compreender como a prescrição de exercício funciona na prática.

      Esta é uma ferramenta fundamental para treinadores, professores e estudantes que desejam ampliar seu conhecimento e obter sucesso na elaboração de programas de treinamento de força.

    • Editora: Artmed
    • Autor: STEVEN J. FLECK & WILLIAM J. KRAEMER
    • ISBN: 8536306459
    • Origem: Nacional
    • Ano: 2006
    • Edição: 3
    • Número de páginas: 375
    • Acabamento: Brochura
    • Formato: Grande
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  • terça-feira, 11 de outubro de 2011

    A periodização do treinamento desportivo

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  •      A forma geralmente concentrada da preparação dos atletas é a organização do treinamento através de períodos e etapas.

        A periodização é um dos mais importantes conceitos do planejamento do treinamento. Esse termo origina-se da palabra período, que é uma porção ou divisão do tempo em pequenos segmentos, mais fáceis de controlar denominados fases (Bompa, 2001).

        Esta forma de estruturas o treinamento desportivo tem como seu idealizador o russo Matveiev sendo criada nos anos 60 durante até nossos dias.

        Baseados nos ciclos de supercompensação, criados pelo Austríaco Hans Seyle e modificado pelo grande bioquímico esportivo o russo Yakolev, Matveiev idealizou a periodização do treinamento apoiado em avaliações estatísticas do comportamento em atletas de diversas modalidades esportivas da Ex. União Soviética nas décadas dos anos 50 e 60.

        Esta periodização fundamentava a premissa de que o atleta tem que construir, manter e depois perder relativamente a forma esportiva no largo dos grandes ciclos anuais de treinamento (Matveiev, 1961, 1977, 1981, 1986).

        Desta forma a periodização do treinamento desportivo pode ser entendida como uma divisão organizada do treinamento anual ou semestral dos atletas na busca de prepará-los para alcançar certos objetivos estabelecidos previamente, obter um grande resultado competitivo em determinado ponto culminante na temporada esportiva, ou seja, obter a forma esportiva através da dinâmica das cargas de treinamento ajustadas ao seu ponto máximo em esse momento (Dick, 1988, Mc Farlane, 1986).

        Estas três fases de aquisição, manutenção e perda temporal da forma esportiva se transformou em um âmbito mais geral nos três grandes períodos do treinamento desportivo ao saber: período preparatório, competitivo e transitório (Ozolin, 1989) ou seja:

    • O período preparatório é relativo a aquisição da forma esportiva.

    • O período competitivo é relativo a manutenção da forma esportiva.

    • O período transitório é responsável pela perda temporal da forma esportiva.

    Gráfico 1 - Esquema da dinâmica do volume e intensidade da carga global no ciclo anual de treino (uma das variantes típicas). As linhas tracejadas representam o volume de cargas; as contínuas, a intensidade; I e Ia, as grandes "ondas" da dinâmica de cargas; II e IIa, as "ondas médias". Define-se através das colunas o esquema modelo da variação da carga nos microciclos por etapas de treino.

        O esquema de Matveiev se tem demonstrado que é muito rígido no que se diz respeito das diversas fases da preparação esportiva, considerando-se que para diferentes modalidades esportivas e diferentes atletas são as mesmas e possuem relativamente a mesma duração (Tschiene, 1985).

        Vários estudos se tem realizado, um de forma complementaria e para aperfeiçoar a periodização de Matveiev (Platonov, 1988, Harre 1988, Ozolin, 1989, Forteza, 1990, Viru, 1991) e outros tentando romper com esta forma tradicional de estruturação do treinamento (Verjoshanky, 1990, Tschiene, 1986, 1988, Bondercsiek com Tschiene, 1985).

        Mc Farlane, 1986 e Dick, 1988 se pronunciaram em seus estudos sobre o tema, estabelecem que a periodização do treinamento desportivo pode ser entendida como uma divisão organizada do treinamento anual ou semestral dos atletas na busca de prepará-los para alcançar certos objetivos estabelecidos previamente e obter um grande resultado competitivo em determinado ponto culminante da temporada competitiva, exigindo que a forma obtida seja o ajuste da dinâmica das cargas em seu ponto máximo para o momento competitivo.

        Observe o quadro resumo sobre as características fundamentais da periodização de Matveiev (Forteza A., 1999).

        A essência da periodização de Matveiev é a relação temporal das fases da forma esportiva com a estruturação dos períodos de treinamento (Forteza e Ranzola, 1988)



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  • quarta-feira, 5 de outubro de 2011

    Treinamento de força no futebol atual

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  • Futebol peneira: aprenda como se preparar para os testes e passar ... 
     
    Cada vez mais o treinamento de força vem ganhando um maior espaço no futebol e em todas as categorias. Sabemos que a força é uma capacidade física básica para qualquer pessoa na execução das tarefas diárias e para atletas de qualquer modalidade, e, quanto mais esta conseguir se manifestar dentro do campo de jogo, mais em alto rendimento este atleta competirá. Esta capacidade apresenta subdivisões que devem ser treinadas de forma que atendam as necessidades da partida em suas respectivas categorias, trabalhando com as cargas corretas de acordo com as faixas etárias e com os exercícios ideais para formação e desenvolvimento do atleta. Podemos encontrar vários nomes para estes subtipos, em que precisamos saber quando, como, quanto, pra quem e onde realizar estes trabalhos.

    Abaixo encontramos uma explicação resumida para estes subtipos de acordo com Carvalho & Carvalho, apud Schmidtbleicher, 1985:
    1) Força máxima: é o valor mais elevado de força que o sistema neuromuscular pode produzir independente do tempo.
    2) Força rápida: força condicionada pelo fator tempo. A maioria dos esportes depende das ações de força executadas com rapidez.
    3) Força explosiva: é o resultado da relação entre a força produzida (manifestada ou aplicada) e o tempo necessário disponível.
    4) Potência: razão entre um determinado trabalho mecânico e o tempo em que é efetuado, ou o produto da força pela velocidade.
    5) Resistência de força: resistir à fadiga em solicitações de força.

    Na literatura encontramos inúmeros trabalhos relacionados ao treinamento de força, porém, o problema está na sua realização. Aplicar treinamentos em academias ou no próprio campo? Trabalhar a transferência após uma ação tensional ou metabólica? Trabalhar com aparelhos ou pesos livres?

    Treinar em cadeia cinética fechada ou aberta? Crianças iniciando no esporte podem realizar treinamento de força ou não? Trabalhar os atletas para desenvolver a hipertrofia ou apenas a resistência muscular? São algumas perguntas frequentes que nos fazemos e na maioria das situações a resposta está em apenas uma palavra: depende. Depende da etapa em que se encontra o atleta, do nível de coordenação dos seus movimentos para realização dos exercícios, do local disponível para realizar os trabalhos de que o atleta está precisando desenvolver naquele momento, entre outras tentativas de resposta.

    A periodização tem grande importância não só no treinamento de força, mas de todas as capacidades e é nela que consultaremos as orientações de carga e objetivos dos microciclos a partir de suas características. Treinar a força requer acompanhamento severo, controle individual e certeza de que os movimentos estão sendo executados corretamente pelos atletas, pois seu aumento acarretará num aumento da condição atlética desta capacidade e das outras, e sua má realização pode ocasionar sérias lesões. Como para tudo, o sucesso deste tipo de trabalho está por trás de um bom planejamento.
    Sabemos que quanto mais perto da realidade da competição forem elaborados os treinamentos, maior será a transferência para a mesma. Porém, sabemos também que o futebol é uma modalidade que envolve todas as capacidades e torna-se difícil a montagem de alguns tipos de trabalho. Conhecer as necessidades do jogo e como os atletas de cada posição são exigidos durante uma partida com relação a todas as capacidades é primordial aos preparadores físicos. Com isso, devemos elaborar exercícios que estimulem estas exigências pra quando nossos atletas forem requisitados, os mesmos não sintam dificuldade e se sobressaiam aos adversários. Para isto, devemos trabalhar em especificidade.
    Manso, Valdivieso e Caballero (1996) acrescentam aos subtipos de força muscular a força especial, que pode ser entendida como a capacidade de tensão que cada grupo muscular pode gerar em uma velocidade específica de execução. Assim, os treinamentos de força especial para futebolistas devem ser realizados com movimentos relacionados às ações motoras do jogo pela influência da adaptação neural na produção de força, em que este elevado nível não poderá ser utilizado efetivamente se o atleta não for capaz de coordenar a ativação dos diferentes grupos musculares no movimento (Bangsbo, 1994).

    Colocarei neste texto alguns pontos que podem virar discussões futuras, mas serão de grande importância para nosso crescimento como profissionais e discussão embasada na ciência e não no empirismo.

    O treinamento da força máxima aumentará o recrutamento do número de unidades motoras e futuramente trará para o atleta uma maior velocidade se quando o mesmo estiver adaptado a este tipo de treinamento. Alguns estudos colocam que se após a ação tensional realizarmos imediatamente uma ação de potência, esta pode ser aumentada. Outros estudos comprovam que a eficácia da transferência após 3 minutos da execução da ação tensional consegue se aproximar mais de um aumento no número de unidades motoras recrutadas. Aplicando este tipo de trabalho no futebol, fica a seguinte dúvida. Necessito de muito peso para executar um treino de força máxima, em que provavelmente numa equipe profissional fica inviável levar para o campo esta grande quantidade de peso numa situação de trabalho de um grupo entre 20 e 30 atletas, porém, não é impossível.

    Apenas temos que ter uma boa equipe de apoio e correção, e estrutura para dispor de uma boa quantidade de peso. Por outro lado, se a academia oferecer um bom espaço, a aplicação deste trabalho torna-se ainda mais viável, até porque a transferência pode ser feita para um trabalho pliométrico. Em contrapartida, ao levarmos para o campo pouco peso, podemos trabalhar a transferência com ações mais específicas e com maior ênfase na potência. Contudo, ao realizar o exercício (com menos peso) não estaremos recrutando o número necessário de unidades motoras para aumentar esta velocidade.
    Com relação à cadeia cinética de realização dos exercícios, podemos deixar as nossas cadeiras extensoras, mesas flexoras, entre outros aparelhos, para a reabilitação de lesões. Isto se deve, pois os exercícios em cadeia cinética fechada, além de trabalhar o equilíbrio do atleta, ainda serão mais específicos por utilizarem mais articulações e trabalharem de forma específica todos os músculos que serão solicitados na competição, além da especificidade do próprio movimento.

    Os exercícios de agachamento, avanço, afundo, levantamentos "clássicos" do LPO (o arranco e o arremesso), possuem similaridade com as ações de diversos esportes, principalmente aqueles que dependem de ações horizontais e verticais com a extensão simultânea das articulações do tornozelo, joelho e quadril (como no basquete, vôlei, futebol, handebol, tênis, atletismo, entre outros), sendo considerados exercícios de força específicos. O arranco e arremesso quando corretamente executados são o mesmo que um "salto com pesos". Essa ação explosiva e coordenada pode ser de grande auxílio para atletas de diversas modalidades. Várias pesquisas demonstram uma grande correlação entre os exercícios de LPO e o salto vertical. O salto vertical máximo é um teste amplamente utilizado e reconhecido como medição de potência dos membros inferiores (Dantas & Coutinho, 2009).

    Qual a finalidade de se aplicar um treinamento de resistência de força visando hipertrofia de um atleta profissional? Ele precisa de estímulos específicos, pois o seu momento de base já passou, ou seja, aplicar este tipo de trabalho neste atleta está tomando a oportunidade da realização de um trabalho mais específico e que o traga mais resultados na competição.

    Enfocar uma periodização apenas no desenvolvimento desta capacidade pode gerar várias discussões, mais em alto nível, o que determinará o resultado será o trabalho das capacidades determinantes. Trabalhamos a base nas categorias menores, como seu próprio nome já diz, "trabalho de base", o atleta de alto nível tem que ser trabalhado visando o resultado e a especificidade. Principalmente o treinamento de força tenta aproximar as chances de isso acontecer, lógico que vários outros fatores determinam o resultado no futebol.

    Com o aumento de profissionais aplicando o treinamento funcional, algumas idéias passadas estão ficando para trás. Com a evidência do treinar em especificidade ser mais eficaz e com a renovação dos preparadores físicos paralela à maior busca pelo conhecimento e a tentativa de se errar menos, vamos aos poucos melhorando a qualidade dos trabalhos físicos no futebol.
    Ficam aí vários pontos para serem estudados e discutidos!


    Bibliografia:
    Carvalho & Carvalho, Revista Portuguesa de Ciência do desporto 6(2), Apud Schmidtbleicher D (1985). Klassifizierung des Trainingsmethoden. In Krafttraining Lehre des Leichtathletik. Beilage zur zeitschrift Leichathletik 35(50): 1785-1792.
    BANGSBO, J. The physiology demands of playing soccer. In: EKBLOM, B. (Ed.).
    Football (soccer). London: Blackwell Scientific, 1994c. Cap.4, p. 43-58.
    MANSO, J.M.G; VALDIVIELSO, M. N; CABALLERO, J. A.R. Bases teóricas Del
    entreinamiento desportivo: princípios y aplicaciones. Madrid: Gymnos, p.367,
    1996.
    Dantas, E. & Coutinho, J. LPO System. Força e potência no esporte. 2009.
    * Rafael Martins Cotta é pós-graduado em Treinamento Desportivo pela UGF e, atualmente, atua como preparador físico do E.C. Santo André (Categorias de Base) /Centro de Formação e Treinamento de Futebol.


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  • domingo, 2 de outubro de 2011

    Treinamento mental no esporte

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    Treinadores e psicólogos do esporte afirmam que os fatores mentais e o domínio psicológico são variáveis de suma importância na busca da performance máxima, contudo poucos são os atletas que participam desse tipo de intervenção com regularidade e base cientificamente comprovada. A maioria dos treinamentos mentais é confusa e pouco eficiente, nota-se a necessidade da elaboração de um planejamento bem estruturado, que seja compreensível e capaz de igualar o nível do treinamento metal ao físico.

    A igualdade no desempenho entre os atletas de alto rendimento sugere que o controle mental, o poder de concentração e as técnicas de relaxamento têm determinado os grandes vencedores. Por esse e por outros motivos a psicologia desportiva tem sido bastante valorizada, principalmente pelo fato dos indivíduos já não mais associarem o treinamento mental à "loucura". Na ex-Alemanha Oriental, por exemplo, os psicólogos do esporte eram tidos como heróis nacionais assumindo um papel importante desde o inicio do treinamento, elaborando métodos capazes de ajudar no aperfeiçoamento mental e físico dos atletas.

    Experiência Prática:

    O pesquisador e levantador de peso nas horas vagas Charles Garfield conta em seu livro "Rendimiento Máximo" uma experiência interessante que sofreu com pesquisadores soviéticos. Naquela ocasião havia se passado mais de oito anos desde a última vez que Garfield treinara seriamente, quando era capaz de levantar 165Kg no supino, contudo nas últimas tentativas raramente chegava à 125kg, e para voltar a erguer 165kg seria necessário pelo menos um ano de treinamento.

    Depois de vários minutos de entrevistas os soviéticos perguntaram qual peso máximo ele era capaz de levantar naquele exato momento. Garfield respondeu que desejaria levantar 135kg, então os pesquisadores o motivaram a tentar, e com grande dificuldade, mas devido a toda excitação daquela situação, ele conseguiu.

    Os soviéticos usaram eletrocardiograma (ECG), eletroencefalogarama (EEG), eletromiografia (EMG), dados da composição corporal e análises de sangue para registrar todo comportamento fisiológico durante a experiência. Após a análise dos dados registrados durante o primeiro levantamento começaram a induzi-lo a um relaxamento profundo.

    Até então, já haviam se passado quarenta minutos quando os soviéticos pediram a Garfield que olhasse firmemente para barra, visualizasse mentalmente o levantamento, se concentrasse na sua respiração e em seus músculos e ficasse confiante de que poderia realizar o levantamento. Durante esse tempo adicionaram 30kg aos 135kg que ele havia levantado. As orientações fizeram-no sentir capaz de recuperar suas forças. Com suas vozes seguras, porém suaves, os soviéticos conduziram o levantamento e Garfield, se sentido autoconfiante e eufórico, conseguiu fazer o que parecia impossível, ergueu 165kg.

    Levado pela emoção do triunfo sentia-se preparado para desafiar até mesmo o recorde mundial. Depois da experiência os pesquisadores informaram que pelos dados obtidos nas avaliações, Garfield seria capaz de levantar até 175kg, entretanto poderia lesionar um músculo ou tendão, pois apesar da mente permitir, há limites físicos que devem ser respeitados. Esta experiência demonstrou que os soviéticos haviam desenvolvido um sistema capaz de buscar no mais profundo intimo forças, reservas aparentemente escondidas, de forma segura e cientificamente comprovada, mostrando que a performance máxima poderia ser "orquestrada".

    Treinamento mental

    Por volta de 1950 as investigações sobre o treinamento metal nos paises comunistas deram origem a um programa de ensino que objetivava o alcance da performance máxima com a utilização de técnicas de Ioga para ajudar no controle dos processos psicológicos. Conhecido como auto-regulação psíquica, o treinamento consistia em métodos capazes de controlar determinadas funções autônomas (freqüência cardíaca, temperatura, pressão arterial, tensão muscular e reações emocionais), ante uma situação de nervosismo, o que até então parecia estar totalmente fora do nosso controle consciente.

    Tudo indica que o resultado desse treinamento se refletiu nas Olimpíadas de 1976, na qual os atletas da União Soviética e Alemanha Oriental obtiveram resultados extraordinários, o que levou à suspeita do uso de farmacológicos, fato que foi desmentido logo após o Track and Field News publicar os treinamentos usados pelos levantadores de peso soviéticos, dando inicio a divulgação do treinamento mental usado por eles. Neste ano, a União Soviética ganhou mais medalhas de ouro do que qualquer outro país e a Alemanha Oriental conquistou 92 medalhas de ouro olímpicas, 263 títulos europeus e 340 mundiais. A psicologia afirma que atitudes positivas, vontade e autoconfiança (sensação de poder) estão diretamente relacionadas com o sucesso e o êxito no esporte.

    Desta maneira, o objetivo do treinamento mental é fazer com que o atleta elimine os pensamentos negativos (fracassos) através da concentração e abra as portas para as reservas escondidas buscando nas experiências positivas (triunfos, êxitos) o desenvolvimento da "vontade", do auto-conhecimento e da descoberta dos mecanismos humanos que contribuam para uma atuação ótima.

    Antigamente, acreditava-se que a "vontade" não poderia ser treinada, entretanto existem técnicas que ajudam a aceitar e exercitar a força de vontade consciente, porém isso só poderá ser desenvolvido por indivíduos que acreditam e são disciplinados e extremamente dedicados. Outro fator interessante do treinamento mental é que os atletas são incentivados a acreditarem que as competições não servem para provar que um é melhor que o outro, mas que a vontade é essencial para desenvolver o melhor de si mesmo.

    Características do atleta de rendimento máximo:
     

  • Conhece perfeita e claramente suas ações e como elas contribuem para seu êxito;
  • Sabe exercitar a vontade;
  • Concentra-se por completo em si mesmo;
  • Plenamente responsável;
  • Faz esforços conscientes;
  • Está sempre concentrado e mentalmente alerta;
  • Reluta em dizer que seu êxito é pura sorte;
  • É um individuo positivo, porém realista;
  • É capaz de controlar suas ações;
  • Consegue ficar calmo e relaxado;
  • Confia em si mesmo;
  • Está sempre com muita energia e preparado para ação;
  • Possuiu determinação. 
  •  Sugestões de condutas para o sucesso:


  • Autodisciplina: ter capacidade de fazer qualquer sacrifício em busca do rendimento máximo.
  • Autocontrole: a autodisciplina leva ao autocontrole do pensamento e das reações diante qualquer situação.
  • Autoconfiança: o autocontrole leva à autoconfiança e o atleta passa a acreditar em sim mesmo e em tudo que faz.
  • Auto-realização: o atleta se sente capaz de desenvolver o melhor de si, consegue atingir o rendimento máximo.
  •  As propostas de treinamento mental consistem basicamente em realizar varias lições com diferentes objetivos como: aprimorar as condutas citadas acima, realizar tarefas que ajudam a desenvolver o poder da vontade, relembrar experiências positivas e executar sessões de relaxamento com diferentes finalidades. É importante ressaltar que após cada fase são realizadas avaliações para determinar a evolução do treinamento.

    Conclusão

    Existem fortes evidências que não somos totalmente guiados pela genética, treinamento físico ou sorte, nosso corpo tende a fazer o que ordenamos, se soubermos ordenar. Segundo alguns autores, as emoções podem afetam cada célula do nosso corpo, incluindo os músculos. Assim torna-se muito importante o treinamento mental, não somente para o esporte, mas na vida.

     

    Referências Bibliográficas

    LOEHR JE (1990). La excelência en los deportes, Planeta. México. 1990.
    GARFIELD CA. & BENNETT HZ (1987). Rendimiento Máximo, Martínez Roca. Espanha.



    Profª. Elke Oliveira - Educadora Física



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  • sexta-feira, 23 de setembro de 2011

    Exercícios pliométricos

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  • A fisiologia do ciclo alongar-encurtar é baseada na combinação dos reflexos de estiramento muscular e nas propriedades mecânicas e, principalmente, elásticas do sistema músculotendíneo.

    Existe uma grande variedade de exercícios pliométricos, os quais devem ser combinados e aplicados de acordo com a necessidade de cada esporte, um exemplo é o basquetebol, no qual o atleta deverá realizar tanto exercícios para membros inferiores e superiores, pois esses atletas requerem força de impulsão para o salto e potência
    para o arremesso. Moura e Moura  afirmam que o atletismo é uma modalidade que abrange um grande espectro de atividades, como corrida, saltos e arremessos e os exercícios pliométricos são fundamentais na reabilitação desses atletas.

    A pliometria pode ser aplicada de forma simples, utilizando-se materiais de fácil aquisição, como caixas de madeira, cones, bolas e elásticos. É importante ressaltar a função do
    aquecimento antes da aplicação dos exercícios pliométricos. O aquecimento pode ser dividido em geral e específico. O primeiro envolve atividades como corrida lenta, seguida de
    exercícios calestênicos e alongamentos. O segundo engloba atividades repetidas que preconizam os padrões neuromusculares da habilidade esportiva.

    Após o aquecimento, o paciente deve ser exposto a atividades que visam a aprendizagem da técnica. Nessa fase, o terapeuta deverá ensinar pontos importantes, como a aterrissagem correta, respeitando a velocidade exigida pelo exercício e o alinhamento adequado do corpo. Exercícios de baixa intensidade ou impacto, como saltos
    bilaterais no lugar são usados nessa fase. Em seguida deve-se aumentar o nível de dificuldade e expor o sistema articular e miotendíneo a uma maior carga através de exercícios de nível moderado e finalmente, o programa evolui até o retorno do atleta ao esporte. A velocidade de progressão depende da gravidade de lesão.

    Os principais tipos de exercícios para membros inferiores são os saltos no lugar, ou seja, os membros inferiores aterrisam no mesmo lugar de onde saltaram, saltos com mudança de direção, nos quais os membros inferiores aterrisam em um ponto diferente de onde saltaram, que pode ser para o lado, para frente ou na diagonal e saltos
    em profundidade que utilizam caixas e requerem maior experiência, pois são mais agressivos, exigindo mais das qualidades reativas e de explosão muscular.

    Nos exercícios para membros superiores são utilizados medicine balls, que são bolas de diferentes graduações de peso, elásticos ou push up na parede ou solo.

    Retirei desse artigo



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  • quarta-feira, 14 de setembro de 2011

    A musculação e seu benefício para o salto vertical no voleibol

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  •    Segundo TEIXEIRA e GOMES (1998) o atleta de voleibol deve treinar a potência na musculação porque é uma das capacidades físicas predominantes no jogo de voleibol. A força máxima dinâmica também merecem ser exercitadas nas sessões de musculação do voleibol (CHIAPPA, 2001).

        MARQUES JUNIOR (2001) ensina que a musculação para o atleta de voleibol tem que ser praticada similar ao gesto desportivo da modalidade para proporcionar uma adequada transferência da força aos fundamentos executados pelo voleibolista.

        WELTMAN et al. (1986) afirmam que a musculação auxilia no aumento da impulsão do salto vertical. NAGANO e GERRITSEN (2000) evidenciaram em seu estudo que o exercício resistivo é responsável pela melhora do salto vertical. HOLLINGS e ROBSON (1991) informam que a modalidade do atleta influencia no desempenho do salto vertical, desportos onde predomina a força e a potência os atletas saltam mais.

        SPILÄ et al. (1991) escrevem que as modalidades de força saltam mais porque possuem mais força isométrica nos músculos dos membros inferiores. A força isométrica correlaciona-se significativamente com o salto vertical do desportista (Häkkinen, 1991 em TRICOLI et al., 1994). Desportos de velocidade também conseguem boa performance no salto vertical por causa que esses eventos necessitam de potência .

        EISENMAN (1978) observou no seu estudo que a pratica da musculação por 4 dias por semana com 8 a 12 repetições e possuindo exercícios para os membros inferiores, ombro, costas e braço, beneficia o desempenho do salto vertical. McKETHAN e MAYHEW (1974) informam que sessões de força isotônica-isométrica melhoram mais o salto vertical do que as de força máxima.

        Para AUGUSTSSON et al. (1998) não é só o número de repetições, séries ou o objetivo da sessão de musculação que aumentam a impulsão do salto vertical, a especificidade é um fator determinante. Em sua pesquisa um grupo realizou treino de força na cadeira extensora e abdutora, enquanto que outro praticou agachamento com halter. Os melhores resultados no salto vertical foram do grupo do agachamento com halter porque ativa à ação excêntrica e concêntrica, similar o movimento muscular do salto vertical com contramovimento.

        FIGUEIRA JÚNIOR et al. (1996) constataram na seleção brasileira feminina de voleibol adulto que a força e a potência influenciam significativamente no salto vertical, isto é, na quantidade e nos níveis de fadiga.

        A potência também propicia uma melhora na impulsão do salto vertical (KETTUNEN et al., 1999). Segundo BADILLO e AYESTARÁN (2001) sessões de potência devem ter uma duração máxima de 2 meses para mulheres e 4 meses em homens, mais do que este período a força explosiva tende a declinar. Mas estas informações não foram evidenciadas em voleibolistas.

        SCHMIDTBLEICHER (1992) escreve que a força máxima dinâmica contribui na qualidade da potência do atleta, mas não explica o motivo. RODACKI et al. (1994) afirmam que a melhora da força sempre beneficiará a potência muscular. Enquanto que Newton & Kraemer (1994 em BADILLO e AYESTARÁN, 2001) indicam 5 fatores que se melhorados em conjunto beneficiaram a força de potência, eles são: força executada em velocidade lenta com cargas elevadas (força máxima dinâmica), força realizada com máxima velocidade portando pesos leves ou medianos (força de potência), habilidades específicas (ciclo excêntrico-concêntrico e índice de manifestação da força) e coordenação intermuscular.

        A potência torna-se imprescindível para os desportos da atualidade por causa que auxilia no desempenho atlético, como no arremesso, golpe de uma arte marcial e no salto vertical (NEWTON e KRAEMER, 1994). Mas MANNIE (1995) chama atenção que sessões com peso de musculação que visem à melhora da força de potência possuem um alto risco de lesão, apesar de ser comprovado os seus benefícios para a performance. Observado no estudo de

        HÄKKINEN (1993) em jogadoras de voleibol da liga finlandesa. As voleibolistas praticaram 2 a 3 sessões semanais de musculação de força máxima dinâmica e/ou força de potência no período preparatório, vindo reduzir a quantidade de treino de força no período competitivo, sendo praticado para manutenção. HÄKKINEN (1993) constatou que os valores do salto vertical do bloqueio e da cortada aumentaram significativamente por causa das sessões de força máxima dinâmica e de potência.

        No período de transição e no segundo período competitivo, as voleibolistas finlandesas realizaram sessões de força máxima dinâmica e de potência num menor volume, vindo a cessar o treino de força máxima dinâmica na metade do período competitivo, influenciando num decréscimo do salto vertical das jogadoras.

        Segundo HÄKKINEN (1989) a força máxima dinâmica e a força de potência são imprescindíveis para aumentar o salto vertical do atleta de voleibol. Embora YOUNG e BILBY (1993) presenciaram em seu estudo que os estudantes que treinavam potência obtiveram resultados inferiores no salto vertical (38,70 4,98 cm) quando comparados aos do grupo de hipertrofia máxima (41,59 4,74 cm), tornando difícil de explicar o motivo.

    Fonte

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  • Pliometria aplicada na reabilitação de atletas

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  • https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgYnXbGVauix7Bb44A9XLoPjyX4mzY_xGEAGqlUdRX7k2-ZtJalYHE2fkVTLUtw_Xu3PqxAd9_ZGuzT2SJeAtC95YNYEQPyBP_4WpMIF74wC40O8AFbalMKkkrKuam_GSc-sQoqJdguKZTL/s1600/18.jpg

    A maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo alongamento-encurtamento, ou seja, um
    mecanismo fisiológico cuja função é aumentar a eficiência mecânica dos movimentos, nos quais ocorre uma contração muscular excêntrica, seguida, imediatamente, por uma ação concêntrica.

    Um dos meios pelo qual se ativa o ciclo alongamento-encurtamento é a pliometria. Esse método é conhecido por desenvolver potência muscular em atletas. A potência representa o componente principal da boa forma física, que pode ser o parâmetro mais representativo do sucesso nos esportes que requerem força rápida e extrema.

    O termo pliometria foi introduzido pelo treinador norte americano Fred Wilt em 1975. Essa técnica tornou-se popular nos anos 60 e 70 e foi responsabilizada pelo sucesso dos atletas do leste europeu na época. Os treinadores norteamericanos já usavam saltos com bancos o pular corda, porém não conheciam sua base fisiológica.

    Foi, então, o treinador soviético Yuri Verkhoshanski, durante o final da década de 60, quem começou a transformar o que eram apenas saltos aleatórios, em treinamento pliométrico organizado. Os exercícios pliométricos são definidos como aqueles que ativam o ciclo excêntricoconcêntrico do músculo esquelético, provocando sua potenciação elástica, mecânica e reflexa.

    O propósito dos exercícios de ciclo alongarencurtar ou de contra movimento é melhorar a capacidade de reação do sistema neuromuscular e armazenar energia elástica durante o préalongamento, para que esta seja utilizada durante a fase concêntrica do movimento. Esses exercícios promovem a estimulação dos proprioceptores corporais para facilitar o aumento do recrutamento muscular numa mínima quantidade de tempo.

    Além da importante contribuição desta técnica para o ganho de potência,de auxílio na melhora do desempenho de controle neuromuscular, porém, somente há pouco a sua importância na prevenção e reabilitação de lesões está sendo discutida. Dessa forma, este trabalho de revisão bibliográfica tem como objetivo descrever as bases mecânicas, elásticas e neurofisiológicas da pliometria, assim como, o seu papel na reabilitação e prevenção de lesões em atletas, haja visto que eles precisam retornar de forma precoce e segura ao esporte competitivo.

    Veja por artigo completo




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  • segunda-feira, 12 de setembro de 2011

    Preparo psicológico é fundamental para todos os atletas

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  • Diversos corredores confirmam a importância do preparo emocional nos momentos de pré-competição e durante a competição, pois relatam ficar ansiosos, desconcentrados e acabam não rendendo o que podiam, ou mesmo não chegam perto daquilo que alcançam nos treinos. Este e outros exemplos comprovam que o treinamento antes encarado apenas sob o ponto de vista físico, é visto hoje como um conjunto de preparações: a preparação física e a preparação mental.

    Mesmo sabendo da necessidade do preparo psicológico ainda restam muitas dúvidas à respeito da Psicologia do Esporte. Afinal, para que ela serve? Que benefícios ela traz? Como e com o quê o psicológo do esporte trabalha? Será que eu preciso de um psicólogo

    do esporte ou posso fazer meu treinamento mental sozinho? Para começarmos a responder as indagações acima precisamos explicar que a Psicologia do Esporte é uma ciência que existe há muito tempo. Na década de 80 ainda não existiam 
    estudos controlados que comprovassem sua eficácia, mas foi na década seguinte que foram produzidos inúmeros estudos que deram credibilidade a área e daí em diante a presença de psicólogos do esporte nas equipes multidisciplinares que apoiam atletas tem sido cada vez maior.

    Apesar de ser uma especialidade da Psicologia e, por isso carregar o estigma de lidar com casos-problemas , a Psicologia do Esporte trabalha com o comportamento esportivo, e tem o objetivo de potencializar e desenvolver as habilidades psicológicas e cognitivas como por exemplo: concentração e ansiedade, flexibilidade e capacidade de solução mental, auto-motivação gerenciamento e enfrentamento de estresse.

    A maneira como lidamos com cada uma destas habilidades são aprendidas ao longo de nossas experiências de vida, cada indivíduo responde a um mesmo evento de uma maneira singular. Assim como as habilidades físicas devem ser praticadas sistematicamente para melhorarmos nossa performance nos treinos, nossas habilidades cognitivas e emocionais também funcionam assim. Portanto o psicólogo do esporte muitas vezes trabalha na esfera educativa, ajudando o corredor a identificar que comportamentos e pensamentos que são eficazes na sua prática e quais comportamentos atrapalham ou deveriam ser aprimorados.

    A partir destes dados constrói junto com o atleta um plano de ação e em seguida utiliza diversos recursos e técnicas específicas, como a reetruturação cognitiva (reestruturar a maneira de pensar sobre um mesmo evento), técnicas de relaxamento, visualização e auto-falas. É bom lembrar que nosso corpo é governado pelos nossos pensamentos, sensações e vivências. É no cérebro que sentimos dor e prazer, fome e satisfação. Sinto fome (sensação) busco alimento (comportamento) eu não sou bom corredor (pensamento) não me esforço pra sobrepujar as dificuldades nos treinos (comportamento). Portanto para mudar comportamentos emocionais ou motores é preciso treinar a mudança do pensamento. Eu tenho uma boa técnica de corrida (Pensamento) me comprometo a realizar treinos com qualidade (comportamento).

    O psicólogo do esporte é a pessoa habilitada para avaliar, diagnosticar as habilidades mentais do atleta e implementar um programa de treinamento mental.

    O treinamento mental beneficia qualquer praticante de atividade física seja o atleta profissional ou o iniciante porque amplia as competências psicológicas que podem ser usadas em qualquer situação do cotidiano. Pense nisso e observe como seus pensamentos influenciam em como você treina, avalie seus pontos fortes e fracos e modifique seu pensamento para obter melhora no seu rendimento e bem estar. Se precisar de ajuda, procure um psicólogo do esporte!

    Carla Di Pierro é especialista em psicologia do esporte pelo Instituto Sedes Sapientiae, psicóloga do Instituto Vita e triatleta amadora. Para saber mais, entre em contato:carla@vita.org.br

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  • sexta-feira, 9 de setembro de 2011

    A importância do aquecimento

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  • O aquecimento é tão essencial e benéfico para quem faz exercícios, que é indispensável encorporá-lo em nossas atividades físicas. Ele evita e previne lesões graves, atuando também contra as dores no corpo.

    O assunto é tão importante,  que recorremos a um profissional da área para nos informar sobre o assunto:

    O principal objetivo do aquecimento é preparar o organismo para o esporte,  seja em treinamento, na competição ou no lazer. Ele visa obter o estado ideal psíquico e físico, a preparação para os movimentos  e principalmente prevenir  as lesões.

    Existem dois tipos de aquecimento: o geral e o específico. O aquecimento geral deve possibilitar um funcionamento ativo do organismo como um todo. Para isso devemos fazer exercícios que utilizam de grandes grupos musculares. Correr é um bom exemplo.

    Já o aquecimento específico utiliza exercícios específicos para uma determinada modalidade. Aqui, os exercícios devem utilizar a  musculatura exigida no esporte que será feito em seguida. Nota-se que o  aquecimento específico deve ser feito após o aquecimento geral.

     

    O aquecimento geral

    Os principais objetivos fisiológicos do aquecimento geral são: obter um  aumento da  temperatura corporal, da temperatura da musculatura e preparação  do sistema cardiovascular e pulmonar para a atividade e o desempenho.

    Devemos elevar a  temperatura corporal, pois ao atingir a temperatura ideal,  as reações fisiológicas importantes para o desempenho motor ocorrem nas  proporções adequadas para aquela determinada atividade.

    A velocidade do metabolismo aumenta em função da temperatura, aumentando 13% para cada grau de temperatura. O aumento da irrigação dos tecidos garante um melhor suprimento de oxigênio e substratos ao tecido. Quando o metabolismo está alto, torna as reações químicas mais rápidas e mais eficientes.

    No lado preventivo, o aumento da temperatura resulta em uma redução da  resistência elástica e da resistência do atrito. A musculatura, os ligamentos e os  tendões tornam-se mais elásticos tornando-se menos  suscetíveis a lesões ou rupturas.

    Há também modificações importantes nas  articulações, devido a uma série de mecanismos. As articulações aumentam a  produção de líquido sinovial -o líquido que fica dentro das articulações-,  tornando-se mais resistentes à pressão e a força.

     

    Aquecimento específico

    O aquecimento específico deve ser realizado após o aquecimento geral. Este tipo de aquecimento é fundamental nas modalidades esportivas  coordenativas. Consiste em exercícios que se assemelham tecnicamente aos que serão executados na atividade posterior.

    Deve conter exercícios de alongamento e relaxamento que funcionam como profilaxia de lesões, além de garantir um bom alongamento da musculatura que será trabalhada.

    Com exercícios direcionados aos principais grupos musculares da atividade, há um redirecionamento sanguíneo para estas regiões, tornando-as  mais irrigadas e supridas de oxigênio. Isto porque o aumento da temperatura  corporal não é proporcional ao aumento da temperatura muscular. Existe uma diferença na velocidade de aumento destas temperaturas.

     

    Fatores que influenciam no aquecimento

    ·        Idade

      Variação do tempo e da intensidade de acordo com a idade. Quanto mais velha é a  pessoa, mais cuidadoso e gradual o aquecimento deve ser, ou seja, mais  longo.

    ·        Estado de treinamento

    Quanto mais treinada é a pessoa, mais intenso deve ser seu aquecimento.  Deve ser ajustado para cada pessoa e para cada modalidade. É indicado nunca fazer atividades ou exercícios os quais não se está acostumado.

    ·        Disposição Psíquica

    A falta de motivação reduz os efeitos do aquecimento.

    ·        Período do dia

    Pela manhã o aquecimento deve ser mais gradual e mais longo e durante à tarde o aquecimento pode ser mais curto. Já a noite deve ter características  similares ao da manhã.

    ·        Modalidade esportiva

    Deve ser realizado de acordo com a modalidade praticada. Neste ponto ainda devemos prestar atenção nas características individuais do esporte.

    ·        Temperatura ambiente

      Em tempos quentes o aquecimento deve ser reduzido, em dias frios ou chuvosos  o tempo do aquecimento deve ser alongado.

    ·        Momento do Aquecimento

      O intervalo ideal entre o final do aquecimento e o inicio da atividade é de  5 a 10  minutos.

    O efeito do aquecimento perdura de 20 a 30 minutos. Após 45  minutos  temperatura corporal já retomou sua temperatura de repouso.

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  • quarta-feira, 7 de setembro de 2011

    Como funciona o treinamento desportivo

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  • O treinamento desportivo apresenta-se como uma atividade física de longa duração, graduada de forma progressiva, individualizada, atuando especificamente nas funções humanas, fisiológicas e psicológicas, com objetivos de superar tarefas mais exigentes que as habituais. É assim que Bompa (1983) define treinamento desportivo. Ele, como muitos outros autores, apresenta definições baseadas em inúmeros estudos científicos sobre o tema.

    O treinamento desportivo, quando aplicado adequadamente, provoca no organismo humano, adaptações morfológicas e funcionais, elevando assim o nível de forma física do indivíduo. Para tanto, alguns princípios devem ser seguidos para que a aplicação desse treinamento seja eficaz.

    Vamos tratar daqueles considerados fundamentais em qualquer processo de treinamento:

    • Individualidade Biológica: a aplicação de cargas de treinamento respeitando a individualidade biológica de cada indivíduo é uma regra. Encontramos atletas que recebem a mesma sobrecarga de trabalho e reagem, sofrem adaptações, completamente diferentes. Neste caso, até as recuperações são diferentes. Para atletas jovens, é importante considerar as fases de crescimento e desenvolvimento em que se encontram. Para todos, o estilo de vida também conta;

    • Sobrecarga: o primeiro passo para acertarmos na determinação da sobrecarga são os testes de avaliação. Eles nos indicam em que patamar de forma o atleta se encontra e como poderemos estabelecer o volume e a intensidade da sobrecarga aplicada. Conforme os objetivos do atleta e seu nível de forma, devemos programar as cargas quanto aos aspectos de qualidade (intensidade) e quantidade (volume) de forma gradual e crescente;

    • Densidade: em todo treinamento existem dois parâmetros - a carga ou estímulo e a pausa ou recuperação. Como já mencionado, a carga produz um desajuste dos sistemas e durante a recuperação, por meio da reação do organismo, ocorre a adaptação e supercompensação. Essa recuperação demanda um tempo de repouso, ou diminuição da carga, para produzir todos os efeitos regenerativos e supercompensatórios. Essa relação temporal entre a aplicação da carga e a recuperação denomina-se densidade. A correta utilização dessa relação determina a eficácia do treinamento.

    • Especificidade: outra regra bastante clara: se aplicarmos cargas de resistência, o atleta melhora a resistência. Neste caso, considerando as características próprias do esporte trabalhado, o planejamento deve conter elementos específicos (objetivos, métodos, meios, etc) para desenvolvimento das capacidades deste esporte;

    • Reversibilidade: a interrupção do processo de treinamento provoca reversão dos efeitos obtidos ao longo do tempo. Essa perda apresenta um ritmo mais rápido para os treinamentos baseados em resistência e resistência de força, e mais lento para os treinamentos baseados em força explosiva e força máxima.
    A orientação do planejamento do treinamento por estes princípios nos leva a estabelecer uma aproximação enorme do treinamento chamado científico e nos afasta, por outro lado, do empirismo que muitas vezes põe em risco a saúde de indivíduos sãos.

    Fonte: Webrun.com.br


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  • quarta-feira, 31 de agosto de 2011

    Ginástica olímpica não afeta o crescimento das atletas

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  • Na ginástica artística existe um mito de que meninas que praticam o esporte não crescem tudo que poderiam. No entanto, uma pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP realizada com 51 ginastas, ex-atletas de alto nível, revelou que a grande maioria alcançou ou superou o potencial de estatura esperado.

    O professor Raul Alves Ferreira Filho, que também foi técnico de atletas de destaque durante 15 anos, colheu dados de 51 ginastas e de seus familiares para verificar se elas haviam atingido a altura prevista por parâmetros genéticos. Foi constatado que 70,58% igualaram ou superaram a estatura-alvo, sendo que a média de superação foi de 2,4 cm.

    A ginasta que registrou maior diferença apresentava 15,5 cm a mais do que a altura esperada; e a que apresentou menor diferença tinha 0,5 cm a mais. As que não atingiram a estatura-alvo (29,41%) ficaram em média 3,4% menores do que a estatura prevista. A ex-atleta que ficou mais próxima do alvo tinha 0,02 cm a menos; e a que ficou mais distante tinha 8,5 cm a menos do que o resultado da fórmula.

    Para demonstrar que a questão genética é a mais importante na definição da altura final de uma pessoa, o pesquisador mediu as ex-atletas com um estadiômetro (aparelho para medir a estatura) de alta precisão. Ele colheu dados de familiares e aplicou a Fórmula de Tanner (altura do pai mais altura da mãe divididas por dois, menos 6,5 cm = altura da filha), criada pelo pediatra britânico James Mourilyan Tanner, estudioso do crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, para prever a altura final. Em seguida, comparou a medida encontrada com a medida esperada.

    Preocupação com a estatura

    Na literatura sobre ginástica artística, também conhecida como ginástica olímpica, o professor afirma ter encontrado relatos sobre esta preocupação com a estatura entre o público leigo em todo o mundo, mas ressalta que no Brasil o mito é ainda mais forte: "Em minha atuação como treinador, tive mais de um caso de pais proibindo a menina de praticar o esporte baseados nesta crença, mesmo quando ela apresentava um grande potencial para se tornar uma atleta de alto nível, que pudesse atuar em competições internacionais e ser convocada para a seleção".

    Não há ligação entre a modalidade e problemas de crescimento. O que acontece é que as ginastas que são mais baixas por uma característica própria apresentam um biotipo mais favorável à execução dos movimentos. "Veja por exemplo o caso de Daiane dos Santos, com 1,46 m: é a única ginasta do mundo a executar o duplo twist estendido, que consiste em dois giros no ar com o corpo totalmente estendido para frente.

    É impossível imaginar uma atleta com 1,80 fazendo isso. Um físico de menor porte atende melhor às exigências da biomecânica para fazer alavancas e vencer a inércia", explica Alves Ferreira. Também comprovando este argumento, cita a experiência que teve no treinamento das irmãs Graziella (1,60 m) e Renata Guerra (1,70 m), em que a mais baixa alcançou um desempenho bem melhor do que a mais alta.

    Maturação tardia

    Além da baixa estatura dos pais, em geral as meninas que se destacam na ginástica artística apresentam maturação tardia, tendo a primeira menstruação (menarca) após os 16 anos, quando a média entre as adolescentes brasileiras é que isso ocorra com 12,3 anos. "As meninas que ainda não tiveram a menarca não passaram pela fase de maior crescimento, e também possuem quadril estreito, seios ainda não desenvolvidos e pouca gordura corporal, condição que também favorece a execução dos movimentos exigidos" acrescenta o professor.

    Ele lembra o caso da romena Nadia Comãneci, vencedora de cinco medalhas de ouro em olimpíadas e a primeira a receber uma nota dez numa competição olímpica de ginástica artística. "Aos treze anos, quando em atividade, a atleta media 1,54 m, e atualmente tem 1,64 m."

    Autora: Luiza Caires.

    Fonte:Agência USP de Notícias.



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  • quarta-feira, 24 de agosto de 2011

    O que é um Coaching de alta performance nos esportes?

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  • Coaching é a palavra inglesa que se refere ao ato de treinar alguém.Inicialmente utilizada apenas em âmbito esportivo e com grande difusão no meio empresarial, essa prática, hoje, possui uma enorme variedade de aplicações.O Coaching de alta performance é um processo dirigido para pessoas que estão decididas a obterem o máximo de suas potencialidades em sua área de atuação: seja no meio esportivo, na vida pessoal ou ainda corporativa.

    Alta performance no esporte

    No esporte de alta performance para se obter grandes resultados é necessário um equilíbrio entre os aspectos físicos e emocionais. Cada vez mais, grandes equipes buscam apoio de outros profissionais que atuam com técnicas complementares ao desenvolvimento técnico e tático.

    Entre estas ferramentas destacam-se o uso de Coaching, meditação, hipnose, Programação Neurolinguística, Eneagrama e Psicobiologia.Diversas modalidades esportivas já utilizaram ou ainda se beneficiam destes programas, no futebol destacam-se: Manchester United, Milan, seleção italiana vencedora da copa do mundo em 2006, seleção brasileira e Cruzeiro.

    Diferentemente das intervenções pontuais que alguns clubes realizam, o coaching possui um caráter inovador pois visa oferecer de uma forma constante ao atleta ferramentas para utilizar o máximo de suas potencialidades técnicas e físicas sem a interferência excessiva da mente auto-crítica racional.

    Como as neurociências nos mostram que o corpo e a mente funcionam como uma via de mão dupla, pensamentos, emoções e comportamentos influenciam-se um ao outro.A limitação da performance pode acontecer, seja quando o atleta ou a equipe acessa pensamentos derrotistas, falta de clareza sobre propósito, identidade e valores ou traz lembranças recorrentes de fracassos, ou ainda ao assumir comportamentos improdutivos e também ao mergulhar em estados emocionais enfraquecedores.

    Desta forma podemos fortalecer nos esportistas e na equipe técnica comportamentos, pensamentos, clareza de propósito, identidade e valores, além de estados emocionais que lhes impulsionarão a atingir a alta performance de uma forma natural, permitindo que o talento possa se apresentar em sua totalidade.

    Autor: Dr. Leandro de Oliveira - Medicina Comportamental e Coaching na Saúde.




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