segunda-feira, 30 de abril de 2012

Considerações psicológicas da preparação do atleta pra competição

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  • O treinamento vai muito além do ensinamento de habilidades básicas. Uma vez que o atleta aprendeu as aptidões básicas do jogo, ele deve aprender como aplicar as aptidões, conhecimento de regras e etiqueta do jogo ao se preparar para competir.
     
    Antes que isso possa acontecer, o atleta deve se divertir no esporte e querer jogá-lo. Ter isso como princípio permite ao técnico a obtenção de uma imensa base de aprendizado. Conforme as coisas progridem, o técnico pode lembrar aos atletas que a atividade deve ser um desafio e que esporte é uma atividade que eles quererão ser capazes de realizar. Sem estabelecer esta premissa, o conceito de desistência torna-se uma opção – o pior cenário possível no esporte.
     
    Tarefas ==> habilidades ==> aplicação ==> competição
     
    Os atletas  receberam as tarefas ou elementos necessários para realizar uma aptidão. Aptidões são as habilidades fundamentais necessárias para aplicação esportiva. Eles desenvolveram uma combinação de aptidões a serem aplicadas na preparação para a competição. Eles agora estão prontos para competir de acordo com as regras e diretrizes do esporte.
     
    Atletas desenvolverão confiança esportiva ao seguirem uma progressão de treinamento que vai das mais simples às mais complexas aptidões, permitindo-lhes experimentar conquistas atléticas bem-sucedidas através de repetição em séries, semelhantes ao ambiente de competição.
     
    Prontidão do atleta
    A prontidão do atleta deve ser determinada durante a preparação para a competição. Prontidão dos atletas significa que eles estão concentrados!
    • Prontidão mental: tornar-se um batalhador no evento, mostrando confiança e entendendo a estratégia.
    • Prontidão física: tornar-se fisicamente condicionado e treinado nas aptidões requeridas para competir
    Prontidão física + prontidão mental = prontidão competitiva
     
    Os formulários da Special Olympics para avaliação diária e de habilidades esportivas são um excelente recurso para mensuração de aptidões e prontidão competitiva. Estas ferramentas o ajudarão a determinar os eventos adequados para os atletas.
     
    A Special Olympics oferece muitas disciplinas — arrancadas, corrida de longa distância, saltos, arremessos e caminhadas, além de eventos para cadeiras de rodas. Os atletas não devem apenas ser colocados em um nível competitivo que desafiará seus melhores esforços de superação, mas também devem ser alocados em eventos que eles apreciarão. Motivação positiva e participação podem inspirar o atleta a se superar e ganhar confiança esportiva.
     
    Identifique fontes de motivação
    Atletas primeiro: observe e conheça seus atletas para determinar porque eles participam da Special Olympics. Recompense-os adequadamente.
     
    Tipos de recompensas
    • Intrínseca: atletas competem pela alegria e vibração do esporte.
    • Extrínseca: atletas competem pelo prêmio
     
    Fixando metas 
    • Metas realísticas, porém desafiadoras, de curto e longo prazo, ajudam a motivar.
    • Atletas com deficiência intelectual podem ser mais motivados por metas de curto prazo do que de longo prazo.
    • As metas conduzem as ações dos atletas tanto nos treinamentos como nas competições.
     
    Desenvolvendo confiança esportiva
    Confiança esportiva é obtida através da experiência do sucesso, repetidas vezes, na mesma ou semelhante situação. Confiança esportiva é uma das mais importantes premissas das conquistas atléticas. Suas estratégias de treinamento devem ser arquitetadas sobre repetições em séries similares ao ambiente competitivo.
    1. Desenvolver confiança esportiva em atletas contribui para fazer as participações divertidas, e é crucial para a motivação do atleta.
    2. Uma quantidade considerável de ansiedade é eliminada quando os atletas sabem o que é esperado deles e quando eles devem estar preparados.
    3. Preparação mental é tão importante quanto aptidões de treino.
    4. Progredir em direção a habilidades mais complexas aumenta o desafio.
    5. Regredir para habilidades mais primárias fortalece a confiança.
     
    As duas únicas coisas que um atleta pode controlar são:
     
    Atitude e esforço
     
    Enfatize a importância de aprimorar o melhor de si e de fazer o máximo esforço em todos os momentos durante treinamentos e competição.
    • Recompense os atletas quando metas são atingidas (verbal, não-verbal e tangivelmente)
    • Motive e desafie os atletas através de sessões de treino bem planejadas.
    • Estabeleça diretrizes de comportamento aceitável e expectativas, ao criar dicas positivas e reafirmações.


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  • sexta-feira, 20 de abril de 2012

    Mude seu treino e comece a correr em trilhas

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  • Quem corre, sabe que é fácil inovar. É só mudar de ares. "Correr sempre no asfalto da cidade pode tornar o exercício muito mecânico. Por isso, aproveitar as férias para correr em uma trilha é uma maneira de continuar a praticar sem cair na monotonia", diz o esportista e montanhista George José Volpão, que corre em trilhas de montanhas há 15 anos.  A corrida em trilha tem características que a distanciam do treino no asfalto ou na esteira, como tipo de piso, equipamentos, intensidade e tipos de lesões, e que interferem no resultado do exercício. Por isso, é importante conhecer bem esta modalidade antes de começar a praticá-la.  

    O treino nunca é o mesmo
    Uma das principais vantagens de correr em trilhas é a paisagem. Entrar em contato com elementos da natureza enquanto faz uma atividade física pode ser até mais revigorante e agradável do que praticar exercícios na cidade ou na academia. "Em uma corrida de trilha há sempre uma variação na paisagem, mesmo se a corrida for feita exatamente no mesmo percurso. Há grandes mudanças nas cores dependendo do clima, do horário e da época do ano", diz George Volpão.  

    Corrida mais intensa
    Estudos realizados nos Estados Unidos mostraram que correr trilha queima, em média, 28% mais calorias do que no asfalto. Isso acontece por que o corpo precisa trabalhar um maior número de músculos durante o trajeto porque o piso de terra, lama e pedras de uma trilha faz nossas pernas e quadril ter um trabalho maior. "É muito comum ficar com dor no quadril depois de uma corrida em trilha, já que os músculos dessa região são poucos trabalhados em outros tipos de corrida. Depois de um tempo praticando trilha, a musculatura se fortalece e o desconforto diminui", diz George.

    Para evitar lesões e fortalecer o esqueleto, é necessário fazer um treino de musculação, focando na região do quadril e nos músculos que sustentam a coluna. Com o fortalecimento dessa região, toda a parte inferior do corpo fica mais protegida. De acordo com um estudo feito pela Universidade de Calgary, no Canadá, os corredores que tem uma fraca musculatura no quadril, estão mais propensos a ter lesões no joelho e no tornozelo do que aqueles que fazem exercícios para fortalecer esse grupo muscular.  

    Menos lesões
    Em uma trilha, cada vez que o pé toca o solo, uma variedade diferente de músculos é acionada, devido às irregularidades do solo. Por ser um exercício com pouca repetição de movimentos, as articulações, tendões, ossos e músculos ficam mais protegidos de lesões comuns no treino feito na cidade. "O piso mais macio também protege nossas articulações de impactos que causariam lesões", comenta George.

    Mesmo assim, algumas lesões podem acontecer e é preciso ficara tento. Como o piso é muito irregular e muitas vezes é fofo, as torções são mais comuns nas corridas de trilha, principalmente para os corredores urbanos que começam com um ritmo muito acelerado sem estarem preparados. "O maior perigo de lesões em uma trilha são as quedas, que acontecem basicamente quando corredores não mudam o ritmo em uma descida. Os tornozelos e os punhos são os locais mais afetados, já que há o instinto de colocar a mão para tentar amortecer o impacto", diz George Volpão.  

    Comece devagar
    Como a corrida em trilha possui características diferentes da que é feita na cidade, mesmo um corredor já acostumado com grandes distâncias no asfalto precisa começar com calma. Ele não deve se preocupar com a distância percorrida, e sim com o tempo de exercício. "Como em uma trilha há uma variedade de elementos que fazem o nosso corpo trabalhar mais, como mudanças no tipo de piso, subidas e descidas, curvas, rios e obstáculos no meio do caminho, os músculos fazem um esforço maior se comparado à mesma distância percorrida nas ruas planas da cidade", diz o montanhista. 

    Preocupação com os assessórios
    Durante um treino na trilha é importante lembrar que dificilmente você irá encontrar lojas de equipamentos para ajudar nos momentos de necessidade. Por isso, é importante sair de casa com todos os acessórios indicados para manter o ritmo elevado e não passar por dificuldades. Uma mochila ou pochete com uma garrafa de água, uma barrinha ou um gel energético e uma fruta não pode faltar no kit de quem está se preparando para correr em uma trilha.

    A escolha do calçado adequado também é fundamental. "Para correr em uma trilha, onde o piso é muito irregular e também existem muitas subidas e descidas, o calçado feito para corridas no asfalto não é indicado. É preciso usar um tênis que tenha um cano um pouco mais alto, principalmente na parte de traz no tornozelo, para deixar o pé firme e evitar torções", diz George Volpão. Esse tipo de calçado não é costuma ser muito mais caro do que o de corrida normal.  

    Conheça o percurso
    Principalmente para quem está começando, é importante saber quais as surpresas que o seu trajeto pode trazer. "Os iniciantes devem optar por trilhas mais planas, não tão longas e devem saber a hora de parar e voltar", diz o esportista. Segundo George, muitas pessoas se empolgam na hora de fazer uma trilha, e acabam ficando muito longe do caminho de volta. "Em uma trilha, nunca podemos esquecer que o caminho de volta será feito a pé, e não podemos pegar um táxi para voltar para casa".  

    Hora certa para correr
    Correr muito cedo ou quando sol está se pondo, horários bastante populares para fazer uma corrida na cidade, não são os mais indicados para fazer uma trilha. No escuro, fica mais difícil ver as irregularidades no piso, o que facilita torções, quedas e machucados. Além disso, se a trilha for muito fechada, com pouca iluminação fica mais fácil se perder. "Como as mudanças no piso são constantes, o corredor de trilha deve sempre pensar nos próximos três passos que dará para preparar o corpo e fazer o movimento certo. No escuro, isso fica mais difícil", diz o especialista.  

    Trabalha a coordenação
    A trilha trabalha a nossa percepção de como o corpo se move e onde ele se encontra, ou seja, nossa coordenação motora e nossa concentração. "Com tantos estímulos diferentes, sejam eles visuais, táteis, sonoros ou olfativos, durante um treino, o nosso corpo com o tempo fica mais ágil e mais resistente a caminhas e corridas, mesmo quando elas voltam a ser feitas no asfalto", explica George Volpão.
     

    Treine para se recuperar
    A menor velocidade se comparado à corrida de rua faz do treino na trilha um bom lugar para se recuperar suas articulações e músculos de um treino mais intenso feito no dia anterior. "Não é preciso ir muito longe para encontrar uma trilha para correr. A maioria dos parques nas grandes cidades tem trilhas para esse fim. Para quem está começando ou está se recuperando de alguma lesão, essas trilhas menos extensas são uma ótima opção", diz George Volpão.



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  • segunda-feira, 9 de abril de 2012

    Saiba como ocorrem as lesões no futebol

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    O assunto vem a campo sempre que algum atleta vai parar na capa dos jornais, machucado. Mas se engana quem pensa que só jogadores profissionais estão sujeitos a sofrer por causa do futebol. O esporte favorito dos homens é uma usina de lesões. O ritmo do jogo e as quedas exigem muito dos músculos, por isso a necessidade de fortalecê-los.

    "Os músculos e os ligamentos são as principais estruturas de sustentação das articulações que, por serem móveis, são as mais susceptíveis a problemas", afirma o médico Fernando Torres, do Centro de Estudos de Fisiologia do Exercício da Universidade Federal de São Paulo. A  seguir, confira as respostas para as  principais dúvidas de quem gosta de encarar o futebol no final de semana e morre de medo de ter de encarar a segunda-feira com a perna enfaixada:

    Quais as causas mais comuns de lesões?
    As lesões mais comuns surgem das faltas praticadas pelos adversários. A gravidade desses esbarrões é relativamente pequena, entretanto, as estatísticas mostram que de 10% a 23%, no máximo, resultam em afastamentos de treinos ou jogos.

    Mas o preparo físico também interfere. O atleta que treina em excesso, dorme pouco, tem sono não repousante, não se alimenta bem ou mesmo que faz ou fez uso de anabolizantes são os mais propensos a terem problemas. O aquecimento e alongamento, antes do exercício, são vitais para evitar lesões.

    Quais as áreas mais afetadas?
    As entorses do tornozelo são as lesões mais comuns do futebol, representando 17% a 20% do total. As lesões de joelho constituem em torno de 16% de todas as lesões em homens. O problema destas últimas é que, quando ocorrem, exigem maiores períodos de ausência do que as demais e até cirurgias de reparação. O cenário só muda com os goleiros, que penam mais com problemas nas mãos, normalmente fraturas nas falanges dos dedos.

    O joelho é o mais afetado porque, ao contrário do quadril, que é uma articulação profunda e muito estável por ser muito bem encaixada, o joelho é uma articulação plana e mais instável, além de superficial. Ele ainda está sujeito a grandes forças de rotação, principal mecanismo para a lesão dos meniscos e ligamentos cruzados. Sem se esquecer que os joelhos, como os tornozelos, não têm um envoltório muscular para protegê-los.

    Qual a melhor maneira de proteger cada uma dessas áreas?
    Fortalecer a musculatura, alongar, aquecer e, principalmente, nunca jogar quando estiver cansado. E, durante os jogos, nunca dispensar equipamentos como uma tornozeleira e uma caneleira.

    Qual o papel dos equipamentos de proteção?
    Existem joelheiras e tornozeleiras muitos eficazes na prevenção de lesão minimizando um pouco as chances de acidente. Os equipamentos também ajudam quem já sofreu algum acidente e, mesmo assim, insiste em jogar. 

    Que exames um jogador deve fazer?
    Um bom exame clínico com um médico especialista em esportes. Os exames incluem uma análise das articulações pela palpação, no mínimo. Felizmente, nenhuma máquina será capaz de substituir esta nossa sensibilidade.

    O aumento de peso pode levar a que tipo de problemas?
    O aumento de peso favorece os riscos de lesão, porque sobrecarrega as articulações, além de aumentar as chances de um problema cardiovascular.


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  • sábado, 7 de abril de 2012

    O treinamento desportivo e a qualidade de sono de atletas profissionais

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  •     Para que possamos abordar de uma maneira mais didática o tema proposto, optamos por dividir a fundamentação teórica em dois tópicos: treinamento desportivo; e sono e exercício.


    Treinamento desportivo

        Segundo Granell1, o treinamento desportivo é um dos principais elementos do qual podemos analisar e entender o avanço e o desenvolvimento do esporte moderno. A melhora de marcas e a quebra de recordes atualmente obtidas por diversos atletas são conseqüência direta da aplicação de sofisticados sistemas e programas de treinamento, os quais tem sido implementados e aperfeiçoados graças às contribuições das chamadas ciências aplicadas ao esporte, como: a fisiologia, a psicologia, a nutrição, a biomecânica, a medicina esportiva, a aprendizagem motora, entre outras. Com a divisão e a especialização dessas ciências, as grandes equipes esportivas têm contado cada vez mais com pessoal para desempenhar funções específicas como: técnico, preparador físico, psicólogo, assistente, nutricionista, fisioterapeuta, médico, entre outras, onde o principal objetivo é a maestria esportiva. Mas para que esses atletas atinjam um alto rendimento atlético, eles necessitam de um desenvolvimento físico multilateral como base para o treinamento e o condicionamento físico geral.

        A proposta é elevar os níveis de força, resistência, velocidade, flexibilidade e coordenação, buscando um desenvolvimento corporal harmonioso. Pensando nesse desenvolvimento, precisamos considerar que o corpo humano é composto por órgãos e sistemas que se encontram e se inter-relacionam. Portanto a elevação das funções vitais como o sistema cardíaco, respiratório e endócrino, são fundamentais para o sucesso esportivo2,3.

        Cabe lembrar que cada esporte conta com características específicas, portanto um maior desenvolvimento de determinada função ou sistema é um requisito importante para um aumento no rendimento esportivo futuro. E para que o atleta consiga alcançar este alto nível, ele deve começar ainda muito cedo sua vida esportiva, geralmente ainda criança, onde através de um planejamento a longo prazo; e o cumprimento adequado das etapas de desenvolvimento físico e treinamento, o atleta vai construindo sua carreira. Por outro lado, conforme a evolução e a especialização dos atletas vai ocorrendo, maiores são as cargas de treinamento, e as solicitações físicas e psicológicas impostas a eles4.

        Por isso é fundamental a sistematização e o adequado planejamento dos métodos de treinamento; que devem ser sempre monitorados por avaliações da condição de saúde e performance destes atletas, já que durante a temporada o atleta pode experimentar diversas situações. A incidência de lesões, doenças, o uso de substâncias proibidas, e as exposições ou não destes atletas na mídia também têm contribuído para uma maior variação de suas respostas fisiológicas e psicológicas durante os treinamentos e competições, podendo influenciar diretamente a qualidade de sono destes indivíduos5.

        Por outro lado, métodos e testes cada vez mais sofisticados estão à disposição das grandes equipes esportivas, testes como: consumo máximo de oxigênio; análises bioquímicas; testes isocinéticos; entre outros. Porém, muitos destes testes são de difícil aplicação e acesso, devido ao seu alto custo, o que acaba restringindo-os apenas a equipes maiores. Situação esta que tem levado alguns cientistas a buscar métodos de mais fácil aplicação e de valor mais acessível, a fim de controlar o estado de saúde e o rendimento destes atletas6.

        Falando um pouco sobre a modalidade estudada, para Bompa7, o basquetebol é um esporte que combina velocidade, força e resistência física, fazendo desse esporte, uma modalidade de alta exigência física e psicológica. Algumas capacidades físicas importantes para atletas dessa modalidade são: alta potência anaeróbia, alta capacidade aeróbia, boa coordenação motora, perfil biométrico específico, resistir à fadiga e a altos graus de estresse, ser dotado de uma boa inteligência tática e espírito cooperativo.


    Sono e exercício

        Atualmente os distúrbios do sono estão entre os distúrbios clínicos com maior impacto de saúde em nossa sociedade, causando sérios prejuízos econômicos para suas populações8.

        Segundo Mello9, o sono é considerado como restaurador e o exercício está relacionado com diversas alterações no padrão de sono, mas existem várias facetas sobre a influência do exercício em relação ao sono, como a intensidade e a duração do exercício, o intervalo entre o fim da realização do exercício e o início do sono, entre outros, nos quais ainda carecem de maiores estudos.

        Heinzelmann e Bagley10 talvez sejam os pioneiros a estudar as alterações proporcionadas por um programa de atividade física na qualidade de sono. Em seus estudos eles submeteram alguns indivíduos a três sessões semanais de exercício de uma hora, durante 18 meses. Ao final do estudo os participantes relataram menor necessidade de sono, assim como um sono mais relaxado e restaurador, demonstrando a influência da atividade física no sono destas pessoas.

        Vuori at all.11 realizaram um levantamento epidemiológico em que foram entrevistadas 1600 pessoas, com idade variando entre 36 e 50 anos, com o objetivo de investigar a influência da atividade física no sono. Neste estudo os autores também relataram que fatores sociais, psicológicos, condições do local em que dormem, o estilo de vida e as condições de vida do indivíduo influenciam diretamente na qualidade de sono e no desempenho físico. Um outro importante achado é que os exercícios: moderado e vigoroso, podem melhorar a qualidade de sono, mas os exercícios vigorosos devem ser evitados tarde da noite.

        Segundo Tynjala12, uma percepção ruim de qualidade de sono está associada com uma baixa descrição de saúde; baixa capacidade física; e inúmeros sintomas psicossomáticos. Dificuldades para dormir e uma qualidade de sono ruim podem também ser sinais de fatores de estresse, e um estilo de vida inadequado. Para este mesmo autor, a percepção de qualidade de sono é descrita em muitos estudos como dificuldade em cair no sono; dificuldade em manter o sono; acordar muito cedo pela manhã; quanto revigorada a pessoa sente depois do sono; e a própria visão da pessoa sobre sua qualidade de sono. Há também evidências de que qualidade de sono ruim está associada, entre outras coisas, com problemas em relacionamentos sociais, dificuldade em lidar com problemas, distúrbios de sono e estados psicológicos como: depressão, ansiedade, tensão e medo. O hábito de fumar; ingerir bebidas alcoólicas; e bebidas contendo café ou cafeína freqüentemente, podem diminuir a qualidade de sono; por outro lado, a prática de atividade física tem demonstrado gerar efeitos positivos na qualidade de sono, e a inatividade física efeitos negativos. Hábitos de sono como: irregularidades no horário de dormir; dormir tarde; curtos períodos de sono; grandes diferenças entre os horários de ir para a cama durante a semana e o fim de semana; e longos cochilos durante o dia tem sido associados com uma má qualidade de sono.

        Mas segundo Mello13, embora muitos estudos demonstrem importantes benefícios do exercício físico para as funções cognitivas; os transtornos de humor; e sono, ainda há uma carência de pesquisas nesta área de estudos, já que a influência de fatores como a intensidade, a duração e o tipo de exercício, ou ainda, a combinação de diferentes tipos de exercício, como o aeróbio ao de força, a flexibilidade e a velocidade sobre os aspectos psicobiológicos, necessitam ainda de uma melhor avaliação.

        Buckworth & Dishman14, dizem que cerca de 30% da população adulta nos EUA, e de 20 a 40% da população mundial são acometidos por problemas relacionados ao sono, deteriorando assim a qualidade de vida, e diminuindo a produtividade no trabalho, entre outras coisas.

        Para o American Sleep Disorders Association15, o exercício leve e moderado pode ser considerado uma intervenção não-farmacológica para a melhoria do sono, porém poucos profissionais da área de saúde têm recomendado e prescrito o exercício físico com este intuito, talvez por não conhecer a importância da prática de atividades físicas para a aquisição de um sono de maior qualidade. Vale lembrar que esta mesma associação concluiu que os exercícios vigorosos podem prejudicar o sono.

        Após um interessante levantamento epidemiológico realizado na cidade de São Paulo, Mello17 demonstrou que entre 27,1 e 28,9% de pessoas fisicamente ativas e 72,9 e 71,1% entre os sedentários se queixavam de insônia e sonolência excessiva, respectivamente, o que demonstra claramente a influência da atividade física na qualidade do sono.

        Mello13 (p. 204), baseado em importantes estudos diz que: "...a melhoria do padrão de sono conseguida pelo exercício físico apoia-se inicialmente em três hipóteses: a primeira hipótese, conhecida como termorregulatória, afirma que o aumento da temperatura corporal, como conseqüência do exercício físico, facilitaria o disparo do início do sono, graças à ativação dos mecanismos de dissipação do calor e de indução do sono, processos estes controlados pelo hipotálamo; a segunda hipótese, conhecida como conservação de energia, descreve que o aumento do gasto energético promovido pelo exercício durante a vigília aumentaria a necessidade de sono a fim de alcançar um balanço energético positivo, restabelecendo uma condição adequada para um novo ciclo de vigília; e a terceira hipótese, restauradora ou compensatória, da mesma forma que a anterior, relata que a alta atividade catabólica durante a vigília reduz as reservas energéticas, aumentando a necessidade de sono, e favorecendo a atividade anabólica..."

        É importante salientar que a intensidade e o volume de exercícios são extremamente importantes, já que quando a sobrecarga é aumentada até um nível ideal, existe uma melhor resposta na qualidade do sono, mas quando a sobrecarga imposta pelo exercício é muito alta, como aquelas experimentadas por atletas de alto nível; o estresse físico e psicológico pode fazer com que a qualidade do sono seja diminuída13,17-19.

        Segundo Martins20, o comportamento do sono pode trazer informações bastante úteis na preparação do desportista, já que como conseqüências da alteração do padrão de sono podem ocorrer reduções da eficiência do processamento cognitivo; do tempo de reação e responsividade atencional; além de déficit de memória; aumento da irritabilidade; alterações metabólicas, endócrinas e quadros hipertensivos, que podem comprometer o rendimento físico e a saúde destes indivíduos.

        Para Weinberg & Gould21 a insônia que aflige aproximadamente um terço da população adulta, está associada com: aumento da mortalidade; com transtornos psiquiátricos e com a diminuição da produtividade e do desempenho. Por isso o exercício físico tem recebido maior atenção ultimamente, por ser considerado um tratamento alternativo na melhora da qualidade de sono, já que ele causa fadiga física e tem efeitos calmantes fisiológicos e psicológicos bem estabelecidos, por isso a noção de que o exercício estimula o sono pode ser lógica.

        Atualmente existem alguns métodos diagnósticos utilizados para investigar o sono: os questionários de sono; a polissonografia; a actigrafia; e o teste múltiplo de latência do sono, sendo que os questionários de sono são, na sua maioria internacionais e poucos são validados para a língua portuguesa, o que pode levar a erros de interpretação, já que aspectos culturais podem influenciar a especificidade e a sensibilidade destes métodos, mas, se validados para a população em questão, podem predizer e estimar a severidade dos distúrbios do sono22.

        Segundo Zanetti & Machado18, vários estudos têm demonstrado a relação entre o exercício físico e uma boa qualidade de sono, porém muitos desses métodos têm utilizado apenas medidas objetivas como a actigrafia e a polissonografia, que são considerados testes caros e de difícil acesso, e também ignoram a percepção da qualidade de sono do próprio indivíduo, medida esta que deve ser tão considerada quanto as medidas objetivas12.

        O sistema de percepções subjetivas têm sido utilizados por treinadores e cientistas do esporte de todo o mundo, através da aplicação de testes, questionários e diários de treinamento, a fim de controlar as respostas individuais de treinamento destes atletas, e diminuir sintomas relacionados ao sobre-treinamento23,24.

        Alguns estudos12,25 nesta área também têm demonstrado haver uma alta correlação, entre a percepção subjetiva de qualidade de sono e as características fisiológicas do sono, através de comparações destas percepções com exames de polissonografia demonstrando que esses testes podem ser de grande utilidade no controle e predição da qualidade de sono.


    Metodologia

        No início de janeiro de 2002, após uma reunião envolvendo toda a comissão técnica da equipe (técnico; assistentes; preparador físico; diretores; entre outros), foram traçadas as metas e o planejamento para a equipe no primeiro semestre, onde as sessões de treinamento foram divididas da seguinte maneira:

    Os atletas foram submetidos a duas sessões diárias de treinamento, de segunda à sexta-feira, sendo uma no período da manhã, com início às 10:00h e término às 12:00h, e outra sessão no período da tarde, das 18:00h às 20:00h;

    As sessões do período da manhã foram destinadas ao treinamento físico, envolvendo sessões de treinamento de força (em média 2 a 3 dias por semana); treinamento da capacidade aeróbia (1 a 2 dias por semana); capacidade anaeróbia (2 dias por semana); agilidade, e outras (2 a 3 dias por semana), onde algumas capacidades físicas eram combinadas e treinadas no mesmo dia. Esta sessão era de responsabilidade do preparador físico da equipe;

    No período da tarde os atletas treinavam habilidades específicas da modalidade; situações de jogo e eram conduzidos os treinamentos coletivos pelo técnico responsável.

        O início das sessões de treinamento ocorreu no dia 14 de janeiro de 2002, mas somente no dia 15 de janeiro os atletas foram orientados como deveriam responder os questionários.

        O questionário foi preenchido durante 16 dias no mês de janeiro; 28 dias no mês de fevereiro; 31 dias no mês de março; 30 dias no mês de abril e 31 dias no mês de maio, totalizando um período de 136 dias, onde 75 dias fizeram parte do período preparatório da equipe, e 61 dias fizeram parte do período competitivo.

        Participaram da pesquisa uma amostra de 9 atletas da equipe Rio Pardo/Maga da cidade de São José do Rio Pardo - SP, com idades entre 19 e 26 anos, participantes do II Torneio Novo Milênio de Basquetebol Adulto Masculino durante os meses de janeiro a maio de 2002, mas somente 5 atletas, com idades entre 21 e 26 anos, tiveram seus questionários utilizados, já que 4 atletas não preencheram corretamente o instrumento durante todo o período investigado.

        Cada atleta foi orientado a responder diariamente um questionário fechado proposto por Yusuf Omar26. Estes questionários funcionavam também como um diário de treinamento, já que neste instrumento havia outras variáveis como: horas de sono; sensação de fadiga; vontade de treinar; apetite; dores musculares; prontidão competitiva; peso; e freqüência cardíaca basal.

        Para este trabalho abordaremos apenas a qualidade do sono, não por considerarmos as outras variáveis menos importantes, mas por considerarmos o sono uma medida extremamente sensível, podendo ser influenciada diretamente por questões de ordem fisiológica, psicológica e social.

        Durante uma reunião os atletas foram orientados como deveriam preencher o questionário, onde cada item foi detalhado minuciosamente, sendo que o item referente à qualidade do sono deveria ser respondido diariamente no período da manhã, e a resposta deveria ser dada através da percepção da qualidade de sono da noite anterior.

        No questionário esta variável era composta de cinco intensidades, onde o sono profundo foi definido como um sono considerado de grande qualidade, capaz de produzir uma excelente sensação de relaxamento e restauração; o sono normal foi definido como um sono de boa qualidade; o sono sem relaxamento foi definido como um sono de qualidade ruim, onde não havia uma boa sensação de relaxamento; o sono ruim, com pausas foi definido como um sono com ausência total de relaxamento, com episódios freqüentes de despertar noturno; e o sono pouquíssimo estado de sonolência que foi definido como ausência quase total de sono. Todos os questionários eram devolvidos ao final de cada mês.

        O objetivo deste trabalho é o conhecimento da qualidade de sono da população estudada, para que possamos planejar e facilitar uma intervenção eficaz na busca por uma maior qualidade do sono, saúde e rendimento destes atletas.


    Resultados

        Durante toda a temporada foram coletados 680 relatos (5 atletas) referentes à qualidade de sono, sendo 375 relatos no período preparatório; que teve uma duração aproximada de 75 dias, e 305 relatos durante o período competitivo; que teve uma duração de 61 dias.

        Durante toda a temporada os atletas relataram apresentar 43.68% (297 relatos) de sono profundo; 40.74% (277 relatos) de sono normal; 10.88% (74 relatos) de sono sem relaxamento; 4.26% (29 relatos) de sono ruim, com pausas; e 0.44% (3 relatos) de pouquíssimo estado de sonolência.

        Quando verificamos apenas o período preparatório; que teve duração aproximada de 75 dias, os atletas relataram 46.67% (175 relatos) de sono profundo; 40.53% (152 relatos) de sono normal; 7.47% (28 relatos) de sono sem relaxamento; 5.33% (20 relatos) de sono ruim, com pausas; e 0.00% (0 relatos) de pouquíssimo estado de sonolência.

        Durante o período competitivo; que teve duração aproximada de 61 dias, os atletas relataram 40.00% (122 relatos) de sono profundo; 40.98% (125 relatos) de sono normal; 15.08% (46 relatos) de sono sem relaxamento; 2.95% (9 relatos) de sono ruim, com pausas; e 0.99% (3 relatos) de pouquíssimo estado de sonolência.

        Os resultados demonstram uma importante variação na qualidade de sono do período preparatório para o competitivo, sendo que houve uma diminuição de 14.20% na qualidade de sono profundo do período preparatório para o competitivo, um aumento de 1.10% no sono normal; um aumento de 102.00% no sono sem relaxamento; um aumento de 44.60% no sono ruim, com pausas; e também 3 relatos de pouquíssimo estado de sonolência no período competitivo, situação esta que não ocorreu no período preparatório.


    Discussão

        O interesse pela interferência dos exercícios físicos na qualidade de sono não é um assunto novo, como já citado anteriormente, mas a grande maioria das pesquisas tem envolvido apenas indivíduos que praticam atividade física moderada; deixando uma grande lacuna no conhecimento das respostas de qualidade de sono de atletas profissionais.

        Por isso talvez essa pesquisa seja a que mais tempo acompanhou (136 dias ininterruptos) as percepções de qualidade de sono de atletas profissionais, indivíduos que geralmente são submetidos a exigências físicas e psicológicas acima dos níveis de tolerância, tendo muitas vezes que lidar com a dor; a fadiga; as lesões; as pressões de técnicos, torcida, patrocinadores, entre outros.

        Como abordado anteriormente, diversos fatores podem interferir na qualidade de sono, fatores como o uso de substâncias alcoólicas; cafeína; entre outras. Por isso gostaríamos de salientar que o nosso objetivo não foi verificar qual aspecto mais contribui para a melhoria ou deterioração da qualidade de sono destes indivíduos, já que em nenhum momento foi utilizado outro instrumento que verificasse a influência destes fatores na qualidade de sono, mas sim acompanhar as respostas de qualidade de sono apresentadas durante toda a temporada.


    Conclusões

        Ao analisarmos a variação na qualidade de sono do período preparatório para o competitivo, encontramos uma grande queda no nível de qualidade do sono no período competitivo, o que demonstra claramente que os atletas não conseguiram lidar efetivamente com a chegada de tal período. O que nos faz acreditar que a carga psíquica exigida destes atletas durante o período competitivo possa influenciar negativamente suas qualidades de sono. Tal conclusão deve-se ao fato de que as cargas de treinamento foram diminuídas durante o período competitivo, para que se buscasse uma maior performance durante os jogos.

        Outros fatores de ordem psicológica como: problemas intergrupais; problemas pessoais; monotonia durante as sessões de treinamento; e o desgaste natural gerado pelo decorrer da temporada; entre outros, também podem ter influenciado diretamente na queda da qualidade de sono do período preparatório para o período competitivo. Cabe lembrar que a equipe não teve nenhuma derrota durante a temporada analisada; sagrando-se assim a grande campeã do torneio descrito anteriormente, por isso, os atletas não tiveram que lidar com o peso psicológico que as derrotas podem trazer, bem como a pressão de patrocinadores, torcida, comissão técnica, entre outros.

        Para que as condições negativas acima encontradas possam ser minimizadas, sugerimos ainda que os atletas busquem locais de pouco barulhos, instalações apropriadas, aconchegantes e de baixa luminosidade, diminuindo a presença de fatores externos que prejudiquem a tranqüilidade dessa tão importante necessidade humana, o sono. Um outro fator que deve ser destacado é a necessidade de uma intervenção psicológica a fim de atenuar efeitos estressores como: tensões geradas por altas cargas de treinamento, problemas pessoais, entre outros que possam influenciar negativamente a qualidade de sono destes atletas.

        Mas a inclusão de um programa de intervenção psicológica na programação de treinamento tem sido na maioria das vezes negligenciada pela maioria das equipes, que apenas utiliza este recurso quando tem tempo disponível, como é o caso do início da temporada, ou quando surgem problemas dentro da equipe, antes de competições mais importantes. Os mais modernos meios de periodização do treinamento têm incluído a periodização psicológica em seus sistemas, mas geralmente estes sistemas não são corrigidos ou adequados às respostas psicológicas que estes atletas vão apresentando durante a temporada27.

        ZANETTI e MACHADO5 ao investigar as respostas de qualidade de sono de atletas de basquetebol profissionais e juvenis durante uma temporada, constataram que as diferenças encontradas na qualidade do sono destes atletas variaram de 0,1 a 2,1%. Portanto podemos concluir que a qualidade de sono destas duas populações parece se comportar de maneira similar. Por isso é fundamental que as preocupações referentes à melhoria da qualidade do sono de atletas profissionais sejam as mesmas com atletas de categorias de base.

        Os profissionais responsáveis pela elaboração das sessões de treinamento deverão dar uma maior atenção às respostas de qualidade de sono que os atletas vão apresentando durante a temporada, podendo com isso diminuir os problemas físicos e psicológicos gerados pelas altas cargas de treinamento na qual são submetidos estes atletas, e conseqüentemente aumentar seus rendimentos, já que por se tratar de um treinamento de alto rendimento, onde são aplicadas altas cargas de treinamento em busca de uma maior performance, os atletas podem sofrer condições de estresse físico e psicológico, acima dos níveis recomendáveis, impedindo que os mesmos desfrutem de uma boa noite de sono.

        A alta qualidade de sono obtida por praticantes de atividade física moderada parece não se aplicar a atletas juvenis e profissionais, como já citado anteriormente pelo American Sleep Disorders Association15; Mello13; Zanetti e Machado5, por isso é importante que novos estudos venham identificar quais fatores mais contribuem para esta situação, já que é difícil atribuir esta baixa qualidade de sono apenas às altas cargas de treinamento, já que diversos fatores podem interferir no sono destes indivíduos.

        Segundo Balaguer28, as pessoas recebem informações de seus estados fisiológicos, e estados de desconforto como uma noite mal dormida, podem indicar ineficácia física e diminuir a percepção de auto-eficácia, que também tem sido apontado como um forte determinante no sucesso esportivo em inúmeras modalidades.


    Referências bibliográficas

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    Zanetti MC, Machado AA. Estudo da qualidade do sono em atletas de basquetebol: proposta de análise e intervenção em busca de um alto rendimento atlético. In: Paula Fontoura. (Org.). Coleção Pesquisas em Educação Física. Editora Fontoura 1. p. 94-95. 2003. Jundiaí, SP:

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  • Aspectos psicolõgicos do desporto de alto rendimento

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  • A competição esportiva exerce uma influência decisiva sobre o comportamento emocional do ser humano.

    A tensão emocional oriunda das altas exigências psicofísicas dos estímulos do treino e da competição esportiva leva o indivíduo a apresentar comportamentos contrários à sua condição de atleta.

    A prontidão para a máxima performance – ou para se fazer o melhor - deve ser uma das virtudes do atleta de alto rendimento, virtude esta que pode ser extremamente abalada diante de um quadro de estresse psicológico.

    O estado psicológico do atleta é fator determinante para o seu máximo rendimento, pois toda ação mecânica relaciona-se diretamente ao estado emocional do indivíduo.

    Essa relação entre movimento e estado emocional deve ser considerada para a otimização dos processos do treino desportivo. Assim, o sucesso no desporto dependerá não apenas da preparação dos aspectos físicos (força, velocidade, resistência, flexibilidade, coordenação), mas também dos aspectos mentais (concentração, auto-estima, motivação, ansiedade).

    As influências desses aspectos não se dão separadamente, mas simultaneamente, pois consideramos que as reações do organismo não ocorrem exclusivamente de maneira psicológica ou fisiológica, mas em decorrência conjunta dessas duas partes, ou seja, psicofisiologicamente.

    No desporto de alto rendimento, a preparação física, técnica e tática dos atletas das diversas modalidades encontram-se num nível de desenvolvimento equivalente. O que faz a diferença entre o vencedor e o perdedor é o estado emocional do atleta ou da equipe diante das situações do confronto competitivo. Portanto, o estado psicológico ótimo é necessário para se poder reverter o treinamento para um desempenho vitorioso.

    Mas, afinal, qual seria o estado psicológico ótimo do atleta de alto rendimento?

    Uma descrição e análise dos estados psicológicos do atleta foi realizada por Alexseev (1993), que estabelece três situações que são:

    • ESTADO PSICOLÓGICO DA NORMA, sendo o estado funcional e saudável do indivíduo, representado pelo equilíbrio emocional para a realização das tarefas básicas do cotidiano. Esse estado psicológico não é o ideal para as disputas competitivas, que exigem uma mobilização das forças físicas e psíquicas do atleta além daquelas exigidas pelo cotidiano. Entretanto, o estado da norma é fundamental para a conservação da saúde do atleta. O estado da norma é favorecido pelos seguintes pontos: não sofrer (o sofrimento provoca o mal funcionamento de todos os sistemas do organismo humano; assim, deve-se criar mecanismos que substituam o sofrimento por outras emoções, exemplo: exercícios físicos ou atividades que supram as necessidades pessoais do atleta, e criação de imagens mentais positivas); manutenção do bom humor (garantia do otimismo, que desenvolve no atleta uma expectativa de sucesso, mesmo com todas as frustrações e reveses); restabelecimento das forças (equilíbrio e manutenção dos gastos energéticos provocados pelo estresse oriundo do treinamento, das competições e do cotidiano social; a recuperação física e mental é importante para a saúde e a qualidade de vida do atleta);
    • ESTADO PSICOLÓGICO DA MOBILIZAÇÃO, é o estado ideal do atleta que lhe possibilita a intervenção ótima na competição. O atleta de alto rendimento deve estar continuamente preparado para a execução de tarefas motoras específicas (exigências da modalidade praticada), para a adaptação a novos estímulos (treinamento) e para a superação das dificuldades. Portanto, a integração dos componentes da performance, ou seja, os fatores físicos (força, velocidade, resistência), emocionais (controle da ansiedade) e mentais (concentração) é imprescindível para a obtenção do desempenho máximo ou da vitória. No estado de mobilização, o atleta consegue manter sob seu controle um elevado nível dos componentes da performance, do início ao final da competição;
    • ESTADO PSICOLÓGICO PATOLÓGICO, que são as manifestações emocionais maléficas para o desempenho desportivo e contrárias à situação ideal psicológica do atleta. Medo, apatia, nervosismo, excesso de ansiedade dentre outros, representam uma desarmonização psíquica que afeta diretamente o desempenho do atleta. Associa-se o estado patológico a uma situação de exaustão psicofisiológica do atleta em relação a suas atividades (esportivas ou sociais). É o estresse crônico, provocado pelo excesso de estímulos físicos, emocionais ou mentais. É o esforço extremo e inútil do atleta para superar as elevadas demandas impostas pelo excesso de treinamentos e competições.

    As desarmonizações psíquicas são responsáveis pelo fracasso do atleta nas competições. Elas podem se manifestar algumas horas, dias ou semanas antes das competições, durante as mesmas ou após. Irritação, descontrole, ansiedade, falta de vontade de competir, desinteresse pela prática esportiva são algumas manifestações da patologia atlética.

    Medidas pedagógicas devem ser tomadas como forma de prevenção para que o atleta não atinja esse estado patológico que, conforme o grau de desenvolvimento, poderá inclusive afastar definitivamente o mesmo do meio esportivo.

    Dentre os pontos básicos dessas ações pedagógicas profiláticas deve-se enfatizar a competição como um aspecto a mais do treinamento desportivo, não como uma ameaça a auto-estima e auto-realização do atleta. A competição deve ser encarada como uma manifestação espontânea e divertida, fazendo com que os atletas compreendam a sua natureza lúdica, tornando-a um evento atraente e de grande satisfação.

    Na última Olimpíada observamos que muitas vitórias já tidas como certas escaparam ao alcance dos nossos atletas. Seria isso o fruto de uma falta de preparação psicológica dos atletas e equipes olímpicas do nosso país ou apenas e simplesmente falta de sorte?

    Deixo a dúvida a você, leitor.

     

    BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

    CÓRIA-SABINI, M. A . Fundamentos de Psicologia Educacional. 2ª edição. São Paulo: Ática, 1990.

      MIRANDA, R. e BARA FILHO, M. G. Estados psicológicos do atleta competitivo. Revista Treinamento Desportivo, vol. 4 – no. 3, 1999, pg. 61 a 68.

    Prof. Marcelo Augusti



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  • terça-feira, 3 de abril de 2012

    Tratamento com gelo e massagem após os treinos diminui incômodos musculares.

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  • A área de treinamento físico para corrida vem crescendo muito nos últimos anos e, certamente, os avanços nos métodos de recuperação após o treinamento físico são de fundamental importância para o corredor. Neste sentido, o benefício mais perseguido da crioetrapia é o efeito analgésico (redutor da dor) que ela propicia, de forma localizada, sem a utilização de agentes farmacológicos.

    As modificações extremas de temperatura afetam a condução nervosa que emite o estímulo de dor. Para resultados ótimos, a crioterapia deve ser feita imediatamente após o treinamento ou em até 2 horas depois do encerramento das atividades, por um período de 15 a 20 minutos, dependendo da profundidade do tecido a ser alcançado.

    No caso de um microtrauma, a utilização de banhos de contraste (alternância entre o calor e o frio) para facilitar a resposta é recomendada. A exposição inicial, porém, deve ser com a utilização do frio, posteriormente, você pode empregar os banhos de contraste por uma ou duas horas após o tratamento inicial com gelo.

    As melhores áreas para a crioterapia são as que requerem maior tempo para sua recuperação, como os músculos mais fracos, músculos com predominância de fibras de contração rápida e as unidades tendinosas.

    É muito importante tomar cuidado com a utilização direta do gelo na pele. O tempo necessário para alcançar o efeito desejado é, geralmente, a metade em relação a outras técnicas crioterápicas. A profundidade de penetração, no entanto, é limitada pela tolerância da pele ao frio.

    As técnicas para aplicação do gelo incluem massagens utilizando copos com gelo, pacotes com substâncias geladas, sacos com gelo picado colocados ao redor do membro lesionado e a utilização de banheiras com redemoinho de água gelada.

    Massagem pré e pós-treino

    Saiba como esta técnica pode ser útil tanto antes quanto depois da prática esportiva.

    Massagem é a manipulação sistemática dos tecidos moles do corpo. Auxilia a remoção de resíduos metabólicos tóxicos produzidos na liberação de energia e fluidos resultantes de danos estruturais no tecido musucular. A massagem tem sido utilizada há séculos - muito antes do advento da medicina - utilizando manobras específicas (manuais, mecânicas ou elétricas) com fins terapêuticos. Pode ser localizada, visando uma determinada área, ou terapêutica, em que o relaxamento é o objetivo principal. A massagem pode ser de dois tipos: superficial ou profunda, dependendo da proximidade dos músculos em relação à pele ou aos ossos.

    Um atleta pode receber massagem por 15 a 20 minutos antes do treinamento físico, por 8 a 10 minutos após tomar banho e no final da sessão de treinamento, por 20 a 30 minutos. O papel da massagem para a preparação ou a recuperação de um exercício tem sido muito bem documentado. Ela pode afetar positivamente o humor do atleta pela redução da tensão, raiva, fadiga, depressão, ansiedade e da confusão.

    Se os músculos estão relaxados, pressionar o ventre dos músculos com pressão mecânica simples auxilia a esvaziar as veias na direção da aplicação da pressão. Isso resulta em abertura superior a 35% dos pequenos capilares (vasos) - em repouso, 4% dos capilares estão abertos. O resultado é a elevação da disponibilidade de sangue renovado na área massageada, tornando possível um maior intercâmbio de substâncias entre os capilares e o tecido celular.

    Os efeitos mecânicos da massagem na corrente sanguínea promovem a remoção dos subprodutos metabólicos e a entrada de sangue renovado na área em que a massagem foi aplicada. Em síntese, a massagem pode ser utilizada como uma técnica no auxílio da preparação ao treinamento e também na promoção da recuperação.



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  • segunda-feira, 2 de abril de 2012

    Motivos do abandono da prática esportiva

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  •     O esporte é um fenômeno cultural que cada vez mais atrai adeptos de todas as idades. As crianças e adolescentes representam uma grande parte de praticantes de inúmeras modalidades esportivas, sendo nesse período geralmente o primeiro contato com tais práticas. A princípio, e acordo com Carmo et al (2009) esse início esportivo se deve principalmente a alguns fatores como: diversão, ocupação de tempo livre, auto-superação e entrar em forma. Outros autores, que serão descritos posteriormente, também analisam o mesmo fenômeno, sendo muitos com opiniões convergentes.

        Mas da mesma forma que vários fatores levam à prática esportiva, outros tantos levam ao abandono precoce de tais atividades. Alguns desses fatores mais citados pela literatura são: pressão dos pais e treinadores, dificuldades com estudos, dificuldade financeira, treinamento excessivo, necessidade de realizar outras atividades, dentre alguns outros. Tais razões serão detalhadamente analisadas levando em consideração seus estudos e autores. É necessário também levar em consideração diferenças quanto ao sexo, tipo de esporte, idade, condição sócio-cultural, tempo de prática, nível de competição e outros. A união desses conjuntos é algo relevante no abandono esportivo em crianças e adolescentes. E é exatamente sobre esses fatores que o presente artigo pretende discorrer.

        Ademais, alguns estudos têm sido realizados a respeito das causas do abandono da prática esportiva, não só em atletas iniciantes, mas também em atletas participantes de competições oficiais, ou seja, atletas de rendimento. Assim, o presente estudo tem como principal objetivo fazer um relato e uma análise de revisão na bibliografia encontrada sobre os principais motivos que levam os atletas, das mais diversas modalidades, faixas etárias e sexo, a abandonarem a prática esportiva, seja ela de caráter iniciante ou competitiva.

    2.     Material e métodos

        Foram utilizadas literaturas das mais variadas fontes, entre livros, revistas, publicações avulsas, periódicos e textos técnicos das áreas de Educação Física, Pedagogia e Psicologia, como consultas referentes ao tema de motivos do abandono da prática esportiva de crianças e adolescentes.

        O método utilizado foi o de revisão de bibliografia, sendo a pesquisa qualitativa do tipo bibliográfica descritiva. (THOMAS E NELSON, 2005).

    3.     Revisão de literatura

        Estudiosos da área esportiva, psicológica, educacional e outras têm desenvolvido estudos com o intuito de se compreender o fenômeno do esporte na sociedade. O esporte é um dos fenômenos mais impressionantes do nosso tempo. A mobilização à sua volta o coloca como uma área de grande investimento púbico e privado, sendo um magnífico espetáculo de mídia. No entanto, apesar desta tendência do esporte atual, ele não deve ser visto unicamente como suporte para formação de atletas profissionais. Também se deve considerar seu aspecto educacional, uma vez que como disciplina pedagógica ele age integralmente na formação do indivíduo (TEIXEIRA, 2008).

        A prática do esporte propicia ao indivíduo um desenvolvimento global, e é um fato capaz de gerar diversos fenômenos, uma vez que o praticante é estimulado em termos biológicos, comportamentais, sociais e intelectuais/cognitivos (LEITE, 1990).

        Ainda para Teixeira (2008), citando Leite (1990), o esporte tem envolvimento de três dimensões, que são: esforço físico orientado e constante, submissão a regras organizativas próprias e objetivos de competição.

        De acordo com Beneli e Montagner (2005) o processo de evasão no esporte em geral, apresentado em categorias de base, impede a possibilidade de vários adolescentes o praticarem sistematicamente em categorias posteriores. Adicionalmente, o abandono do esporte também pode prejudicar sua formação educacional. O esporte de competição necessita de um tratamento pedagógico, que permita educar a criança através da prática da modalidade. O desenvolvimento do esporte nas categorias de formação envolvendo o tratamento pedagógico e, conseqüentemente, as propostas e intervenções dos técnicos e professores, são alguns componentes incluídos no campo da pedagogia do esporte, que necessitam ser viabilizados no planejamento das práticas esportivas.

        Na mesma linha, para Rose Jr. (2002), aspectos como o despreparo e a falta de conhecimentos na área da pedagogia do esporte por parte de profissionais, técnicos e professores envolvidos com a iniciação esportiva podem contribuir numa fase posterior no processo de evasão do esporte oficial. O autor cita ainda as práticas esportivizadas, a fragmentação de conteúdos, a prática repetitiva de gestos técnicos e a especialização precoce como alguns problemas na iniciação esportiva relativos à pedagogia do esporte. Garganta (1997) e Nascimento (2005) analisam que a repetição obsessiva dos gestos técnicos seja o principal equívoco no processo de ensino aprendizagem dos jogos desportivos coletivos, fator este que também pode implicar numa evasão precoce da atividade esportiva quando associado à prática competitiva.

        Beneli e Montagner (2005) citam que o abandono à prática esportiva ocorre por vários fatores, dentre eles a competição, principalmente de maneira exacerbada, em que o ganhar a todo custo se faz presente e o principal foco é a vitória. Para os autores, o processo de evasão do esporte oficial não é devido à competição em si, mas pela forma como ela é proposta. É necessário que o esporte oficial tenha em seu conteúdo aspectos educacionais sem perder o seu aspecto competitivo. Assim o tratamento pedagógico nas intervenções dos profissionais ligados ao esporte competitivo se torna um aspecto de relevância na continuidade da prática esportiva. Vasconcelos (2005), falando sobre o abandono de nadadores portugueses de alto nível, disse ser natural essa mudança de atitude no desporto de elite, ou seja, esses atletas acabam por abandonar tais competições em função da maneira como elas acontecem.

        De acordo com Weimberg e Gould (2001), a participação das crianças no esporte atinge o máximo entre as idades de 10 e 13 anos e então declina consideravelmente até a idade de 18 anos, quando uma porcentagem relativamente pequena de jovens permanece envolvida em esportes organizados. Ainda para Weimberg e Gould (2001), citando estudos de Gould et al. (1982) com crianças e jovens variando entre 10 e 18 anos, revelou-se que "ter outras coisas para fazer" e "mudanças de interesse" foram as razões principais que a grande maioria das crianças deu para interromper o envolvimento. Outras razões que a amostra classificou como importantes (mas menos importantes que ter outros interesses e mudanças de interesses) foram "não foi tão bom como queria que fosse", "não foi suficientemente divertido", "queria praticar outro esporte", "não gostava da pressão", "tédio", "não gostava do técnico", "o treino era muito duro" e "não suficientemente excitante". Portanto, a maioria das crianças que desiste o faz devido a interesse em outras atividades. Entretanto algumas crianças citaram fatores negativos – como pressão excessiva, não gostar do técnico, fracasso, falta de diversão e uma ênfase excessiva em vencer - como sendo influências importantes em suas decisões de retirar-se. Esses resultados corroboram com estudos realizados por vários autores sobre o assunto (KNIJNIK, GREGUOL E SANTOS, 2001; CARMO et al, 2009; MORENO, CEREZO E GUERRERO, 2009; COSTA, 2008, DIAS E TEIXEIRA, 2007; VILANI E SAMULSKI, 2002; SOUSA, 2010; MOTA, 2005).

        Tentando avaliar as causas de abandono no esporte, Samulski (1992) encontrou que a presença familiar pode ser um fator de alta relevância nesse contexto. O autor nesse ponto ressalta que não é só a família a culpada, os próprios treinadores também têm sua parcela no processo, muitas vezes não explicando aos atletas e aos pais como será feito o trabalho com o esporte, desmotivando-os.

        Estudos realizados por Souza (2010) com atletas brasileiros de remo mostraram que a principais causas do abandono foram a falta de estrutura e o alto custo para a manutenção da prática, característica não encontrada em esportes coletivos e individuais como: vôlei, futebol, natação e atletismo. Outro fator citado, como a idade (categoria do praticante) foi determinante na avaliação dos motivos relacionados a seu abandono. A pesquisa se realizou com ex-remadores divididos em categorias, júnior (16 a 18 anos), sênior B (19 a 22 anos) e sênior A (23 a 30 anos). Como principais fatores encontrados na pesquisa, independente da idade, temos a falta de patrocínio e apoio financeiro e a necessidade de trabalhar para ajudar no sustento da família. Para as análises por idade, o prejuízo no estudo e vontade de fazer outras atividades caracteriza a categoria júnior; a falta de apoio do técnico, preferência do treinador por outros colegas, poucas competições e dificuldade em melhorar os resultados técnicos caracteriza a categoria sênior B; e falta de apoio do técnico, vontade ou necessidade de fazer outras atividades caracteriza a categoria sênior A.

        Em consonância com as citações anteriores, um outro estudo intitulado "Motivos de início e abandono da prática esportiva em atletas brasileiros", Carmo et al (2009) detectaram que os motivos mais citados foram: pressão dos pais ou treinadores, lesões e excesso de responsabilidades com as competições. O treinamento excessivo é outro fator que pode levar os praticantes de atividades físicas a abandonar ou mudar a prática esportiva. Levando em consideração os motivos de início e abandono da prática esportiva de atletas de diferentes modalidades, o estudo objetivou analisar e comparar esses motivos entre atletas de ambos os sexos e diferentes modalidades, faixas etárias, tempo de prática e níveis de competição. Interessante notar que na análise feita na subscala de abandono, verificou-se que o fato de não conseguir concretizar sonhos como atleta é significativamente mais apontado pelos atletas de modalidades individuais do que para os de modalidades coletivas. Contudo, o estudo conclui que existem diferenças consideráveis nos motivos que levam atletas a iniciarem e abandonarem a prática desportiva de diferentes modalidades, isso quando comparado sexo, idade, modalidade coletiva ou individual e nível de competição. Não foram encontradas diferenças motivacionais com relação ao tempo de prática. Contribuindo com essas informações Estrada (2005) dedica boa parte do seu livro para analisar os motivos do abandono da atividade esportiva em função da idade, sexo e do esporte praticado. Corroboram ainda da mesma opinião estudos de Filho e Garcia (2008) com ex-atletas espanhóis. O mesmo estudo ainda conclui que distintos motivos para abandonar a prática esportiva são apresentados por jovens de realidades geográficas e socioculturais diferentes.

        Estudos realizados por Moreno, Cerezo e Guerrero (2009) com desportistas estudantes da província de Granada – Espanha, analisando por fatores, por meio dos dados, indicou-se que os motivos pessoais (falta de tempo e diversão, aborrecimentos, inabilidade, problemas com o professor, lesões, entre outros) foram os principais motivos para o abandono da prática fisco-desportivo regular, e dentre estes, o fator determinante para o abandono da prática foi a falta de tempo. Observou-se através deste estudo que a taxa de abandono da prática de atividades físico-desportiva é um fenômeno crescente na faixa etária dos adolescentes, com um índice maior do sexo feminino.

        Um estudo realizado na Universidade do Porto, por Mota (2005), sobre o abandono da prática do basquetebol entre jovens de 15 e 16 anos de ambos os sexos, no Distrito do Porto revela que o principal fator entre as mulheres foi "o treino consumia muito tempo", e entre os homens foi "não ter tempo disponível". Em ambos, porém, o treinador se mostrou como a dimensão mais influente na decisão de abandono da modalidade. Costa (2008) estudou a motivação para participação e abandono desportivo de jovens atletas portugueses em idade escolar, e dentre as principais causas de abandono foram verificadas novamente a falta de apoio da família e amigos, pressão dos pais para que estudassem mais e conflito com o treinador e com outras atividades. Esses últimos fatores estão em desacordo com aqueles encontrados por Leite et al (2008), que não verificaram influência dos técnicos nas decisões de abandono em atletas iniciantes de voleibol. Com relação aos demais fatores, tais como: não ser tão bom como gostaria; ter vontade ou necessidade de fazer outras atividades; prejuízo nos estudos e adquirir com a prática, problemas de ordem física (lesões), estes sim, encontram relações com outras citações sobre o mesmo tema. (SANTOS, MARTINS e STEFANELLO, 2010; CARMO et al, 2009; COSTA, 2008; FILHO E GARCIA, 2008; VASCONCELOS, 2005; OLIVEIRA et al, 2010; MOTA, 2005; KNIJNIK, GREGUOL e SANTOS, 2001).

        Hallal et al (2004) estudaram os fatores intervenientes que são associados ao abandono da prática do futsal em atletas gaúchos. Os que mais uma vez apareceram foram a interferência dos estudos e a falta de apoio do treinador. Os autores sugeriram, então, que um dos motivos para desistência pode ser a falta de profissionais qualificados para lidar com o esporte nesta faixa etária, além também do distanciamento da escola e da própria família do esporte praticado pelos filhos, não havendo um acompanhamento adequado e podendo pressionar a criança, chegando à desistência.

        Outro estudo realizado por Rocha e Santos (2010) verificou as causas do abandono do esporte por atletas paranaenses que praticavam atletismo na transição da categoria juvenil para o adulto e os motivos que os levaram a tomar essa decisão. As razões mais citadas pelos ex-atletas foram a falta de infra-estrutura, falta de assistência governamental, patrocínio e desvalorização da modalidade. Em seguida a situação financeira dos atletas. Já o motivo de abandono com relação a cada gênero 80% das mulheres abandonou por lesões sofridas e desvalorização da modalidade, enquanto 100% dos homens citaram a falta de estrutura.

        Dias e Teixeira (2007) estudaram os possíveis fatores que poderiam estar associados à intenção de abandono em jovens tenistas gaúchos. E os resultados encontrados apontaram, mais uma vez, para excesso de treinamento, metas não atingidas e menor preocupação com os resultados, cobrança por parte de treinadores e pais, falta de prazer em treinar, desvalorização e também falta de recurso financeiro.

        Outro fator muito estudado e que tem influência direta no abandono de atividades esportivas por parte de jovens atletas é o estresse de treinamento e competição, ou o chamado burnout. De acordo com Smit (1986), citado por Weimberg e Gould (2001) pode-se entender o burnout como um caso especial de abandono do esporte quando um jovem atleta interrompe ou diminui seu envolvimento na atividade esportiva em resposta ao estresse crônico ou de longo prazo. Uma atividade agradável anteriormente não é mais prazerosa devido ao estresse causado por ela. Estresse e burnout estão entre as preocupações mais controversas no esporte competitivo infantil e infanto-juvenil. Segundo Bara Filho et al. (1999), o fenômeno do burnout no esporte é conseqüência do estresse excessivo no processo de treinamento desportivo, caracterizando-se por ser individual, complexo e multifacetado. Pode ser considerado uma resposta psicofisiológica negativa decorrente de demandas excessivas de treinamentos. Keller et al (2005), estudando a relação dos sintomas com o tempo de prática esportiva em atletas de voleibol feminino, detectaram que o tempo de prática teve uma relação direta com a performance, ou seja, quanto mais experientes, menor nível de estresse apresentava a atleta. De acordo com Weimberg e Gould (2001) o burnout é mais bem visto como o resultado final de um longo período de estresse. Partindo do pressuposto que o desgaste físico e mental pode levar um atleta ao mau rendimento e até mesmo à desistência do esporte, fazendo com que as competições deixem de fazer parte de sua rotina (NUNES, 2009), certamente podemos dizer que o burnout influencia atletas jovens na decisão de abandonar ou não uma possível e futura carreira esportiva.

        De acordo com os vários autores citados acima, muitos são os fatores determinantes e causadores do abandono precoce de crianças, adolescentes, e até mesmo adultos, da prática esportiva. Tais fatores também apresentam relação com algumas variáveis como sexo, idade, esporte praticado, competição e a correlação direta entre tais fatores deve ainda ser mais bem estudada.

    3.     Conclusão

        Os vários autores pesquisados mostraram que independente de idade, sexo modalidade esportiva, níveis sócio-culturais entre outros fatores, os principais motivos que levam ao abandono precoce são em sua maioria, falta de motivação do atleta (praticar outra modalidade), treinamento excessivo, falta de tempo para outras atividades (principalmente estudo) e pressão do treinador e pais. Mas em alguns esportes outros fatores surgem como relevantes ao abandono da prática, como no caso de esportes que exigem alto custo de manutenção da prática e participação em competições, como por exemplo, o remo, refletindo assim casos de desistências por questões financeiras. Outro exemplo é o crescimento no número de abandono principalmente na faixa etária entre 13 e 18 anos, onde além dos fatores citados acima, outros também são citados como: conciliação com os estudos, fazer outras atividades (não sendo esportivas) e uma maior cobrança por resultados.

        Visto isso é necessária uma maior integração entre o aluno/atleta, pais, treinadores e escola. Sendo a escola e os pais responsáveis por compreender a importância do esporte, e o treinador por entender o papel da família e escola. Pois os principais motivos que levam principalmente ao abandono precoce, giram em torno desse eixo, mostrando assim a real importância desses segmentos no contexto total da vida esportiva da criança/atleta.

        Também se fazem necessários maiores estudos sobre o assunto, principalmente relativos aos aspectos mais específicos de cada um dos fatores citados no artigo. Isso teria o intuito de auxiliar professores e treinadores na sua prática diária, na tentativa de se evitar ao máximo esse fenômeno do abandono precoce na iniciação esportiva de crianças e adolescentes.

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