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Dicas para profissionais:

Existem diversos tipos de testes que são utilizados para medir e avaliar o VO2max, tanto aqueles realizados em um laboratório de fisiologia, como em uma pista de atletismo.
Os testes de laboratório (na esteira ergométrica, por exemplo), apresentam um resultado mais confiável do ponto de vista da precisão da medida e valores obtidos. Já na pista de atletismo, a medida do VO2max será apenas um valor aproximado; entretanto, servirá ao propósito de orientar o corredor para elaborar o seu treinamento.
Independente de qual deles seja o melhor, o objetivo de qualquer teste é trazer informações sobre o estágio em que se encontra o corredor e, a partir disso, proporcionar um modo seguro para determinar o seu rendimento nos treinos e competições.
Assim, com as informações colhidas no teste, o corredor poderá avaliar a sua condição física atual e, com essa base, elaborar o seu treinamento de um modo mais seguro (ritmo da corrida e distância a ser percorrida nos treinos).
O teste que apresentamos aos corredores para medir e avaliar o VO2max é simples, não necessitando das modernas tecnologias (que muito contribuem para a evolução do esporte!). Para realizar o teste, basta uma pista de atletismo ou um local totalmente plano e devidamente demarcado; um cronômetro e uma calculadora, além de muita disposição para enfrentar os seus limites!
Realizando o teste
Após o devido aquecimento, o corredor deverá acionar o cronômetro e percorrer a distância de 2.400 metros (6 voltas na raia 1) no menor tempo possível. Ao finalizar o percurso, trava-se o cronômetro e marca-se o tempo de conclusão, que será utilizado para determinar a medida do VO2max.
No momento da realização do teste, o corredor deve estar em perfeito estado de saúde e, de preferência, acompanhado por um profissional da Educação Física. Não esquecer que as condições climáticas (calor excessivo ou frio intenso), interferem no resultado do teste.
Calculando o VO2max
Para calcular o VO2max, o corredor deverá utilizar a seguinte fórmula:
VO2max = 480 / tempo em min + 3,5
O resultado, ou seja, a medida do VO2max, é expresso em mililitros de oxigênio consumido por quilo corporal do corredor por minuto de exercício realizado (ml.kg.min).
Vamos a um exemplo prático:
O corredor alcança a marca de 12 minutos na distância de 2.400 metros.
Aplicando a fórmula, temos:
VO2max = 480 / 12 + 3,5 ;
VO2max = 40 + 3,5 ;
VO2max = 43,5 ml.kg.min
O resultado encontrado indica, de modo indireto, a medida do consumo máximo de oxigênio obtido pelo corredor no teste. Para classificar o nível do seu condicionamento físico pelo VO2max, o corredor poderá consultar a tabela 1. Na tabela 2, é possível encontrar alguns cálculos já realizados. No caso de se finalizar o teste com tempo "quebrado", basta dividir os segundos por 60. Por exemplo: corredor termina os 2.400 m em 9:22; dividindo-se 22 por 60, chega-se a .36; portanto, deve-se dividir 480 por 9,36 para obter o VO2max.
Como utilizar o VO2max na prática?
Ao calcularmos o VO2max, podemos utilizar essa informação para determinar o ritmo de corrida, conforme sejam os níveis de percepção do esforço físico (confortável, moderado, forte). Para isso, os seguintes percentuais do VO2max serão utilizados:
Menos de 70%: CONFORTÁVEL
70 a 85%: MODERADO
Mais de 85%: FORTE
Definidos os percentuais que serão utilizados no treinamento, o corredor deverá multiplicar esses percentuais (em fração), pelo valor do VO2max encontrado no teste de 2.400 metros, determinando assim o seu VO2t (consumo de oxigênio de treinamento).
VO2t = % do Treinamento x VO2max
Exemplo para um corredor que irá se exercitar a 70% do seu VO2max (43,5 ml.kg.min):
VO2t = 0,7 x 43,5
VO2t = 30,4 ml.kg.min
Esse resultado será utilizado para determinar a distância que será realizada nos treinamentos, conforme a relação existente entre o percentual de intensidade do VO2max e a duração da corrida (tabela 3).
Para calcular a distância a percorrer, aplica-se a seguinte fórmula:
D (distância em metros) = VO2t / 0,2 x T (tempo do treino em minutos)
Vamos a um exemplo prático de como o corredor poderá adotar essa metodologia em seu cotidiano. Corredor quer saber qual distância deve ser percorrida em 40 min em uma intensidade de 75% do VO2max.
Realizando os cálculos, passo a passo, temos:
VO2max = 43, 5 ml.kg.min
VO2t = 0,75 x 43,5
VO2t = 32,6 ml.kg.min
D = VO2t / 0,2 x T
D = 32,6 / 0,2 x 40
D = 163 x 40
D = 6.520 m
Ou seja, o corredor, em 40 minutos, com uma fração de 75% do VO2max percorre a distância aproximada de 6.520 metros.
O teste de VO2max poderá ser realizado a cada 8-10 semanas, sempre com a intenção de verificar o nível de condicionamento aeróbico e a evolução do mesmo durante um período da preparação, além de importante ferramenta para determinar os valores (intensidade e quilometragem) que serão utilizados no treinamento.
Lembramos aos corredores que a execução de qualquer teste, por mais simples que seja, exige cuidados especiais, pois para que o teste seja válido será necessário muito empenho e a mobilização máxima da vontade.
Além disso, o que apresentamos são as condições gerais para a avaliação e o treinamento, necessitando de maiores informações individuais para a personalização do programa de preparação para a competição.
O corredor, em qualquer situação de treinamento, deverá estar com a saúde em dia (exames médicos atualizados) e, se possível, ser orientado por um profissional da Educação Física, que saberá conduzi-lo de modo seguro e eficaz.



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Você reparou vários atletas nas Olimpiadas com estranhos círculos vermelhos espalhados nos corpos dos atletas - entre eles o nadador Michael Phelps?
Essas marcas não se tratam de tatuagens ou machucados. Tampouco de madrugadas animadas na Vila Olímpica. Os círculos vermelhos são resultado de uma prática conhecida como ventosaterapia, uma forma milenar de medicina alternativa que emprega ventosas.
A técnica, que é uma forma de acupuntura, consiste em acender líquido inflamável dentro de copos redondos de vidro. Uma vez que a chama se apaga, forma-se um vácuo parcial no interior do copo. A diferença entre a pressão interior e exterior acaba por gerar uma força de sucção, estimulando o fluxo sanguíneo e deixando os círculos vermelhos, que desaparecem entre três e quatro dias.
Atletas dizem que recorrem à técnica para reduzir dores e ajudar com a recuperação da fadiga dos treinos e das competições constantes.
Praticantes alegam que a terapia ajuda com problemas musculares, alívio da dor, artrite, insônia, problemas de fertilidade e celulite.
A ideia é ajudar o fluxo de energia - conhecido na medicina tradicional chinesa como "qi" - em torno do corpo, e reequilibrar o seu equilíbrio - "ying e yang".
Quanto mais escura a marca deixada pelo domo, diz, mais pobre é a circulação do sangue naquela parte do corpo. A ventosaterapia teve origem na China cerca de 3 mil anos atrás, mas também se tornou popular no Egito, no Oriente Médio e em todo o mundo. Antes das cúpulas de vidro, outras, de bambu, eram usadas para o mesmo fim. Muitas pessoas nos países ocidentais acham essa variedade "difícil de aceitar", mas explica que ela é vista na medicina chinesa como um tipo de desintoxicação e é muito popular.
Além deste trabalho de musculação, o atleta deve ser submetido ao treinamento de flexibilidade e atividades aeróbias diferenciadas para melhoria do seu condicionamento físico e superação de dificuldades e deficiências


Por falta de conhecimento ou mesmo de atenção, muitas vezes cometemos erros comuns no treinamento que podem prejudicar nosso desenvolvimento na bike.
Sono difícil
O sono é o momento mais importante na recuperação de um atleta, sendo fundamental para ganho de performance. Por isso, procure dormir o mínimo de horas necessárias para que o seu corpo descanse. E se estiver com dificuldades para dormir, procure um profissional para identificar a causa e corrigir o problema o quanto antes.
Copiar treinos
Imitar o treino de outros ciclistas, principalmente de profissionais, pode ser prejudicial para o desempenho e para a saúde. Isso porque cada atleta tem suas características e histórico particular. Existe um treino específico para cada atleta, para cada fase da temporada e até para cada fase da vida.
Excesso de volume
O treino de volume deve ser aplicado em modalidades que realmente exigem esse estímulo fisiológico. Porém, muitos ciclistas ainda cometem o erro de exagerar nessa área, o que acarreta um desgaste desnecessário.
Exagerar na intensidade
Assim como o volume, a intensidade também deve ser aplicada na hora certa. Abusar desse tipo de estímulo em todos os treinos não só reduz o desempenho como pode causar lesões.
Continuidade
O atleta que treina por um período e depois interrompe a sequência do trabalho terá sua performance comprometida. Também não adianta tentar tirar o atraso treinando muitas horas de uma vez. Nesses casos, só um treinador saberá a melhor solução para o problema. Em caso de treinos perdidos por motivos climáticos, a recomendação é compensá-los com treinamento indoor.
Negligenciar outros treinamentos
Há muitos anos, a utilização de musculação e de exercícios funcionais é uma realidade para ciclistas da elite mundial. Ao negligenciar esses estímulos, dificilmente o atleta chegará à sua máxima performance.
Treinar por conta própria
Não ter um treinador capacitado para organizar sua rotina é bastante comum e a receita ideal para gerar estagnação e perda de desempenho. Por isso, busque sempre ajuda profissional.
O maior erro de todos
É a teimosia, que acaba reunindo todos os erros anteriores. Um dos segredos dos vencedores são o respeito e a confiança em seus treinadores. Apenas a disciplina aliada à confiança, à obediência e ao respeito pelo treinador produz o resultado almejado.
Fonte
Você sabia que o simples ato de se concentrar na atividade pode contribuir para a melhora do desempenho físico? Pois é, de fato, acontece.
Existem várias técnicas para melhorar a concentração, mas uma que é bastante simples e pode ser facilmente aplicada aos treinamentos é a prática mental (ou ensaio mental). Ela consiste em imaginar (simular mentalmente) a execução de determinado movimento e pode ser praticada isoladamente ou em conjunto com o exercício propriamente dito.
Estudos de uma equipe de pesquisadores holandeses, conduzidos pelo Dr. Zijdewind, observou os efeitos da prática mental – chamada, pelos autores, de treinamentos imaginários – sobre a força muscular. Para isso, a equipe realizou intervenções de sete semanas em três grupos de pessoas:
- Grupo 1: prática mental
- Grupo 2: treinamento de baixa intensidade
- Grupo 3: sem treinamento
Ao final do período, o grupo que mais aumentou a força muscular foi o que realizou a prática mental. Porém, que esse grupo não realizou exercícios físicos.
Se a prática mental for associada ao treinamento físico, os efeitos podem ser ainda melhores, como mostram os resultados de outro estudo brasileiro, que avaliou os efeitos da prática mental associada ao treinamento físico sobre a força muscular. A intervenção durou quatro semanas e a amostra foi dividida em dois grupos:
- Grupo 1: prática mental + treinamento de força
- Grupo 2: treinamento de força
Ambos os grupos realizaram o mesmo protocolo de treinamento físico, sendo que a única diferença foi a realização da prática mental antes da execução dos exercícios no grupo 1. Mais uma vez, os resultados foram maiores no grupo que realizou a prática mental.
Assim, profissionais do exercício possuem mais uma ferramenta importante a ser agregada aos treinamentos, no intuito de proporcionar benefícios ainda maiores aos seus atletas ou alunos.
Vale lembrar que a concentração no treinamento, além dos benefícios observados, pode proporcionar um momento de “fuga” dos problemas externos, o que torna o exercício ainda mais proveitoso.
Interessou-se pelo assunto? Veja a leitura sugerida:
- Machado SEC, Prati JELR, Carvalho MSGA. Prática mental combinada ao treinamento de força como perspectiva de aumento da força máxima em homens treinados. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício. 6(1): 49-52, 2007.
- Zijdewind I, Toering ST, Bessem B, Van Der Laan O, Diercks RL. Effects of imagery motor training on torque production of ankle plantar flexor muscles. Muscle Nerve. 28(2):168-73, 2003.
Prof. Msd. Cauê La Scala Teixeira

Para que a atividade física possa ser realmente eficaz, o corpo precisa de um tempo de descanso, já que é nessa hora que os músculos se recuperam do desgaste sofrido com o exercício.
É preciso entender que durante um treinamento não estamos ganhando ou melhorando nada. Pelo contrário, estamos gerando uma piora momentânea de nosso estado físico geral. É durante o repouso que o organismo promove adaptações para ser capaz de suportar melhor e com mais eficiência as sobrecargas que lhe foram aplicadas, ficando mais condicionado do que anteriormente.
Se não der tempo para o corpo se recuperar, o trabalho não trará resultado e serve para o treino aeróbico quanto para a musculação. Nos dois casos, o aluno deve ter uma sequência de exercícios organizada de modo que misture dias intensos e calmos para evitar estresse do corpo e promover a recuperação. Se a pessoa treinar cinco vezes por semana, por exemplo, dois desses dias terão que ser mais regenerativos. O profissional deve variar dentro das ferramentas de planejamento de modo que o aluno não esteja extenuado no fim da semana.
A pausa é essencial não somente entre um dia e outro, mas também durante os exercícios. Os intervalos tem que ser respeitados, principalmente em academias, onde muitas vezes a conversa ou a pressa de ir embora faz com que isso seja desprezado.
O desgaste excessivo e contínuo resultará no "overtraining" (treinamento em excesso, em português). A condição é mais do que uma simples incapacidade temporária de treinar com a intensidade habitual ou de uma ligeira queda no nível de desempenho. Envolve um cansaço mais crônico e está associado também com insônia, perda de peso, depressão e irritabilidade. As lesões também são mais frequentes nesse quadro. Desrespeitar o período de pausa pode sobrecarregar músculos e ligamentos, causando inflamações e até rupturas.
O descanso exagerado também pode prejudicar o corpo, provocando um "choque" toda vez que a pessoa voltar a se exercitar. O resultado é o mesmo de quem não respeita o tempo de descanso: não há ganho muscular ou aeróbico.
O equilíbrio e respeito ao próprio corpo e às orientações dos profissionais especializados, que poderão indicar qual o tempo apropriado de pausa entre os treinos. O período ideal depende de cada indivíduo e da carga que está sendo utilizada. Em geral, esse tempo está definido entre 24, 48 ou 72 horas, dependendo do treinamento.
Os intervalos variam conforme o tipo de atividade (aeróbia ou anaeróbia), a intensidade e a duração, sendo que indivíduos diferentes podem reagir também de modo diferente a uma mesma carga de exercícios.