segunda-feira, 20 de maio de 2019

Testes importantes numa Avaliação Física no Esporte

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  • Uma boa avaliação física inclui diversos métodos para que as condições atuais do aluno sejam registradas com a maior precisão possível. É comum que o avaliador divida a avaliação em diversos testes que são realizados em sequência.

    Para que o avaliador tenha sempre o melhor resultado, é importante saber que temos 3 tipos de avaliação a ser feita:

    • Avaliação diagnóstica: Análise dos pontos fracos e forte do aluno ou atleta, em relação a determinada característica;
    • Avaliação formativa: Informa sobre o  progresso dos indivíduos, no decorrer do processo ensino-aprendizagem, indicando  ao professor o grau de aprendizagem do aluno;
    • Avaliação somativa: Soma de todas as avaliações realizadas no fim de cada unidade do planejamento, com o intuito de obter o progresso do aluno

    Tendo em mente esses tipos de avaliação (e seus objetivos), vamos conhecer quais são os principais metodos para se chegar a resultados com o aluno.

    Anamnese

    Trata-se de um questionário detalhado que deve ser respondido com o máximo de fidelidade possível. Seu preenchimento é feito antes mesmo da avaliação física propriamente dita. Com esse teste, o avaliador poderá analisar com mais tempo e cautela os hábitos diários da pessoa, tais como alimentação, horas de sono, rotina de trabalho e tempo disponível para se exercitar.

    Também há questões que pedem para a pessoa informar se tem algum problema de saúde. É essencial responder essas questões corretamente. Afinal, há doenças que podem limitar a prática de atividades físicas e isso será levado em conta no momento de definir o programa de treinos.

    Basicamente, as respostas da pessoa indicam seu histórico e suas expectativas em relação ao treinamento. Dessa forma, esse questionário oferece informações relevantes para a avaliação do condicionamento atual do seu organismo.

    Teste de capacidade cardiorrespiratória

    Esse teste é imprescindível para pessoas que têm antecedentes de problemas de coração ou mesmo que pretendem sair do sedentarismo. Mesmo para quem está mais acostumado com atividades físicas, ele é importante para ajudar a avaliar exatamente o condicionamento físico da pessoa.

    Trata-se de executar algum tipo de exercício ergométrico, como pedalar na bicicleta ergométrica ou correr na esteira. Durante o teste, a intensidade do exercício é aumentada gradualmente, enquanto se monitora a resposta do coração diante dos diferentes níveis de estímulo.

    Testes antropométricos e de composição corporal

    Esses são os testes mais conhecidos no que se refere à avaliação física em academias. Trata-se de registrar as medidas de peso, estatura, circunferências e percentual de gordura corporal. Alguns aparelhos, como o adipômetro, são indicados para medir as dobras do corpo.

    O avaliador pode ter dificuldades para medir as dobras de pessoas que têm gordura subcutânea. Essa é uma das razões pelas quais há diversas formas de se realizar a avaliação física. Na impossibilidade de conseguir uma ou outra medida, os resultados podem ser obtidos em fórmulas que ajudam a definir o percentual de gordura e também a massa magra de determinada área do corpo.



    Avaliação neuromotora

    É utilizada para avaliar a flexibilidade, a força e a resistência muscular localizada de cada indivíduo. É realizada para avaliar com precisão a capacidade do grupo muscular de diferentes partes do corpo.

    A força é medida por meio de um equipamento chamado de dinamômetro. Para testar a resistência, o aluno é submetido a certos exercícios, como abdominais ou flexões de braço. O número de repetições em função do tempo é o que determinará a sua resistência.

    O teste de flexibilidade é utilizado para determinar a capacidade de amplitude de cada movimento. O resultado indica o quanto os músculos da pessoa conseguem se estender.

    A avaliação neuromotora é crucial para o direcionamento do aluno para os exercícios corretos. Assim, será possível melhorar certos resultados, como flexibilidade, força e resistência. Além disso, esse teste é útil para um melhor aproveitamento de atributos físicos positivos que a pessoa talvez já tenha.

    Bioimpedância

    A bioimpedância é um teste rápido utilizado para verificar o percentual de gordura por meio da passagem de corrente elétrica. Esse teste informa qual é o nível de água do organismo. A partir dessa informação, é possível calcular também o percentual de gordura corporal.

    A bioimpedância é bastante utilizada em instituições em que há muitos atletas que precisam ser avaliados em um curto período de tempo. Entretanto, mesmo que o exame seja rápido, trata-se de um método bastante eficiente.

    Testes mais complexos

    Se você desejar testes mais complexos, pode recorrer a um médico ou especialista. Isso é indispensável para quem já tem problemas de saúde e deseja utilizar a atividade física como parte do tratamento. Um exemplo de teste extra para avaliação física é o de postura, que deve ser feito por um ortopedista.

    A primeira avaliação deve ser feita antes de iniciar uma rotina de exercícios físicos. Entretanto, sabia que ela deve ser repetida periodicamente?

    Após a primeira avaliação, será elaborado um programa de treinamento. Esse programa tem o objetivo de melhorar questões problemáticas que foram encontradas nos testes físicos. Além disso, o programa também levará em conta seus objetivos pessoais, como perder peso e ganhar massa muscular.

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  • segunda-feira, 6 de maio de 2019

    Periodização no treinamento de Basquete

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  • O treinamento físico no Basquetebol tem como finalidade elevar a intensidade com que o jogador executa as acoes técnicas ao longo de todo o jogo. O carater intermitente e o conteúdo variado dos períodos de esforço e recuperação no jogo de basquetebol tornam complexa a análise da interação das variaveis fisiológicas envolvidas no desempenho. As vias energéticas atuam tanto na produção de energia para as ações do jogo quanto para a ressíntese rápida dos substratos utilizados. Fatores neuromusculares determinam aspectos qualitativos importantes envolvidos nos gestos técnicos, como taxa de desenvolvimento de força e o impulso. A limitação no conhecimento sobre as interfaces dos aspectos energéticos e neuromusculares no basquetebol e determinante para a qualidade do treinamento que se desenvolve atualmente.

    Como muitos esportes, o basquete, ao longo de sua história, também sofreu significativas mudanças para se tornar um mais dinâmico e mais atrativo ao público em geral. Sendo atualmente um esporte extremamente veloz e técnico, exigindo de seus atletas grandes competências e um ótimo condicionamento físico.

    Treinamento

    Podemos entender o treinamento como o aprimoramento em uma determinada área. Nesse caso o treinamento esportivo seria o aperfeiçoamento do preparo físico, técnico tático, intelectual, psíquico e moral do atleta através de exercícios físicos (WEINECK, 2003).

    Segundo Platonov (2008, p. 507), para a preparação física de desportistas é importante destacar alguns elementos estruturais, como:


    a preparação plurianual, como conjunto de etapas relativamente independentes e, ao mesmo tempo, inter-relacionadas;


    os ciclos médios (mesociclos);


    os ciclos pequenos (microciclos)


    as sessões do treinamento.

    No treinamento a parte mais abrangente é denominada macrociclo, composta por meses, que consiste em uma etapa completa de treinamento. Dentro do macrociclo aparecem os mesociclos que são uma etapa relativamente completa do processo de treinamento. Através deles se tem um melhor controle do programa de treinamento, pois a sua utilização "permite sistematizar a preparação de acordo com a tarefa principal do período" (PLATONOV, 2008, p. 592). Os mesociclos mais conhecidos são os de quatro semanas. Por sua vez, os microciclos tem a duração de alguns dias, geralmente uma semana, e são neles que são realizadas atividades específicas de cada fase de treinamento. Já a sessão de treino nada mais é do que um dia de treinamento.

    Tendo ciência da nomenclatura utilizada na definição da periodização do treinamento, ressaltamos que nossa equipe irá iniciar a preparação conosco um mês antes do início do campeonato (março). Nessa fase inicial iremos avaliar os indivíduos, para que possamos ver em que nível de treinamento eles se encontram e o que deve ser dado maior ênfase nos treinamentos.

    Para Weineck (2003), os ciclos de treinamento devem ser divididos em: preparatório, período de competições e período de transição. Haddad e Daniel (2005) ressaltam que na fase de preparação deve ser priorizado o desenvolvimento atlético, partindo do simples para o complexo e aumentando o volume e intensidade gradativamente. Boa parte desse tempo deve ser destinada para a preparação muscular, inicialmente com exercícios básicos e de grandes grupos musculares. A relação entre volume e intensidade se inverte na fase final de preparação, quando a intensidade ganha predominância, nessa fase é levada em consideração trabalhos mais complexos e específicos da modalidade, como o desenvolvimento de gestos. Na fase final, há a predominância do trabalho técnico sobre o físico. Já na fase de competição, o treinamento é prioritariamente para a manutenção dos ganhos previamente adquiridos, no qual o trabalho tático prevalece sobre o físico e técnico.

    Macrociclo

    Esta é a fase mais abrangente do treinamento, nossos atletas realizarão um treinamento de seis meses conosco. Totalizando seis mesociclos, nos quais serão realizados testes, trabalho de base para a pré-temporada, trabalho de reforço muscular, flexibilidade, treinamento aeróbio, anaeróbio lático e alático. Treinamento dos fundamentos específicos do basquete e também a parte tática.


    Mesociclo 1 (março – pré-temporada)

    Nesta fase tem-se por objetivo conhecer o atleta, é nesse momento que são realizados os testes físicos para ver em que fase de treinamento cada atleta se encontra. A pré-temporada é de fundamental importância, pois é ela que dará a base para um bom desempenho esportivo ao longo da temporada. Além dos testes trabalharemos a resistência geral e o trabalho de ganho de força, inicialmente com exercícios envolvendo grandes grupos musculares. Cabe salientar que no trabalho de força é fundamental o trabalho dos membros inferiores, pois eles são muito exigidos nessa modalidade. Nessa fase, também, é indispensável o trabalho da flexibilidade, pois ela será um agente que ajudará na prevenção de lesões articulares e musculares, bem como é uma capacidade que facilita a aprendizagem e a execução dos fundamentos do basquete (JUNIOR; TRICOLI, 2005). A resistência aeróbia apesar de não ser a principal característica neste esporte, também será desenvolvida para servir de base para o desenvolvimento das demais resistências e para ajudar na recuperação dos atletas. Nessa fase também será abordado o trabalho aeróbio lático através de corrida de tiros e o trabalho técnico através dos fundamentos do basquete.

    Inicialmente serão feitos os seguintes testes a fim de levantar subsídios para a estruturação do treinamento:


    Resistência aeróbia: teste de Cooper, ou seja, corrida de 12 minutos (WEINECK, 2003);


    Resistência anaeróbia: teste de 40 segundos (MATSUDO, 1979);


    Força explosiva membros inferiores: salto vertical, de grande significado para o desempenho no basquete. Facilmente avaliado através do teste jump and reach (pule e alcance) (WEINECK, 2003).


    Flexibilidade: sentar e alcançar, sem o banco de Wells (pela facilidade).


    Avaliação da força muscular membros inferiores e superiores: teste de 1 RM. (DIAS et al., 2005).

    Após a realização dos testes os atletas realizarão três treinos semanais exemplificados a seguir:

    Microciclo de março



    Mesociclo 2 (abril – início do campeonato)

    Neste mesociclo se iniciará o campeonato, a equipe realizará três treinos semanais mais os jogos aos domingos. Nessa fase será mantido o treino de força, um pouco mais intenso e no meio da semana para não prejudicar o jogo do final de semana. Um treino regenerativo no dia seguinte ao jogo, treino de flexibilidade, resistência anaeróbia, trabalho tático e aumento do treino técnico. No qual podemos entender a "técnica" como "conjunto de procedimentos e ações que garantem soluções mais eficazes para as tarefas motoras, de acordo com a especificidade da modalidade" (PLATONOV, 2008, p.354).

    Microciclo de abril



    Mesociclo 3 (maio)

    Nesta fase do treinamento o campeonato já terá um mês de duração. Aqui se pretende manter o condicionamento alcançado bem como aperfeiçoar o desempenho da resistência anaeróbica alática, tendo em vista que esta rota metabólica é predominante no basquete. Treinos de força serão mantidos para prevenção de lesões e os treinos técnicos serão os mais desenvolvidos durante as sessões.

    Microciclo de maio



    Mesociclo 4 (junho)

    Fase importante do treinamento, pois aqui a equipe chegará à metade do campeonato. Nesta fase é esperado que o condicionamento geral dos indivíduos esteja em um ótimo nível. O trabalho técnico e a resistência anaeróbia alática continuaram predominando. O trabalho tático receberá a mesma atenção e iniciaremos um trabalho de pliometria para membros inferiores e também superiores. Weineck (2003) avalia que o treino pliométrico é uma boa forma de se desenvolver a força rápida, desde que para isso sejam tomados alguns cuidados como: realizar de seis a 10 repetições; iniciantes não são aconselhados a realizar mais do que duas ou três séries, já avançados indica-se de três a seis séries e atletas de alto nível de seis a 10 séries. Os intervalos entre uma série e outra devem ser em torno de dois minutos e este tipo de trabalho só deve ser realizado na ausência de fadiga e com os atletas bem aquecidos.

    Microciclo de junho



    Mesociclo 5 (julho)

    Nesta fase o campeonato já terá passado da metade, a preocupação maior é para que os atletas não se lesionem devido à carga acumulada até o momento. Aqui já começaremos a baixar a intensidade dos treinos dando ênfase para o técnico e tático sobre o físico.

    Microciclo de julho



    Mesociclo 6 (agosto – final do campeonato)

    Esta fase do treinamento tem como objetivo manter os ganhos previamente adquiridos no treinamento. Aqui temos mais do que nunca a preocupação para que os atletas não se lesionem, pois como é o último mês de competição eles já se encontraram em uma fase em que o desgaste é muito grande. O principal fator abordado neste último mês de treinamento será a parte tática.

    Microciclo de agosto



    Conclusão

    Para que um atleta tenha sucesso em uma modalidade esportiva, seja o basquete ou qualquer outra, é necessário o estabelecimento de objetivos possíveis e, principalmente, um planejamento adequado de seu treinamento. Dessa forma, é fundamental que a periodização seja feita de forma muito cuidadosa, levando em consideração as especificidades do indivíduo e da modalidade.

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