quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Dor Muscular de Início Tardio

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    A dor muscular tardia (DMT) é um fenômeno que tem sido experimentado por virtualmente toda pessoa envolvida com atividades atléticas. A DMT representa uma das lesões esportivas mais comuns sofridas tanto por atletas de elite quanto por atletas recreacionais. O início da dor é tipicamente notado 24 horas após as atividades físicas principalmente aquelas em que o atleta não está familiarizado. A DMT freqüentemente segue-se a um trabalho de grande força muscular tipicamente excêntrica. O trabalho muscular excêntrico é caracterizado pelo alongamento muscular enquanto o músculo é contraído.

    As atividades excêntricas mais comuns incluem: step, ciclismo, corrida, downhil, e exercícios de resistência muscular.

    Sintomatologia

    A DMT é caracterizada por dor progressiva nas 24 horas seguintes à atividade, com pico doloroso tipicamente em 24 – 72 horas após o exercício. Os sintomas incluem dor á palpação, diminuição do movimento articular, déficit na flexibilidade e déficit na produção de força muscular. A dor é tipicamente notada inicialmente na porção distal do músculo próximo à junção miotendínea. Os sintomas podem continuar por 5 a 10 dias. O déficit na produção da força muscular frequentemente tem um pico imediatamente após o exercício e 48 horas após, mas tem sido notado acima de 8 dias. Os sintomas são tipicamente auto limitados.

    A quantidade e a intensidade dos sintomas estão relacionadas ao nível de treinamento, à intensidade e quantidade do exercício, e ao comprimento do músculo durante o exercício. Poucas pesquisas têm sido realizadas na área, sobre os efeitos da DMT na performance durante as atividades físicas. Vários mecanismos e opções de tratamento para Dor Muscular Tardia tem sido propostos com variação na qualidade das pesquisas realizadas nesta área.

    Teorias para Etiologia
    Um número de mecanismos teóricos para DMT tem sido sugerido, incluindo: ácido lático, inflamação, dano ao tecido conectivo, dano muscular, espasmo muscular e a teoria do efluxo de enzimas.

    O ácido lático, que pode causar dor aguda durante o exercício tem sido rejeitada como um mecanismo para DMT, baseado no fato de que os níveis de lactato sanguíneo retornam a níveis pré exercício em 1 hora após a atividade e tem falhado na correlação com os sintomas da DMT.

    A lesão do tecido conectivo, presente ao redor das fibras musculares pode ser parte do mecanismo especialmente nas fibras musculares do tipo II que tem mostrado como risco aumentado para lesão.

    Uma teoria sobre a lesão muscular baseada em microscopia, mostra um alargamento ou ruptura total das linhas Z. A creatinaquinase é um indicador razoável de lesão muscular e tem sido notada aumentada após trabalho excêntrico.

     Entretanto, não há completa correlação entre o pico do nível de creatinaquinase e o pico de dor muscular na DMT. Gulick e Kimura avançaram na teoria do efluxo de enzimas que é baseado no acúmulo de cálcio nos músculos lesados com subseqüente ativação de proteases e fosfolipases, resultando em lesão tardia e produção de prostaglandinas.Isto gera uma degeneração muscular aumentada nas linhas Z com estimulação de terminais nervosos.

    Muitos pesquisadores acreditam que nenhuma teoria isolada explica completamente todos os achados associados com a DMT. Assim, acredita-se que uma seqüência de eventos utilizando parte de algumas destas teorias explicam os sintomas clínicos.

    Tratamento e Prevenção

    Para prevenir a Dor Muscular tardia são fundamentais:

    ● Adesão a programas de treinamento bem planejados visando o combate e o retardamento da fadiga muscular
    ● Respeito à capacidade individual
    ● Reposição hídrica e energética convenientes às necessidades individuais.
    ● Respeitar os períodos de descanso. O sono deve ser muito valorizado e colocado na rotina de horários do atleta
    ● Postura adequada na biomecânica dos movimentos
    ● Utilização de roupas e calçados adequados para prática esportiva
    As teorias propostas para os mecanismos relacionados com o início da DMT, estimularam pesquisas no campo do tratamento e prevenção.

    Para o tratamento, o médico deve ser procurado para orientação de medicações antiinflamatórias, uso de gêlo, massagens, exercícios específicos, alongamentos, além de outro meios fisioterapêuticos.

    Autor: Moises Cohen


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  • terça-feira, 21 de dezembro de 2021

    Suor durante o Exercício Fíísico

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  • Seja qual for o exercício físico, ele sempre marca presença: o suor. Mas ao contrário do que muitos pensam, a transpiração é aliada da atividade física. Composto por águas e sais minerais, o suor ajuda a manter estável a temperatura do corpo, impedindo a chamada intermação, conjunto de sintomas que ocorre quando o corpo atinge a temperatura de 40 graus Celsius. Esse quadro, mais grave, é o último de uma série de sintomas que incluem cãibras, exaustão e desidratação". Para evitar esse desfecho, tenha consciência ao treinar. Conversamos com os especialistas, que nos contaram quais são os cuidados para diminuir os efeitos negativos de treinar no calor.

    Nada de enxugar

    Não basta suar, é preciso evaporar. Isso mesmo, a transformação da água em vapor é muito importante para que ocorra o resfriamento do corpo. A produção de suor por si só não diminui a temperatura do corpo. Enxugar a pele antes que o suor vire vapor, impede que esse processo chegue ao seu fim e dificulta a regulação da temperatura. Mas vale a ressalva: se o corpo estiver muito molhado, a evaporação também ficará prejudicada. Não exceda os limites.

    Não molhe o corpo

    Jogar água no corpo parece uma ideia tentadora para reverter o calor? Pois saiba que quando o corpo está molhado, a evaporação fica muito mais difícil. É criada uma película entre a superfície da pele e a atmosfera, o que impede que as gotículas de água se transformem em vapor.

    Muita água

    Já que suar é mais que necessário para manter a temperatura corporal adequada durante o exercício físico, o jeito é beber água para evitar a desidratação.  É  recomendável a ingestão de 200 ml de água a cada 15 minutos de atividade. Antes da prática, vale obedecer a sede, um instinto básico que nos indica se estamos desidratados ou não. Cuidado também como excesso: beber água demais não ajuda, pelo contrário, pode causar desconforto gástrico durante a atividade física.

    Evite treinar no calor intenso

    Quando a umidade relativa do ar alta, isto é, acima de 60% - de acordo com o índice de estresse térmico - a diferença de pressão entre as gotículas de água suspensas no ar e as gotículas da pele diminui. Em consequência, a evaporação do suor fica muito mais difícil. A dificuldade também aumenta quando o dia está muito quente: temperaturas maiores que 30 graus Celsius, transferem muito calor ao corpo, que precisa de uma sudorese mais intensa para normalizar o quadro. A combinação desses fatores pode ser muito perigosa, favorecendo a desidratação e mal-estar. Evite o treino nesses dias.

    Hidrate-se com água de coco

    O suor não é composto apenas por água, dentro das gotículas também estão vários sais minerais, como o sódio, por exemplo. Por isso, apesar de ser um ótimo recurso, não fique apenas na água. Cerca de 100 ml de água de coco possuem 250 mg de potássio e 105 mg de sódio, além de vitamina C, magnésio, açúcares e cálcio. Isso faz da água de coco uma ótima opção para repor os fluidos perdidos durante a atividade física. No entanto, nenhuma bebida substitui a água, a ingestão deve ser conjunta para que corpo fique saudável.

    Isotônicos com moderação

    Já as bebidas isotônicas foram desenvolvidas especialmente para repor líquidos e sais minerais perdidos com a transpiração durante um exercício com carga intensa. No entanto, a bebida têm calorias e não deve substituir a água. O consumo inadequado de bebidas isotônicas é um erro grave, que pode levar ao agravamento de algumas doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Essas bebidas, como o nome já diz, são para quem pratica atividades físicas e precisam de uma reposição de sais e de energia imediata.


    Use roupas largas e claras

    Ao usar roupas largas você está permitindo um fenômeno chamado convecção. A convecção permite que o ar circule ao redor da superfície corporal, diminuindo a temperatura da pele. Ao vestir roupas justas, esse processo de perda de calor é dificultado, aumentando a sudorese. Roupas claras, por sua vez, retêm menos calor que as roupas escuras, o que impede o aquecimento corporal excessivo. Também vale apostar em roupas feitas com tecido tecnológico, que não absorvem o suor, mas facilitam a sua evaporação.

    Diminua intensidade e duração

    Nos dias de forte calor, vale a pena diminuir a intensidade e duração dos exercícios. Esse cuidado ajuda a evitar as cãibras e  a exaustão  já que, como a atividade será mais leve, a elevação da temperatura corporal será menor. Opte por uma atividade mais tranquila, como uma caminhada, yoga ou uma aula de hidroginástica. 

     Publicado em 25/06/14 e revisado em 21/12/21



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  • sábado, 18 de dezembro de 2021

    Dicas para um melhor rendimento físico no basquete

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  • Treinamento de basquete: as estratégias para chegar ao título

    O basquete é um jogo dinâmico, que jogado sem substituições, precisa de um grande esforço do praticante.

    Em termos de movimentação, o Basquetebol pode ser considerado bastante completo, por utilizar uma rica combinação das habilidades motoras naturais do repertório do ser humano, e que envolve uma variedade de movimentação associada à manipulação de bola, deslocamentos, saltos, corridas e a interação com outros atletas, qualificando-se como um desporto que exige um conjunto de aptidões físicas, perceptivas e cognitivas, em face à alta intensidade, ao padrão de precisão, implícitos nos esforços dos praticantes.

    Assim, o desporto se caracteriza por esforços alternados, períodos curtos de recuperação ativa, e até mesmo de recuperação passiva (a exemplo de quando o atleta é substituído e nas muitas paralisações da partida), onde tal alternância entre uma série de estímulos submáximos, com períodos de intervalo proporcionam possibilidades de recuperações, frente aos estímulos aplicados, sendo princípio básico do método de treinamento conhecido como - intervalado.

    Toda essa movimentação é realizada em uma área de jogo bastante ampla, cujas dimensões oficiais são de 28/15 metros, ou 420 m2, realizada por um período de tempo, também, relativamente longo - no mínimo 40 minutos intermitentes - que podem conduzir uma partida a mais uma hora de duração, facilmente.

    Por isso, é essencial ter um bom preparo físico. Complemente o treino de basquete com um treino aeróbico (corrida, esteira ou bicicleta na academia, entre outros) para ficar com bastante fôlego na hora do jogo ou do treino.

    O treinamento de musculação deve ser feito da seguinte forma: treinamento de força, para os membros superiores como bíceps, tríceps, peitorais e ombros. E treinamento para maximizar a resistência e a potência muscular dos membros inferiores, como glúteos, panturrilhas e músculos das coxas.

    Lembre-se de que o jogador de basquete precisa ter muita impulsão na hora do jogo, portanto a manutenção do peso é muito importante. Um atleta acima do peso ideal terá sua impulsão e seu rendimento bastante prejudicados durante o jogo. Por isso, mantenha uma dieta equilibrada e balanceada.

    Se você procura conteúdo para estudar Treinamento Físico ou Treinamento Desportivo, eu preciso te dizer que o site Quero Conteúdo tem ótimas indicações de Cursos dentro da Educação Física. Acessa lá!



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