segunda-feira, 25 de julho de 2022

A importância do descanso no Futebol

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  • Esse tema surgiu em uma discussão no Twitter. A pessoa que me perguntou, disse que não entendia porque jogador de futebol reclama que tem que jogar de três em três dias enquanto maratonista corria uma maratona nesse mesmo intervalo. Embora eu tenha pedido pra ele ler sobre sistema energético para poder entender o porque o descanso (e no caso do futebol preconiza-se 72 h) é tão primordial para a recuperação dos atletas de futebol. Se você quiser se aprofundar mais sobre o assunto, vai ter que ler sobre Ciclo de Krebs, ATP,  sistema anaeróbio alático, sistema anaeróbio lático, glicólise e a fosforilação oxidativa. Mas vamos a um resumo para se entender o porque a fadiga tem que ser evitada a todo custo para a boa performace do jogador de futebol profissional.

    ATP-CP ou Fosfagênio - Energia imediata

    Após a depleção do ATP o fornecimento de energia será atendido pelo sistema anaeróbico alático (sem acúmulo de ácido lático, inibidor da contração muscular), utilizando a CP (creatina fosfato) para a ressíntese do ATP. A CP é semelhante ao ATP por também possuir uma ligação de alta energia no grupo fosfato, representando a fonte de energia mais rápida a ser usada pela musculatura, por não depender de muitas reações químicas. A depleção dos estoques intramusculares de Fosfagênio ocorrerá após aproximadamente 10 segundos de exercício extenuante (> 100% do VO2 máx). Este sistema energético predomina em modalidades como 100 m rasos e piques no futebol.
    Cada quilograma de músculo esquelético contém de 3 a 8 mmol de ATP e quatro a cinco vezes mais de CP. (Mcardle, Katch F. e Katck V.)

    Glicólise Anaeróbia (Ácido Lático)- Energia a curto prazo

    A depleção do Fosfagênio fará com que se faça o uso do sistema anaeróbio lático (com acúmulo de ácido lático), para a ressíntese do ATP. A Glicólise Anaeróbia provoca a quebra incompleta do carboidrato em glicose, podendo ser usado desta forma imediatamente ou armazenado no músculo e no fígado como glicogênio, para uso subseqüente. Quanto maior for a quantidade de glicogênio estocado, maior será a capacidade de resistir a exercícios de alta intensidade. O acúmulo de ácido lático causará a fadiga muscular, sendo necessário a utilização de oxigênio para fazer a remoção do lactato sanguíneo e conseqüente redução da intensidade do exercício. O fornecimento de energia através da Glicólise anaeróbia cessará após cerca de 1,5 ou 2 minutos de esforço intenso (entre 85 a 100% do VO2 máx.). O sistema glicolítico predomina em modalidades como 400m rasos no atletismo e 100m na natação.

    Sistema Aeróbio - Energia a longo prazo

    Com o fim da utilização predominante do metabolismo glicolítico (anaeróbio) - que acontece pelo acúmulo de ácido lático e não apenas pela depleção de carboidratos (glicogênio) - só o sistema aeróbio (dependente de O²) será capaz de fornecer o ATP necessário para exercícios de longa duração, já que o ácido lático sanguíneo não alcança níveis muito altos em ritmo estável (steady-state).
    A partir dos 20 ou 30 minutos de exercício contínuo, o fornecimento de energia passa a ser feito também pelos ácidos graxos (gordura), começando então a queima de gordura propriamente dita. Essa demora é devida ao grande número de reações químicas que ocorrem durante o exercício aeróbio.

    O ATP-CP e a Glicólise anaeróbia também participam no exercício de longa duração, porém só no início do exercício, onde se contrai um débito de oxigênio, antes de se alcançar um novo steady-state. Ao se elevar a intensidade do exercício, os fosfatos de alta energia e a glicólise anaeróbica entram em ação novamente. Os sprints dos maratonistas de elite no fim das provas explicam a reutilização do sistema glicolítico.

    Em casos extremos de provas de resistência (dias de corrida), as proteínas podem exercer papel significativo na produção de energia, mas precisam primeiro ser transformadas em aminoácidos para serem absorvidas mais facilmente pelo organismo.

    O futebol não é uma atividade que mantenha o corpo do atleta o tempo todo num mesmo sistema energético o tempo todo, diferente de uma maratona, que o aqtleta mantém quase o mesmo ritmo durante o tempo todo. Os piques, as corridas mais longas ou as mais curtas, utiliza os diferentes sistemas energéticos. O atleta de futebol está sempre querendo ultrapassar os limites pré estabelecidos pelo corpo e faz com que os sistemas energéticos trabalhem sempre acima do limite.

    A fadiga está diretamente relacionada a um desajuste entre a velocidade em que o músculo utiliza a ATP e a velocidade com que ela pode ser suprida. Nem todo pique que um jogador de futebol dá, tem energia suficiente. Os mecanismos de fadiga muscular reduzem a velocidade de utilização de ATP mais rapidamente que a velocidade de geração de ATP para preservar a concentração de ATP e a homeostasia celular. Em si, a fadiga é simplesmente uma incapacidade de manutenção de produção de potência ou de força durante contrações musculares repetidas.O exercício de alta intensidade e de curta duração ou o exercício sub-máximo prolongado podem acarretar o declínio da produção de força muscular. Essa diminuição de produção de força muscular é conhecida como fadiga. Especificamente, a fadiga muscular é conhecida como redução da produção da força máxima do músculo e caracterizada pela capacidade reduzida de realizar um determinado trabalho muscular. A causa da fadiga muscular varia e depende do tipo de exercício realizado. Sabe-se ainda que a fadiga muscular será menor em indivíduos altamente treinados, devido a adaptação muscular, que favorece melhores rendimentos, mas também porque o processo de treinamento físico melhora as funções musculares. Desta maneira, ocorrerá uma diminuição na tendência do indivíduo em desenvolver a fadiga.

    É por isso que há toda uma preocupação com treinos regenerativos. Quanto melhor for feita essa regeneração, mais rápido o jogador de futebol estará pronto para a próxima partida. Se não for um trabalho bem feito, haverá uma tendência a ter lesões musculares, articulares e cansaço cada vez mais frequente.

    Esse artigo não tem a intenção de dar uma aula de fisiologia do exercício e sei que tem muitos "poréns", inclusive se for falar de desequilíbrios celulares que podem provocar e acelerar o processo de fadiga muscular.

    Para quem quiser se aprofundar no assunto, estude sobre a formação da fadiga muscular e como os sistemas energéticos podem atuar no desequilíbrio celular.

    Publicado em 05/11/12 e revisado em 26/04/2020

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  • terça-feira, 19 de julho de 2022

    Como desenvolver o Handebol através do lúdico?

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  • O esporte é uma forma dos jovens desenvolverem várias habilidades. Além das capacidades físicas, a prática esportiva torna possível que a criança aprenda a respeitar a diversidade ao seu redor e construa soluções coletivas, tanto no ambiente escolar quanto fora dele.




    Para ensinar qualquer esporte, ainda mais o HANDEBOL, as brincadeiras precisam ser incorporadas nas aulas. As crianças aprendem mais facilmente, motivadas e interessadas nas atividades.

    Os conteúdos específicos do handebol podem ser classificados em: progressões, fundamentos, táticas individuais ofensivas, táticas individuais defensivas, táticas coletivas ofensivas, táticas coletivas defensivas, os postos específicos ofensivos e os postos específicos defensivos.

    Através de brincadeiras e jogos adaptados podemos cumprir cada objetivo desses conteúdos.

    Exemplo de atividade para iniciar o desenvolvimento de fundamentos técnicos através de atividades lúdicas.
    Duração: 50 min
    Material: bolas, cones, corda grande, arcos
    Faixa Etária: 10 a 12 anos

    Aquecimento: gol ambulante: os alunos dispostos em duas equipes, sendo que cada equipe deverá eleger o seu goleiro que ficará andando ao redor da quadra (por cima das linhas do handebol ou outras) com um arco nas mãos (elevado). 

    As equipes deverão trocar passes e tentarão chegar até o seu arco para fazer um gol (jogando a bola através do arco). A outra equipe logicamente não deixará isto acontecer e vai tentar interceptar a bola e começar tudo de novo. Poderão ser colocadas duas bolas. (10 min)

    Parte principal: 

    1. Atividade com grupos de 5 alunos, onde 3 estarão passando a bola entre si enquanto dois serão os "bobinhos", ao tocar na bola , troca o aluno que errou o passe (passes parabólicos por cima dos defensores não serão válidos).
    2. Dois a dois com uma das mãos dadas, os alunos deverão driblar cada um a sua bola, e tentar fazer o colega perder a bola puxando-o ou empurrando-o.
    3. Dois a dois com duas bolas deverão atravessar a quadra passando uma das bolas com as mãos e outra no chão sendo passada com os pés.
    4. Os alunos divididos em dois grupos que ficarão dispostos atrás das linhas de nove metros (um em cada). Cada aluno deverá ter uma bola, e no centro ficará uma bola de medicine ball de 3 kg. Através de arremessos terão que acertar a medicine e fazer com que ela role atravessando uma determinada linha (a ser escolhida pelo professor).

    A outra equipe pode também impedir que a bola role através dos seus arremessos, e cada vez que alguma equipe conseguir fará um ponto.

    Parte final: Alunos sentados em posições diversas de alongamento e o professor fará um comentário sobre um aspecto do histórico do handebol. Por exemplo: Um dos motivos pelos quais o handebol surgiu foi o fato do prof. alemão Max Reiser criar uma atividade recreativa para as operárias da fábrica da Siemens na Alemanha. Refletir sobre a preocupação com o lazer dos operários já naquela época, coisa que no Brasil começou recentemente.

    Finalizando...

    Para crianças, as atividades esportivas devem ter um caráter recreativo e lúdico. Isso é fundamental para que elas se sintam mais atraídas pela prática da atividade física, acompanhando as ações propostas.

    Como consequência, a criança se diverte, desenvolve sua motricidade, passa a ter um melhor contato com as atividades recreativas e cria gosto pelo esporte.


    Domine o Handebol na Educação, potencialize o aprendizado dos alunos mesmo que você nunca tenha trabalhado com Handebol. Clique aqui para saber mais.



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  • segunda-feira, 18 de julho de 2022

    Dicas para o treinador de Voleibol melhorar sua comunicação

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  • Para aprimorar a comunicação,  os treinadores devem reconhecer que os atletas são uma das fontes mais importantes de aprendizagem e desenvolvimento da capacidade instrucional do treinador. São os atletas que fazem o treinador, propiciam a experiência e lhe dão a matéria para refletir e aperfeiçoar a sua prática.


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    A melhoria da capacidade instrucional o resultado de um esforço individual, de atualização de conhecimentos, de preparação cuidadosa, de monitoração e de reflexão sobre o treino e a competição, mas o treinador ficará sempre limitado se permanecer fechado em si próprio
    • transmita as razões pelas quais espera (ou não espera) certos comportamentos de seus atletas;
    • use um estilo de comunicação que seja mais adequado com sua personalidade e sua metodologia de ensino. Não tente copiar o estilo de comunicação de outro professor apenas porque ele se comunica bem;
    • aprenda a se tornar mais empático, colocando-se no lugar de seus atletas. Demonstre preocupação por eles e procure entendê-los;
    • comunique-se de forma positiva, o que inclui o uso de elogios, encorajamento, apoio e reforço positivo;
    • sempre retribua o cumprimento dos atletas;
    • seja consistente ao administrar disciplina;
    • seja sincero e coerente;
    • fale de maneira clara e objetiva: a) organizando suas idéias antes de falar com os atletas; b) explicando tudo detalhadamente, mas sem fazer monólogos longos e cansativos; e c) usando uma linguagem que os jogadores compreendam;
    • diga em alto e bom tom e repita suas recomendações;
    • escute atenta e ativamente os atletas;
    • lembre-se de não julgar um orador pela aparência ou reputação;
    • "escute com seus olhos", observando a linguagem do corpo;
    • demonstre respeito e consideração;
    • formule perguntas para estimular os atletas a expressarem suas idéias e sentimentos;
    • crie condições favoráveis para que o atleta sinta-se à vontade na sua presença e para que a comunicação flua livremente.

    A comunicação eficiente fortalece a parceria entre o treinador e seus comandados, de modo que fica mais fácil para todos executarem as tarefas e comportamentos esperados, uma vez que eles sabem exatamente quais são as orientações do seu técnico.

    Em suma, ser parceiro do seu time é saber compreender as diferentes experiências e necessidades entre os jogadores e a comissão técnica, desenvolvendo um trabalho que envolva todos na busca da satisfação coletiva em detrimento do crescimento individual.

    O ebook Trabalhe com Voleibol Educacional vai ensinar com conteúdos específicos para que o professor aprenda a dar aulas de Voleibol com segurança e eficácia. Clique aqui e saiba mais!




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  • Jogos e Brincadeiras Recreativas são essenciais para crianças

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  • A recreação dirigida foi vista como uma estratégia educativa essencial para promover, sutilmente, o controle social. Nesse processo, foi amplamente difundida a ideia de que a recreação poderia preencher, racionalmente, o tempo vago ou ocioso com atividades consideradas úteis e saudáveis do ponto de vista físico, higiênico, moral e social.

    Com isto, a recreação foi considerada essencial para a formação de valores, hábitos e atitudes a serem consolidados, moralmente válidos e educativamente úteis para o progresso das sociedades modernas. 

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    Muitos programas de recreação visavam preencher as horas vagas das crianças, jovens, adultos e idosos, colaborando com a constituição de corpos disciplinados, obedientes, aptos, produtivos e vigorosos. Nessa perspectiva a recreação, em muitas ocasiões, acaba sendo usada como estratégia para esquecer os problemas gerados pela lógica excludente que impera nas realidades latino-americanas.

    Jogos e brincadeiras recreativas são essenciais para a formação de todas as crianças. Expor o lúdico e ensinar por meio de alternativas divertidas e autênticas colaboram no desenvolvimento dos pequenos e contribuem para um crescimento intelectual e corporal sadio.

    São atividades lúdicas que cumprem a importante função de desenvolver diversas habilidades: motoras, sociais, emocionais, etc.

    O ato de jogar ou de brincar faz com que as pessoas que participam exercitem sua criatividade e a imaginação para a resolução das tarefas propostas.

    É através das brincadeiras que as crianças ampliam os conhecimentos sobre si, sobre o mundo e sobre tudo que está ao seu redor.

    O professor trabalha com muitos materiais acessórios. Esses materiais ajudam a desenvolver aspectos psicomotores muito importantes para o melhor aprendizado dos alunos.  Além do mais, trazem uma motivação e participação maior nas aulas.  Não seria ideal ter atividades demonstradas que introduzem materiais como bolas, bolinhas, bambolês em atividades práticas?

    Esse combo com 400 atividades de Recreação e Psicomotricidade para aplicação imediata em aulas de Educação Física ou Recreação em qualquer lugar. Clique aqui e saiba mais!




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