
Antes de prescrever exercícios para pessoas com Parkinson, o primeiro passo é compreender que o movimento passa por alterações profundas. A lentificação motora, a rigidez, os tremores e as dificuldades de iniciar ações não aparecem de forma igual para todos. Por isso, qualquer programa precisa partir de uma leitura precisa do estágio da doença, das limitações atuais e das capacidades preservadas. Essa análise inicial é o que garante segurança e impede sobrecarga.
A relação com o equilíbrio é outro ponto central. A doença afeta ajustes posturais, amplitude de base e a capacidade de reagir a pequenos desequilíbrios. Antes de propor exercícios complexos, o profissional precisa reconstruir estabilidade básica: mudanças de peso, apoios alternados, movimentos controlados e tarefas que reforcem consciência corporal. Esses fundamentos reduzem quedas e criam confiança para avançar.
A rigidez muscular exige uma abordagem específica. Não basta alongar ou “soltar” a musculatura; é necessário trabalhar mobilidade ativa, amplitude funcional e fluência do movimento. A rigidez não responde bem a estímulos rápidos ou desconexos. Trabalhar sequências rítmicas, movimentos encadeados e padrões respiratórios melhora qualidade e reduz travamentos durante a sessão.
Outro princípio essencial é o uso de pistas motoras e sensoriais. Pessoas com Parkinson respondem melhor quando recebem referências claras: ritmo, contagem, estímulos visuais ou auditivos. Esses recursos ajudam a iniciar o movimento, manter continuidade e aumentar precisão. Sem essa estrutura, muitos exercícios perdem eficácia porque o aluno não consegue manter fluência.
A fadiga precisa ser monitorada com atenção. A doença diminui reserva energética e aumenta a sensação de esforço. Sessões longas, densas ou com progressão rápida podem gerar quedas na qualidade técnica. A prescrição deve equilibrar intensidade e tempo, priorizando consistência ao longo da semana, não apenas em um único treino.
A segurança no ambiente também faz parte do processo. Superfícies escorregadias, obstáculos, objetos pequenos e movimentos que exigem mudanças bruscas são riscos evitáveis. Adaptar o espaço não limita o treino; pelo contrário, cria condições para que a pessoa execute movimentos funcionais com maior liberdade e menor ansiedade.
Por fim, o exercício deve respeitar propósito: melhorar autonomia, reduzir rigidez, aumentar estabilidade e preservar independência. Quando o profissional estrutura o programa com base nesses princípios, o movimento deixa de ser apenas tarefa física e se torna ferramenta de qualidade de vida.
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