quinta-feira, 30 de abril de 2009

O Que é treinamento desportivo?

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  • “É a forma fundamental de preparação, baseada em exercícios sistemáticos, representando um processo organizado pedagogicamente com o objetivo de direcionar a evolução do desportista” (Matveiev, 1983).

    Uma ação sistemática de treinamento implica na existência de um plano em que se define igualmente os objetivos parciais, os conteúdos e os métodos de treinamento, cuja realização deve desenvolver mediante controle dos mesmos (Dicionário de Ciências do Esporte, 1992).

    Bompa (1983), define o Treinamento como uma atividade desportiva sistemática de longa duração, graduada de forma progressiva a nível individual, cujo o objetivo é preparar as funções humanas, psicológicas e fisiológicas para poder superar as tarefas mais exigentes.

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  • O treinador de futsal

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  • A necessidade de estudos científicos na área do esporte de alto nível, passa no momento atual a assumir um papel de extrema importância na medida em que os envolvidos nesta prática necessitam cada vez mais de subsídios teóricos que embasem a metodologia do treinamento nos aspectos técnicos, táticos, físicos, psicológicos, entre outros tantos relativos a saúde.

    Observa-se que as grandes equipes se encontram numa igualdade em termos técnicos, táticos e físicos, sendo talvez a parte psicológica o diferencial nos grandes momentos decisivos.

    No âmbito do esporte de competição é possível identificarmos uma série de variáveis psicológicas que podem contribuir ou prejudicar as equipes. Uma delas é a liderança assumida pelo treinador com seus atletas, onde poderá ter uma influência positiva ou até mesmo negativa dificultando aos mesmos atingirem o máximo de suas capacidades.

    Os treinamentos são diários e sacrificantes, viagens, jogos, vitórias e derrotas, fazem parte do cotidiano destes atletas de alto- rendimento. Existem as cobranças da torcida, da mídia, da família, dos dirigentes e muitas vezes do próprio treinador, para que os mesmos atinjam os resultados positivos nos jogos. No meio esportivo, dizemos "temos que matar um leão a cada dia". Esta frase mostra o preparo individual e coletivo que devem se fazer presente na equipe.

    A liderança exercida pelo treinador poderá ser decisiva nas conquistas, pois este deverá ser o ponto de equilíbrio para todo o grupo. Muitas vezes afirmamos que a equipe é a cara do treinador. Uma das funções mais importantes na manutenção do equilíbrio e da dinâmica de um grupo está no papel de técnico.

    O estudo de Brandão e outros (2002), ao analisar o estado emocional de técnicos brasileiros, observou que  quando comparados aos seu atletas, os mesmos são mais tensos, raivosos e mais fatigados e têm mais disposição e energia.  Estes dados são compatíveis com a literatura, pois o técnico desportivo deve cumprir muitos papéis dentro de uma gama de atividades, sendo a profissão altamente estressante o que implica em ter, dentre outras coisas, uma força de vontade elevada e habilidade para exercer influência sobre os demais.

    As pesquisas nos indicam também que cada equipe necessita de um perfil de treinador. Um grupo jovem e outro mais experiente, o momento, entre outros aspectos, pode influenciar no estilo de treinador mais indicado.

    O propósito deste artigo é de contribuir com uma revisão literatura sobre aspectos que envolvem o treinador, sua liderança e a relação com o grupo de atletas.

    O Treinador
    É o especialista mais próximo dos atletas, exerce influência no comportamento dos mesmos, por vezes é técnico, educador, conselheiro, estrategista e líder;

    Ser treinador é uma função que constitui em si de um permanente desafio e que exige um empenho pessoalmente gratificante.

    Para alguns é a função mais ingrata do esporte, se a equipe perder, o treinador é geralmente o responsável. A respeito disto, Becker Júnior (2000), relata que um dos fatores importantes no ambiente esportivo é que cada torcedor, por menor que seja a sua escolaridade ou experiência na área, acredita que sabe tudo sobre a matéria e ainda da arte de treinar.

    Assim, cada torcedor opina, julga e critica abertamente o treinador de sua equipe, sempre que esta é derrotada. Não obstante ainda, como bem cita o ex-treinador da Seleção Brasileira Vieira (1987), na maioria dos casos para levar a cabo a sua tarefa, ele é o presidente do clube, diretor de esporte, roupeiro, pai, psicólogo, conselheiro social e líder.

    Nesta mesma visão Zilles (1999), em curso para professores, afirma que o treinador deve ser o grande líder e disciplinador da equipe, para poder comandar de forma correta os seus jogadores durante os treinos e jogos. Ele deve também ser didático, para saber planejar os seus treinamentos adaptados a idade de seus atletas e as qualidades por eles reveladas. 

    Martens e colegas (1995), afirmam que um treinador com êxito deve ter um conhecimento das ciências do esporte, motivação e empatía. Citam ainda, como aspectos importantes à facilidade de comunicação e os princípios de reforço positivo para com seus atletas.

    As funções do treinador, segundo o ponto de vista de Zilles (1999), seriam comandar os treinos (táticos, técnicos, dois toques, coletivo e recreativo), dar preleção antes do jogo, comentários após os jogos, se possível estudos sobre futuros adversários, uma supervisão junto aos seus atletas em relação à disciplina dentro da quadra de jogo, uma supervisão junto aos seus auxiliares (comissão técnica) e um acompanhamento superficial da vida de seus jogadores fora do seu ambiente de trabalho.

    Smoll (1988), relata alguns pontos que deve-se recordar e por em prática. São eles: os treinadores são professores; os treinadores têm como tal de utilizar um estilo positivo de intervenção no treino; este estilo baseia-se em elogios e encorajamentos no sentido de favorecer o comportamento desejado e de motivar os jogadores a realizá-lo; elogiar tanto o esforço par alcançar um objetivo, como o bom resultado em si; ao dar indicações técnicas para corrigir um erro, deve-se ao começar por realçar algo que tenha sido bem executado.

    Devido às suas características pessoais, experiências e formação profissional os treinadores segundo Carraveta (2002), apresentam diferentes manifestações de comportamento. Alguns são pontuais,  disciplinadores, autoritários ou exigentes; outros são organizados, valorizam os aspectos pedagógicos e metodológicos, respeitam as regras morais e éticas. Por outro lado existem outros extremamente liberais, são exclusivistas, intuitivos, são vaidosos, não aceitam opiniões, o vencer está acima dos preceitos éticos.

    Tutko (apud De Abreu, 1993) estabelece e avalia pelo menos cinco categorias gerais do treinador:

    Treinador autoritário

    Este tipo de treinador tem várias limitações, por exemplo: seu juízo nem sempre é acertado e seu código pessoal, algumas vezes, não vê outras soluções possíveis aos problemas individuais ou da equipe.

    Características:
    - crê firmemente na disciplina;
    - com freqüência, usa medidas punitivas para reforçar as regras;
    - é rígido com os programas ou planos;
    - pode ser cruel ou sádico;
    - não gosta de uma relação interpessoal íntima;
    - com freqüência, é religioso e moralista;
    - usa ameaças para motivar os atletas. 

    Treinador flexível

    As características desse tipo de treinador são opostas às do treinador autoritário. O flexível é agradável aos demais e está profundamente preocupado com o bem-estar de seus atletas. Inspira respeito, por razões extremamente diferentes das razões do treinador anterior. É popular e sociável.

    Características: geralmente, relaciona-se muito bem com as pessoas; usa meios positivos para motivar os atletas;  é muito complacente na planificação; com freqüência, é experimental.

    Treinador condutor
     Em muitos aspectos este tipo de treinador tem traços de treinador autoritário. É similar na ênfase à disciplina, na força de vontade e na sua agressividade. Diferencia-se do treinador autoritário, pois é menos punitivo e mais emocional. 

    Características:  está freqüentemente preocupado;  recebe os problemas de forma pessoal;  investe intermináveis horas no material didático;  sempre exige mais do atleta;  motiva os atletas com seu exemplo.

    Treinador pouco formalista
     É exatamente o oposto do treinador autoritário. Aparenta não sofrer nenhum tipo de pressão. Para ele, tudo não é mais do que um desporto interessante, o qual se tem prazer de ganhar.

    Características: não parece levar as coisas a sério; não gosta dos programas; não fica nervoso com facilidade; dá a impressão de que tudo está sob controle. 

    Treinador Formal ou Metódico
    Esse tipo de treinador aparece com mais regularidade na cena desportiva. Em geral sempre está interessado em aprender, raras vezes é egoísta e poucas vezes crê ter todas as respostas. Este treinador ultrapassa os demais em técnicas e habilidades para adquirir conhecimentos. Como o treinamento está se convertendo cada vez mais em uma ciência exata, usa todos os meios para acumular informações acerca de seus oponentes.

    Características: aproxima-se do esporte de forma calculada e bem organizada; é muito lógico em seu enfoque; é frio em suas relações pessoais; possui alto nível intelectual; é pragmático e perseverante.

    Outra classificação apresentada na literatura é a de Martens e colegas (1995), onde citam três estilos de treinador. O estilo autoritário, que toma todas as decisões, sendo a missão dos atletas cumprir as ordens do treinador.

    O estilo submisso, caracteriza-se por um treinador imprevisível, que hora se abstém e em outros momentos pode tomar decisões. E por fim, o estilo cooperativo, indicado como o estilo ideal pelos autores, onde os treinadores compartilham com os atletas as responsabilidades e a tomada das decisões.
    Dando continuidade a seguir será discorrido a relação do treinador com o jovem atleta.

     O Papel do Treinador na Participação do Jovem no Esporte

    O treinador esportivo de crianças desempenha um papel central e decisivo no desenvolvimento esportivo da criança. Esta função a ser desempenhada é das mais difíceis, mas também pode ser das mais gratificantes.

    O relacionamento entre o professor- aluno ou treinador- atleta é um dos pontos mais importantes do processo de formação do indivíduo. Os treinadores, dentro deste processo de relação, desempenham papel de pai, amigo, conselheiro e, para muitos, de ídolo e de exemplo de vida. Para tanto, o treinador deve ser um exemplo dentro e fora da quadra.  

    Tutko (apud De Abreu, 1993) sustenta que existe uma grande variedade de personalidades na profissão de treinador. Os sentimentos como desgosto, glória e êxito na relação do treinador com o atleta, produzem uma atmosfera na qual ele pode se converter num influente construtor do caráter ou num modelador da personalidade do praticante. 

    Os treinadores sabem que muitas conquistas e vitórias caem no esquecimento, o que prova que não é o triunfo que conta, e sim a forma como foi obtido (Almeida, 1998).

    A este respeito, podemos acrescentar as seguintes palavras. (Guilherme, A., 1975, p.5 )  "o treinador deve-se conduzir de tal modo que sirva aos praticantes de ontem como uma recordação  agradável de sua juventude; aos praticantes de hoje, como um exemplo de sacrifício, de dedicação e de dignidade, e aos praticantes de amanhã, como uma esperança a mais em seu futuro". 

    Cabe destacar as afirmações de Counsilman (1984), onde sustenta que, no período crucial de incrementar o estímulo competitivo, o jovem precisa de um mestre compreensivo que demonstre algo mais do que capacidade de organização e conhecimentos de mecânica dos movimentos - por mais essenciais que sejam tais fatores, para um técnico eficiente. Um técnico de grupos jovens, na concepção do autor, deve ser selecionado, não por ser ambicioso ou conseguir bons resultados, mas principalmente por saber compreender os jovens e conduzi-los.

    Para Hahn (1988), o treinador é o elo da união entre a criança e o esporte. O autor deixa claro que a responsabilidade pedagógica do treinador é mais importante que seu papel na direção do treinamento tecnomotriz, ao basear-se no princípio de que as falhas elementares nunca se superam totalmente durante os primeiros processos de treinamento.

    O mesmo autor adverte que os treinadores necessitam uma teoria de treinamento com crianças, e que, se por um lado, buscam a evolução objetivada do rendimento, por outro, devem levar em conta as necessidades e os interesses da criança.

    De acordo com a sua personalidade, o técnico pode agir e ser visto diante da sociedade de várias maneiras. Hendry (apud Cratty, 1983) em suas pesquisas, segundo depoimentos de atletas e demais técnicos, encontrou que o técnico ideal seria aquele indivíduo estável, sociável, criativo, inteligente, que assume riscos calculados, confiante e seguro. Aquele que poderia tranqüilamente manter o controle em situações tensas e adversas, presentes no esporte.

    A interação entre técnicos e atletas vai depender principalmente das necessidades e personalidades dos envolvidos; o que pode influenciar a performance do atleta, tanto positivamente como negativamente, quando não existir correspondência com as necessidades requeridas ou sobrarem estímulos inadequados (Machado, 1997).  

    Outro ponto extremamente importante que o treinador de jovens deve estar atento, é a relação que o mesmo deverá ter com os pais. Muitas vezes na angustia de satisfazer seus próprios desejos de infância ou ao projetar em seu filho um futuro promissor no esporte, os pais exercem uma pressão muito grande na criança e até mesmo por vezes acabam atrapalham toda metodologia do professo/treinador (VOSER, 1999). Para tanto, se faz necessário que realizemos eventuais reuniões com os pais para apresentar a proposta metodológica do trabalho a ser desenvolvido, bem como a importância deles dentro deste processo.

    O Treinador e o seu Trabalho em Equipe

    Como o treinador poderá obter desempenhos elevados e evitar o estresse no relacionamento com o grupo?

    O treinador é o líder, e para tanto deverá ser o condutor e articulador das relações entre os atletas de sua equipe. Ser líder é saber lidar com as diferenças no grupo e não tornar todos iguais. (FRANCO, 2000) Barrow (1997), citado por Gould e Weinberg (2001), afirma que a liderança poderia ser considerada de forma genérica como sendo o processo comportamental de influenciar indivíduos e grupos na direção de metas estabelecidas.

    Trabalhar em equipe aumenta a auto-estima das pessoas envolvidas, pois a discussão e a decisão relativas a problemas importantes invocam poderosas forças individuais de auto-expressão e de autodeterminação. O significado das decisões tomadas pela equipe, para seus participantes, é um dos fatores decisivos nas questões relacionadas à satisfação no trabalho e ao aumento da produtividade da equipe.

    Conforme  Jackson e Hugh Delehanty (1997), no livro Cestas Sagradas ao relatar sua vivência no basquete, coloca que a luta que todo treinador enfrenta é fazer que os membros da equipe, que em geral buscam glória individual, entreguem-se inteiramente ao esforço grupal.

    Gould e Weinberg (2001) afirmam que os técnicos que são bons  lideres, fornecem não apenas uma visão daquilo pelo que se luta, mas também a estrutura, a motivação e o apoio do dia-a-dia para transformar a visão em realidade.

    A prática tem nos mostrado que a maioria das equipes vencedoras se caracterizam pela força do grupo, pela união e superação. Muito grupos, inclusive, crescem no momento das dificuldades e adversidades.

    Por outro lado, trabalhar em equipe é também algo complicado, pois compor um grupo significa colocar em cena, para atuação produtiva conjunta, diferentes personalidades, histórias de vida, experiências, competências, visões de mundo e graus de conhecimento.

    Neste sentido, Gould e Weiberg (2001), relatam que as pesquisas revelaram que vários fatores pessoais e circunstanciais afetam o comportamento do líder no esporte e na atividade física. Esses antecedentes incluem particularidades como idade, maturidade, sexo, nacionalidade e tipo de esporte.

    As conseqüências do comportamento podem ser vistas em termos da satisfação, do desempenho, e da coesão do grupo. Por exemplo, a satisfação dos atletas é alta quando há um bom casamento entre seu estilo de treinamento preferido e o estilo do treinamento real do técnico.

    Para avaliar e medir os comportamentos de liderança, incluindo as preferências dos atletas por comportamentos específicos, as percepções dos atletas dos comportamentos dos seus técnicos e as percepções dos técnicos de seu próprio comportamento, Chelledurai e Saleh (1980) criaram um instrumento chamado Leadership Scale for Sports – LLS

    Segundo sua escala pode-se verificar:
    1. Conduta Educativa: Conduta do treinador dirigida a melhorar a execução dos desportistas por meio da insistência e facilitação do treinamento exigente e duro, instruindo-lhes nas técnicas e táticas do esporte, clareando as relações entre os componentes da equipe, estruturando e combinando as relações dos mesmos.
    2. Conduta Democrática: Conduta do treinador que concede grande participação dos desportistas nas decisões concernentes às metas do grupo, os métodos práticos, as práticas e as estratégias de jogo.
    3. Conduta Autocrática: Conduta do treinador que inclui independência nas tomadas de decisões e enfatiza a autoridade pessoal.
    4. Conduta de Apoio Social: Conduta do treinador caracterizada por uma preocupação individual pelos desportistas, pelo seu bem estar, por um ambiente positivo para o grupo e pelas relações afetuosas com os componentes do mesmo.
    5. Conduta de Feedback Positivo: Conduta do treinador que inclui a aplicação de reforços a um desportista como um reconhecimento e recompensa por uma boa atuação.

    Como foi possível observar na literatura é de extrema importância a liderança do treinador no comando de sua equipe de trabalho, de modo a contribuir decisivamente para que as suas ações sejam harmônicas, e facilitadoras a conquista dos resultados no dia-a-dia no meio esportivo.



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  • quarta-feira, 29 de abril de 2009

    Força e resistência em alunos de 10/12 anos no futsal

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  • Este projeto terá a intenção de tratar do esporte, especificamente o futsal, como uma estratégia, para aperfeiçoar capacidades físicas, mais especificamente a força e a resistência.

    Segundo Almeida e Roggato (2007), em qualquer modalidade esportiva a preparação física de um atleta se torna indispensável para o alcance do desempenho dos resultados satisfatórios nas competições.

    Para Machado e Gomes (1999) O futsal vem ao passar dos anos aumentando sua popularidade no Brasil, assim como o futebol, isso se deve muito á sua pratica na escola, devido ao espaço reduzido existente para pratica da Educação Física e o número de alunos que preferem o futsal nas aulas Educação Física.

    A popularidade do futsal há algum tempo atrás era restringida apenas a população masculina, e agora, a população feminina que conhece e pratica esse esporte aumentou bruscamente, tanto que já existem campeonatos e torneios estaduais e brasileiros em nosso país para o feminino.

    Leia mais em http://www.webartigos.com/articles/12592/1/futsal-forca-e-resistencia-em-alunos-de-10-a-12-anos-praticantes-de-futsal/pagina1.html

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  • terça-feira, 28 de abril de 2009

    Dorsalgia de levantador de pesos

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  • http://manager.saudebancaria.org.br/files/260416.jpg

    A dorsalgia de levantador de pesos (entorse lombar) é uma lesão dos tendões e músculos da parte inferior das costas, que causa espasmos musculares e inflamação.
    Qualquer esforço importante pode lacerar os músculos e tendões da parte inferior das costas (a região lombar). Este tipo de lesão é frequente nos desportos que implicam empurrar ou puxar grandes pesos, como levantar um peso do chão ou agarrar ou empurrar um jogador adversário no futebol americano. Este tipo de lesão também se observa nos desportos que exigem torções repentinas das costas: dar a volta para driblar depois de capturar um ressalto no basquetebol ou manipular um taco de basebol ou um taco de golfe.
    Os factores de risco que favorecem uma lesão da zona lombar incluem uma curvatura exagerada da parte inferior da coluna vertebral, a pélvis (osso da bacia) deslocada para a frente, os músculos das costas demasiado rígidos ou fracos, os músculos abdominais débeis e os músculos do tendão do escavado poplíteo pouco flexíveis. As costas também são propensas a lesões quando a coluna vertebral está enfraquecida pela artrose, as vértebras mal alinhadas, os discos com hérnias ou roturas, ou um tumor ósseo.
    Uma lesão da zona lombar costuma causar uma dor repentina nas costas durante uma torção, um empurrão ou um estiramento. De início, a dor não é suficientemente forte para interromper os exercícios; contudo, o músculo ou o tendão lacerado continua a perder sangue e incha. Duas ou três horas mais tarde, produzem-se espasmos que causam uma dor intensa. A pessoa costuma preferir permanecer imóvel, com frequência acocorada em posição fetal, dado que os espasmos musculares podem agravar-se por qualquer movimento das costas. A zona inferior das costas pode doer ao tacto e piora quando a pessoa se inclina para a frente.
    Logo que seja possível, depois da lesão, a pessoa deve permanecer em repouso absoluto, aplicando gelo e compressas sobre a inflamação. Os exercícios para fortalecer os músculos abdominais que ajudam a estabilizar as costas, e aqueles para distender e fortalecer os músculos das costas, são benéficos depois de ter começado a cura. Uma máquina de remo é excelente para o fortalecimento das costas, se não provocar dor.
    Uma curvatura exagerada da parte inferior da coluna vertebral (que tende a aumentar a tensão sobre os músculos que a sustentam) é determinada, em grande parte, pela inclinação da pélvis. Portanto, a curvatura exagerada pode ser atenuada com uma variedade de exercícios que inclinam a parte superior da pélvis para trás, ou seja, para uma posição mais normal. Esses exercícios consistem no fortalecimento dos músculos abdominais (para os encurtar) e o estiramento dos músculos da coxa (para os alongar). Usar uma faixa para levantar pesos pode ajudar a prevenir as lesões das costas.

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  • segunda-feira, 27 de abril de 2009

    Livro: Educação Física e Desportos

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  • Descrição: Com este livro covê compreenderá de que maneira a prática de atividades físicas melhora a nossa qualidade de vida, em todos os sentidos: físico, intelectual e psicológico.
    Além disso, você irá desenvolver técnicas de aprimoramento do movimento, o que lhe possibilitará um melhor aproveitamento da ginástica e dos jogos e desportos - atletismo, handebol, voleibol, basquetebol, futebol, futsal e ginástica olímpica.
    Editora: Saraiva
    Autor: HUDSON VENTURA TEIXEIRA
    ISBN: 8502014307
    Origem: Nacional
    Ano: 1999
    Edição: 4
    Número de páginas: 286
    Acabamento: Brochura
    Formato: Médio
    Complemento: Nenhuma

    Saiba mais
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  • domingo, 26 de abril de 2009

    História do Atletismo

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  • Resultado de imagem para atletismo escola

    A história do atletismo pode ser dividida em três períodos: o primeiro, de suas origens, nas civilizações primitivas, à extinção dos antigos jogos olímpicos, pelo imperador romano Teodósio, no ano de 393 d.C.; o segundo, da Idade Média, a época de atividade descontínua ou mesmo de decadência para as competições de pista e campo, ao século passado, quando educadores vitorianos introduziram os esportes nas escolas inglesas, definindo-os, codificando-os e mais tarde difundindo-os pela Europa; e o terceiro, do renascimento dos jogos olímpicos, em 1896, com o barão francês Pierre de Coubertin, ao atletismo dos dias atuais.

    O mais antigo registro de competições de atletismo data de 776 a.C., mas é certo que os esportes organizados, incluindo provas de pista e campo foram praticados muitos séculos antes. Já nas primitivas civilizações, o homem cultivava o gosto de competir, medindo sua força e rapidez e habilidade. Os exercícios destinados a aprimorar ou a manter a saúde do corpo decorriam da própria luta pela sobrevivência; obrigado a enfrentar, de início, inúmeros obstáculos naturais e, mais tarde, o seu semelhante, o homem apurou seus instintos de correr, saltar e lançar. Com as guerras criaram-se os exércitos. O uso de paus e pedras, como armas, deu lugar ao de lançar, dardos e espadas.

    Em 2500 a.C., os egípcios já se ocupavam de provas de luta livre e combates com paus. Dez séculos depois, os cretenses dedicavam-se à dança, ao pugilato e à corrida a pé, como forma de recreação. Vários achados arqueológicos confirmam que os antigos habitantes da China, Índia e Mesopotâmia também conheciam pela mesma época, as corridas e os lançamentos de peso.

    O berço do esporte organizado situa-se, porém, na Grécia. Segundo Filóstrato, em 1225 a.C. foi disputado o primeiro pentatlo, série de cinco provas (corrida, salto em distância, luta e lançamento de disco e dardo), por um mesmo atleta. No canto XXIII da Ilíada, Homero narra os funerais de Pátroclo, junto aos muros de Tróia, e as provas atléticas que Aquiles fez celebrar em honra do morto. Entre essas provas, estavam a corrida ("... o filho de Oileu [i.é, Ájax] tomou a dianteira, sobre seus passos lançou-se o divino Ulisses..."), o lançamento de um bloco de ferro maciço e o lançamento do dardo. Para honrar os deuses ou homenagear os visitantes, os gregos costumavam organizar programas esportivos, perto de Olímpia, tradição que foi mantida pelo menos até a segunda metade do século X a.C.

    Coube a Ífito, rei da Élida, por sugestão da Pítia, sacerdotisa que interpretava os oráculos de Delfos, reviver a tradição, em 884 a.C., certo de que, com isso, os deuses interviriam em seu favor e poriam fim à peste que assolava o Peloponeso. Mas os jogos olímpicos, recriados por Ífito, só começaram a ser contados de 776 a.C. em diante, quando os nomes dos campeões passaram a ser inscritos nos registros públicos. O primeiro foi Corebo (grego Kóroibos, latim Coroebus), da Élida, vencedor da única prova do programa; a corrida do estádio (grego stádion, latim stadium).

    O estádio tinha a forma de letra U, com 211 por 23m. A corrida, ou dromo (grego drómos, latim drõmos), era disputada num percurso de 192,27 m, distância que os gregos diziam eqüivaler a 600 pés de Hércules, herói mitológico cujas façanhas, segundo a lenda, estariam ligadas à própria origem dos jogos.

    100 atividades de Atletismo para a Escola

    A corrida do estádio em 724 a.C., passou a ser disputada em duas voltas completas pela pista, denominando-se diaulo (grego díaulos, latim diaulos). Quatro anos depois, realizou-se a primeira carreira de fundo, ou dólico (grego dólikhos), que consistia em 12 voltas completas pela pista, ou pouco menos de 4.700m. O programa olímpico, depois disso, só foi alterado em 708 a.C., quando, além das corridas a pé e de carros, se efetuou o pentatlo com as mesmas cinco provas descritas por Filóstrato. Seu primeiro vencedor chamava-se Lâmpis (grego Lámpis, latim Lampis) e nascera na Lacônia.

    Graças aos registros públicos - e às narrativas homéricas, pós-homéricas e de outros poetas e prosadores, conhecem-se hoje alguns dos princípios que regiam as provas daquele tempo. Nas corridas, os atletas dispunham-se à boca de um túnel, localizado a oeste do bosque sagrado, numa linha de saída denominada áfese (grego áphesis). Um toque de trompa ou trombeta, em forma de cone (grego sálpiks, latim sapinx), precisava o instante da partida, que também podia se anunciada pelo juiz, a viva voz.

    Nos saltos, era permitido ao atleta impulsionar o corpo, desde que seus pés não ultrapassem uma linha-limite riscada no solo. O vencedor era o que atingisse a maior distância, na soma de três saltos. O disco (grego dískos, latim discus), antes de pedra, passou a ser de bronze, ao tempo de Ífito. Era mais grosso ao centro, fino nos bordos, media de 20 a 36cm e pesava 5kg. O discóbolo (grego diskóbolos, latim discõbulus) situava-se num trampolim ou barreira de terra batida, e ali reproduzia o gesto imortalizado por Mílon ou Milão de Crotona, atleta cujo lançamento de disco é, até hoje, um dos símbolos dos jogos olímpicos.

    O dardo (grego ksystón), aproximadamente com 1,80m de comprimento, tinha uma extremidade de ferro pontiaguda que possibilitava ao atleta, com o lançamento, fincá-lo no solo. Sua propulsão fazia-se com o auxílio de uma correia de 40cm, enrolada um pouco atrás do centro de gravidade do dardo. Essa correia, acionada com força no momento do arremesso, impunha um movimento rotativo ao dardo, levando-o a grandes distâncias.

    O programa dos jogos olímpicos manteve-se praticamente o mesmo por toda a Antigüidade. No século VII a.C., em Esparta, houve modificações, para que as mulheres também pudessem competir. Coube a Licurgo a decisão de que "...as mulheres, como os homens, devem medir entre si a força e rapidez, pois a missão das mulheres livres é engendrar filhos vigorosos". Nos jogos realizados em Delos, elas participavam de corridas a pé, por categorias segundo a idade, cumprindo um percurso equivalente a 160m.

    Os romanos, assimilarem a cultura grega, já no século I d.C., prosseguiram com a tradição dos jogos olímpicos, embora com espírito mais recreativo do que competitivo, até que, em 393, o imperador Teodósio - responsável pela matança de dez mil gregos em Tessalonica - se converteu ao cristianismo, após curar-se de grave enfermidade: para ganhar o perdão de Ambrósio, bispo de Milão, concordou em suprimir todas as festividades pagãs, inclusive os jogos olímpicos.

    100 atividades de Atletismo para a Escola

    Da Idade Média aos vitorianos

    O atletismo dos romanos já apresentou uma fase de decadência em relação as dos gregos, não só por menos competitivo e sem fim educativo, mas também porque o atleta, em geral escravo ou prisioneiro de guerra, estava muito longe de gozar do prestígio social dos antigos competidores gregos. Como o gladiador, ele era treinado para divertir, no circo ou no anfiteatro. Os jovens romanos de boa posição preferiam as carreiras de bigas e quadrigas, ou mesmo os banhos nas termas, às corridas, saltos e lançamentos que os gregos quase cultuavam.

    Os séculos que separam Teodósio do ano de 1154 - quando se vai encontrar o primeiro registro de provas de atletismo na Idade Média - foram total abandono das competições de pista e campo. A não ser pelos jogos de alguns povos da América pré-colombiana e uma ou outra atividade isolada em poucos países do Oriente, quase sempre ligada às corridas a pé, não houve atletismo organizado nesse período e mesmo depois.

    As provas que realizam em Londres e outras cidades inglesas, em 1154, não passaram de um recomeço discreto. Eram corridas e saltos em distância e altura, lançamentos de peso e outros jogos de campo, praticados sem regras fixas. A Europa medieval, então, interessava-se mais pela cavalaria, pelos exercícios militares que aperfeiçoavam o manejo de espadas, lanças, arco e flecha, mais úteis numa época de guerras quase permanentes. Alguns reis, como Eduardo III, chegaram a proibir a prática de qualquer esporte que não tivesse associado ao treinamento dos soldados, incuindo o atletismo. Embora outros soberanos se tenham mostrados mais tolerantes, como Henrique VIII, que participou de vários torneios de lançamento do martelo, o atletismo não era considerado esporte nobre. Essa condição (à qual se adiciona o ascetismo cristão da Idade Média, segundo o qual os cuidados com o corpo deveriam dar lugar à purificação da alma) explica seu esquecimento até o século XIX.

    Coube exatamente aos ingleses reviver, de forma definitiva, as competições clássicas de pista e campo. Os povos das ilhas Britânicas sempre apreciaram os esportes. Mesmo durante a proibição reais, eles os esportes reais, eles os praticavam, ou clandestinamente ou pelos favores de autoridades benevolentes. O gosto pela recreação ao ar livre levou-os a criar ou a adaptar uma variedade de jogos, muitos dos quais têm popularidade em todo o mundo, nos dias de hoje. No início do século passado, com reforma que os educadores vitorianos introduziram nas escolas públicas, foram aproveitados os princípios defendidos por Thomas Arnold, na Rugby School.

    Thomas Arnold, educador inlgês nasceu em East Cowes, ilha de Wight, a 13 de junho de 1975, e morreu em Rugby a 12 de junho de 1842. Educado em Winchester e Oxford, apresentou-se como candidato a chefe da escola de Rugby em 1827, a disposto a transformar o sistema educacional público não apenas naquela instituição, mas em toda a Grã-Bretanha. Lembrado principalmente por seus sermões na capela escolar, Arnold teve o mérito de conseguir mais do que até então o sistema de prefeitos nas escolas públicas produzida. Após sua morte, a maioria das escolas secundárias inglesas tomaram a Rugby como modelo. Admirador da civilização grega, Arnold reviveu o princípio de uma união fértil entre o esforço físico e o mental.

    De acordo com Arnold, o esporte sistematizado era de grande importância na ducação do jovem, disciplinando-o aprimorando-lhe as qualidades morais, e sobretudo, levando a descarregar nos campos de jogo um potencial de energia que, de outra forma poderia ser utilizado em práticas condenáveis. Entre essas práticas, os educadores ingleses incluíram idéias reformistas dos jovens da classe média, em oposição ao tradicionalismo vitoriano. Em 1825, corridas a pé eram disputadas regularmente em Uxbridge. Em 1838 os alunos de Eton praticavam as primeiras provas com barreiras, numa distância de 110 jardas. Seis anos depois , a primeira corrida de fundo, também com barreiras, chamada steeplechase (do inglês literalmente "busca ou caça da torre", meta que devia ser atingida vencendo quaisquer obstáculos; o vocábulo documenta-se em inglês já em 1805), ampliava o programa de provas atléticas. Na metade do século, com a adesão de escolas como Winchester, Charterhouse, Shrewsbury, Westminster e Harrow, o atletismo estava oficializado na Inglaterra, de onde passou para a Escócia; Irlanda e país de Gales, chegando finalmente a outros pontos da Europa. Os alemães e os escandinavos, que já se dedicavam à ginástica e outras formas de educação física, foram os primeiros a adotar o atletismo inglês.

    As provas regulamentadas pelos educadores vitorianos - e que serviram de ponto de partida para o moderno programa de competições atléticas - compreendiam as quatro modalidades clássicas dos gregos (corrida, salto em distância, lançamentos de dardo e disco) e muitas variantes por eles criadas ou adaptadas. As corridas eram disputadas em várias distâncias, a menor de 110 jardas; a maior de 3 a 4 milhas. Além de salto em distância, havia o de altura, o triplo (que se inspirava nos três saltos isolados dos gragos) e o com vara, cuja origem se situa nos antigos métodos ingleses de pular sobre valas, riachos e canais, com o auxílio de varas.

    Aos lançamentos de dardo e disco, acrescentaram-se os de peso e martelo, este de origem celta e muito popular, havia séculos na Escócia e na Irlanda. Havia ainda, uma forma rudimentar de revezamento (corridas entre equipes, com passagem de bastão de um corredor para outro) e provas combinadas nos moldes de pentatlo.



    De Coubertin até hoje...

    Em 1892, numa sessão solene realizada na Sorbonne, em Paris, Pierre de Fredi, barão de Coubertin, apresentou um projeto para que fossem recriados os jogos olímpicos extintos por Teodósio. Seu objetivo era um movimento internacional, o olimpismo, que visava a promover o estreitamento de ralações entre os povos através do esporte. A proposição tinha também, fins pedagógicos: "... Formar o caráter dos jovens pela prática esportiva, despertando-lhes o senso de disciplina, o domínio de si mesmo, o espírito de equipe e a disposição de competir".

    Mas a idéia só se concretizou em 1894, a partir de um congresso realizado também na Sorbonne, dessa vez com a participação de representantes de 14 países. Foi criado o Comitê Olímpico Internacional, com sede em Lausanne, Suíça, e estabeleceram-se as normas para a realização dos primeiros jogos em 1896, na Grécia.

    O primeiro programa olímpico de atletismo compreendia corridas de 100, 400, 800 e 1.500m, e mais a de 110m com barreiras, saltos em distância, altura, triplo e com vara, lançamentos de peso e disco. Uma prova especial a maratona, foi organizada para os corredores de fundo, por sugestões do linguista e helenista francês Michel Bréal. Pretendia-se com ela, recordar a façanha de Fidípdes (gr. Pheidippídes), soldado atenciense que correu da cidade de Maratona, perto de Ática, até Atenas, para anunciar aos gregos a vitória de Milcíades sobre os persas em 490 a.C. A maratona olímpica - que acabou convertendo-se numa das provas clássicas dos jogos olímpicos modernos - foi corrida num percurso de 42Km, aproximadamente a mesma distância cumprida por Fidípedes. Seu primerio vencedor foi o grego Louís Spýros, modesto fabricante que vivia em Marusi.

    O programa original do atletismo olímpico, aberto apenas a competidores do sexo masculino, foi sendo sucessivamente modificado. Em 1900, introduziram-se as provas de 400m com barreiras, de 2.500m de steeplechase e de lançamento do martelo. Das modalidades clássicas, as últimas a figurarem nos modernos jogos olímpicos foram o lançamento do dardo, só disputado oficialmente em 1908, e pentatlo, em 1912. Neste ano realizaram-se também, o primeiro decatlo (dez provas por um mesmo atleta) e os revezamentos de 4x100 e 4x400 metros.

    As mulheres só começaram a participar regularmente dos jogos olímpicos em 1928, cumprindo um programa de 100, 800 e 4x100 metros, o salto em altura e o lançamento do disco. Até 1948, outros acréscimos e supressões foram feitos tanto no programa masculino como no feminino. De 1948, quando o número de provas para mulheres aumentou consideravelmente, a 1956, ano em que disputou a primeira marcha de 20km (a de 50km já fora introduzida em 1932) o programa oficial sofreu suas últimas alterações.

    100 atividades de Atletismo para a Escola

    Os jogos olímpicos ajudaram a popularizar o atletismo, universalizando-o cada vez mais. No século passado, já existiam alguns órgãos dedicados à regulamentação e promoção de torneios atléticos, entre os quais o London Athletic Club e o Amateur Athletic Club, ambos na Inglaterra, a Association of Amateur Athletes of América e o New York Athletic Club, estes nos E.U.A., além de clubes, associações e escolas de educação física na Alemanha, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Noruega e França. O intercâmbio entre esses países fez-se gradativamente. Os ingleses sistematizaram o atletismo e defundiram-no pela Europa e E.U.A.

    Os mesmos ingleses, os alemães e os norte americanos introduziram-no em toda a América Latina. Mas foram os jogos olímpicos no século XX, que transformaram as provas de pista e campo num esporte universal, base de todos os outros.

    Retirado de ColanaWeb.com

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  • sábado, 25 de abril de 2009

    Pliometria no esporte

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    Pliometria, o nome realmente não é animador, mas trata-se de um dos treinamentos mais eficazes para trabalhar os músculos e ganhar agilidade.

    Existem vários conceitos de como exercitar o corpo. Algumas técnicas utilizam diversas repetições do mesmo exercício, mas com pouco esforço. A pliometria não. O conceito básico orienta: mais força com mais velocidade.

    Atletas de ponta usam e abusam da pliometria. Mas pessoas comuns também podem adotar esse treinamento, com uma condição: desde que tenham um bom condicionamento físico.

    " Atenção! Uma pessoa sedentária ou que não está habituada com a prática de atividade física deve primeiro aprender a absorver o impacto para depois usar os movimentos pliométricos. O sedentário, por ter uma inibição dos fatores neuronais (estimulo do sistema nervoso central) não consegue contrair os músculos rapidamente".

    Élson Miranda de Souza

    Também não imagine grandes malabarismos para os exercícios pliométricos. Atos simples, como subir e descer uma escada correndo, sem interrupções, já é pliometria. " Descer e subir escadas é uma atitude dinâmica, assim como carregar o seu filho no colo. Em muitas situações comuns se encaixa a pliometria", explica o professor de educação física e técnico da seleção brasileira de atletismo e coordenador do Centro de Medicina Esportiva do Sírio Libanês, Élson Miranda de Souza.

    A principal característica é fazer com que o músculo alcance a força máxima no período de tempo mais curto possível. Como o arranque durante uma corrida. Você alonga os músculos na hora em que estica as pernas para correr e depois encurta quando acontece o impacto com o solo. Não entendeu? Imagine então o simples ato de saltar. Estimulando os músculos por meio de alongamento precedido de encurtamento. E para praticar pliometria nem precisa usar muito peso. É possível trabalhar tendo o seu próprio corpo como sobrecarga.


    COMO SURGIU A PLIOMETRIA

    A pliometria surgiu na Rússia, há aproximadamente 10 anos, quando um atleta tentou apanhar uma bola que estava em cima de um armário. Ele descobriu que pulando de um banco e logo dando impulso com seu corpo (como uma mola) pegaria o objeto com mais facilidade.

    "No começo, usava-se a altura para descobrir o nível de cada pessoa", afirma Souza. "Nos experimentos iniciais alguns atletas saltavam mais de 2m de altura, o que provocava lesões". A partir daí, chegou-se à conclusão que esse trabalho com plataforma é eficiente até uma altura entre 50 a 70cm.


    VANTAGENS DA PLIOMETRIA

    São as seguintes vantagens do treinamento pliométrico:

    - Produção de movimentos explosivos mais facilmente, como por exemplo, arrancar.

    - Capacitação do músculo para conseguir uma força máxima em um período de tempo mais curto possível: mais agilidade e força.

    - Produção de trocas musculares e neuronais que facilitam o rendimento de gestos de movimentos mais rápidos e potentes.

    - Melhora da eficiência mecânica dos músculos utilizados.


    - Aumento da tolerância a cargas de alongamento mais elevadas.



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  • sexta-feira, 24 de abril de 2009

    Alongamento em Esportes

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  • O alongamento, antes e depois de qualquer prática deportiva, é fundamental para um bom rendimento e para ausência de lesões.

    Ter variedade de exercicíos que trabalhem a musculatura deve fazer parte tanto da vida do praticante quanto do orientador da prática física.

    Pensando nisso, a Dvds Sports tem um kit, com 3 dvds importados, sobre alongamento desportivo e suas variações nas atividades.

    Clique aqui e saiba maiores informações.

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  • quarta-feira, 22 de abril de 2009

    Qualidade Física: Agilidade e Velocidade

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  • AGILIDADE E VELOCIDADE

    - AGILIDADE

    Segundo (GOMES TUBINO,1977) agilidade é definida como “a capacidade que se tem para mover o corpo no espaço o mais rápido possível. Muitos estudiosos consideram a agilidade como sinônimo de velocidade de troca de direção , mas na nossa opinião, velocidade de troca de direção não chega a ser uma valência física e sim um sinônimo de agilidade. Quando trabalhamos agilidade desenvolvemos o domínio do corpo e a confiança em si . Para um perfeito desenvolvimento da agilidade devemos apresentar um progressivo grau de dificuldade nos exercícios , sendo que com esta programação podemos sentir que os atletas alcançarão níveis ótimos de execução.”



    - VELOCIDADE

    Segundo (GOMES TUBINO,1977) ele considera que a mais completa definição é a do belga FAUCONNIER que define velocidade como “a qualidade particular do músculo e das coordenações neuromusculares que permite a execução de uma sucessão rápida de gestos que, em seu encadeamento, constituem uma só e mesma ação, de uma intensidade máxima e de uma duração breve ou muito breve.”

    (GOMES TUBINO,1977) classifica velocidade em três tipos:

    - VELOCIDADE DE REAÇÃO: “entendemos por velocidade de reação o tempo requerido para ser iniciado uma resposta a um estímulo específico.”

    - VELOCIDADE DE DESLOCAMENTO: “é a capacidade máxima de um indivíduo deslocar-se de um ponto para o outro. Também é conhecida como velocidade de movimento, se destaca nos esportes coletivos e também em provas de velocidade do atletismo.”

    - VELOCIDADE DE MOVIMENTO DOS MEMBROS (INFERIORES E/OU SUPERIORES) : “é muito importante em vários desportos e há também uma grande necessidade de seu reconhecimento em atletas por parte dos treinadores . Como o próprio nome já diz velocidade de movimento dos membros (superiores e inferiores) é a habilidade de mover braços e/ ou pernas tão rápido quanto o possível .”

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  • Qualidade Física: Flexibilidade

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  • FLEXIBILIDADE

    - DEFINIÇÃO CLÁSSICA

    “ É a capacidade e a qualidade que tem o indivíduo de executar movimentos de grande amplitude angular por si mesmo ou sob a influência de forças externas” (HARRE,1976;FREY,1977;WEINECK,1986).



    - FLEXIBILIDADE CORPORAL

    A flexibilidade corporal tem duas significações : uma relativa à capacidade adaptativa do organismo como um todo para cumprir as tarefas motoras específicas do dia-a-dia do homem e a outra relativa à qualidade das estruturas orgânicas que intervêm na execução de tarefas motoras ambas, portanto, determinadas geneticamente.



    - DEFINIÇÃO OPERACIONAL

    A flexibilidade corporal pode ser entendida como a capacidade de executar movimentos de grande amplitude através da ação da musculatura agônica, acumulando energia cinética potencial que pode ser utilizada na execução de tarefas motoras que requerem velocidade e/ou potência da contração muscular, tais como lançamentos, partidas etc.

    A flexibilidade corporal, do ponto de vista educativo-físico, apresenta vários sinônimos . Alguns deles são mal-utilizados e geram confusão, como é o caso da elasticidade , que se refere ao grau de concentração e de extensão das fibras musculares, e o alongamento , que se refere ao grau de distensão das fibras musculares , mas não se refere ao grau de contração . Por essa razão só podemos utilizar como sinônimo a mobilidade articular , dado que ela envolve a participação de todas as estruturas orgânicas que são utilizadas na flexibilidade corporal.

    Essas estruturas orgânicas são: os músculos, que compreendem as fibras musculares e o fluido intramuscular(sarcoplasma), que permite que as fibras musculares escorreguem entre si; o colágeno , a substância que mantém as fibras musculares unidas; os tendões , que unem os músculos aos ossos e que não apresentam graus de contração ; a cápsula articular , que envolve as articulações e que contém o líquido sinovial que evita o atrito entre as superfícies articulares ; e os ligamentos , que são os pontos de inserção dos músculos nos ossos.

    Segundo (GOMESTUBINO,1977) flexibilidade é “uma qualidade física do homem que condiciona a capacidade funcional das articulações de movimentarem-se dentro dos limites ideais de determinadas ações .”

    (GOMESTUBINO,1977) ainda afirma que “o trabalho de flexibilidade desenvolve a elasticidade muscular e a mobilidade articular. Por sua vez , a comunhão da elasticidade muscular com a mobilidade articular provoca uma amplitude dos movimentos”.

    Conforme ( SULLIVAN & TOBIAS,1998) “os homens tendem a ser pouco flexíveis porque a testosterona , o hormônio masculino, forma músculos e força enquanto diminui a flexibilidade.” “o corpo feminino é muito mais flexível do que o masculino : sua estrutura óssea é menos densa e os ossos são mais curtos. O estrógeno e a progesterona são hormônios que ajudam a manter a flexibilidade”.

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  • terça-feira, 21 de abril de 2009

    Efeito de 12 semanas de treinamento de natação sobre a flexibilidade corporal de nadadores

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  • http://abdem.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nata%C3%A7%C3%A3o-zumbido.jpg

    Atualmente a prática regular de exercícios físicos vem sendo considerada como um dos métodos mais eficazes tanto para a prevenção de doenças, quanto para a manutenção e promoção da saúde1 Essa eficácia, para ser alcançada, deve obedecer a certos fundamentos do treinamento físico, deixando assim, de ser uma atividade meramente usual para tornar-se uma prática organizada, com objetivos pré-definidos. Assim a atividade física passa a ser denominada exercício físico, obedecendo aos fundamentos do treinamento desportivo, os quais podem ser divididos principalmente em intensidade, freqüência e duração 2,3.
        Frente ao grande repertório de exercícios físicos para o movimentar-se humano, destaca-se a natação, que já foi reconhecida, na antigüidade, pelos gregos como uma das melhores formas de promover o desenvolvimento físico, e que, na atualidade, é considerada como um dos exercícios físicos mais completos, perfeitos e eficazes, por oportunizar a melhoria da resistência do sistema cardiovascular, bem como da força dos músculos em geral, ultrapassando o aspecto esportivo para ser utilizada como ferramentas para terapias, restabelecendo, conservando ou melhorando a saúde dos praticantes 4,5.
        A prática da natação caracteriza-se por movimentos cíclicos, onde a execução repetitiva dos movimentos nos diferentes estilos de nados, realizados contra a resistência da água, pode ser associada a uma maior amplitude de movimento exigida pela melhor técnica, podendo fazer com que os graus de flexibilidade sejam modificados a partir da prática regular 6. Da mesma forma, também a coluna vertebral, suas curvaturas e o alinhamento de membros podem sofrer influência da pratica regular da natação, devido aos movimentos de flexão, extensão, deslizes e movimentos respiratórios constantes 7.
        Estes fatores corroboram para que a natação seja cada vez mais utilizada também na reabilitação física, pois possibilita movimentos com impactos articulares bem menores que as atividades realizadas em contato com o solo, devido a realização no meio líquido, o que para muitos torna a sua prática mais prazerosa.
        A partir desta prévia análise, objetivou-se com este estudo, verificar se um período de treinamento pode ser suficiente para exercer alterações significativas na flexibilidade nas articulações de ombro, quadril e tornozelo em praticantes de natação, seguindo a hipótese de que o treinamento de natação aumenta a flexibilidade de tais articulações.

    Metodologia
    Grupos de estudo
        A seleção do grupo de estudo foi realizada de modo intencional, com a participação de 09 sujeitos, universitários jovens, do sexo masculino, com média de idade de 23,9 anos (+3,6anos), sem nenhum histórico de lesão ou disfunção neuromuscular ou esquelética, e com experiência de no mínimo dois anos de prática recreacional.
        Os sujeitos eram advindos de um período de três meses afastados de práticas regulares de exercícios físicos, e foram submetidos a um período de 12 semanas de treinamento em natação.
        Os sujeitos envolvidos na amostra do estudo assinaram termo de consentimento informado para participar do estudo, o qual descrevia os procedimentos para o estudo, aceitando submeter-se às avaliações e ao acompanhamento dos pesquisadores e permitindo a desistência das atividades em qualquer etapa do estudo.

    Metodologia das avaliações
        Os sujeitos foram submetidos à avaliação de flexibilidade através de goniometria, pré e pós período de treinamento (pré e pós-teste). As avaliações foram realizadas por um profissional com experiência na prática de goniometria, sendo realizadas nas dependências do conjunto de piscinas térmicas da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O horário (entre 18h e 19h) e a temperatura ambiente (entre 20º C e 22º C) na avaliação pós-teste foi similar a da avaliação pré-teste.
        As mensurações de flexibilidade realizadas no grupo de estudo foram: flexão de ombro (FLE OMB), extensão de ombro (EXT OMB), abdução de ombro (ABD OMB), rotação interna de ombro (RI OMB) e rotação externa de ombro (RE OMB), flexão de quadril (FLE QUA) e extensão de quadril (EXT QUA) e flexão plantar de tornozelo (FLE PLA) e flexão dorsal de tornozelo (FLE DOR), seguindo o protocolo de goniometria 8 , para o hemicorpo direito.

    Metodologia do treinamento
        Durante 12 semanas, os sujeitos não praticaram qualquer outro exercício físico de forma regular senão a natação. O treinamento foi dividido em três sessões semanais, sendo constituído por exercícios abrangendo os diferentes estilos de nado, bem como seus educativos, divididos em séries, resultando em um volume semanal médio de 5800 m (+200m), para cada sujeito. Para promover a diversificação dos exercícios e a motivação dos sujeitos, foram utilizados diferentes materiais, como palmares, pranchas de flutuação, pés-de-pato e polibóias, visando o aprimoramento da técnica e aumento do condicionamento físico geral, seguindo um cronograma de atividades como qualquer outro tipo de treinamento de natação.
        Todas as sessões de treinamento foram realizadas na piscina térmica semi-olímpica da Universidade Federal de Santa Maria, nas terças, quintas e sextas-feiras.
        Para a prescrição da intensidade do treino de cada sujeito foi utilizada a freqüência cardíaca alvo9. Cada sessão de treinamento tinha a duração de 60 minutos, constituídos de 10 minutos de aquecimento, 40 minutos de atividades principais e 10 minutos de relaxamento. Durante o período de treinamento não foi prescrito nenhum treino específico de flexibilidade para a natação, sendo realizados somente alongamentos básicos no início e no fim das sessões.
        Os dados obtidos foram submetidos à estatística descritiva sendo que também foi avaliada a porcentagem de alteração na flexibilidade para cada movimento articular avaliado no pré e pós-teste. A alteração na flexibilidade foi considerada significativa quando a variação alcançou valores iguais ou superiores a 5% em relação ao pré-teste.

    Resultados
        As articulações avaliadas foram a do ombro, quadril e tornozelo, por serem as principais articulações envolvidas na pratica de natação.
        Observou-se que o período de 12 semanas de treinamento foi suficiente para promover alterações na flexibilidade de algumas articulações dos sujeitos estudados. Ao contrário da nossa hipótese inicial, nem para todos os movimentos o aumento na flexibilidade foi significativo.
        Os resultados do pré e pós-teste e o percentual de variação são apresentados na Tabela 1 de acordo com os escores médios encontrados e porcentagem de alteração em pré e pós-teste para cada movimento analisada.
    Tabela 1: Médias obtidas na avaliação de flexibilidade (º).
    O sinal + indica aumento na flexibilidade e o sinal - indica diminuição na flexibilidade.



    * Aumento significativo da flexibilidade em relação ao pré-teste.
    ** Diminuição significativa da flexibilidade em relação ao pré-teste.
        Para melhor apresentação dos resultados, optou-se por uma apresentação individual de cada articulação, de acordo com os movimentos analisados.

    Articulação do ombro
        A flexibilidade na articulação do ombro, avaliada em pré e pós-teste está apresentada no gráfico 01. Percebe-se que houve aumento significativo na amplitude articular em todos os movimentos, exceto na rotação externa que permaneceu inalterada.
    Gráfico 01: Flexibilidade na articulação do ombro, pré e pós-teste.



    Articulação do quadril
        A flexibilidade na articulação do quadril em pré e pós-teste, nos dois movimentos analisados está apresentada no gráfico 02. Nesta, observou-se um aumento significativo na amplitude de flexão na avaliação pós-teste.
    Gráfico 02: Flexibilidade na articulação do quadril, pré e pós-teste.



    Articulação do tornozelo
        A flexibilidade da articulação do tornozelo em pré e pós-teste, nos movimentos de flexão plantar e flexão dorsal estão apresentadas no gráfico 03. Para a articulação do tornozelo não se observou alterações na amplitude de flexão plantar, porém foi encontrada uma redução significativa da flexão dorsal ao término do período de treinamento.
    Gráfico 03: Flexibilidade na articulação do tornozelo, pré e pós-teste.



    Discussão dos resultados
        A prática da natação torna seus adeptos possuidores dos maiores graus de flexibilidade obtidos com a prática esportiva 10.. De acordo com os resultados obtidos para o grupo estudado, pode-se sugerir que 12 semanas de treinamento, pode ser suficiente para promover alterações na flexibilidade da maioria das articulações avaliadas, principalmente em a articulação do ombro.
        A flexibilidade da articulação do ombro se torna importante por evitar lesões como a advinda do pinçamento do tendão supraespinhoso e auxiliar na realização da técnica de uma forma menos perturbadora do equilíbrio do corpo na água 11., como por exemplo, na fase de recuperação da braçada do nado crawl, onde, para recuperar o braço e passá-lo por cima da água, sem tocá-la, um nadador com pouca flexibilidade seria obrigado a realizar uma maior rotação de seu corpo, efetuando um percurso de braço mais longo do que um nadador com flexibilidade maior 7.. Além disso, a flexibilidade de ombros facilita a recuperação da braçada no nado borboleta, e na fase de agarre do nado costas 4..
        Os resultados encontrados neste estudo caracterizaram um aumento da flexibilidade de ombros, exceto para a rotação externa, sendo que tal fato pode ser justificado pelos escores elevados encontrados já no pré-teste. Com isso, pode-se sugerir que o treinamento acarretou em um melhor desempenho técnico refletido no aumento da flexibilidade.
        Da mesma forma a flexibilidade na articulação do quadril dos praticantes de natação teve um aumento significativo no movimento de flexão, o que contribui para a melhoria da técnica, especialmente nos nados peito e borboleta 4..
        Neste estudo, a flexão plantar não apresentou alteração significativa após o período de treinamento, isso pode ser explicado talvez pela grande amplitude já apresentada pelos sujeitos no pré-teste.

    Conclusões
        Os achados deste estudo demonstram que, para este grupo, a prática da natação durante um período de 12 semanas contribuiu para a melhora da flexibilidade, o que foi demonstrado pelo aumento significativo nos escores na maioria das articulações e movimentos que analisados. Na rotação externa do ombro, a não existência de variação no resultado do pós-teste pode ser explicada pela alta flexibilidade apresentada já no pré-teste, sendo que nos movimentos de flexão, extensão, abdução e rotação interna dessa mesma articulação um aumento significativo na amplitude foi encontrada.
        Com relação à articulação do quadril conclui-se que o período de treinamento corroborou para um aumento significativo na amplitude de flexão, não exercendo efeito sobre o movimento de abdução. Por fim, na articulação do tornozelo não ocorreram aumentos na amplitude flexão plantar, ocorrendo, do contrário, uma diminuição significativa na amplitude de flexão dorsal, o que pode ser explicada em função da grande amplitude de flexão plantar encontrada no pré-teste, que parece ter influenciado o movimento de flexão dorsal, sendo também questões acerca de propriedades musculares influenciadores desse resultado.
        Com base nesses resultados, infere-se que a natação pode ser utilizada como ferramenta para aumento da flexibilidade corporal na maioria dos movimentos das articulações do ombro, quadril e tornozelo, o que reafirma que a natação pode ser também, uma ferramenta eficaz na reabilitação física.








































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    Objetivo básico: Fazer com que o atleta consiga atingir um desempenho máximo de acordo com sua capacidade.

    IMAGEM DO TÉCNICO:

    1. Estilo de Comando
    Acredita na filosofia de que o "ïmportante é vencer". Trata os participantes como controles externos. Conta com a obediência e com os processos de identificação. Estimula a motivação extrínseca.
    2. Estilo submissivo
    Condescendente. Não faz nenhuma pressão. Treinamento geralmente inadequado para o surfista mais empenhado. Sem planos gerais de desenvolvimento.
    3. Estilo cooperativo
    Acredita na filosofia de que o atleta vem em primeiro lugar. Trata os atletas como controles internos. Estimula a motivação intrínseca.
    4. Técnico/Professor de Surfe
    Estilo cooperativo. Inteligente. Positivo. Confiante. Flexível. Altamente consciente.


    QUALIDADES PESSOAIS QUE SE ESPERA DE UM TÉCNICO

    Entrosamento com os surfistas e comando. Honestidade. Tranqüilidade nos momentos de crise. Questionador. Ouvinte. Boa leitura. Interesse sincero com relação a todos os membros do grupo. Criativo. Ator. Otimista. Paciente. Senso de humor.


    QUALIDADES NECESSÁRIAS PARA ATUAR EFETIVAMENTE COMO TÉCNICO

    1. Comunicação. Transmitir mensagens, receber feedback, comunicação não verbal.
    2. Organização. Sessões de treinamento. Capacidade de prever problemas. Maximizar o envolvimento. Usar uma equipe de apoio.
    3. Conhecimento de surfe.
    4. Conhecimento da ciência do esporte e de sua contribuição para o treinamento.
    5. Capacidade de analisar o desempenho ATLÉTICO de cada indivíduo e planejar exercícios de treianemento que exercitem ESPECIFICAMENTE as áreas problemáticas.
    6. Atender às necessidades INDIVIDUAIS durante o treinamento.
    7. Habilidade em oferecer variedade de treinamento.
    8. Habilidade de demonstrar as técnicas.
    9. Habilidade de analisar as técnicas e oferecer um FEEDBACK significativo.
    10. Habilidade de pôr em prática as demandas PROGRESSIVAS em treinamento.

    PSICOLOGIA BÁSICA DO SURFE

    Fatores psicológicos.

    A. Prazer
    B. Estresse. É o desequilíbrio causado pela expectativa de seu desempenho x sua real capacidade.
    Ele possui 3 componentes:
    1. Ambiente
    2. Percepções (concentração positiva/negativa)
    3. Resposta a essas percepções em relação ao nível de excitação. A excitação refere-se à intensidade do comportamento.

    Esquemas:

    A . Estresse causado pelo meio ambiente > Excitação > pensamentos negativos=Estresse
    B . Estresse causado pelo meio ambiente > pensamentos negativos > Excitação=Estresse
    C. Motivação. A motivação refere-se à tendência e intensidade do comportamento.
    A chave para a motivação é conhecer as necessidades dos alunos. Que basicamente são:
    1.Necessidade de estimulação ou de estar em um ambiente descontraído.
    2. Necessidade de unir-se a outras pessoas.
    3. Necessidade de se sentir importante.
    Origens da motivação:
    Intrínseca: Desejo de obter sucesso
    Extrínseca: Desejo de obter sucesso baseado nas necessidades externas por exemplo, troféus, dinheiro.
    D. Excitação Estado ótimo para o desempenho físico.

    LIDANDO COM A PSICOLOGIA DO ESPORTE

    a) Comparando os fatores que contribuem para um melhor desempenho.
    Psicológico - Administração do estresse, técnicas para prender a atenção, técnicas para definição de objetivos, auto-estima.
    Tático - Estratégias de competição
    Técnico - Técnica apropriada
    Físico - Ótimo estado físico para o desempenho.
    b. Atitudes – Pais, surfista, público.
    c. Definindo o estado mental do surfista
    1. Avaliar o ótimo estado mental para a competição e saber como recriá-lo para o surfista.
    2. Definir sua rotina de preparação.
    3. Definir o seu plano psicológico de competição.
    4. Praticar a administração do estresse e técnicas para prender a atenção.

    d. Comunicação
    1. Necessidade de estar em um nível individual level relacionada às necessidades individuais
    2. Ouvir sugestões e feedback.
    3. Não permitir que a comunicação do grupo domine a comunicação individual
    e. Estabelecer caminhos para o sucesso
    1. Registrar a preparação da competição.
    2. Buscar semelhanças na preparação de uma rotina que atinja ótimos resultados. Procurar colocar isso na preparação de cada competição, isto é, estabelecer a rotina de preparação ótima.
    3. Ter um plano psicológico para a competição.


    ESTRATÉGIAS POSITIVAS DE COMPORTAMENTO

    a. Conhecer os limites do surfista. Seus pontos fortes e fracos.
    b. Preparação mental.
    Definir meta
    Administrar o estresse
    Técnicas para prender a atenção
    Plano psicológico para a competição
    c. Elementos táticos de competição
    d. Uso de perfis e modelos. E.g. Perfil da atitude do surfista famoso para encontrar um modelo de preparação pessoal. Metaconscientização.























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  • Qualidade Física: Resistencia

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  • CONCEITO

    Conforme ( GOMES TUBINO, 1979) resistência é “a qualidade física que permite um contínuo esforço, proveniente de exercícios prolongados , durante um determinado tempo”.

    (GOMES TUBINO, 1979) Classifica resistência em três tipos:

    - RESISTÊNCIA MUSCULAR LOCALIZADA : “É a capacidade individual de realizar durante um período longo a repetição de um determinado movimento num mesmo ritmo e com a mesma eficiência.”

    - RESISTÊNCIA ANAERÓBICA: é definida dentro de termos fisiológicos como “a qualidade física que permite manter um esforço por determinado período, em que as necessidades de consumo de oxigênio são superiores a absorção do mesmo fazendo com que seja encontrado um débito de oxigênio o qual será recompensado no repouso”.

    - RESISTÊNCIA AERÓBICA : “é a qualidade física que permite um esforço por um determinado período em que há um equilíbrio entre o consumo de oxigênio e a absorção do mesmo. Esse equilíbrio é chamado “steady-state” que é uma expressão que não convém que seja traduzida.”

    Segundo ( CONSOANTE FREY, 1977) “a resistência psíquica contém a capacidade do esportista de resistir por longo tempo a um estímulo.”

    Conforme (CONSOANTE FREY,1977) “geralmente entende-se por resistência a capacidade psicofísica do esportista em suportar a fadiga.”



    A IMPORTÂNCIA DA RESISTÊNCIA

    Segundo ( CONSOANTE FREY, 1977) “em suas diversas manifestações , a capacidade de “performance” de resistência tem papel de destaque na maioria dos esportes . Ela é de importância capital tanto para a “performance” em competição- resistência geral e especial – quanto para a faculdade de suportar o treinamento- resistência geral. Uma resistência básica insuficientemente desenvolvida não apenas restringe a eficácia do treinamento- a fadiga precoce reduz o tempo de exercício, impossibilita a aplicação de um programa de treinamento intensivo, etc. – como também impossibilita a adoção de certos conteúdos e métodos de treinamento: a utilização de um treinamento de repetição , em “sprint ” por exemplo, depende de uma adequada faculdade de recuperação; a execução de um treinamento intervalado, extensivo ou intensivo pressupõe uma capacidade de esforço suficientemente desenvolvida.”



    TIPOS DE RESISTÊNCIA

    De acordo com (CONSOANTE FREY, 1977) “Em suas formas de manifestação , a resistência pode se subdividir em diversas modalidades, conforme o ponto de vista escolhido. Quanto à participação da musculatura, distinguem-se : resistências geral e local ; quanto à especificidade do esporte : resistências geral e especial; quanto à mobilização de energia muscular : resistências aeróbica e anaeróbica ; quanto à duração : resistências de curta, média e longa duração; e, finalmente , quanto às principais formas de solicitação motora envolvidas: resistências de força, de explosão e de velocidade.”

    Segundo (CONSOANTE FREY, 1977) “A resistência muscular geral abrange mais de 1/7-1/6 de toda musculatura esquelética( a musculatura de uma perna representa aproximadamente 1/6 da massa muscular total). É delimitada sobretudo pelo sistema cardiovascular respiratório ( expresso principalmente pela absorção máxima do oxigênio) e pela utilização periférica do oxigênio.

    A resistência muscular local implica uma participação inferior a 1/7-1/6 da massa muscular total; é determinada não apenas pela resistência geral , como também pela força especial , pela capacidade anaeróbica e pelas formas de força delimitadas por esta, ou seja, as resistências de velocidade, de força e de explosão. É determinada também pelo tipo de coordenação neuromuscular (técnica) específico da modalidade esportiva em questão. A resistência geral – caracterizada pela maior capacidade do sistema cardiovascular- exerce sobre a resistência local uma influência múltipla, que delimita a “performance”( isso vale especialmente para recuperação rápida após o esforço). Já a resistência local, ao contrário, não tem influência alguma sobre a capacidade de “performance” de resistência ( por exemplo, sobre uma hipertrofia do coração, etc.).

    Ao lado das resistências geral e local, também são empregados na prática esportiva os termos : resistências geral e especial.

    Quanto à mobilização muscular de energia, distinguem-se ainda as resistências aeróbica e anaeróbica. Na resistência aeróbica, o oxigênio disponível basta para a combustão oxidativa dos suportes energéticos. Na resistência anaeróbica, devido à grande intensidade de carga ( seja em termos de uma alta freqüência motora, ou de maior requisição de força), o suprimento de oxigênio já não é suficiente para a combustão oxidativa, e a energia é mobilizada por via anoxidativa.

    Na maioria das vezes , a prática esportiva não provoca uma mobilização de energia puramente oxidativa ou anoxidativa, e sim uma mistura de ambas as formas, variável conforme o volume e a intensidade.

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  • Qualidades Físicas: Força

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  • Uma definição precisa de força levando em conta os seus aspectos físicos e psíquicos representa uma grande dificuldade, uma vez que o tipo de força, o trabalho muscular, os diferentes caracteres do trabalho muscular são influenciados por muitos fatores . (WEINECK, 1999)

    O termo força pode ser bastante ambíguo em vários dicionários a palavra é definida como “saúde física”, “robustez”, “vigor”, termos que não expressam de forma clara sua manifestação nos esportes e nas atividades físicas . Na verdade força é bastante difícil de definir, pois ela aparece referenciada a várias arcas científicas e com conceituações diferentes em cada área.(BARBANTI,1979)

    Segundo (BARBANTI,1979) , no esporte e na atividade física, a força motora manifesta-se no aparelho locomotor, dependendo do sistema nervoso que o dirige , do sistema ósseo que o sustenta e dos sistemas cardiovasculares e respiratório que transportam os nutrientes necessários para o desenvolvimento de sua tarefa .

    Portanto do ponto de vista prático a força motora é a capacidade do sistema neuromuscular de vencer resistências ( oposições), como por exemplo o peso do próprio corpo, um peso, um objeto, etc.

    Segundo (MEUSEL,1969 citado por BARBANTI, 1979) apresentou uma conceituação bastante clara e objetiva sobre força “é uma característica humana, com qual move-se uma massa( seu próprio corpo ou um emplemento esportivo), sua capacidade em dominar ou reagir a uma resistência pela ação muscular”.

    Segundo ( ZACIORSKI,1974 citado por BARBANTI,1979) diz que a força motora pode ser entendida como a capacidade de vencer resistências externas ou contrariá-las por meio de uma ação muscular .

    De acordo com( GOMES TUBINO,1979) força é “a habilidade de um músculo ou grupo muscular de vencer uma resistência produzindo tensão na ação de empurrar tracionar ou elevar”.



    Tipos de força :



    Segundo (BARBANTI,1979), a força pode se manifestar de duas formas básicas dinâmica e estática .

    FORÇA DINÂMICA- é quando existe um encurtamento das fibras musculares, provocando uma aproximação ou afastamento dos seguimentos ou partes musculares próximas, portanto há movimentos. A força dinâmica pode ser positiva ou negativa:

    POSITVA é aquela em que se verifica uma superação da resistência(peso) ; a força muscular exercida é maior que a resistência oferecida. Este tipo de força é também chamada concêntrica .

    Na força concêntrica ocorre um encurtamento das fibras musculares . Ela é maior no início do movimento em relação a força excêntrica, mas esta vai aumentando, enquanto a concêntrica vai diminuindo ao longo da aceleração do movimento. A força excêntrica produz mais tensão muscular enquanto que a força concêntrica é utilizada na maior parte dos movimentos esportivos .

    NEGATIVA existe quando a resistência(peso) é maior que a força muscular, provocando, então, um movimento de recuo . É também conhecida como força excêntrica. Por exemplo, no salto triplo quando o pé toca o solo no primeiro salto ( força dinâmica negativa) e imediatamente quando se impulsiona para o segundo salto (força dinâmica positiva).

    A terminologia esportiva diferencia três tipos de força dinâmica: força máxima, força rápida (potência) e resistência de força (BARBANTI,1979).

    FORÇA MÁXIMA: de acordo com ( NETT, 1970 citado por BARBANTI,1979) , “é a maior força muscular possível que um atleta pode desenvolver, independente de seu peso corporal”. Segundo (BARBANTI,1979) acha conveniente acrescentar a essa definição “é independente do tempo que se emprega para realizar esse trabalho”. Esse rendimento se mede pela quantidade de quilos que uma pessoa é capaz de deslocar. Segundo (WEINECK,1999) , a força máxima representa a maior força disponível , que o sistema neuromuscular pode mobilizar através de uma contração máxima voluntária.

    FORÇA RÁPIDA (EXPLOSIVA): também conhecida como potência. "É toda forma de força que se torna atuante no menor tempo possível (MEUSEL; citado por BARBANTI, 1979).
    Segundo (WEINECK, 1999), a força rápida compreende a capacidade do sistema neuromuscular de movimentar o corpo ou parte do corpo (braços, pernas) ou ainda objetos (bola, pesos, esferas, discos, etc.) com uma velocidade máxima. Movimentos com força rápida são programados, ou seja, são processados através do sistema nervoso central (WEINECK, 1999).

    RESISTÊNCIA DE FORÇA: para STUBLER et al (BARBANTI, 1979) "é capacidade de resistência dos músculos ou grupos musculares contra o cansaço com repetidas contrações dos músculos, quer dizer, com o trabalho de duração da força (HARRE, 1976; citado por WEINECK, 1999). Define a resistência de força com a capacidade de resistência a fadiga em condições de desempenho prolongado de força". A resistência de força pode ser aeróbica e anaeróbica:
    -RESISTÊNCIA DE FORÇA AERÓBICA: é capacidade dos músculos de resistir à fadiga na presença de suficiente provisão de oxigênio. Por exemplo nas corridas de longas distâncias.
    –RESISTÊNCIA DE FORÇA ANAERÓBICA: é a capacidade dos músculos de resistir a fadiga na ausência de uma adequada provisão de oxigênio (com grande débito de oxigênio). Por exemplo nas corridas de 400 e 800 m.

    FORÇA ESTÁTICA: é aquela em que não existe encurtamento das fibras musculares, portanto não há movimento. Há porém, um aumento do tônus muscular, provocando um aumento da tensão muscular. Esse trabalho se chama isométrico (iso = igual; metria = medida).
    (FREY, 1977; citado por WEINECK, 1999), considera ainda outras formar de força paralelamente à força máxima, força rápida e a resistência de força:
    FORÇA ABSOLUTA I : sob esta forma de força considera-se a força máxima voluntária e a força de reserva mobilizada por meio de fármacos ou de componentes psíquicos.
    FORÇA ABSOLUTA II: esta representa a força não dependente do peso corporal.
    FORÇA RELATIVA : esta representa a força dependente do peso corporal.
    Conforme ( GOMES TUBINO,1979 ) os tipos de força divide-se em dinâmica, estática e explosiva .

    FORÇA DINÂMICA (isotônica)- “ o tipo de força que envolve as forças dos músculos nos membros em movimento ou suportando o peso do corpo em movimentos repetidos durante um período de tempo”.

    FORÇA ESTÁTICA(isométrica)- “ o tipo de força que explica o fato de haver força produzindo calor, e não havendo trabalho em forma de movimento.

    FORÇA EXPLOSIVA( potência muscular )- “é a habilidade de exercer o máximo de energia num ato explosivo”.



    uCARACTERÍSTICAS FISIOLÓGICAS DA FORÇA



    A força de um músculo está em relação direta com a área de sua secção transversal, portanto quanto maior sua secção transversal, maior será a capacidade do músculo para mover uma determinada carga (BARBANTI, 1974).
    Segundo (NÖCKER, 1964; citado por BARBANTI, 1979) 1cm2 de músculo pode levantar 6 a 10 Kg, sem considerar o estado de treinamento.
    Deve-se considerar também a influência do sistema nervoso central. A força da fibra muscular depende da inervação que recebe, quer dizer, da quantidade de estímulos que lhe traz o nervo motor na unidade de tempo. Por isso dois músculos do mesmo tamanho não são capazes de realizar a mesma força. (BARBANTI, 1974). (HOLLMANN & HETTINGER, 1989; citado por BARBANTI, 1979), estudaram profundamente as características fisiológicas de força em suas divisões e apresentam, a seguir, os fatores de que depende a força.
    FORÇA MÁXIMA: tamanho do corte transversal das fibras em ação; número de fibras musculares ativadas; estrutura do músculo; coordenação neuromuscular e fatores psíquicos (motivação).
    FORÇA RÁPIDA: tamanho do corte transversal; número de fibras; musculares ativadas; estrutura do músculo; velocidade de contração da musculatura; coordenação neuromuscular.
    RESISTÊNCIA DE FORÇA: tamanho do corte transversal das fibras musculares ativadas; estrutura do músculo, capilarização localizada e reservas alcalinas.

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  • domingo, 19 de abril de 2009

    Preparação Física em atletas adolescentes

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  • INTRODUÇÃO

    A periodização é a formulação de um projeto detalhado de preparação, embasado nos princípios científicos do treinamento desportivo, levando em consideração o desporto e as diferentes qualidades ou capacidades físicas nele implícitas e a serem treinadas, o sexo e a idade dos praticantes bem como seu nível anterior de preparação, para de acordo com objetivos preestabelecidos obter o melhor rendimento desportivo.

    O principal objetivo do treinamento é fazer com que o atleta atinja um alto nível de desempenho em dada circunstância, especialmente durante a principal competição do ano com uma boa forma atlética (Bompa, 2001).

    Considerando que as faixas etárias entre 14 e 15 anos, que é considerada categoria "Cadete", e 16 e 17 anos, considerada categoria "Juvenil" pela Confederação Brasileira de Handebol, devemos observar as características destes atletas, que ainda se encontram em idade escolar, onde muitas vezes acumulam funções como freqüência em cursos, jornada de trabalho, entre outras condições que possam intervir em um programa de treinamento. Não havendo, portanto, um direcionamento metodológico quanto à periodização de treinamento desportivo para a idade escolar ou não profissionalizado, permitindo o surgimento de metodologias aleatórias, segregadas e, muitas vezes, inadequada para esta realidade. A proposta de periodização aqui descrita tem a pretensão de assegurar uma planificação que possa ser adaptadas ainda, às situações mais comuns na nossa sociedade, e mais especificamente a realidade da Educação Física e do desporto no Brasil, visto que as principais pesquisas científicas que tratam do assunto, apresentam uma proposta de periodização apenas em nível de alto rendimento, com microciclos semanais de domingo a domingo.

    MACROCICLOS, MESOCICLOS E MICROCICLOS:

    A forma geralmente concentrada da preparação dos atletas é a organização do treinamento através de períodos e etapas. A periodização é um dos mais importantes conceitos do planejamento do treinamento. Esse termo origina-se da palavra período, que é uma porção ou divisão do tempo em pequenos segmentos, mais fáceis de controlar denominados fases (Bompa, 2001). Esta forma de estrutura do treinamento desportivo tem como seu idealizador o russo Matveiev, sendo criada nos anos 60 durante até nossos dias, e se divide em macrociclo, mesociclo e microciclo de treinamento:

    Leia mais em http://www.webartigos.com/articles/4152/1/handebol/pagina1.html

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