quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Ginástica olímpica não afeta o crescimento das atletas

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids
  • Na ginástica artística existe um mito de que meninas que praticam o esporte não crescem tudo que poderiam. No entanto, uma pesquisa da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) da USP realizada com 51 ginastas, ex-atletas de alto nível, revelou que a grande maioria alcançou ou superou o potencial de estatura esperado.

    O professor Raul Alves Ferreira Filho, que também foi técnico de atletas de destaque durante 15 anos, colheu dados de 51 ginastas e de seus familiares para verificar se elas haviam atingido a altura prevista por parâmetros genéticos. Foi constatado que 70,58% igualaram ou superaram a estatura-alvo, sendo que a média de superação foi de 2,4 cm.

    A ginasta que registrou maior diferença apresentava 15,5 cm a mais do que a altura esperada; e a que apresentou menor diferença tinha 0,5 cm a mais. As que não atingiram a estatura-alvo (29,41%) ficaram em média 3,4% menores do que a estatura prevista. A ex-atleta que ficou mais próxima do alvo tinha 0,02 cm a menos; e a que ficou mais distante tinha 8,5 cm a menos do que o resultado da fórmula.

    Para demonstrar que a questão genética é a mais importante na definição da altura final de uma pessoa, o pesquisador mediu as ex-atletas com um estadiômetro (aparelho para medir a estatura) de alta precisão. Ele colheu dados de familiares e aplicou a Fórmula de Tanner (altura do pai mais altura da mãe divididas por dois, menos 6,5 cm = altura da filha), criada pelo pediatra britânico James Mourilyan Tanner, estudioso do crescimento e desenvolvimento de crianças e adolescentes, para prever a altura final. Em seguida, comparou a medida encontrada com a medida esperada.

    Preocupação com a estatura

    Na literatura sobre ginástica artística, também conhecida como ginástica olímpica, o professor afirma ter encontrado relatos sobre esta preocupação com a estatura entre o público leigo em todo o mundo, mas ressalta que no Brasil o mito é ainda mais forte: "Em minha atuação como treinador, tive mais de um caso de pais proibindo a menina de praticar o esporte baseados nesta crença, mesmo quando ela apresentava um grande potencial para se tornar uma atleta de alto nível, que pudesse atuar em competições internacionais e ser convocada para a seleção".

    Não há ligação entre a modalidade e problemas de crescimento. O que acontece é que as ginastas que são mais baixas por uma característica própria apresentam um biotipo mais favorável à execução dos movimentos. "Veja por exemplo o caso de Daiane dos Santos, com 1,46 m: é a única ginasta do mundo a executar o duplo twist estendido, que consiste em dois giros no ar com o corpo totalmente estendido para frente.

    É impossível imaginar uma atleta com 1,80 fazendo isso. Um físico de menor porte atende melhor às exigências da biomecânica para fazer alavancas e vencer a inércia", explica Alves Ferreira. Também comprovando este argumento, cita a experiência que teve no treinamento das irmãs Graziella (1,60 m) e Renata Guerra (1,70 m), em que a mais baixa alcançou um desempenho bem melhor do que a mais alta.

    Maturação tardia

    Além da baixa estatura dos pais, em geral as meninas que se destacam na ginástica artística apresentam maturação tardia, tendo a primeira menstruação (menarca) após os 16 anos, quando a média entre as adolescentes brasileiras é que isso ocorra com 12,3 anos. "As meninas que ainda não tiveram a menarca não passaram pela fase de maior crescimento, e também possuem quadril estreito, seios ainda não desenvolvidos e pouca gordura corporal, condição que também favorece a execução dos movimentos exigidos" acrescenta o professor.

    Ele lembra o caso da romena Nadia Comãneci, vencedora de cinco medalhas de ouro em olimpíadas e a primeira a receber uma nota dez numa competição olímpica de ginástica artística. "Aos treze anos, quando em atividade, a atleta media 1,54 m, e atualmente tem 1,64 m."

    Autora: Luiza Caires.

    Fonte:Agência USP de Notícias.



    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • quarta-feira, 24 de agosto de 2011

    O que é um Coaching de alta performance nos esportes?

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids

  • Coaching é a palavra inglesa que se refere ao ato de treinar alguém.Inicialmente utilizada apenas em âmbito esportivo e com grande difusão no meio empresarial, essa prática, hoje, possui uma enorme variedade de aplicações.O Coaching de alta performance é um processo dirigido para pessoas que estão decididas a obterem o máximo de suas potencialidades em sua área de atuação: seja no meio esportivo, na vida pessoal ou ainda corporativa.

    Alta performance no esporte

    No esporte de alta performance para se obter grandes resultados é necessário um equilíbrio entre os aspectos físicos e emocionais. Cada vez mais, grandes equipes buscam apoio de outros profissionais que atuam com técnicas complementares ao desenvolvimento técnico e tático.

    Entre estas ferramentas destacam-se o uso de Coaching, meditação, hipnose, Programação Neurolinguística, Eneagrama e Psicobiologia.Diversas modalidades esportivas já utilizaram ou ainda se beneficiam destes programas, no futebol destacam-se: Manchester United, Milan, seleção italiana vencedora da copa do mundo em 2006, seleção brasileira e Cruzeiro.

    Diferentemente das intervenções pontuais que alguns clubes realizam, o coaching possui um caráter inovador pois visa oferecer de uma forma constante ao atleta ferramentas para utilizar o máximo de suas potencialidades técnicas e físicas sem a interferência excessiva da mente auto-crítica racional.

    Como as neurociências nos mostram que o corpo e a mente funcionam como uma via de mão dupla, pensamentos, emoções e comportamentos influenciam-se um ao outro.A limitação da performance pode acontecer, seja quando o atleta ou a equipe acessa pensamentos derrotistas, falta de clareza sobre propósito, identidade e valores ou traz lembranças recorrentes de fracassos, ou ainda ao assumir comportamentos improdutivos e também ao mergulhar em estados emocionais enfraquecedores.

    Desta forma podemos fortalecer nos esportistas e na equipe técnica comportamentos, pensamentos, clareza de propósito, identidade e valores, além de estados emocionais que lhes impulsionarão a atingir a alta performance de uma forma natural, permitindo que o talento possa se apresentar em sua totalidade.

    Autor: Dr. Leandro de Oliveira - Medicina Comportamental e Coaching na Saúde.




    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • segunda-feira, 22 de agosto de 2011

    Princípios e recomendações básicas para o trabalho de desenvolvimento dos fundamentos técnicos do handebol no treinamento de base

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids



  • "Ainda se comete o erro de realizar um treinamento altamente especializado - unilateral - precocemente em crianças e adolescentes" (Ehret et al., 2002). No handebol, este erro é percebido principalmente quando analisamos o treinamento dos fundamentos técnicos, já que a maioria dos profissionais militantes na área se utiliza apenas do ensino através da repetição mecânica do gesto técnico, sem colocá-lo no contexto do jogo em si. 


    As considerações realizadas no presente artigo objetivam demonstrar quais são os principais fundamentos técnicos do handebol e como estes podem ser trabalhados na iniciação esportiva com crianças e adolescentes. Na proposta aqui apresentada consideramos o treinamento de base como o período ideal para o início do ensino dos fundamentos técnicos do handebol, sendo que o começo deste período de treinamento se dá por volta dos 10 anos de idade, ou seja, adotamos como princípio geral que todas as habilidades motoras básicas já estão bem desenvolvidas, assim como também que o aluno já possui uma pequena experiência motora esportiva adquirida com a prática lúdica de esportes realizada anteriormente ao treinamento de base.

    Inicialmente falaremos sobre o treinamento de base enfocando seus objetivos e características, assim como também as fases que devem compor uma sessão de treinamento. Em um segundo momento descreveremos os principais fundamentos técnicos do handebol. Posteriormente serão expostos alguns princípios que são recomendados na realização de um trabalho que objetiva o desenvolvimento dos referidos fundamentos. Finalmente, apontaremos algumas conclusões em relação ao que foi descrito ao longo de todo este artigo de pesquisa.

    Treinamento de base

    O treinamento de base tem início por volta dos 10 anos de idade e em nossa opinião se constitui no período ideal para o início dos trabalhos com os fundamentos técnicos da modalidade esportiva praticada, no caso do presente estudo, o handebol.

    Segundo Guerra (2003) os principais objetivos do treinamento de base são:

    • Apresentar os conteúdos técnicos e táticos do esporte, através da combinação de pequenos grupos (3 pessoas no máximo).

    • Desenvolver a capacidade tática individual do aluno no sentido de enfatizar que o mesmo deve compreender a ação tática, independente do seu nível de rendimento pessoal.

    • Desenvolver a capacidade de jogo básica.

    Nesta etapa de sua vida esportiva o aluno executará uma resposta motora que requer um plano motor parcialmente definido pelo professor. A principal característica neste momento é que a ênfase do praticante deve ser na correção da resposta motora.

    Normalmente se afirma que uma sessão de treinamento de base é dividida em 3 fases distintas: jogos motores, fase de fundamentos e jogo de aplicação.

    Na fase de jogos motores, como o próprio nome indica, são utilizados jogos que estimulem o desenvolvimento das habilidades motoras específicas do esporte, através de um trabalho que priorize a ludicidade e recreação no intuito de despertar a motivação dos alunos para aquela sessão de treinamento. Esta fase contribui com o aquecimento, com o exercício do pensamento cognitivo e com o exercício dos comportamentos técnicos/táticos/normativos do esporte praticado.

    A fase de fundamentos é aquela onde são trabalhadas as técnicas específicas do esporte. No caso do handebol, os passes, recepções, progressões, arremessos e dribles são as técnicas básicas desenvolvidas. Nesta fase tanto podem ser usados jogos como também exercícios. O importante é que o aluno vivencie os fundamentos trabalhados. Também deve se ressaltar a importância em desenvolver atividades que explorem comportamentos ofensivos e defensivos, sempre respeitando as condutas normativas do esporte, assim como também introduzindo paulatinamente os principais elementos táticos da modalidade esportiva em questão.

    Por último temos a fase do jogo de aplicação, cujo objetivo é desenvolver jogos-teste no próprio treinamento, os quais deverão ser construídos em função das técnicas básicas trabalhadas na fase de fundamentos. Cada jogo deverá ser desenvolvido para que o praticante crie suas próprias opções estratégicas de conduta.

    Distinguindo estas 3 fases durante a elaboração de sua aula, existe grande possibilidade do professor desenvolver um trabalho de excelente qualidade e que atingirá os objetivos propostos pelo processo ensino-aprendizagem.

    Fundamentos técnicos do handebol

    Vimos no tópico anterior que existe uma fase na sessão do treinamento de base que objetiva desenvolver os fundamentos técnicos básicos do esporte praticado. Também observamos que no handebol, estes fundamentos são em número de 5: passes, recepções, progressões, arremessos e dribles. A partir de agora descreveremos cada um destes elementos de uma forma mais detalhada e específica.

    Passes

    Os passes são fundamentos técnicos que devem ser utilizados sempre em progressão ao gol, cujo trabalho a ser desenvolvido pelo aluno deve obedecer a algumas recomendações básicas por parte do professor. São elas:

    • Passar e deslocar-se, sempre procurando os espaços vazios na quadra;

    • Sempre que for passar, entrar em contato visual com quem vai receber (observar a linha de passe);

    • Sempre é interessante que se realize um trabalho onde exista estimulação da mudança de sentido e do ritmo do passe (quebra de ritmo e velocidade), dificultando assim a ação do adversário;

    • Estimular os alunos a observarem o momento do passe (tempo do passe);

    Basicamente existem 5 tipos de passes: passe de ombro, passe por trás do quadril, passe por trás da cabeça, passe de pronação e passe pendular. Quando o trabalho for de iniciação e visar o aprendizado deste fundamento, 2 tipos de situações metodológicas podem ser adotadas: o tipo simples, onde o trabalho inicial se realiza com pequenos grupos de 2-3 alunos, com uma bola e sem defensor; e o tipo complexo, onde também se trabalha com grupos de 2-3 alunos, porém com maior número de bolas e defensores em igualdade numérica. O tipo simples deve ser trabalhado primeiro e o seu objetivo é que o aluno aprenda o fundamento sem ter que se preocupar com ações defensivas. Já no tipo complexo o objetivo é que o aluno aplique o fundamento que está sendo aprendido em situações de pressão espaço-temporal (com defensores).

    Também é importante dizer que não só o trabalho com passes, mas também com os outros 4 fundamentos, deve ser realizado, sempre que possível integrado a uma introdução de situações táticas que poderão vir a ser utilizados futuramente na prática esportiva do handebol.

    Recepções

    A recepção é um fundamento técnico cujo principal objetivo é dar ao jogador um inteiro domínio sobre a bola passada a ele. No handebol existem 3 tipos de recepções: recepção alta, recepção média e recepção baixa.

    No processo de iniciação esportiva recomenda-se que os 3 tipos de recepções sejam desenvolvidos em conjunto com os passes, sendo que a ênfase inicial do trabalho deve ser no domínio correto sobre a bola de modo que a mesma não saia da posse de sua equipe.

    Progressões

    A progressão, como o próprio nome indica, é um fundamento técnico cujo principal objetivo é dar ao jogador a condição de progredir em direção a quadra adversária no intuito de conseguir o melhor posicionamento possível dentro das variantes ambientais que o jogo oferece. No handebol existem 3 tipos de progressões: o drible, os 3 passos e os 3 passos + drible + 3passos. Mais adiante descreveremos o drible de uma forma mais específica.

    No trabalho para o desenvolvimento dos 3 tipos de progressões o mais importante é conscientizar o jogador de que ele sempre deve estar em um deslocamento progressivo procurando os espaços vazios em quadra, tanto quando estiver com a posse da bola como também quando estiver sem a posse da bola.

    Arremessos

    O arremesso é um fundamento técnico que possibilita ao jogador fazer ou não o gol na equipe adversária. Basicamente, podemos afirmar que existem 3 tipos de arremessos no handebol. São eles: arremesso básico, arremesso com salto e arremesso com queda.

    No trabalho de desenvolvimento do arremesso deve-se explorar uma maior variabilidade possível dos 3 tipos de arremessos, sempre respeitando os princípios da versatilidade e universalidade, sendo também de fundamental importância que se oriente para o aproveitamento ótimo do arremesso tanto em direção quanto em força. Algumas recomendações importantes que devem ser dadas ao jogador são que o arremesso deve preferencialmente ser realizado após uma condução de bola com as duas mãos, somente levando a mesma para a mão que vai arremessar durante a construção do arremesso. Também é interessante que o arremesso seja realizado depois de uma finta, onde o jogador terá maior facilidade em encontrar uma posição favorável dentro das condições que o jogo oferece para a realização do arremesso em direção ao gol adversário.

    Dribles

    O drible é um fundamento técnico utilizado como recurso que visa primariamente progredir em direção ao gol adversário. No handebol existem 2 tipos de dribles: o drible alto, utilizado para deslocamentos em grande velocidade e fundamental para um bom contra-ataque; o drible baixo, utilizado basicamente para a proteção de bola. Os principais objetivos do drible, além de melhorar a proteção e o deslocamento com a bola, são: fintar a defesa, sair da marcação e conquistar uma posição de arremesso favorável.

    No trabalho de desenvolvimento do drible 2 problemas devem ser combinados na hora de elaborar e executar uma atividade: melhorar a técnica do drible ao mesmo tempo que dotar este fundamento de uma função tática dentro do contexto do jogo. É importante também conscientizar o jogador de que o drible somente deve ser utilizado quando realmente for necessário; isto é fato porque o drible no handebol não é a primeira opção de progressão. O uso dos 3 passos se constitui em uma grande vantagem para o jogador e por isso deve ser priorizado, sendo, portanto, a primeira opção.

    Os principais erros observados na execução do drible e que devem ser corrigidos são: driblar olhando para a bola, driblar sem progredir, driblar sem uma função tática e driblar sem proteger a bola.

    O processo ensino-aprendizagem que tem como objetivos desenvolver o drible, e os 4 fundamentos técnicos descritos anteriormente, deve ser prioritariamente realizado seguindo alguns princípios e recomendações básicas. A seguir, detalharemos mais este assunto.

    Princípios e recomendações básicas para o trabalho de desenvolvimento dos fundamentos técnicos

    Basicamente existem 3 princípios que devem nortear um processo que objetiva o desenvolvimento dos fundamentos técnicos do handebol. São eles: delimitar objetivos concretos, trabalhar com persistência temporal e realizar atividades que desafiem os jogadores a aplicar as ações técnicas/táticas do fundamento dentro do contexto do jogo. Quando falamos em objetivos concretos estamos nos referindo aos objetivos claros e possíveis de serem alcançados, estabelecidos de acordo com os princípios da progressividade e complexidade, devendo ser introduzidos de um modo que os jogadores construam soluções para atingi-los. Neste contexto, a persistência temporal entra como elemento fundamental, pois as repetições disponibilizam tempo suficiente para que o aluno compreenda o gesto técnico/tático que o exercício esteja propondo, assim como também identifique diferentes formas de aplica-los dentro das condições que a situação do ambiente oferece. Este ambiente deve ser construído de uma maneira que os fundamentos técnicos trabalhados sejam aplicados em situações semelhantes ao do jogo em si, e não somente através de exercícios repetidos mecanicamente e que acabam isolando o fundamento do contexto do jogo.

    Guerra (2003) nos fala também que, aliados aos 3 princípios descritos anteriormente, existem 4 recomendações que devem ser levadas em consideração no momento de construção das atividades. São elas:

    • Razão bola/aluno: delimitar quantas bolas serão necessárias em decorrência do número de alunos que realizarão a atividade proposta.

    • Dinamismo e participação: trabalhando sempre em ataque versus defesa, estimular que no treinamento haja a participação com o mesmo comportamento do jogo esportivo em si, ou seja, com vontade, empenho e concentração.

    • Normas: em função da maturação biológica/esportiva dos jogadores, construir normas adequadas e seguindo condutas normativas básicas do esporte praticado.

    • Razão tempo/nº de jogadores: o trabalho deve ser realizado de uma maneira que todos os jogadores atuem o mesmo tempo durante o treinamento.

    Acreditamos que, seguindo estes princípios e recomendações, o professor que trabalha com o handebol no treinamento de base será capaz de elaborar e executar atividades que proporcionem aos seus alunos o pleno aprendizado e desenvolvimento dos fundamentos técnicos deste esporte.

    Considerações finais

    O presente artigo procurou de forma bastante clara e objetiva apontar algumas diretrizes que o professor de handebol na escola pode seguir, se assim desejar, no trabalho de desenvolvimento dos fundamentos técnicos deste esporte com crianças e adolescentes. Em vista disso, 3 conclusões principais podem ser verificadas com o presente estudo. São elas:

    • Em uma sessão de treinamento de base existem 3 fases distintas: a fase de jogos motores, a fase de fundamentos e a fase dos jogos de aplicação. O ensino dos fundamentos técnicos do handebol deve prioritariamente ser realizado nas 2º e 3º fases da sessão, enquanto que a 1º fase pode explorar apenas atividades lúdicas que contribuam com o aquecimento e com o despertar do interesse da criança pela atividade praticada.

    • Os fundamentos técnicos do handebol que devem ser desenvolvidos são em número de 5: passes, recepções, progressões, arremessos e dribles. Cada um deles deve ser trabalhado de acordo com suas especificidades, porém não devem ser desenvolvidos de forma isolada uns dos outros e sim de forma conjunta e integrados, sempre praticando atividades dentro do contexto do jogo esportivo em si e não através de exercícios estanques repetidos mecanicamente até a exaustão.

    • Seguindo os princípios da persistência temporal, do desafio aos alunos e da delimitação dos objetivos concretos durante a elaboração de suas atividades, o professor terá grande chance de estabelecer um processo de ensino-aprendizagem que trará sucesso e atingirá as metas propostas.

    Referências bibliográficas

    1) EHRET, Arno. et al. Manual de handebol: treinamento de base para crianças e adolescentes. São Paulo: phorte, 2002.

    2) GUERRA, João Bosco de Castro. Os jogos motores e os fundamentos técnicos e táticos do handebol. Natal, UFRN, 31 out. 2003. Registro de aula da disciplina Handebol I. Aula concedida aos alunos do período 2003.2

    Allan José Silva da Costa



    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • segunda-feira, 15 de agosto de 2011

    Agentes ergogênicos no Exercício

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids


  • Agentes ergogênicos têm sido usados por atletas de competição há mais de três décadas na expectativa de melhora da capacidade e desempenho físico. Atualmente, seu uso está mais popular, estendendo-se a atletas amadores, mulheres, adolescentes e até crianças. O uso, muitas vezes ilícito, vem sendo associado a comportamentos de risco, como uso de bebidas alcoólicas e outras drogas. Os esteróides anabolizantes são os classicamente utilizados. O modo de administração, diferente do recomendado para fins terapêuticos, com doses muito altas e associação de várias drogas, dificulta a realização de estudos para avaliação dos resultados. Embora ainda haja controvérsia sobre os reais ganhos em massa e força muscular, o efeito psicológico pode motivar os indivíduos a aumentar seu treinamento e rendimento esportivo. Os efeitos colaterais são freqüentes, podendo acometer mais de 50% dos usuários.

    Vamos aos principais tipos de agente ergonênicos utilizados

    Esteróides Anabolizantes

    Os esteróides anabolizantes (EA) são derivados do androgênio masculino natural, a testosterona, e são usados por atletas há mais de três décadas com o objetivo de aumentar massa e força muscular. Embora inicialmente essas drogas tenham sido utilizadas apenas por atletas profissionais, a partir da década de 1980 o uso se expandiu, de forma indiscriminada e abusiva, entre jovens que querem modelar o corpo e obter melhor desempenho físico e esportivo.

    Hormônio de crescimento

    O hormônio de crescimento (GH) é um peptídeo secretado pela hipófise anterior que em conjunto com as somatomedinas ou IGFs, que são proteínas sintetizadas principalmente no fígado, têm o papel principal de estimular o crescimento ósseo.

    Fisiologicamente, o GH estimula a síntese protéica, inibe a utilização de glicose, aumenta o transporte de aminoácidos pelos tecidos e estimula a lipólise. Seu uso está universalmente indicado na terapia de reposição em crianças portadoras de nanismo hipofisário.

    Recentemente, tem sido identificado como “promotor da juventude” e ocupado lugar de destaque na mídia, com a divulgação dos supostos benefícios. Mesmo antes da forma recombinante do GH estar disponível comercialmente para uso terapêutico, uma publicação chamada “The Underground Steroid Handbook” já divulgava seus benefícios para os atletas e previa seu uso corrente em poucos anos.

    De fato, o GH tem sido procurado por atletas e esportistas amadores como droga coadjuvante ou substitutiva dos EA. O objetivo é aumentar o ganho de força e massa muscular, promover a fisioescultura, além de proporcionar a sensação de bem-estar. Acredita-se que seu uso preveniria o esgotamento muscular e dos ligamentos e tendões provocados pelo excesso de esteróides, aceleraria o ganho de peso, mas evitaria o acúmulo de tecido adiposo após sua interrupção. Outros motivos seriam: evitar os efeitos androgênicos dos esteróides e a não detecção laboratorial nos testes “anti-doping”.

    Efeitos adversos de doses supra-fisiológicas seriam: intolerância à glicose, desenvolvimento de osteoporose, sinais de acromegalia (crescimento exagerado das extremidades), além do aparecimento de dislipidemias, especialmente a redução do HDL-colesterol e a possibilidade de desencadeamento de insuficiência cardíaca.

    Estudo realizado em duas escolas de Chicago, em 1992, mostrou que 5% de 224 adolescentes do sexo masculino relatavam uso presente ou passado de GH, sem razões médicas; 25% conheciam alguém que usava e 50% desconheciam qualquer efeito adverso da droga.

    O alto custo do GH e a disseminação de produtos sem informações precisas sobre a forma de obtenção e pureza das preparações representa um problema adicional.

    Creatina

    A suplementação dietética com formulações contendo creatina também tornou-se popular recentemente, devido à crença no maior estímulo ao ganho de força e massa muscular magra.47 A fosfocreatina é um reservatório de fosfato de alto potencial no músculo. Durante os períodos de esforço muscular, a reação de transferência do grupamento fosfato para o ADP gera grande quantidade de ATP e energia, segundo o esquema: Creatina fosfato + ADP + H Û ATP + creatina. Contudo, a quantidade de fosfocreatina é pequena e muito mais ATP é gerado a partir do glicogênio muscular.

    Alguns estudos sugerem que o uso de creatina promove a síntese protéica, a retenção hídrica e melhora a qualidade dos treinamentos de resistência dos atletas.

    Embora nenhum efeito adverso tenha sido relatado na literatura científica, estudos a longo prazo não foram realizados.

    Entender o processo ocorrido com o organismo durante a atividade física é fundamental para entender os resultados que podem ser obtidos.



    O Dr. Turibio Leite de Barros Neto comenta aspectos relevantes no auxílio à melhora da performance, como genética e agentes ergogênicos.

    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • sexta-feira, 12 de agosto de 2011

    Análise das valências envolvidas no âmbito do treinamento desportivo de alto rendimento

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids

  • Este artigo visa refletir sobre os conhecimentos englobados no âmbito do treinamento desportivo de alto rendimento com o intuito de aprimorar suas valências, verificando de que maneira ocorre o processo de treinamento e como o professor de Educação Física pode atuar em tal vertente.

    É comum a preocupação somente do alcançar do rendimento através do treino específico da modalidade. Pesquisas mostram que somente as habilidades decorrentes do treino específico não são suficientes para o rendimento máximo. É preciso que se use também o treinamento desportivo geral.

    Outro aspecto importantíssimo e que deve fazer parte do treinamento de alto rendimento, é a preocupação com as vertentes fora do treinamento em si. A saúde cognitiva e
    emocional do atleta tem influencia direta no resultado da competição. Ao invés desta preocupação, treinadores vêm cada dia mais exigindo dos corpos dos atletas, levando-os ao
    Overtraining e a uma vida triste e desprazerosa no desporto. Temos como conseqüência a isto, o abandono freqüente de atletas devido ao desgosto adquirido pelo desporto e pelas repetitivas lesões causadas por um treino desproporcional a sua capacidade fisiológica e individual para o limiar de treino.

    Palavras Chave: Educação Física, alto rendimento, Treinamento Desportivo, Overtraining e quantidade e qualidade do treinamento.

    Faça o download do artigo completo

    Autor: Rodrigo Silva Perfeito

    Revista EFDesportes (Revista de Educação Física da Argentina) | ISSN 1514-3465 |

    Link para acesso do original: http://www.efdeportes.com/efd154/valenciasenvolvidas-no-treinamento-desportivo.htm

    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • quinta-feira, 11 de agosto de 2011

    Macrociclo de treinamento aplicado ao voleibol

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids
  • https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEicBAiJ7htFHqVlNcjIWcx-UbzFVX3XeRkjLbkAFXhPrZHdNtQEtl37AK_jYvQlsQQOFyEyyrX-CxMMgdb8J_Vp5rFeZgClkwRuI6Oxg5ZwhhXVH0eYfoiKTt8NKPkdDEP2LpLPaKyzrew/s320/Buritica%2520Voleibol%2520Abriaqui.jpg


    O trabalho teve como objetivo desenvolver um plano de periodização esportiva baseada no modelo tradicional de Matveiev a ser aplicado na modalidade voleibol, para atletas entre 15 e 16 anos que se encontram no período de formação esportiva, com vistas a atingir o melhor desempenho técnico, tático e físico durante a realização da sexta edição das Olimpíadas Estudantis de Santa Catarina (OLESC), e posteriormente, durante a realização da Etapa Final do Campeonato Catarinense de Voleibol, categoria Infantil.

    Veja o trablho completo


    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids


  • segunda-feira, 1 de agosto de 2011

    O treinamento desportivo escolar e a revelação de jovens talentos

  • Treino Funcional e Cross - Passo a Passo (em vídeo)
  • Treinamento Funcional 200 Exercícios - Aprenda Montar Seu Treino
  • Ebook Funcional Kids

  • O  professor  de  Educação  Física  é  o  responsável  pela  seleção  e  treinamento  de  jovens  talentos  na escola.  Um  dos  principais  objetivos  deste  profissional  ao  aplicar  o  treinamento  desportivo  escolar  é  o  de capacitar o aluno no reconhecimento de seu nível de aptidão física assim como seu desenvolvimento dentro do desporto treinado, respeitando, sobretudo, seus limites. Desta maneira, possibilitará a este estudante uma situação  de  autonomia  e  compreensão  dos  conhecimentos  do  dia-a dia,  do  treinamento  e  informações referentes  ao  próprio  desporto.  Contudo,  devese  objetivar  o  rendimento,  no  sentido  do  desenvolvimento não só das valências físicas, como também da capacitação técnica da modalidade praticada, além de outros aspectos como o chamado treinamento invisível, que leva em consideração a necessidade de um repouso e uma nutrição adequada, conciliados com o treinamento das valências desportivas. 
     
    Seleção de Jovens Talentos na escola 
     
    A  finalidade  principal  da  escola  não  é  a  descoberta  de  Jovens  Talentos,  mas  sim  a  possibilidade democrática  da  atividade  física  e  da  prática  desportiva  regular,  de  uma  forma  abrangente  e  inclusiva, ocorrendo assim uma preocupação menor na descoberta de talentos.  

    Quando  o  professor  de  Educação  Física,  mesmo  não  enfocando  tal  revelação,  percebe  que  um determinado  aluno  possui  aptidões  acima  das  consideradas  normais  para  um  estudante  que  nunca  havia treinado tal desporto e, sobretudo, um gosto pela participação e pela competição em jogos, deve convidar este jovem a realizar um treinamento diferenciado, fora do horário de aula, com exercícios voltados para o aprimoramento de suas técnicas.  

    É muito comum o grave erro da seleção apenas dos jovens mais habilidosos para participarem deste treino  diferenciado,  como  por  exemplo,  a  treinar  na  equipe  da  escola.  Diversos  estudos  vêem  esta  ação como  negativa  e  mostram  que  ficar  de  fora  do  time  de  futebol  da  escola,  ou  o  simples  fato  de  não  ser escolhido, traz o sentimento de descrédito e episódios de Bullying por parte de seus amigos, chamando-o por apelidos que representam sua suposta falta de habilidade para o desporto em questão.  Refletindo sobre estes  e  outros  detalhes,  percebemos  que  esta  seleção  deve  ocorrer  naturalmente  ao  transcorrer  das  aulas, não havendo uma discriminação ou eliminação dos alunos que pretendem compor essas equipes. O horário de treinamento deve ser diferente do horário de aula e completamente inclusivo, de forma a se apresentar aberto a todos, não somente aos mais habilidosos. 
     
    O treinamento e o Overtraining na escola 
     
    Dificilmente o estado de Overtraining acontece no treinamento escolar, porém devemos nos atentar à  oferta,  ao  tipo  e  a  intensidade  do  estímulo,  pois  se  a  excitação  pós  treino  for  muito  débil,  provocará apenas uma pequena excitação no organismo, não sendo suficiente para gerar novos níveis de adaptação no corpo  e  nas  valências  do  desporto.  Já  um  estímulo  adequado,  gera  uma  adaptação  positiva  no desenvolvimento de diversas valências e um incremento fisiológico adequado no corpo do aluno.  

    O estímulo de intensidade acima do limiar ideal de treinamento agride o praticante de tal forma que pode causar um dano passageiro ou que pode se perpetuar, ou seja, uma lesão aguda ou crônica, ocorrendo o  que  chamamos  de  Overtraining.  Concomitantemente  ao  cuidado  referente  à  intensidade  de  treino,  o professor  deve  se  a  tentar  a  doenças  adquiridas  fora  ou  dentro  do  ambiente  de  treinamento,  vide  que  tal desconformidade pode prejudicar seus exercícios e levá-lo ao estado de Overtraining induzido.  

    Desta forma, devemos nos preocupar em perceber como o estudante se apresenta em relação a sua saúde, sendo passível de ocorrer, em função de um desequilíbrio momentâneo causado por algum tipo de adoecimento, lesões ou um Overtraining precoce. Por isso, é preciso estar atento à resposta física do aluno 
    e a diversos outros detalhes que fazem seu rendimento diminuir. Tais fatores podem variar desde o abuso  sexual  até  a  carência  de  repouso  ou  maus  hábitos  alimentares.  Assim,  entendemos  que  é  fundamental perceber e ouvir seu aluno durante e fora do horário de treino.


    Autor: Rodrigo Silva Perfeito


    Atualizações do blog Treinamento Funcional:
    No Telegram
    No Whatsapp
    No Email
    Dicas para profissionais:
  • Livros sobre Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Treinamento Funcional
  • Ebook Trabalhe com Funcional Kids
  • TOP 200 FUNCIONAL - 200 exercícios de Treinamento Funcional
  • +100 Fichas de Treino Funcional Kids