terça-feira, 27 de março de 2012

Tendências do Treinamento Funcional

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  • Nos últimos anos uma tendência de treinamento norte-americana começou a invadir as academia do Brasil, e mesmo havendo muita discussão entre os profissionais da área sobre a aplicação prática dessa técnica, muitas academias de ponta do mercado brasileiro já resolveram utilizar o nome "treinamento funcional" pra qualquer atividade que envolva uma bola e um elástico. Agora, encontramos "Pilates Funcional", "Funcional Core Zone", "health funcional" e acho que demorará muito pouco até surgir o ioga funcional!

    Porém do que se trata o treinamento funcional? E quem está certo ou errado ao difundir e banalizar o nome ao usá-lo para tantas técnicas diferentes e como podemos chegar à um consenso  sobre como utilizar essa denominação da melhor maneira possível.

    Pra entendermos como o "functional training" (treinamento funcional) é utilizado no maior mercado mundial de fitness e treinamento, uma análise das mais conceituadas certificações americanas tentará mostrar que mesmo se usando todas as ferramentas e exercícios que podemos encontrar em milhares de vídeos disponíveis na internet, essa forma de treinamento envolve conceitos, técnicas, e sistemas que precisam ser discutidos e organizados de forma coerente, apresentando uma razão técnica pra que seja respeitado por todos os profissionais do treinamento e atividades físicas, principalmente por mostrar-se extremamente eficiente em todas as situações que envolvam treinamento físico e performance humana.


    Fisioterapia x Educação Física e Esporte?!?


    Uma das características comum das certificações é uma maior interação entre o treinamento físico e técnicas fisioterápicas, principalmente na identificação de desequilíbrios musculares dos indivíduos. Percebeu-se que ao utilizarem essas técnicas, houve uma diminuição no número de lesões, uma diminuição do tempo de recuperação ao se lesionar, e um melhora nas capacidades de força e endurance em decorrência de uma melhor eficiência na aplicação das periodizações.

    Como nos Estados Unidos não há uma exigência em se ter um diploma na área, o uso de certificações é amplamente difundido e é a maneira aceita pelo mercado para se avaliar o conhecimento básico do profissional. Nesse artigo serão apresentadas certificações e entidades que foram testadas por esse autor, e limitarei esse artigo àquilo que posso julgar, portanto há certificações diferentes dessas no mercado, mas não acho correto analisar o que não experimentei.


    Cursos diferentes para objetivos diferentes.


    A National Academy of Sports Medicine (NASM) usa essa característica em todas suas certificações. Ela usa o modelo do Optimum Performance Training, visando uma estruturação organizada em diferentes níveis. Sua certificação de entrada é o Certified Personal Trainer (CPT),  cujo livro de 500 páginas dá uma visão geral dos fundamentos das ciências do movimento humano, programação de treinamento, avaliações funcionais, conceitos de treinamento, nutrição esportiva e tratamento ao cliente. Eles oferecem também o workshop que prepara para o teste, onde ensinam as avaliações e como as utilizar para identificar, corrigir e treinar os atletas e alunos.

    Como especializações, eles também oferecem a Performance Enhancement Specialist, que obedece o mesmo modelo OPT de organização do treinamento, porém de forma mais completa, para se trabalhar mais com atletas de competição. As avaliações são mais detalhadas, os períodos de treinamento são mais divididos ainda,  as aplicações são cientificamente comprovadas e atingiram excelentes resultados para atletas de altíssimo nível, mas também para a pessoa normal que sempre busca por uma melhora na sua condição física. Essa é a certificação preferida dos técnicos de força da NBA, e está se tornando tão importante quanto a CSCS (certified Strength and conditioning Specialist), da NSCA (National Strength and Conditioning Association), nos times profissionais e universitários.

    A NASM também apresenta uma especialização em correção Postural (CES – Corrective Exercise Specialist), que visa àqueles que apresentam disfunções mecânicas, desequilíbrios musculares ou uma necessidade de continuar um tratamento fisioterápico, porém quando já terminou suas sessões de fisioterapia.

    Para aqueles formados em Educação física e Esporte, a NASM oferece um programa conjunto de Mestrado em Ciências de Esporte que têm uma ênfase prática,  visando o trabalho no dia a dia, e não em pesquisa, e com um conteúdo amplo e diversificado, dando um suporte muito bom para o profissional que quer realmente entender do que tratam todos os conceitos que a NASM acredita, de forma científica e no mesmo formato que tivemos na Faculdade.


    Paul Chek, uma lenda viva no Treinamento Funcional.


    Já no CHEK Institute, instituição liderada por um dos precursores dessa nova onda de treinamento funcional, Paul Chek, o approach utilizado é um pouco diferente. A atenção dada à parte biomecânica  impressiona. O entendimento sobre as interações musculares, articulares, e dos sistemas do corpo é feito de forma muito bem detalhada, ao ponto de se tornar quase um material com um excesso de detalhes, sendo que não temos a autoridade legal (=médica) de lidar com tanta profundidade sobre a lesão de uma pessoa. Porém se o contentamento em se obter o conhecimento extremo sobre o corpo e a biomecânica aplicada ao movimento, esse pode ser o lugar.

    Diferentemente da NASM, no Chek Institute a atenção que se dá para as periodizações sistemáticas é menor, enquanto a ênfase está muito mais no desenvolvimento dos padrões fundamentais de movimento e no processo integrativo entre os sistemas do corpo. Há também uma atenção muito grande na questão da alimentação integral como forma de buscar uma melhora na performance da pessoa como um ser completo, ou seja, a utilização de alimentos orgânicos, frescos, com alto valor nutricional e com pouca utilização de alimentos "brancos" (leite, açúcar branco, sal, farinha branca), e muito mais que envolve a nutrição funcional. Todo o enfoque dado por eles à nutrição tem muito pouco a ver com calorias, e sim com a qualidade do alimento e sua influência na performance.


    J.C. Santana, MMA e notável palestrante.


    Outro grande pesquisador de treinamento funcional é Juan Carlos Santana, e não é o guitarrista mexicano. J.C. Santana, como é mais conhecido, é proprietário do instituto de treinamento na Flórida IHP (Institute of Human Performance), considerado um dos melhores centros de fitness funcional do mercado, e seu foco está em usar técnicas usadas por atletas, também com as pessoas normais. Muitos de seus alunos são lutadores e ele apresenta um foco muito mais prático, principalmente em seus mais de 60 livros e DVD's sobre o assunto. Suas habilidades com os tubos elásticos e com a bola suiça são impressionantes e a variedade de exercícios usada por J.C. é tanta que me senti entrando numa carreira nova quando conheci seu material, por tanta variedade que me foi apresentada.


    A revolução com Gray Cook e o FMS.


    Nos últimos anos tem ocorrido uma tendência de integração do conhecimento de muitos profissionais ligados ao assunto, porém a conclusão que se tem chegado é que o sistema de análise apresentado por Gray Cook, um fisioterapeuta de Virginia, tem se mostrado o mais eficiente em apontar de forma funcional quais são os desequilíbrios que precisam ser trabalhados, e a maneira prática de se fazer isto. Outros grandes profissionais estão usando o FMS (Functional Movement Screen, criação de Gray Cook e Lee Burton) como a ferramenta preferida de avaliação. Mark Verstegen, do Athletes Performance Institute,  Michael Boyle, especialista em treinamento funcional e performance de atletas, Dr. Greg Rose, do Institute Titleist de Golfe, entre outros, têm tidos resultados excelentes em identificarem esses focos que ocasionalmente se tornariam uma lesão e os transformarem em potência pura.


    Kettlebell e correções nos padrões do movimento.


    Outro campo que acabou de se render também ao FMS e a Gray Cook foi àquele do kettlebell training. Pavel Tsatsouline, introdutor da técnica nos Estados Unidos, acabou de lançar uma nova certificação que envolve o FMS (CK-FMS, Certified Kettlebell-Functional Movement Specialist), e a meta dessa certificação é usar os kettlebells para corrigir as disfunções. Gray Cook se tornou um especialista em kettlebells para poder comprovar a eficiência da técnica do treinamento e integrar as duas certificações de forma completa. Nesse momento, o consenso está no fato que o FMS funciona para todos os grupos, e tem mostrado resultados expressivos em todos eles.

    Um caminho brilhante  a ser percorrido!

    No Brasil, ainda estamos engatinhando no assunto, e nesse momento, as discussões estão sendo feitas de forma não embasada, porém todos querem usufruir da novidade, para estarem à frente do mercado. A dúvida maior que fica é se a banalização de tanta informação a ser processada pode prejudicar o uso dessa forma sistemática, progressiva, e orientada de treinamento e que ela seja vista no futuro como mais uma onda que passou. A decisão entre embasarmos o uso do Treinamento Funcional ou de o banalizarmos como mais uma aula de ginástica está na mão dos profissionais sérios que entendem a necessidade de se continuar sempre estudando e questionando as novas "ondas", com o objetivo de separar o joio do trigo, e todos terminarmos com a sabedoria em nossas mãos.

     

    Thiago Passos, M.S., C.S.C.S.

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  • Princípios elementares para o treinamento físico com objetivos não competitivos

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  • A elaboração de qualquer plano de treinamento destinado para adultos com o objetivo de realizar uma atividade física para manter a boa forma, sem um enfoque competitivo, requer, por parte de quem elabora este plano, um conhecimento profundo do grupo para o qual este treinamento é dirigido e de suas características fundamentais.

    Como elemento básico basta mencionar o fato de que todo indivíduo com a idade de 40 anos ou mais, tendo ou não fatores de risco coronarianos, deve submeter-se a um exame médico completo, antes de iniciar qualquer programa de atividade física.

    A grande difusão do esporte competitivo tem gerado uma importante consciência social a respeito dos benefícios da atividade física na saúde, mas devemos nos manter atentos e evitar extrapolar os princípios que regem a atividade de treinamento de quem busca baixar tempos e alcançar o máximo de rendimento e daqueles que buscam a atividade física com objetivos lúdicos e de preservação da saúde.

    Os programas de atividade física sem finalidade competitiva compreendem todas as práticas físico-desportivas que, sem buscar o máximo de rendimento das qualidades trabalhadas, contribuem para a criação de hábitos de vida mais saudáveis (modificação da dieta, redução ou abandono de hábitos tóxicos) que tendem a melhorar a saúde.

    Abordada sob este ângulo a prática esportiva não tem limite de idade nem de sexo, depende simplesmente da associação do programa de treinamento às características particulares de cada indivíduo, segundo os princípios que regem o treinamento.

    Princípios que Regem o Treinamento

    Princípio da relação ótima entre esforço e descanso

    Baseia-se na necessidade de uma pausa para a recuperação muscular após uma sessão de treinamento.

    O tempo necessário dependerá de fatores como o caráter da atividade física (qualidade física trabalhada, volume, intensidade, duração, etc.) e do nível de treinamento do indivíduo. Quanto maior for este último, menores podem ser as pausas de recuperação.

    Se não for respeitado o período adequado de recuperação, pode ocorrer uma sobrecarga. Isto se caracteriza pela realização de nova sessão de treinamento físico antes que o organismo da pessoa se encontre totalmente preparado para tal, em outras palavras, na fase de desequilíbrio (o tempo de recuperação adequado permite que o corpo alcance novamente um ponto de equilíbrio necessário para a realização de nova sessão de treinamento). Ao ser desrespeitado o tempo de recuperação adequado entre as sessões, produz-se uma diminuição descontrolada do rendimento e portanto, da forma física do indivíduo.

    O segredo do treinamento consiste em "adaptar primeiro, desacostumar depois, para enfim voltar a adaptar-se e assim alcançar, no grande ciclo anual de treinamento, os níveis iniciais dos picos de maior rendimento." Fazendo isto, há a possibilidade de desenvolvimento de uma adaptação no ano seguinte, em um melhor nível de performance em cada uma destas etapas.

    Princípio de adaptação à idade:

    A resposta que cada indivíduo pode dar ao treinamento físico está intimamente relacionada à sua idade biológica.

    Nas etapas médias da vida, a atividade pode ser livremente orientada segundo as características e preferências de cada um, mas é fundamental saber atender as pessoas nas idades "extremas". Assim, na infância as atividades devem ser orientadas para o desenvolvimento da coordenação, uma etapa fundamental no aprendizado. Na terceira idade a atividade física buscará evitar o retrocesso da coordenação e do condicionamento físico geral.

    Princípio da carga contínua de treinamento:

    O conceito de carga contínua de treinamento refere-se à sucessão continuada dos exercícios.

    É de importância fundamental a continuidade e a regularidade do estímulo. Uma vez que isto seja cumprido, a melhora no condicionamento físico e os efeitos benéficos serão mais visíveis.

    A divisão da carga de treinamento em três ou quatro dias na semana é a melhor forma de treinamento. Assim o trabalho apresentará resultados mais harmônicos e equilibrados. Especialmente quando se comparam pessoas que realizam atividades desta forma com aquelas que realizam atividades físicas somente durante os fins de semana dedicando várias horas a uma única atividade e mantendo-se inativos durante o resto da semana.

    Princípio da carga crescente:

    Este princípio se baseia no fato de que o indivíduo se adapta aos estímulos de treinamento e, à medida que estes não são incrementados, deixam de produzir novas adaptações e o progresso do treinamento é interrompido. O aumento da carga de treinamento se realiza em função de duas variáveis:

    Carga = Volume x intensidade

    A progressão da carga deve ser feita em função de um ou outro parâmetro, sendo aconselhável que a princípio o aumento seja em função do volume e depois em função da intensidade.

    Quando se trata de crianças e adolescentes, o aumento da carga deve ser avaliado e administrado de maneira muito cuidadosa e progressiva já que pode produzir alterações das estruturas músculo-esqueléticas por sobrecarga das mesmas.

    A relação entre aumento da carga de treinamento e melhora do rendimento do indivíduo não é linear, por isso as cargas de trabalho devem ser revisadas e ajustadas periodicamente.

    Princípio da eficácia do estímulo:

    O estímulo de carga ou treinamento que recebe o indivíduo deve superar um determinado limite para que se produza uma melhora do estado físico. Este limite é determinado pelo nível de treinamento do desportista em questão. É por isso que os planos de atividade física devem ser o mais individualizado possível, e adaptados para a pessoa a quem se destina este plano.

    Se o estímulo é eficiente, produz-se um desequilíbrio no estado físico do indivíduo. Durante o período de recuperação o estado físico estará abaixo de seu limite por causa do cansaço. Uma vez que a recuperação esteja completa, passa-se à fase de supercompensação no qual ocorre um aumento do limite; o novo limite é agora maior do que o limite inicial. Isto é o que ocorre quando a atividade física apresenta resultados positivos.

    Devemos considerar que os princípios de treinamento são imprescindíveis quando se objetiva elaborar planos de treinamento competitivo, nos quais o objetivo é a obtenção de um maior rendimento do desportista. Estes tópicos não devem ser esquecidos no caso de treinamento não competitivo, já que são elementos que permitirão dar coerência ao trabalho realizado e obter os resultados mais proveitosos e eficientes para quem os pratica.

    Programas de Treinamento

    Dando continuidade, veremos os princípios básicos de treinamento da resistência através da atividade aeróbica orientados a partir dos diferentes grupos.

    Programa de treinamento para iniciantes:

    Destinado para sedentários ou pessoas com baixo nível de resistência.

    O tempo total de treinamento de resistência deve estar ao redor de 60 minutos. A intensidade da carga deve ser ao redor de 50% da capacidade cardiovascular máxima. A duração da carga deve variar entre um mínimo de 10 a 12 minutos e um máximo de 30 minutos. A freqüência do treinamento deve estar entre duas sessões semanais (30 minutos de duração) a cinco sessões semanais (12 minutos de duração).

    Para pessoas sedentárias este programa pode estar intenso. Nestes casos recomenda-se trabalhar com intensidades menores, mas aumentando o volume de trabalho para 45 minutos a 1 hora de caminhada ativa por dia. Outra possibilidade é o fracionamento do trabalho com intervalos que chamamos de descanso ativo (não ficar quieto, sem caminhar) que irão sendo reduzidos à medida que o treinamento vai melhorando.

    As características deste programa atendem às recomendações do Colégio Americano de Medicina Esportiva (American College of Sports Medicine) no que se referem à exercícios de desenvolvimento e manutenção muscular e cardio-respiratórios em adultos saudáveis.

    Programa de treinamento com base ótima:

    Destinado a pessoas que têm mantido uma regularidade no treinamento de resistência, o que permite trabalharem em um nível mais elevado.

    A carga semanal pode variar entre duas e quatro horas. A intensidade da carga pode ser de cerca de 70% da capacidade cardiovascular máxima. A duração da carga por sessão variará entre um mínimo de 30 minutos e um máximo de 60. A freqüência de treinamento será de três a seis sessões por semana.

    Qualquer que seja o nível em que se trabalhe, é fundamental a regulação da intensidade do trabalho. Isto pode ser feito controlando-se a FC (freqüência cardíaca) durante um minuto para que se calcule qual a porcentagem da freqüência cardiovascular máxima na qual o trabalho está sendo realizado. A fórmula mais aceita para o cálculo da mesma é a seguinte: FC máx = 220 – idade.

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  • sexta-feira, 23 de março de 2012

    O adesivo que ajuda a recuperar musculatura

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  • O nome é complicado, mas a proposta é simples. A Kinesiology Tape é uma fita elástica desenvolvida com base na cinesiologia, o estudo do movimento. "Esse adesivo ajuda a acelerar a recuperação sem limitar os movimentos", afirma Marcio Cunha, fisioterapeuta da equipe de triatlo do Esporte Clube Pinheiros, de São Paulo. A fita, também conhecida como Kinesio Tape, promove uma ligeira tração e aumento da circulação sanguínea na área onde foi aplicada. Pode ser usada durante ou após os treinos e dura até cinco dias mesmo que seja molhada no banho. As marcas Nitto Denko, Temtex, KT Tape, Kinesio Tex Gold e 3NS Tex podem ser compradas pela internet (www.fisiostore.com.br, www.kinesio.net.br ou www.endurance.esp.br). A Kinesio Tape está disponível em preto, azul, rosa e cor da pele, e os preços variam entre 45 e 65 reais.

    Aprenda como aplicar a fita para ajudar a combater algumas lesões comuns em corredores – como fascite plantar e joelho de corredor. Mas, antes de usá-la pela primeira vez, consulte um profissional especializado (um fisioterapeuta ou um ortopedista).

    A) Tendinite do tendão-de-aquiles

    Proteja o tendão do uso excessivo.

    1. Corte um pedaço de fita Kinesio medindo do topo da panturrilha à sola do calcanhar. Arredonde as pontas com a ajuda de uma tesoura.

    2. Flexione o pé. Ainda com a folha protetora colada à fita, coloque uma ponta da tira na sola do calcanhar. Pressione o dedo na fita, na parte superior do tendão-de-aquiles (alguns centímetros acima do tornozelo).

    3. A partir do topo da fita, corte a tira ao meio na vertical até onde ficou a marca do seu dedo.

    4. Remova a folha protetora da parte não cortada da fita. Cole a fita na sola do calcanhar e, com o tornozelo flexionado, estique-a grudando no tendão-de-aquiles.

    5. Uma por vez, remova a folha protetora das partes cortadas da fita e cole-a (sem esticar) nas partes externa e interna da panturrilha, formando um "V".

    B) Fascite plantar

    Dê apoio ao arco do pé para aliviar a dor.

    1. Corte um pedaço de fita longo o bastante para ir desde a parte de trás do calcanhar até um pouco antes dos dedos do pé, no metatarso. Não remova a folha protetora.

    2. Corte a fita na forma de quatro "dedos", sem cortar alguns centímetros em uma das pontas, que servirá para cobrir o calcanhar.

    3. Corte outro pedaço de fita longo o bastante para cobrir o metatarso e arredonde os cantos com a ajuda de uma tesoura.

    4. Retire a folha protetora da fita que não foi cortada e coloque-a atrás do calcanhar. Flexione o tornozelo e puxe os dedos dos pés para cima com a mão. Retire a folha protetora correspondente aos dedos, uma de cada vez, e cole ao longo da sola do pé de maneira uniforme, sem esticar a fita. Retire a folha protetora da segunda tira e cole-a no metatarso para apoiar os dedos.

    C) Joelho de corredor

    Diminua a tensão sobre o tendão patelar.

    1. Corte 10 centímetros de fita, arredonde os cantos e remova a folha protetora.

    2. Segurando as pontas da fita nas duas mãos, estique o meio da fita e cole-a logo abaixo da patela – sobre o tendão patelar.

    3. Alise os cantos da fita de encontro à pele.

    D) Canelite

    Alivie a inflamação nas canelas.

    1. Corte um pedaço de fita de 30 a 45 centímetros, arredonde todos os cantos e remova a folha protetora.

    2. Flexione o pé. Cole uma ponta da fita próximo ao dedo mindinho. Passe a fita na sola, no ponto mais alto do arco e em volta da parte de cima do pé. Em seguida, leve a fita até a frente da canela.

    3. Corte 15 centímetros de fita do tipo "silver tape" (que dá mais apoio ao arco) com largura de 3 centímetros.

    4. Cole uma ponta da fita sobre a fita Kinesio no lado externo do pé, flexione-o e cole a fita firmemente sobre o arco.


    Por

    Por Beth Dreher e Julia Zanolli - Runners World



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  • quarta-feira, 21 de março de 2012

    Saiba mais sobre o Treinamento individualizado de Bondarchuk

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  • Campeão olímpico e recordista mundial do lançamento de martelo, Bondarchuk, atualmente como treinador de atletismo, tem influenciado significativamente as teorias sobre a periodização do treinamento desportivo (TSCHIENE, 1985; SILVA, 1995). Na estrutura de treinamento individualizado proposta por Bondarchuk, destacam-se as seguintes características:

    • absoluta individualização do treino, tanto em termos de composição e estruturação das cargas de treinamento quanto da definição dos períodos de incremento e redução das cargas, a fim de atender às características da forma de cada atleta;

    • ciclo de treino composto por três períodos, que correspondem às três fases da forma esportiva – desenvolvimento, conservação e descanso, ou, então, aquisição, manutenção e perda temporária. Esses períodos podem se repetir mais de uma vez no ano e apresentar combinações diferentes, com uma duração bastante variada, de acordo com as características individuais dos atletas;

    • evolução das exigências do treino e conseqüente melhoria da capacidade de prestação, em razão da mudança do conjunto dos exercícios, e não da dinâmica das cargas;

    • ao longo da temporada, utiliza-se uma grande quantidade de exercícios específicos, com intensidade elevada e sem grandes variações no volume de treino (SILVA, 1995).

    Na proposta de Bondarchuk, a fase de manutenção da forma dura em torno de quatro semanas, ao final das quais o conteúdo do treino deve ser renovado em cerca de 50%. As possibilidades de variações da estrutura do treino (forma de intercalar os períodos de desenvolvimento e manutenção com o de repouso) variam de acordo com as respostas adaptativas do atleta; daí a necessidade de se conhecer profundamente o atleta e suas reações ao treinamento (SILVA, 1998).


    Fonte


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  • terça-feira, 20 de março de 2012

    Estrutura de treinamento para as modalidades coletivas

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  • Segundo SILVA (1995), a teoria de Bompa sobre os níveis da forma esportiva são utilizadas como fundamento para a estruturação de modelos de treino para os esportes com calendário de competição extenso, notadamente os esportes coletivos.

    Na abordagem apresentada por BOMPA (1994), o autor considera a forma esportiva como um processo no qual se sobrepõem, em seqüência, três diferentes estágios de prontidão esportiva: forma geral, alta forma e ótima forma.

    O primeiro estágio - forma geral - representa um nível bastante elevado no plano das capacidades físicas e das habilidades motoras necessárias à prática de uma determinada modalidade (BOMPA, 1994). Constitui-se num estágio de treino bastante elevado e representa uma pré-condição para aqueles que pretendem a obtenção de resultados de altíssimo nível (SILVA, 1995).

    O nível denominado de alta forma esportiva ou forma atlética está baseado no nível de treinamento anterior (forma geral) e se mantém mais ou menos estável durante um período de tempo relativamente longo (período competitivo), constituindo-se, dessa forma, no nível de prontidão esportiva dos atletas das modalidades coletivas com período competitivo extenso (BOMPA, 1994; SILVA, 1995).

    O último nível, denominado ótima forma, representa a prontidão do atleta para a obtenção ou superação do seu melhor resultado e deve acontecer a partir do nível da forma anterior, ou seja, da alta forma, podendo ter várias manifestações (duas a quatro) em períodos curtos (sete a dez dias) da temporada de treino (SILVA, 1995).

    Assim, tendo como base nos níveis de forma esportiva proposto por Bompa, a estruturação do treinamento para os esportes com calendário esportivo extenso apresenta as seguintes características:

    • redução dos trabalhos de natureza geral, com elevadas concentrações no volume das cargas em benefício da especialização do treino;

    • definição de modelos estruturais de treino em função das características e das exigências competitivas de cada modalidade; a dinâmica das cargas assume características muito particulares – no período preparatório, as cargas de treino sofrem aumentos diferenciados no volume e na intensidade de acordo com a modalidade considerada; a partir do momento em que se atinge a fase competitiva, as cargas tendem a uma estabilização relativa, em termos de grandes ondas, para sofrerem alterações freqüentes de volume e intensidade em um nível das microestruturas de treino;

    • o procedimento cíclico centrado nas microestruturas de treino, em razão da incompatibilidade entre grandes ondas de treino e da freqüência das competições consideradas importantes.



    Fonte


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  • Número de lesões no cérebro aumenta em atletas jovens

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  • O número de lesões cerebrais traumáticas aumentou 60% entre jovens esportistas na última década, diz um levantamento feito pela National Center for Injury Prevention, nos Estados Unidos. Essa instituição foi criada para analisar as lesões que mais cometem os esportistas e encontrar um meio de preveni-las. As lesões cerebrais traumáticas são danos que atingem o cérebro causadas por impactos no crânio sem proteção.

    O estudo analisou o relatório médico de vários hospitais nos Estados Unidos, desde o começo de 2001. Eles observaram que o número de danos chamados lesões cerebrais traumáticas, causados por impacto no crânio sem proteção, foi de 248.500 lesões, 60% a mais do que na década passada. De acordo com o estudo, os esportistas mais afetados são os ciclistas, jogadores de futebol e basquete.  

    De acordo com os pesquisadores, isso é um problema, já que muitas pessoas sofrem algum tipo de impacto na cabeça durante a prática esportiva, mas não procuram um médico até sentirem sintomas mais sérios, como confusão, problemas de memória, dor de cabeça, visão embaçada e náuseas, que podem se manifestar até três dias depois da lesão. Essa demora pode causar um agravamento no quadro, levando a lesões permanentes no cérebro.

    Para prevenir que o problema se torne mais grave, os especialistas aconselham que os parentes e amigos fiquem atentos aos sintomas após uma pancada na cabeça e não demoram a levar o paciente ao médico.  

    Acessórios para lesões

    Outro erro comum para esportistas que sofrem uma contusão é usar acessórios como tornozeleiras e joelheiras sem antes procurar um médico. De acordo com o fisiologista Paulo Correia, da Unifesp, o acessório tira a sensibilidade do local lesionado, o que gera a falsa sensação ao corpo de que o problema não existe mais. Quando a utilização do acessório é suspensa, qualquer movimento pode causar o retorno ou ainda o agravamento da lesão.

    O especialista ainda afirma que é o médico ortopedista que vai dizer ao paciente o momento certo de usar o acessório e as situações em que seu uso é dispensável. "Munhequeiras, por exemplo, nunca devem ser usadas, durante a digitação ou atividade esportiva, pois prendem a circulação. Já os imobilizadores de punho, apenas devem ser usados em casos extremamente agudos e nunca durante a digitação, pois isto causaria o agravamento da lesão", explica.

    Um fator determinante para a utilização indiscriminada dos acessórios protetores é o fácil acesso que se tem a eles. Estes produtos são geralmente vendidos nas lojas especializadas em artigos esportivos ou até mesmo em lojas de departamentos. Em geral, as embalagens destes produtos alertam, mesmo que em letras miúdas, para alguns cuidados ao usar os acessórios. O problema é que nem sempre quem usa o produto por sua conta e risco segue as orientações da "bula".  

    Entre as principais recomendações dos fabricantes estão: não apertar demais a região machucada, para não comprometer a circulação sanguínea; não utilizar o acessório durante os momentos de repouso, ou ainda, enquanto a pele estiver lesionada ou ferida e também quanto ao uso pós-cirúrgico, que deve ser realizado apenas sob orientação médica. Outro ponto a ser observado é a possibilidade de manifestação de alergias ou irritação da pele devido às propriedades do material.



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  • O que é treinamento estrutural?

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  • Também desenvolvido no final da década de 1970, o esquema de treinamento estrutural foi proposto por Peter Tschiene para o treinamento de alto nível, partindo do ponto de vista das experiências da antiga República Federal alemã (TSCHIENE, 1985). O treinamento estrutural é um esquema de treino voltado, sobretudo, aos esportes de elevada exigência no campo da força rápida e baseia-se na elevação e manutenção da intensidade e do volume da carga durante todo o ciclo de treinamento, com o objetivo de alcançar rendimentos elevados durante quase toda a temporada. TSCHIENE (1985) destaca as seguintes características do treinamento estrutural:

    1. dinâmica das cargas em forma de pequenas ondas, com uma destacada e permanente alternância entre volume e intensidade;

    2. predominância da intensidade em unidades de treino relativamente curtas, nas quais se destacam as cargas de competição;

    3. controle individual das competições como procedimento para o desenvolvimento e manutenção da forma por intermédio do incremento da intensidade específica;

    4. introdução do "intervalo profilático" após as cargas específicas e antes da competição, proporcionando ao atleta o descanso que deve anteceder a sua participação nas competições.

    Para TSCHIENE (1985), o treinamento estrutural não se diferencia completamente da idéia tradicional de periodização proposta por Matvéiev.

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  • sexta-feira, 16 de março de 2012

    O que é treinamento em bloco?

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  • No final da década de 1970 e início de 1980, Verchosanskij divulgou os resultados das suas experiências do treinamento em blocos, que consiste na concentração de cargas unilaterais, formando verdadeiros blocos de treino específicos, os quais se desenvolvem por aproximadamente dois meses, levando-se em consideração os seguintes fatores:

    • desenvolvimento da força como preocupação central das experiências desenvolvidas;

    • o trabalho de força, para que seja eficaz, deve ser concentrado, o que pode prejudicar, num primeiro momento, as adaptações no campo da técnica e da velocidade, porém tem como objetivo central criar pré-requisitos para os programas de treinamento posteriores;

    • utilização do efeito posterior da carga para assegurar a continuidade da melhoria da força rápida após um trabalho concentrado de força, além de criar as condições ideais para o aprimoramento da velocidade e da técnica do exercício competitivo.

    • concentração de cargas unilaterais como recurso eficaz para elevar o alto nível de preparação específica conseguido pelos atletas após muitos anos de treinamento (SILVA, 1995).

    De acordo com VERCHOSANSKIJ (1983), para a elaboração dos blocos de treino, deve haver uma definição clara das necessidades de cada esporte a fim de possibilitar o melhor ordenamento dos efeitos do treino específico, uma vez que as cargas precedentes devem assegurar condições funcionais para as cargas seguintes.

    O modelo em referência divide-se em dois grandes blocos: de preparação e de competição, um mais volumoso e menos intenso e o outro mais intenso e menos volumoso, no qual deverão ocorrer os melhores resultados. Inicialmente, no treinamento por bloco, estabelece-se a utilização de um bloco de treinamento volumoso e concentrado, com mais ou menos dois meses de duração, direcionado para a força. Aproveitando os efeitos posteriores do trabalho de força, intensifica-se o treino sobre a velocidade, a técnica ou a resistência específica, durante o qual acontece a primeira etapa competitiva (SILVA, 1995).

    A segunda etapa de preparação inicia-se com um novo bloco de trabalho de força, menos volumoso e mais intenso, seguido de nova concentração de trabalho sobre as qualidades específicas predominantes em cada esporte e outro período dedicado às competições (SILVA, 1995).

    O sistema de treinamento em blocos pode ser estruturado de forma diferenciada, de acordo com as exigências e especificidades das modalidades esportivas ou as respostas do organismo aos efeitos do treino. Dentre as principais variantes do modelo referido destacam-se as seguintes: modelo ATR, sistema tetracíclico para nadadores e modelos de blocos em progressão (SILVA, 1998).

    Para TSCHIENE (1985), em geral, o modelo estrutural de Verchosanskij pode ser considerado um avanço dentro do planejamento do treino desportivo e uma diferenciação, de fato, do conteúdo proposto pelo modelo de periodização de Matvéiev. No entanto, de acordo com SILVA (1998), a elaboração de blocos específicos de treino capazes de atender às exigências da modalidade esportiva e, ao mesmo tempo, de se interligarem de forma lógica e racional demanda um elevado nível de conhecimento da modalidade esportiva considerada e uma especial atenção ao conceito de sucessão/interconexão, entendido como a separação dos trabalhos incompatíveis e aproximação dos que se complementam, de forma a estabelecer o necessário encadeamento de conteúdos e a indispensável continuidade nas cargas de treino.

    Para FORTEZA DE LA ROSA (2001), a "Estruturação de Sucessões Interconexas, fundamenta-se basicamente no caso de que o trabalho de força deve ser concentrado em bloco de treinamento para criar condições de melhoria posterior nos conteúdos do treinamento relacionados ao desenvolvimento técnico e à qualidade da velocidade do atleta. Essas condições são dadas pelo chamado efeito de acumulação retardado do treinamento (EART)". Ainda de acordo com FORTEZA DE LA ROSA (2001), o conceito da Estruturação de Sucessões Interconexas é fundamental para essa forma de periodização do treinamento desportivo, pois constitui a estruturação do treinamento em blocos. O efeito do treinamento posterior, a longo prazo, indica que os efeitos obtidos depois de sucessivas sessões de aplicação de carga de força em um bloco concentrado, que pode durar várias semanas, criam as bases condicionantes para o treinamento das demais capacidades dos atletas e para o aperfeiçoamento da técnica. Para FORTEZA DE LA ROSA (2001), na prática, essa estrutura de treinamento toma forma quando se concentram em diferentes blocos os aspectos físicos e técnico-táticos: em um primeiro bloco, trabalha-se com determinação as capacidades físicas, predominantemente a força; em um segundo bloco, as questões técnicas e táticas.

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  • quinta-feira, 15 de março de 2012

    O que é treinamento modular?

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  • Elaborado também na década de 1970 por Vorobjev, este modelo de treino foi utilizado principalmente pelos halterofilistas (TSCHIENE,1985) e apresenta como características: a aplicação de mudanças bruscas e freqüentes no volume (variações de 30 a 50% entre um a dois meses e média de 35% ao longo do ano) e na intensidade (oscilações mensais entre 20 a 25%, com média de 11%) das cargas; ao longo de toda a temporada, as cargas de natureza específica assumem um caráter predominante; o ciclo anual das cargas de treino é organizado na forma de pequenas ondas uma vez que o treinamento não deve ser projetado para determinar uma transferência a longo prazo dos efeitos da carga (SILVA, 1995).

    Com relação à proposta deste modelo em que as cargas de natureza específica assumem um caráter predominante ao longo da temporada, é considerado por TSCHIENE (1985) um progresso na teoria do treinamento desportivo. Da mesma forma, SILVA (1995) acredita que a proposta de Vorobjev se constitui no primeiro modelo a, efetivamente, estabelecer um certo afastamento dos esquemas da periodização clássica de Matvéiev.

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  • O que é treinamento pendular?

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  • Esta sistemática para estruturação do processo de treino foi proposta por Arosjev na década de 1970 (SILVA, 1995) e se constitui numa tentativa de aperfeiçoamento do sistema proposto por Matvéiev, pois se orienta pelos princípios da teoria do referido autor. De acordo com TSCHIENE (1985), pode-se concluir que a estrutura pendular de Arosjev representa apenas uma reforma da periodização do treino de Matvéiev, já que a tradicional subdivisão em períodos não é desconsiderada. O treinamento pendular tem como proposta básica a obtenção de vários momentos da forma, a fim de atender às necessidades do calendário de competição, e fundamenta-se na alternância sistemática entre cargas específicas e gerais. De uma maneira geral, as cargas gerais decrescem ao longo do período até praticamente desaparecerem por ocasião das competições mais importantes, ao passo que as cargas de natureza específica crescem a cada ciclo de treino (SILVA, 1995). Essa alternância na natureza das cargas em um mesmo ciclo de treino é responsável pela formação do chamado pêndulo (SILVA, 1998).

    Quanto menores são os pêndulos durante o processo de treinamento, maiores serão as condições de competir eficazmente, todavia se os pêndulos são maiores, maior será a possibilidade de sustentar a forma desportiva por um tempo maior por parte do atleta (FORTEZA DE LA ROSA, 2001).

    Sinteticamente, nessa forma de organizar o treinamento desportivo fica evidente que se mantém a importância das cargas gerais de treinamento e que existe a relativa separação igual, mas em menor escala, do que na periodização do treinamento de Matvéiev é a preparação geral e a específica (FORTEZA DE LA ROSA, 2001).



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  • segunda-feira, 12 de março de 2012

    Aquecimento melhora o rendimento do treino

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  • Você já sabe que fazer exercício físico é primordial para o aumento da qualidade de vida. Segundo pesquisa recente realizada pela Universidade de Essex, no Reino Unido, bastam apenas cinco minutos de caminhada ao ar livre para melhorar o humor e a autoestima.

    E não é só isso: os benefícios passam por melhora da função cardiorrespiratória e prevenção de doenças como obesidade, diabetes e câncer. Porém, antes de você começar a mexer o esqueleto, saiba que nosso corpo precisa ser preparado para a prática do exercício.

    "Independentemente da idade e do sexo, a realização de exercícios preparatórios antes das atividades físicas é fundamental para qualquer um", explica o fisiologista da Unifesp Raul Santo de Oliveira. Os aquecimentos e alongamentos têm essa característica e acabam por aumentar o desempenho da pessoa quando feitos da maneira correta.  


    pessoas aquecendo na esteira - Foto Getty Images

    Duas formas de aquecimento

    Aquecimento geral: corrida, caminhada, trote leve, movimento de braços e pernas, ou seja, qualquer exercício mais leve que garante a movimentação do corpo.

    Aquecimento específico: vai depender da modalidade esportiva que a pessoa vai praticar. Por exemplo, se você vai correr em uma maratona, o aquecimento precisa priorizar as pernas e o movimento de quadril. 

    Antes do exercício

    Esses exercícios preparatórios são os importantes para a comunicação do sistema muscular com o sistema nervoso e, por isso, o rendimento fisiológico da pessoa melhora muito. Mas, para alcançar a melhora, a sequência aquecimento-alongamento precisa ser feita por no mínimo 15 minutos antes a prática esportiva.

    Depois do exercício

    É importante também que após o exercício, o alongamento seja feito para restabelecer gradativamente o repouso do corpo. "O ideal é que o alongamento seja feito de forma bastante branda e com calma, pois, assim como o aquecimento ajuda na aceleração dos sistema circulatório e respiratório, a desaceleração gradual é necessária para que o corpo não interrompa a atividade de forma abrupta", recomenda o médico Raul Santo.

    Aquecimento e alongamento

    O aquecimento é o primeiro passo de preparação para se exercitar, depois é feito o alongamento. "O aquecimento eleva a temperatura corporal e aumenta a frequência cardíaca. Com isso, mais sangue é bombeado, levando nutrientes e oxigênio para os músculos. Além disso, é durante o aquecimento que ocorre um aumento da frequência respiratória, importante para o bom rendimento", explica o especialista Raul Santo.

    Uma vez que a temperatura do corpo está elevada e os músculos estão irrigados, é hora de começar o alongamento. "Esticar a musculatura faz com que o corpo esteja preparado para os movimentos e, por isso, o risco de lesões são diminuídos e as dores pós-exercício ficam amenizadas", diz o fisiologista. 

    Variações

    O alongamento também vai variar de acordo com o esporte, mas quando falamos de esticar os músculos é importante que as principais cadeias musculares sejam alongadas. "Todo alongamento deve começar a ser feito da cabeça para os pés ou dos pés para a cabeça, para que o indivíduo não se esqueça de nenhuma parte do corpo", ensina o fisiologista. 

    Dias quentes e frios

    A intensidade do movimento preparatório vai variar de acordo com as condições climáticas, com a idade e a frequência de atividade física de cada um.

    "Em dias mais quentes, o corpo se aquece mais rapidamente, por isso, a prioridade vai para os exercícios de alongamento. Já quando a temperatura está baixa, a tendência é prolongá-los para manter o corpo aquecido." De baixa intensidade ou não, o importante é não deixar de lado essa etapa importante da atividade física.

    "O preparo do corpo garante que os músculos trabalhem nas condições ideais e, assim, as reações fisiológicas funcionam de forma positiva, garantindo o aumento do rendimento físico", completa o especialista da Unifesp. 

    por Andressa Basilio



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  • quarta-feira, 7 de março de 2012

    Odontologia desportiva e o desempenho dos atletas

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  • Ao contrário do que se pensa, a Odontologia Desportiva não é uma especialidade odontológica ligada à Educação Física, mas sim uma área de atuação da própria Odontologia.

    Ela visa oferecer cirurgiões-dentistas com visão esportiva, a fim de melhorar o rendimento dos atletas, promovendo a saúde bucal e prevenindo possíveis lesões decorrentes de atividades esportivas. Por ter um enfoque multidisciplinar, ela reúne uma equipe de profissionais das mais diversas especialidades odontológicas, tais como: periodontia (gengiva e estruturas de suporte dentário), endodontia (tratamento de canais), próteses e implantes (reposição de dentes perdidos), ortodontia/ortopedia (correção de dentes mal posicionados e alterações ósseas), cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial (traumatismos decorrentes da prática esportiva).

    Apesar de não ser matéria curricular nas faculdades e de não existirem cursos de formação específicos, há aulas e palestras como atividades extra-curriculares, que visam informar o cirurgião-dentista sobre este novo campo de atuação, com enfoque preventivo e curativo.

    Embora a Odontologia Desportiva no Brasil seja ainda muito jovem, já foi criada a Associação Brasileira de Odontologia Desportiva (Abrodesp), que além de dentistas, é composta por médicos, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos. Além disto, no Conselho Regional de Odontologia de São Paulo existe uma Comissão de Odontologia Desportiva, e, no Ginásio do Ibirapuera, foi formado o 1º Centro de Odontologia Desportiva do Brasil.

    O atleta, por exigir mais do seu físico em relação às demais pessoas, necessita estar sempre atento à sua saúde, e a saúde bucal não pode ficar fora deste contexto. Constatou-se que o rendimento de um atleta pode ser reduzido se ele tiver algum distúrbio na sua saúde bucal. E ainda, por outro lado, seu rendimento está intimamente relacionado com a vitória ou a derrota. Deste modo, visando uma melhoria no desempenho do atleta, faz-se necessário um exame odontológico minucioso, a fim de promover o tratamento de eventuais doenças ou mesmo atuar de forma preventiva.

    É preciso planejar bem o tratamento do atleta, pois cuidados diferenciados devem ser tomados. Por exemplo: restaurações metálicas não são indicadas, por isso devemos ter cautela na prescrição de medicamentos. A restauração metálica, por ser muito dura e resistente, pode levar à fratura de dentes devido ao impacto sofrido durante a prática esportiva. Desta forma, recomendamos a restauração em resina, que no impacto é mais fácil de ser quebrada do que o dente. Já com os medicamentos, temos de ter cuidado para não interferirem no exame anti-dopping.

    Alterações bucais também podem levar à redução do desempenho do atleta, tais como: má oclusão (engrenagem entre os dentes), respiração bucal, perdas dentárias, desordens na ATM (articulação têmporo-mandibular), problemas nos canais, alterações gengivais/periodontais, cárie dentária, raízes residuais, etc. Podem levar também ao aumento do risco de lesões (nas articulações dos joelhos, por exemplo) e dificuldade para recuperação de lesões, como as musculares, bem como diminuição da capacidade aeróbica, não aproveitamento do alimento ingerido (comprometimento da mastigação e conseqüente digestão), alterações na postura e na visão, dores de cabeça, zumbidos, estafa e fadiga precoce.

    Desta forma, o tratamento do atleta abrange diversas especialidades odontológicas, cujo objetivo principal é promover sua saúde bucal, e claro, reabilita-lo, o que interfere na estética e auto-estima. Mas temos uma grande preocupação: prevenir um risco a que atletas são expostos, que são os traumas desportivos, visto que são a terceira maior causa dos traumas faciais. Buscamos prevenir as fraturas dos ossos da face e dos dentes bem como lesões de língua, lábios e bochechas. O traumatismo dental é um problema de saúde pública, pois pode levar à perda dentária imediata (no momento do acidente) ou mediata (no decorrer do tratamento ou anos após, devido à reabsorção das raízes dentárias). Mas caso o trauma desportivo ocorra, podemos intervir corrigindo o dano anatômico e o distúrbio funcional.

    Quando falamos em prevenção na Odontologia Desportiva, aí pensamos nos protetores bucais para prática de esportes. As modalidades de maior risco são os de contato, ou de impacto, como: boxe, judô, karatê, jiu-jitsu, luta greco-romana, sumô, futebol, basquetebol, voleibol, handebol, mountain bike, motocross, hockey in line, patins in line, etc. Nestes esportes, as chances do atleta sofrer contusões orofaciais durante a carreira variam de 33% a 56% . Podem ocorrer choques, cabeçadas, cotoveladas, traumatismos crânio-faciais, fraturas nasais, ferimentos corto-contusos e lacerantes, e até mesmo quedas acidentais ou agressões físicas como socos e pontapés.

    Agindo preventivamente, os protetores bucais atuam de duas maneiras: protegendo os dentes de fraturas ou avulsões (arrancamentos) e prevenindo lesões nas bochechas, língua e lábios. Segundo a Academia Norte-Americana de Odontologia Desportiva, o uso de protetores bucais na prática esportiva reduz em até 80% o risco de perda dentária. Nos Estados Unidos e Europa, usar equipamentos de segurança é lei em inúmeras competições esportivas, mas no Brasil o uso de protetores bucais ainda é restrito a praticantes do boxe.

    Existem três tipos de protetores bucais: os pré-fabricados (com tamanhos P, M e G), os termoplásticos (também pré-fabricados,) e os confeccionados pelo dentista. Os dois primeiros não têm boa adaptação à arcada dentária, interferem na fala, na respiração e na tensão muscular do atleta, que morde, aperta constantemente para não sair do lugar. O segundo leva o atleta a riscos de queimaduras na boca, pois é posto na pessoa após ser tirado de imersão na água quente para amolecer e melhor adaptar-se à arcada dentária, é o famoso "ferve e morde". O terceiro tipo é definitivamente o melhor para o desempenho do atleta, pois é confeccionado após moldagem da arcada dentária, e é personalizado, pois não atrapalha na respiração e pode-se ingerir líquidos sem retira-lo da boca. Os protetores duram em média 1 ano, devem ser lavados com água corrente após o uso e armazenados em estojos próprios. Devem ser trocados nas crianças e adolescentes com certa regularidade, devido ao crescimento ósseo, ou sempre que o atleta apresentar alterações drásticas de peso.

    A atuação da Odontologia Desportiva no Brasil só tende a crescer, a exemplo do que já acontece nos Estados Unidos e Europa. A tendência é que academias, clubes, federações esportivas e escolas passem a divulgar e a solicitar a necessidade de meios de proteção para a prática de esportes de uma maneira geral, quer seja dos seus associados, atletas ou alunos. Além disso, encaminhar o atleta/aluno/associado para um exame odontológico, a exemplo do que ocorre em relação à avaliação física. Enfim, prevenir é o melhor caminho, pois é mais barato saudável. Portanto, vamos nos cuidar.

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