terça-feira, 9 de outubro de 2012

Força vs Potência no treinamento funcional

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  •  Quando se pensa em musculação a primeira coisa que se vem a mente é o treino de força, mas quando estamos pensando em capacidades funcionais será que o mais interessante? 

    Em inglês o termo força pode ser traduzido como "strength" ou como "force", isso pode causar alguma confusão.  Pois "strength" está relacionado a força de ação muscular..  Enquanto "Force" está mais relacionado a física, mais precisamente a  segunda lei de Newton 

    A força na física pode ser resumida em:

    Quando pensamos em uma ação muscular a formula pode servir para descrever as contrações isométricas (pois tem a aceleração constante), mas ela não leva em conta a velocidade da execução do movimento, quando pensamos em força dinâmica, o mais adequado seria incluir a variável de velocidade na equação. Portanto para melhor representar matematicamente a ação motora o melhor é pensar em potência.

    A potência pode ser resumida em:

    Essa fórmula nos mostra que a força e velocidade tem igual importância na potência, por exemplo se compararmos hipoteticamente a potência de um golpe de dois lutadores um peso pesado e o outro peso médio. O primeiro tem uma força de 100 Newton (N)  e  5m/s de velocidade que daria 500 watts (W) de potência. Já o segundo teria 80N de força e 10m/s de velocidade e de potência 800w. Nessa relação hipotética o lutador menor mesmo tendo uma força menor a sua velocidade mais alta compensa e até supera, gerando maior potência.
    No treino resistido é preciso avaliar se vale mais a pena utilizar uma carga maior e fazer o movimento lentamente ou se é melhor utilizar uma carga menor e utilizar uma execução mais rápida. Dependendo dos objetivos e da periodização pode ser interessante utilizar as duas estratégias.  


    Mas onde o treinamento funcional se encaixa?

    No treinamento funcional um erro muito comum que vejo, é desprezar totalmente a velocidade de execução. Vejo muitos exercícios sendo realizados em bases instáveis com a justificativa de se trabalhar o core.  Até ai tudo bem, mas ficar um treino inteiro utilizando base instável faz com que a potência diminua. 


    Para entender melhor, pense em um agachamento comum.

    E agora pense em um agachamento sendo realizado sobre uma base instável.

    Será que no agachamento sobre uma base instável você conseguiria realizar com a mesma carga e com a mesma velocidade do agachamento comum?


    Só por esse exemplo já podemos perceber que para a potência utilizar bases instáveis pode não ser a melhor opção. Já vi atletas que possuem um core bem forte, mas pouco potentes.
    Atualmente os exercícios de LPO vem provando ser muito eficiente para o ganho de potência, juntamente com os exercícios pliométricos (no mês que vêm colocarei um post sobre esse assunto).

    Retirei daqui


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