quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Saiba mais sobre o Supertreinamento

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         Antes de comentarmos o supertreinamento, é importante reforçar que devemos diferenciá-lo claramente dos estados de fadiga aguda, crises de adaptação ou super solicitação. Por exemplo, é inevitável, para quem se afastou por pouco tempo ou para quem nunca fez musculação, sentir dores musculares nas primeiras semanas de prática.

         As dores são, como já foi dito, a defesa do organismo como consequência da falta de costume do corpo em relação a uma atividade já um pouco esquecida. Alguns sintomas do supertreinamento podem ser sentidos normalmente no processo de treinamento, sem ser considerado overtraining. Para se saber o que está acontecendo, é aconselhável procurar um médico desportivo para se obter um diagnóstico exato.

         Há dois tipos de supertreinamento, cada um com seus sintomas e evoluções diferentes. Há o supertreinamento denominado simpático-tônico, que se caracteriza pelo predomínio do sistema nervoso simpático vegetativo. Os sintomas estão relacionados com os processos de superexcitação, como:
    • pulsações em repouso aumentadas
    • problemas de sono
    • perda de peso
    • fadiga fácil
    • elevação ligeira da temperatura
    • dores de cabeça
    • perda de apetite
    • recuperação da frequência cardíaca retardada
    • palpitações
    • descoordenação
    • irritação
    • depressão
         Neste caso, a pessoa se sente enferma, se cansa facilmente, perde peso, não consegue dormir, nota palidez e ligeira elevação da temperatura corporal. Na mulher, podem surgir outras alterações. Além disso, o atleta tem dificuldades para respirar durante o treino, perde o apetite, aumenta a sensação de sede, a pulsação se acelera e aparecem palpitações que antes não existiam. A recuperação da frequência cardíaca após o esforço é lenta e a pressão arterial elevada. E não fica por aí. O cansaço também, é claro, é psíquico: irritação em situações banais, angústia, depressão, etc...

         Este tipo de supertreinamento é fácil de ser diagnosticado, porque os sintomas aparecem e são facilmente identificados: o atleta sente-se mal, realmente enfermo, podre!!!

         O outro tipo de supertreinamento se inicia com sintomas que não indicam enfermidades. O atleta não se sente mal, mas também não rende. É denominado supertreinamento parassimpático-tônico. Nele há o predomínio do sistema parassimpático vegetativo, por que os sintomas são de debilidade física e falta de estímulo.

         Alguns sintomas que ajudam a detectá-lo são: falta de rendimento, com fácil fadiga, suores noturnos e, também, elevação da pressão arterial, tanto em esforço como em repouso. A capacidade e a velocidade de reação é tardia e sente-se uma descoordenação.

         Mesmo assim, o atleta tem boa recuperação, não perdendo peso, alimentando-se e dormindo normalmente. O humor da pessoa não se altera.


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