quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

Dor Muscular de Início Tardio

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    A dor muscular tardia (DMT) é um fenômeno que tem sido experimentado por virtualmente toda pessoa envolvida com atividades atléticas. A DMT representa uma das lesões esportivas mais comuns sofridas tanto por atletas de elite quanto por atletas recreacionais. O início da dor é tipicamente notado 24 horas após as atividades físicas principalmente aquelas em que o atleta não está familiarizado. A DMT freqüentemente segue-se a um trabalho de grande força muscular tipicamente excêntrica. O trabalho muscular excêntrico é caracterizado pelo alongamento muscular enquanto o músculo é contraído.

    As atividades excêntricas mais comuns incluem: step, ciclismo, corrida, downhil, e exercícios de resistência muscular.

    Sintomatologia

    A DMT é caracterizada por dor progressiva nas 24 horas seguintes à atividade, com pico doloroso tipicamente em 24 – 72 horas após o exercício. Os sintomas incluem dor á palpação, diminuição do movimento articular, déficit na flexibilidade e déficit na produção de força muscular. A dor é tipicamente notada inicialmente na porção distal do músculo próximo à junção miotendínea. Os sintomas podem continuar por 5 a 10 dias. O déficit na produção da força muscular frequentemente tem um pico imediatamente após o exercício e 48 horas após, mas tem sido notado acima de 8 dias. Os sintomas são tipicamente auto limitados.

    A quantidade e a intensidade dos sintomas estão relacionadas ao nível de treinamento, à intensidade e quantidade do exercício, e ao comprimento do músculo durante o exercício. Poucas pesquisas têm sido realizadas na área, sobre os efeitos da DMT na performance durante as atividades físicas. Vários mecanismos e opções de tratamento para Dor Muscular Tardia tem sido propostos com variação na qualidade das pesquisas realizadas nesta área.

    Teorias para Etiologia
    Um número de mecanismos teóricos para DMT tem sido sugerido, incluindo: ácido lático, inflamação, dano ao tecido conectivo, dano muscular, espasmo muscular e a teoria do efluxo de enzimas.

    O ácido lático, que pode causar dor aguda durante o exercício tem sido rejeitada como um mecanismo para DMT, baseado no fato de que os níveis de lactato sanguíneo retornam a níveis pré exercício em 1 hora após a atividade e tem falhado na correlação com os sintomas da DMT.

    A lesão do tecido conectivo, presente ao redor das fibras musculares pode ser parte do mecanismo especialmente nas fibras musculares do tipo II que tem mostrado como risco aumentado para lesão.

    Uma teoria sobre a lesão muscular baseada em microscopia, mostra um alargamento ou ruptura total das linhas Z. A creatinaquinase é um indicador razoável de lesão muscular e tem sido notada aumentada após trabalho excêntrico.

     Entretanto, não há completa correlação entre o pico do nível de creatinaquinase e o pico de dor muscular na DMT. Gulick e Kimura avançaram na teoria do efluxo de enzimas que é baseado no acúmulo de cálcio nos músculos lesados com subseqüente ativação de proteases e fosfolipases, resultando em lesão tardia e produção de prostaglandinas.Isto gera uma degeneração muscular aumentada nas linhas Z com estimulação de terminais nervosos.

    Muitos pesquisadores acreditam que nenhuma teoria isolada explica completamente todos os achados associados com a DMT. Assim, acredita-se que uma seqüência de eventos utilizando parte de algumas destas teorias explicam os sintomas clínicos.

    Tratamento e Prevenção

    Para prevenir a Dor Muscular tardia são fundamentais:

    ● Adesão a programas de treinamento bem planejados visando o combate e o retardamento da fadiga muscular
    ● Respeito à capacidade individual
    ● Reposição hídrica e energética convenientes às necessidades individuais.
    ● Respeitar os períodos de descanso. O sono deve ser muito valorizado e colocado na rotina de horários do atleta
    ● Postura adequada na biomecânica dos movimentos
    ● Utilização de roupas e calçados adequados para prática esportiva
    As teorias propostas para os mecanismos relacionados com o início da DMT, estimularam pesquisas no campo do tratamento e prevenção.

    Para o tratamento, o médico deve ser procurado para orientação de medicações antiinflamatórias, uso de gêlo, massagens, exercícios específicos, alongamentos, além de outro meios fisioterapêuticos.

    Autor: Moises Cohen


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  • terça-feira, 21 de dezembro de 2021

    Suor durante o Exercício Fíísico

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  • Seja qual for o exercício físico, ele sempre marca presença: o suor. Mas ao contrário do que muitos pensam, a transpiração é aliada da atividade física. Composto por águas e sais minerais, o suor ajuda a manter estável a temperatura do corpo, impedindo a chamada intermação, conjunto de sintomas que ocorre quando o corpo atinge a temperatura de 40 graus Celsius. Esse quadro, mais grave, é o último de uma série de sintomas que incluem cãibras, exaustão e desidratação". Para evitar esse desfecho, tenha consciência ao treinar. Conversamos com os especialistas, que nos contaram quais são os cuidados para diminuir os efeitos negativos de treinar no calor.

    Nada de enxugar

    Não basta suar, é preciso evaporar. Isso mesmo, a transformação da água em vapor é muito importante para que ocorra o resfriamento do corpo. A produção de suor por si só não diminui a temperatura do corpo. Enxugar a pele antes que o suor vire vapor, impede que esse processo chegue ao seu fim e dificulta a regulação da temperatura. Mas vale a ressalva: se o corpo estiver muito molhado, a evaporação também ficará prejudicada. Não exceda os limites.

    Não molhe o corpo

    Jogar água no corpo parece uma ideia tentadora para reverter o calor? Pois saiba que quando o corpo está molhado, a evaporação fica muito mais difícil. É criada uma película entre a superfície da pele e a atmosfera, o que impede que as gotículas de água se transformem em vapor.

    Muita água

    Já que suar é mais que necessário para manter a temperatura corporal adequada durante o exercício físico, o jeito é beber água para evitar a desidratação.  É  recomendável a ingestão de 200 ml de água a cada 15 minutos de atividade. Antes da prática, vale obedecer a sede, um instinto básico que nos indica se estamos desidratados ou não. Cuidado também como excesso: beber água demais não ajuda, pelo contrário, pode causar desconforto gástrico durante a atividade física.

    Evite treinar no calor intenso

    Quando a umidade relativa do ar alta, isto é, acima de 60% - de acordo com o índice de estresse térmico - a diferença de pressão entre as gotículas de água suspensas no ar e as gotículas da pele diminui. Em consequência, a evaporação do suor fica muito mais difícil. A dificuldade também aumenta quando o dia está muito quente: temperaturas maiores que 30 graus Celsius, transferem muito calor ao corpo, que precisa de uma sudorese mais intensa para normalizar o quadro. A combinação desses fatores pode ser muito perigosa, favorecendo a desidratação e mal-estar. Evite o treino nesses dias.

    Hidrate-se com água de coco

    O suor não é composto apenas por água, dentro das gotículas também estão vários sais minerais, como o sódio, por exemplo. Por isso, apesar de ser um ótimo recurso, não fique apenas na água. Cerca de 100 ml de água de coco possuem 250 mg de potássio e 105 mg de sódio, além de vitamina C, magnésio, açúcares e cálcio. Isso faz da água de coco uma ótima opção para repor os fluidos perdidos durante a atividade física. No entanto, nenhuma bebida substitui a água, a ingestão deve ser conjunta para que corpo fique saudável.

    Isotônicos com moderação

    Já as bebidas isotônicas foram desenvolvidas especialmente para repor líquidos e sais minerais perdidos com a transpiração durante um exercício com carga intensa. No entanto, a bebida têm calorias e não deve substituir a água. O consumo inadequado de bebidas isotônicas é um erro grave, que pode levar ao agravamento de algumas doenças crônicas, como hipertensão e diabetes. Essas bebidas, como o nome já diz, são para quem pratica atividades físicas e precisam de uma reposição de sais e de energia imediata.


    Use roupas largas e claras

    Ao usar roupas largas você está permitindo um fenômeno chamado convecção. A convecção permite que o ar circule ao redor da superfície corporal, diminuindo a temperatura da pele. Ao vestir roupas justas, esse processo de perda de calor é dificultado, aumentando a sudorese. Roupas claras, por sua vez, retêm menos calor que as roupas escuras, o que impede o aquecimento corporal excessivo. Também vale apostar em roupas feitas com tecido tecnológico, que não absorvem o suor, mas facilitam a sua evaporação.

    Diminua intensidade e duração

    Nos dias de forte calor, vale a pena diminuir a intensidade e duração dos exercícios. Esse cuidado ajuda a evitar as cãibras e  a exaustão  já que, como a atividade será mais leve, a elevação da temperatura corporal será menor. Opte por uma atividade mais tranquila, como uma caminhada, yoga ou uma aula de hidroginástica. 

     Publicado em 25/06/14 e revisado em 21/12/21



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  • sábado, 18 de dezembro de 2021

    Dicas para um melhor rendimento físico no basquete

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  • Treinamento de basquete: as estratégias para chegar ao título

    O basquete é um jogo dinâmico, que jogado sem substituições, precisa de um grande esforço do praticante.

    Em termos de movimentação, o Basquetebol pode ser considerado bastante completo, por utilizar uma rica combinação das habilidades motoras naturais do repertório do ser humano, e que envolve uma variedade de movimentação associada à manipulação de bola, deslocamentos, saltos, corridas e a interação com outros atletas, qualificando-se como um desporto que exige um conjunto de aptidões físicas, perceptivas e cognitivas, em face à alta intensidade, ao padrão de precisão, implícitos nos esforços dos praticantes.

    Assim, o desporto se caracteriza por esforços alternados, períodos curtos de recuperação ativa, e até mesmo de recuperação passiva (a exemplo de quando o atleta é substituído e nas muitas paralisações da partida), onde tal alternância entre uma série de estímulos submáximos, com períodos de intervalo proporcionam possibilidades de recuperações, frente aos estímulos aplicados, sendo princípio básico do método de treinamento conhecido como - intervalado.

    Toda essa movimentação é realizada em uma área de jogo bastante ampla, cujas dimensões oficiais são de 28/15 metros, ou 420 m2, realizada por um período de tempo, também, relativamente longo - no mínimo 40 minutos intermitentes - que podem conduzir uma partida a mais uma hora de duração, facilmente.

    Por isso, é essencial ter um bom preparo físico. Complemente o treino de basquete com um treino aeróbico (corrida, esteira ou bicicleta na academia, entre outros) para ficar com bastante fôlego na hora do jogo ou do treino.

    O treinamento de musculação deve ser feito da seguinte forma: treinamento de força, para os membros superiores como bíceps, tríceps, peitorais e ombros. E treinamento para maximizar a resistência e a potência muscular dos membros inferiores, como glúteos, panturrilhas e músculos das coxas.

    Lembre-se de que o jogador de basquete precisa ter muita impulsão na hora do jogo, portanto a manutenção do peso é muito importante. Um atleta acima do peso ideal terá sua impulsão e seu rendimento bastante prejudicados durante o jogo. Por isso, mantenha uma dieta equilibrada e balanceada.

    Se você procura conteúdo para estudar Treinamento Físico ou Treinamento Desportivo, eu preciso te dizer que o site Quero Conteúdo tem ótimas indicações de Cursos dentro da Educação Física. Acessa lá!



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  • quarta-feira, 17 de novembro de 2021

    Quais são os fundamentos do Handebol?

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  • Fundamentos de um esporte são os movimentos que permitem a prática do esporte. Sendo assim, seguem  um determinado gesto técnico que é a forma "correta" de execução de um movimento específico. Por exemplo: O gesto técnico do passe de ombro no handebol - é a execução desse tipo de passe com o menor desperdício de energia, com a maior rapidez e velocidade, portanto com maior eficácia.


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    A seguir descreveremos os diversos fundamentos do handebol.

    Empunhadura

    É a forma de segurar a bola de handebol com uma das mãos. A mesma deve ser segurada com as falanges distais dos cinco dedos abertos e com a palma da mão em uma posição ligeiramente côncava.

    Observações: os dedos devem abarcar a maior superfície possível da bola, os dedos devem exercer uma certa força (pressão) na bola para que ela esteja bem segura. Sendo que a pressão exercida pelos dedos polegar e mínimo é muito importante para o êxito da empunhadura.

    Recepção

    Deve ser feita sempre com as duas mãos paralelas e ligeiramente côncavas voltadas para frente. Recentemente os atletas utilizam-se comumente também da recepção com uma das mãos. Então, apesar da literatura específica sobre o método parcial haver considerado esse uso habitual recente como um erro, a prática atual e sua eficiência em diversas situações têm nos dado os elementos necessários para indicarmos o ensino e treinamento da recepção com uma das mãos como um elemento necessário para o jogo de handebol. A recepção pode ser classificada em: alta, média e baixa dependendo da altura que a bola seja recepcionada.

    Passes

    São movimentos que permitem a bola ir de um jogador a outro, desta forma ele necessita sempre da interdependência de no mínimo duas pessoas. Os tipos de passes podem ser classificados da seguinte maneira:

    Passes acima do ombro: podem ser realizados em função da trajetória da bola para frente ou oblíquo, sendo que ambos podem ser: retificado ou bombeado.

    Passes em pronação: lateral e para trás.

    Passes por de trás da cabeça: lateral e diagonal.

    Passes por de trás do corpo: lateral e diagonal.

    Passe para trás: na altura da cabeça com extensão do pulso.

    Passe quicado: quando a bola toca o solo uma vez antes de ser recepcionado pelo companheiro, nesse tipo de passe a bola é atirada ao solo em trajetória diagonal.

    Greco & Ribas (1998) apresentam o passe em trajetória parabólica.

    Nem todos os passes acima descritos foram apresentados pela literatura específica do método parcial do ensino do handebol. A literatura apresentava até meados de 1990 apenas os seguintes tipos de passes no handebol: acima do ombro, por trás da cabeça - sem as classificações em função de trajetórias, por trás do corpo - também sem as classificações em função de trajetórias e o passes quicado. A respeito do passe de ombro, a literatura não incluía os passes retificado e bombeado como uma variação do passe de ombro.

    Arremesso

    É um fundamento realizado sempre em direção ao gol. A maioria dos arremessos pode ser denominada "de ombro" e seguem basicamente a mesma descrição de movimento a seguir - a bola deve ser empunhada, palma da mão voltada para frente, cotovelo ligeiramente acima da linha do ombro, a bola deve ser levada na linha posterior a da cabeça e no momento do arremesso ser empurrada para frente com um movimento de rotação do úmero.

    Os arremessos podem ser classificados em função da forma de execução:

    Com apoio - significa que um dos pés do arremessador ou ambos esteja(m) em contato com o solo.

    Em suspensão - significa que no momento do arremesso não há apoio de nenhum tipo do arremessador com o solo.

    Com queda - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza uma queda, normalmente a mesma se dá dentro da área adversária e de frente - arremesso bastante comum entre os pivôs e eventualmente entre os pontas.

    Com rolamento - significa que após a bola ter deixado a mão do arremessador, o mesmo realiza um rolamento, na maioria das vezes um rolamento de ombro. Este tipo de arremesso é mais comum entre os pontas4 e eventualmente por pivôs. 5

    Drible 

    É o movimento de bater na bola contra o solo com uma das mãos estando o jogador parado ou em movimento.

    Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "3 passadas") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá três passos à frente e em direção a meta adversária com a posse da bola.

    Duplo Ritmo Trifásico - (conhecido entre os atletas como "dupla passada") é considerado pela literatura específica do método parcial como um fundamento onde o jogador dá "sete" passos com a posse da bola, sendo obrigatoriamente realizados à frente, da seguinte forma: os três primeiros passos são dados com a posse da bola imediatamente após ter recebido a mesma, e simultaneamente na execução do quarto passo o jogador terá que quicar a bola no solo uma vez, tornar a empunhá-la e dar mais três passos com a bola dominada. Ao final do sétimo passo ele terá obrigatoriamente que passar ou arremessar a bola. A literatura indica que o primeiro passo deverá ser executado com a perna contrária ao braço que realizará o arremesso.



    Domine assuntos no Handebol que farão suas equipes ganharem rendimento.

    São 4 ebooks de assuntos importantíssimos sobre o handebol. Esses 4 ebooks tem o formato de parte teórica + parte pratica. A parte teórica tem uma revisão bibliográfica sobre o assunto, com comentários com a minha experiência no Handebol. E a parte prática são recortes de vídeos potencializando seu aprendizado sobre o assunto. 



    Publicado em 08/01/2010 e revisando em 17/11/2021



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  • sexta-feira, 22 de outubro de 2021

    Futsal e a Educação Física

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  • O Futsal dentro das aulas na Educação Física escolar tem um papel muito importante que é desenvolver cidadãos e não criar atletas.  A Educação Física escolar tem o dever de trabalhar e desenvolver as habilidades motoras, afetivas e cognitivas do aluno, então seja o futsal, também, tem um grande objetivo central, que é desenvolver o total do aluno, aperfeiçoando um cidadão capaz de relacionar-se com o meio em que vive.

    O Futsal, nesse sentido, tem um objetivo em suas aulas nas escolas, e o papel que o professor deve exercer no conteúdo de suas aulas deve trabalhar a integração e também a cooperação entre aluno e o professor, mas, para que isso aconteça, o professor deve promover atividades de forma lúdica. Com isso, então, o professor tem um papel fundamental de ir preparando seu aluno para uma competição sadia, na qual deve ter como peça predominante o respeito e a consideração pelo seu adversário.

    Os principais alvos da Educação Física são:

    Despertar para o encanto de aprender;
    Aumentar a competência de inventar e recriar circunstâncias de aprendizagem; expandir a capacidade de comunicação;
    Precaver dificuldades motoras, aprendizagem, relacionais e emocionais; Impulsionar a autoconfiança e promover a socialização;
    Prevenir dificuldades relacionais de aprendizagem e de desenvolvimento;
    Desempenhar um exercício terapêutico no acontecimento de dificuldades relacionais de aprendizagem e de desenvolvimento já abrigados; causar uma estruturação mais proveitosa da originalidade;
    Excitar atitudes positivas diante de si, ao outro e ao mundo.

    O jovem e o adolescente necessitam de atividades que lhes permitam o desenvolvimento completo, ou seja, a motivação para aprender e para interagir. Desde o Ensino Fundamental, a escola organiza os alunos para agirem em sociedade, trabalhando o corpo e mente por meio de atividades que envolvem o esporte e lazer. O educador na sua aula auxilia o aluno a se ampliar fora da escola, em socializar, isso ajuda bastante para a pessoa ter um convívio na sociedade. Porém, a indisciplina vem dificultando a metodologia de ensino-aprendizagem e tem colocado os professores em situações difíceis.

    O entendimento de como o Futsal pode ser desenvolvido por professores, inserindo nas atividades objetivas pedagógicos foi possível a partir de pesquisas disponibilizadas em livros, periódicos e sites, que trazem resultados de sobre histórico do Futsal, proposta de formação cidadã do aluno a partir da disciplina de Educação Escolar, possibilidades de desenvolver habilidades e competências relacionadas à flexibilidade, lateralidade, desenvolvimento de psicomotor e a socialização.

    O esporte é, talvez, o conteúdo que melhor atende as especificações para o trabalho da Educação Física escolar veste o grande repertório de possibilidades e objetivos que estão associados a este conteúdo, e se o que se espera é a escola cumpra a sua função social que é tirar criança e jovens da rua inserindo neles o interesse e a possibilidade de dedicar seu tempo, nas aulas de Educação Física e no tempo de lazer pelos esportes de uma forma geral.

    Para quem quer lidar com o Futsal na Escola, tenho um conteúdo bem legal. Conheça o curso Futsal Escolar do Rogério Voser. Este curso busca oferecer um referencial teórico sobre o processo de ensino/aprendizagem aplicado ao Futsal Escolar.

    Além do material teórico, slides e books, são disponibilizados 70 vídeos com atividades práticas que podem ser aplicados em diferentes faixas etárias. Clique aqui e saiba mais!


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  • terça-feira, 19 de outubro de 2021

    Use o Treinamento Suspenso nas aulas de Treinamento Funcional

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  • Treinamento suspenso (TS) é uma nova forma de treinamento na qual se realiza exercícios explorando o peso corporal como resistência. O que caracteriza a suspensão é a utilização de tiras, nas quais o sujeito pode ter as suas extremidades suspensas (membros superiores ou inferiores), durante a execução dos exercícios. Os exercícios realizados no TS utilizam a força da gravidade e movimentos para gerar resposta neuromuscular às mudanças na posição do corpo.

    Com isso, o  treinamento suspenso propõe a melhora da força, equilíbrio, a flexibilidade, coordenação, potência e resistência muscular, utilizando o próprio peso do corpo. Esse tipo de treinamento pode ser realizado sozinho, incluído em uma bateria de exercícios funcionais ou associado à musculação.

    As fitas de treinamento suspenso são muito práticas, pois podem ser facilmente instaladas ou presas em ganchos específicos, barras, portas, árvores… mas isso não  dispensa o acompanhamento de um profissional, que acompanhará a execução correta do movimento.

    As fitas são muito utilizadas nos treinos funcionais, já que permite a realização de diversos exercícios com intensidades diferentes. Os principais benefícios desse tipo de treino são:

    • Fortalecimento do core, que são os músculos da região abdominal;
    • Aumento da força e da resistência muscular;
    • Maior estabilidade do corpo;
    • Estabilização das articulações;
    • Aumento da flexibilidade;
    • Promove o desenvolvimento da consciência corporal.

    Além disso, o treino suspenso é capaz de promover aumento da capacidade cardiorrespiratória e o condicionamento físico, já que se trata de um exercício aeróbico funcional completo.

    Veja 5 exercícios que podem ser utilizados:

    Para realizar o treino suspenso, é preciso a fita seja presa em uma estrutura fixa e que exista espaço em volta para que o exercício seja realizado. Além disso, é preciso ajustar o tamanho das fitas de acordo com a altura da pessoa e exercício que será realizado.

    Alguns dos exercícios que podem ser realizados  sob orientação do instrutor de educação física são:

    1. Flexão

    6 opções de exercícios no TRX e principais benefícios

    A flexão   é interessante para trabalhar costas, peito, bíceps e tríceps, além dos músculos abdominais, que precisam estar contraídos durante toda a atividade para manter o equilíbrio e a estabilidade do corpo.

    Para fazer esse exercício, deve-se apoiar os pés nas pegas da fita e afastar as pernas na largura dos ombros e apoiar as mãos no chão, como se fosse fazer a flexão normal. Em seguida, flexionar os braços, tentando encostar o peito no chão, e voltar para a posição inicial empurrando o peso do corpo para cima.

    2. Agachamento

    6 opções de exercícios no TRX e principais benefícios

    O agachamento, além de poder ser feito com barra e halter, também pode ser realizado , e, para isso, deve-se segurar nas pegas da fita e realizar o agachamento. Uma variação do agachamento  é o agachamento com salto, em que a pessoa agacha e ao invés de esticar totalmente as pernas para voltar à posição inicial, faz pequenos saltos.

    Essa variação torna o exercício mais dinâmico e estimula a força e o ganho de massa muscular, garantindo maiores benefícios.

    3. Abdominal com flexão das pernas

    6 opções de exercícios no TRX e principais benefícios

    O abdominal  exige bastante ativação dos músculos abdominais para garantir mais estabilidade para o corpo e força. Para fazer esse abdominal, a pessoa deve-se posicionar como se fosse fazer a flexão   e, em seguida, deve encolher os joelhos em direção ao peito, mantendo o corpo na mesma altura. Depois, deve-se estender as pernas e voltar para a posição inicial, repetindo o exercício de acordo com a recomendação do instrutor.

    4. Bíceps

    6 opções de exercícios no TRX e principais benefícios

    O bíceps no tríceps é também um exercício que necessita de estabilidade no corpo e força nos braços. Para esse exercício, a pessoa precisa segurar a fita, com a palma da mão voltada para cima, e manter os braços estendidos, em seguida deve colocar os pés para frente até que o corpo fique inclinado e os braços continuem esticados. Em seguida, deve puxar o corpo para cima apenas flexionando o braço, ativando e trabalhando o bíceps.

    5. Tríceps

    6 opções de exercícios no TRX e principais benefícios

    Assim como os bíceps, é possível também trabalhar os tríceps. Para isso, é preciso ajustar a fita de acordo com a intensidade e dificuldade que se deseja e segurar a fita com os braços esticados acima da cabeça. Em seguida, inclinar o corpo para frente e flexionar os braços, fazendo as repetições de acordo com a orientação do instrutor.

    Devido ao fato de você poder modificar a resistência do exercício de forma instantânea, simplesmente ajustando a posição do corpo (braço de resistência da alavanca), os treinos em suspensão tornam-se seguros e eficazes para pessoas de qualquer nível de condicionamento.

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  • segunda-feira, 30 de agosto de 2021

    Exercícios Físicos na saúde Cardiovascular

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  • Em termos práticos, pode-se dizer que qualquer exercício físico pode ser considerado um exercício "cardio". Afinal, todas as formas de exercício demandam energia do sistema cardiovascular.  No entanto, tecnicamente, a indústria de fitness geralmente descreve como exercício cardiovascular aquele que aumenta a demanda de oxigênio para os músculos durante um longo período de tempo. O Colégio Americano de Medicina do Esporte (ACSM) descreve o exercício cardio como "exercício que usa grandes grupos musculares e é feito por 30 – 60 minutos."

    No entanto, para começar a obter os benefícios dos exercícios físicos, basta se movimentar. O corpo humano é uma máquina incrível, capaz de se adaptar a diferentes estresses. Os esforços e resultados vão depender do seu objetivo. O importante é manter o corpo em movimento e, preferivelmente, com o acompanhamento de um educador físico para lhe dar as orientações adequadas.

    Quando praticamos uma atividade física, o coração precisa de um fluxo maior de sangue e oxigênio para desempenhar suas atividades, o que leva ao aumento da frequência cardíaca. Por esse motivo, antes de submeter o órgão a esse esforço, é essencial ter certeza de que ele está em pleno funcionamento.

    Por esse motivo, antes de começar a prática do melhor exercício para o coração, você deve procurar um cardiologista que irá alguns solicitar exames, como teste ergométrico e o ecocardiograma, que verificarão como anda a saúde do seu coração.

    Fazer atividade física traz inúmeros benefícios para o organismo, reduzindo consideravelmente a suscetibilidade de uma pessoa a um grande grupo de patologias. Dentre os principais benefícios, podemos citar:

    • redução dos riscos de cardiopatias e estresse: praticantes de atividades físicas regulares apresentam diminuição no risco cardiovascular em razão da redução dos níveis de glicemia e das taxas de colesterol LDL(colesterol "ruim"), podendo aumentar o colesterol HDL(colesterol "bom"), acelerando o metabolismo e ganhando massa magra;
    • promoção do bem-estar e de felicidade: os exercícios liberam hormônios responsáveis pelo bem-estar, como a endorfina;
    • melhora da autoestima: não só pela liberação de endorfina, mas a autoestima é melhorada em função dos resultados físicos que essa prática pode trazer, principalmente para quem está acima do peso;
    • fortalecimento do sistema imunológico: ao manter uma rotina de atividades físicas, o sistema imunológico passa a ser beneficiado, reduzindo os riscos de contrair doenças e inflamações.

    Somente inicie a prática de exercícios após a liberação do seu médico. Isso é fundamental porque muitas doenças cardíacas são silenciosas e descobertas somente após realização de exames.

    A prática de exercício físico é uma das principais recomendações para a prevenção da doença cardiovascular emanadas por várias organizações como a Sociedade Europeia de Cardiologia, estando recomendada a prática de 150 minutos por semana de exercício de intensidade moderada ou 75 minutos de intensidade elevada.

    Pela evidência crescente que sustenta estes benefícios, a sua maior divulgação e a maior acessibilidade/oferta de atividades, o número de praticantes regulares de exercício físico, tanto em nível recreativo como competitivo, tem aumentado exponencialmente nos últimos anos. Este aspeto é globalmente muito positivo, mas pode criar problemas adicionais, nomeadamente quanto à necessidade e à metodologia de avaliação clínica prévia.

    Além disso, quando diagnosticada alguma doença cardiovascular, nem todas as atividades físicas são recomendadas, e mesmo o melhor exercício para o coração é indicado mediante a alguns cuidados.



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  • quinta-feira, 19 de agosto de 2021

    Saiba mais sobre o HIIT

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  • Exercícios fazem bem para a saúde, porque nos deixam mais fortes, mais dispostos, mais envolvidos em uma atmosfera de cuidados com o corpo. Um dos exercícios que são muito utilizados em academia é o hiit.

    O high intensity interval training (HIIT) ou treinamento intervalado de alta intensidade na língua portuguesa consiste na alternância de diferentes intensidades de exercício, com um breve período de alta 3 intensidade seguido de um período de recuperação que pode ser passiva ou ativa. Combinar movimentos de alta intensidade, em que se chega a quase perder o fôlego, com pequenos intervalos de descanso é uma estratégia valiosa para motivação da prática da atividade física.


    HIIT é uma sigla em inglês para treinamento intervalado de alta intensidade, que consiste em alternar períodos de esforço intenso, normalmente acima de 80% da intensidade do VO2max. Sendo assim um treinamento eficiente para melhora cardiovascular e aumento do metabolismo basal, pois além dos esforços momentâneos durante a prática do exercício físico, o metabolismo do praticante permanece alterado, realizando gasto calórico após a prática.

    Tipos de Treinos Hiit

    RST: são os Repeated Sprint Training. São sprints repetidos várias vezes com intervalos curtos. São caracterizados por sprints de 3 a 7 segundos e intervalos menores que 60 segundos.

    Quando falamos Sprint, estamos nos referindo a estímulos "all out", em que o aluno irá atingir o seu potencial máximo durante um curto intervalo. Um protocolo que se encaixa nesse modelo seria o trapp, com 60 estímulos de 8 segundos e intervalos de 12 segundos entre cada estímulo.

    SIT: seria o Sprint Interval Training. Novamente, são sprints intercalados por intervalos (passivos ou ativos). Sua diferença para o RST é que os sprints no SIT são feitos em 20 a 30 segundos com descansos maiores de 2 a 4 minutos.

    Aqui muitas pessoas já caem no erro de acharem que esse último é mais fácil de fazer, devido ao seu tempo de descanso maior. Porém, se você der um Sprint de 20 a 30 segundos realmente no máximo, vai ver que 4 minutos vai até parecer pouco. Os protocolos SIT são extremamente exaustivos. Um protocolo bem famoso que se encaixa  nesse grupo é o wingate, que é caracterizado por 4 a 6 estímulos de 30 segundos e intervalos de 2 a 4 minutos entre os estímulos.

    HIIT de intervalo curto: Estes são protocolos caracterizados por intervalos de descanso menores ou iguais a 60 segundos entre os estímulos (que não são sprint). Um protocolo bastante utilizado que se enquadra neste grupo é o protocolo gibala, adaptado com 60 segundos de estímulo e 60 segundos de descanso, repetidos de 8 a 12 vezes. É um protocolo bem fácil de implementar com alunos iniciantes visto que é feito em uma intensidade mais baixa, a 60% do vo2 máximo.

    HIIT de intervalo longo: por fim, temos os protocolos com intervalos de descanso maiores que 60 segundos entre os estímulos. Aqui podemos enquadrar protocolos como o wisloff, feito com 4 estímulos de 4 minutos e intervalos de 3 minutos entre os estímulos. Ele tem sido amplamente estudado em cardiopatas, com excelente resultados.


    Protocolos de Hiit

    Protoloco 1 – Tabata: 8x (20seg : 10seg)
    São 8 séries com 20 segundos de estímulo e 10 segundos de intervalo.

    Protocolo 2 – Timmons: 3x (20seg : 2min)
    São 3 séries com 20 segundos de estímulo e 2 minutos de intervalo.

    Protocolo 3 – Trapp adaptado: 20x (24seg : 36seg)
    São 20 séries com 24 segundos de estímulo e 46 segundos de intervalo.

    Protocolo 4 – Gibala: 10x (60seg : 60seg)
    São 10 séries com 60 segundos de estímulo e 60 segundos de intervalo.

    Protocolo 5 – Trapp: 60x (8seg : 12seg)
    São 60 séries com 8 segundos de estímulo e 12 segundos de intervalo.

    Protocolo 6 – Wisloff: 4x (4min : 3min)
    São 4 séries com 4 minutos de estímulo e 3 minutos de intervalo.

    Exercícios

    1. Polichinelos

    As antigas aulas de educação física serão relembradas neste exercício que é excelente para o aquecimento. Faça 30 repetições, descanse 20 segundos e repita duas vezes.

    2. Agachamento

    Exercício ideal para trabalhar glúteos e coxas. Execução: Pegue um guarda chuvas ou um bastão, levante os braços e segure-o. Separe as pernas e desça formando um ângulo de aproximadamente 90 graus, volte a posição inicial. Faça o exercício por um minuto (comece com 30 segundos e aumente). Descanse 20 segundos e repita três vezes o exercício.

    3. Prancha estática

    Exercício de isometria que trabalha os músculos da região abdominal e levemente os bíceps e a parte anterior da coxa. Deite-se no chão de barriga para baixo. Com os músculos abdominais, a musculatura do tronco e dos glúteos, eleve o corpo do chão, mantendo sempre uma linha reta. Contraia o abdômen e fixe a posição, concentrando seu peso na ponta dos pés e nos cotovelos dobrados. Permaneça nessa posição por 1 minuto (Dica: Comece com 10 a 15 segundos e aumente gradualmente). Descanse 30 segundos e recomece. Faça ao todo 3 minutos de exercício.

    4. Flexão de braços

    É um dos exercícios mais completos para ombros, bíceps e tríceps, utilizando apenas o peso do corpo. Com as mãos e pés no chão em posição de prancha, estique e posicione os braços a uma distância levemente superior à largura dos ombros. É comum deixar os pés juntos, mas você pode deixá-los separados. Comece a descer o tronco (devagar) até que o peitoral fique bem próximo ao chão. Levante até a posição inicial e repita o movimento por 45 segundos. Descanse 20 segundos e recomece. Faça 100 segundos de exercício.

    5. Subir escadas

    Excelente exercício cardiovascular que ainda trabalha os músculos da das pernas (principalmente coxas ) e coordenação motora. Suba escadas de maneira "explosiva" e desça devagar. Realize o exercício por 30 segundos, descanse 15 segundos e recomece. Suba e desça de 2 a 4 vezes.

    6. Flexão Plantar

    Exercício que trabalha os músculos gastrocnêmio, tibial anterior e sóleo, ou seja, a famosa e geralmente esquecida panturrilha. Esse exercício pode ser feito de forma unilateral ou bilateral. Em uma escada, segure no corrimão com uma das mãos. Dobre uma das pernas deixando o peso em cima da panturrilha e faça os movimentos de flexão (ponta do pé e calcanhar) por 45 segundos. Repita a operação com a outra perna. Faça de 2 a 3 séries com cada perna.

    Vou finalizar esse texto sem antes te dar uma boa dica. Se você quiser estudar mais sobre as aplicações do HIIT e como potencializar o seu uso nas suas aulas, clique aqui e veja esses cursos sobre HIIT, com excelentes professores e conteúdos diferenciados.


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  • quarta-feira, 18 de agosto de 2021

    Lesões mais comuns nos Esportes

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  • O tratamento das lesões da coluna em atletas profissionais, via de regra é semelhante ao da população geral; no entanto, deve levar em conta a necessidade de recuperação precoce, a importância da prática esportiva como atividade profissional, a maior disponibilidade de tempo para reabilitação e a demanda do atleta.

    As contusões, distensões e entorses são as lesões mais comuns no esporte. As distensões podem ocorrer na junção miotendínea ou na própria musculatura, já as entorses, acometem estruturas ligamentares. As contusões envolvem trauma em partes moles da região, na maioria das vezes por golpe direto sobre a musculatura contraída. Essas lesões podem coexistir como resultado de um único evento traumático.

    Para que sejam evitados, é importante que os esportistas se certifiquem de estar efetuando os movimentos de maneira exata. Para aliviar o desconforto, recomenda-se que o indivíduo faça repouso e exercícios de fortalecimento muscular.



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  • segunda-feira, 12 de julho de 2021

    Aulas em circuitos no Treinamento Funcional

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  • Dentro de uma aula, podemos elencar exercícios para todas as capacidades físicas necessárias para a aptidão do aluno às atividades diárias na forma de circuito.

    No circuito, podemos trabalhar com 6-10 estações, com exercícios de força muscular e resistência cardiorrespiratória para os principais grupos musculares.

    Para cada exercício podem ser feitas 12-15 repetições, utilizando cargas moderadas (cerca de 40-60% de 1RM), progredindo para seis repetições com cargas mais pesadas (85% de 1 RM), com duração de 30-40 s.

    O aluno deve ser orientado a se deslocar rapidamente de um exercício para o outro (15-30 s de transição entre as estações) sendo indicado de uma a três passagens no circuito, dependendo do nível de aptidão física do aluno.

    Dentre os acessórios podem ser usados:

    • Bola Suíça;
    • Medicine Ball;
    • Bosu;
    • Halteres;
    • Caneleiras;
    • Kettlebel;
    • Disco de Equilíbrio;
    • Faixas Elásticas;
    • TRX;
    • Cones;
    • Steps;
    • Rampas;
    • Bancos;
    • Dentre Outros.
    Exercícios de Funcional para terceira idade e benefícios

    Agachamento

    Agachar é um dos movimentos mais funcionais realizado a todo o momento no dia a dia.

    Essa ação trabalha vários músculos dos membros inferiores diretamente ligados a marcha, sentar e levantar de uma cadeira/sofá/cama, saltar um obstáculo como uma poça de água, subir e descer escadas, etc.

    Há várias formas de implantar esse exercício na aula, começando com bases estáveis e apoio, como uma cadeira, segurando o TRX, passando para o agachamento sem apoio e depois em bases instáveis, como o bosu, o disco de equilíbrio, etc.

    Exercício de Agachamento com Cadeira: Posicione-se em pé de costas para a cadeira, simulando o movimento de sentar e levantar, flexione os joelhos e retorne à posição inicial.

    Após dominar o exercício de agachamento com a cadeira, o aluno poderá agachar sem o apoio, dando bastante atenção na biomecânica do exercício para não ter lesões.

    Prancha

    Exercício para o fortalecimento do core, ou núcleo do corpo, que tem um papel fundamental na estabilização da coluna, existindo uma prevenção e redução de dores lombares.

    Existem diversas versões para a execução da prancha, portanto escolher a que mais se adapta ao aluno é fundamental.

    Prancha com Apoio dos Joelhos: Deitado de barriga para baixo, com pés, joelhos e antebraço apoiados. Elevar o tronco do chão de modo a formar uma linha reta do joelho até os ombros.

    Fique nessa posição estática por quanto tempo conseguir e vá aumentando o tempo e depois poderá tirar os joelhos do chão formando uma linha reta dos tornozelos até os ombros.

    Caminhada/corrida

    É o exercício aeróbico mais fácil de ser executado, proporcionando benefícios cardiovasculares, podendo evoluir para um trote e corrida.

    Caminhada ou Corrida Estacionária: Simular a caminhada ou a corrida, conforme a aptidão ao exercício, sem sair do lugar. Poderá após evolução, simular a caminhada em uma base instável, como o bosu.

    Step

    Plataforma que simula a subida em escadas, podendo ser utilizada como exercício aeróbico ou muscular, conforme a altura e o ritmo de execução.

    Subida e Descida Frontal no Step: Subir com a perna direita e depois a esquerda, descer na mesma ordem. Conforme o ritmo, o trabalho pode ser mais aeróbico. Para uma progressão na intensidade e maior trabalho muscular, poderá ser colocado um step sobre outro.

    Exercícios para membros superiores

    Há várias possibilidades, utilizando halteres e faixas elásticas, como acessórios. Podem ser executados na posição em pé, sentado ou deitado.

    Tanto na posição em pé ou sentada, podem ser executados sobre bases instáveis, como bosu, disco de equilíbrio e bola suíça, respectivamente.

    Trabalho para costas com faixa elástica e bola suíça: Sentado na bola suíça, que pode ser encostada inicialmente na parede. Segurar a faixa elástica na altura dos ombros com a tensão na mesma largura.

    Abrir os braços horizontalmente, puxando a faixa de maneira que as mãos fiquem em linha lateralmente ao corpo.

    Ponte

    Esse é um exercício bastante conhecido no Pilates, mas que pode ser tranquilamente transferido para o funcional.

    Conforme é executado, pode trabalhar a mobilidade da coluna, mas tem ênfase no trabalho de glúteo e posterior de coxa. Tem várias opções de acessórios para sua execução.

    Ponte com Overball entre os Joelhos: Deitado de barriga para cima com os joelhos flexionados. Colocar a bola entre os joelhos e manter leve pressão, trabalhando a parte interna da coxa junto.

    Elevar o quadril até formar uma linha reta dos joelhos aos ombros. Se for pensar em tirar vértebra por vértebra do chão trabalhará também uma mobilidade de coluna.

    Deslocamentos

    Deslocamentos em diferentes direções são necessários para coordenação, equilíbrio e agilidade.

    Deslocamento Lateral: Poderá colocar uma mini band nos tornozelos e caminhar se deslocando lateralmente entre dois cones, colocados a certa distância um do outro. Aumentar a intensidade do deslocamento.

    Deslocamento Frente e Costas: Colocar três cones a certa distância um do outro. Deslocar de frente até o cone do meio, virar de costas e se deslocar até o terceiro cone. Voltar fazendo o mesmo trabalho.

    Há várias possibilidades de exercícios, de preferência que trabalhe o corpo como uma unidade e que não isole alguma musculatura, pois assim aproximamos mais os exercícios das atividades diárias.

    O importante é adaptar cada exercício às necessidades do aluno.

    E se o trabalho for para um grupo, devemos optar por exercícios que o grupo todo possa executar, com adaptações individuais para cada exercício proposto dentro do circuito, até que todos estejam praticando de forma harmônica.

    Para terminar, vou te indicar um dos únicos cursos online que te prepara do começo ao fim. COMPLETO! Essa Metodologia é consolidada, criada a partir da parceria entre o professor Keyner Luiz – Referência Nacional em Treinamento Funcional, com 14 anos de experiência – e a escola VOLL, maior empresa de Pilates e Metodologia do Movimento na América do Sul.  Clique aqui e saiba mais!



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  • O Goleiro no Futsal

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    O Goleiro é uma posição específica que exige características especiais e, portanto, deve dominar todas as facetas do jogo, próprias e as pertencentes a outras posições específicas, dependendo das funções que deve cumprir.

    O goleiro é o responsável por defender o gol e impedir que a bola ultrapasse a linha de meta; para isso, ele pode utilizar qualquer parte do seu corpo. Ele deve ser também um jogador de múltiplas funções no seu time, tendo que defender, atacar, estimular, avisar, comandar etc.

    A posição de goleiro exige que o atleta seja um especialista no que faz, tendo que apresentar muitos outros critérios para ser um bom goleiro. São critérios como: boa colocação, agilidade, reflexo, ousadia, sangue-frio, flexibilidade, boa saída na hora certa, atenção permanente para um chute de surpresa, bons lançamentos no momento oportuno e com correto uso da força visando a sincronia com o companheiro que se desloca.

    Importância

    O(a) goleiro(a) talvez seja uma das peças mais importante da equipe, deve saber coordenar e orientar a sua equipe, pois joga de frente para o adversário. E hoje em dia além de atuar com as mãos deve saber jogar com os pés na mesma proporção. Já ficou pra trás a ideia que o goleiro é apenas um atleta de defesa, no futsal o goleiro também faz parte no sistema ofensivo da equipe, com isso, é exigido cada vez mais habilidades desta posição. Além de atuar com as mãos e pés para efetuar defesas também deve saber todos os movimentos táticos da equipe, ajudar no sistema ofensivo e dar cobertura ao sistema defensivo. A atenção e concentração é primordial para esta posição.

    Queda Lateral

    O fundamento de queda lateral consiste em o goleiro colocar o seu corpo em uma posição que dê condições para uma defesa de chutes rasteiros fora de seu alcance. O fundamento da queda é realizado com o desequilíbrio lateral do corpo em direção à bola, oferecido pela flexão da perna do lado da queda. E o contato com o solo deve ser feito pela parte lateral da coxa flexionada e pelo tronco. Evitando o choque das articulações contra o solo, como os joelhos, quadril e cotovelos.

        Para realizar a queda lateral, o goleiro, partindo da posição básica, inclina lateralmente o corpo, flexionando as pernas – mais a de apoio que recebe o peso do corpo -, e em seguida estende os braços, direcionando as mãos na trajetória da bola para realizar a pegada de tal maneira que a mão correspondente ao lado da queda impeça a passagem da bola e a outra venha por cima, para abafar e completar a pegada com segurança e firmeza

    Trabalho com os pés

    O trabalho com os pés é uma evolução no futsal. Duas décadas atrás os goleiros usavam apenas as mãos para contribuir ofensivamente. As gerações mais recentes talvez nem imaginem o cenário do goleiro só poder lançar a bola com a mão tendo que tocar o solo antes do meio da quadra. Em um segundo momento sendo permitido o lançamento direto à metade adversária para somente depois os pés fazerem parte da realidade.

    A evolução dos goleiros é grande, principalmente no que se diz respeito aos treinamentos. Antigamente não se tinha os preparadores de goleiros que se preocupam no que os goleiros necessitam melhorar. Os goleiros, hoje em dia, têm que ser o mais completo possível, por isso a importância de se trabalhar todos os fundamentos e todas às ações para que o mesmo tenha um vasto leque de opções para atuar nas ações dos jogos.

    O goleiro passou a ser um quinto jogador em quadra. A regra do goleiro linha permitiu que muitos nomes passassem a sentir a sensação até então somente desfrutada pelos demais jogadores.

    A função do Goleiro Linha

    Para exercer a função de goleiro linha, é necessário que o jogador tenha poder de decisão, uma leitura de jogo diferenciada e tranquilidade nas suas ações, pois quando a jogada for colocada em prática, ela poderá alterar o andamento da partida.

    Goleiro Linha é o goleiro que assume a função de jogador de linha quando sua equipe está com a posse de bola. Pode ser o próprio goleiro que passa a jogar como um jogador de linha ou um jogador de linha que substitui o goleiro.

    O goleiro linha geralmente é utilizado quando a equipe está em desvantagem no placar ou quando precisa da vitória. O Goleiro linha tem a função de ser um jogador a mais para efetuar as jogadas, então consequentemente o gol fica vazio.  A equipe deve ter muita paciência com a posse da bola, trocando passes de forma segura e com precisão, um erro de passe durante a utilização do goleiro linha pode gerar contra ataque para o adversário que quase sempre são convertidos em gols, pois a quadra defensiva está totalmente aberta.


    5 regras específicas do goleiro no futsal:

    - Qualquer jogador reserva pode substituir o goleiro, não é necessário avisar ao árbitro e nem que a partida seja parada para isso.
    - A cor do uniforme do goleiro deve ser diferente do restante da sua equipe, da equipe adversária e dos árbitros.
    - Não é permitido ao goleiro ficar com a bola, com os pés ou com as mãos, por mais de 4 segundos em sua quadra de defesa. Na quadra de ataque o goleiro pode tocar na bola livremente e por quanto tempo quiser como um jogador de linha.
    - Não terá validade um gol feito pelo goleiro de um arremesso de meta ou outro arremesso realizado com as mãos.
    - Caso o goleiro ultrapasse o limite de sua área penal segurando a bola com as mãos e estando a bola em jogo, será marcado Tiro Livre Direto para equipe adversária.

    Através da AMAX Futsal, o professor Guaíba está trazendo "Curso Preparação Específica de Goleiros de Futsal - Teoria e Prática - Prof. Guaíba" para preparação específica de goleiros!! Neste curso você vai receber 5 módulos, contendo vídeo-aulas e mais de 120 exercícios!!! Clique aqui e saiba mais!


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  • quinta-feira, 8 de julho de 2021

    Propriocepção para entorses no tornozelo no esporte

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  • O treinamento proprioceptivo que envolve a articulação do tornozelo com o objetivo de prevenir lesões e/ou diminuir os sintomas da instabilidade.

    A propriocepção descreve a consciência de postura, de movimento e das mudanças de equilíbrio, englobando ainda o conhecimento da posição, do peso e da resistência dos objetos relacionados ao corpo.

    É uma variação especializada da modalidade sensorial tátil e engloba as sensações de cinestesia, movimentação articular e sensação posicional. Os receptores sensoriais se adaptam à estimulação constante. Esta adaptação dos receptores é considerada uma das mais importantes bases neurais para adaptação perceptual, e isso explica os ganhos proporcionados pelo treinamento proprioceptivo.

    Quando ocorre uma lesão como a entorse de tornozelo, os proprioceptores ou mecanorreceptores ficam danificados, prejudicando assim a propriocepção ,  O mecanismo básico da instabilidade do tornozelo desenvolvido pela entorse é devido à lesão dos proprioceptores na cápsula articular e nos ligamentos. Essa instabilidade causa descoordenação motora, com interferência dos reflexos que dependem dos mecanorreceptores articulares

    Assim sendo, uma proposta de exercícios proprioceptivos como incremento para aumentar a estabilidade articular do tornozelo vai facilitar a ação profilática e de reabilitação em lesões musculoesqueléticas, pois exigem da modalidade sensorial uma forma mais competente para obtenção de informações referentes à sensação de movimento e posição articular.



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  • segunda-feira, 14 de junho de 2021

    3 conceitos que você saber na Fisiologia do Exercício

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  • As atividades ou exercícios físicos que realizamos em diferentes situações da vida (cotidiana, laboral, recreativa), assim como os programas de exercício com fins de saúde e sobretudo o esporte competitivo em diferentes idades e níveis de competição, requerem liberação energética leve, moderada ou intensa, dependendo da duração e da intensidade do exercício e da relação carga do exercício-descanso, frequência da atividade, estado de saúde, idade e condição física atuais do indivíduo.


    Pra estudar Fisiologia do Exercício, há alguns conceitos que a gente deve saber. Abaixo, três conceitos que estarão em qualquer publlicação/live/curso sobre esse assunto.

    MET

    É a sigla inglesa para equivalente metabólico. Uma unidade representa o gasto energético na condição de repouso (sentado) em função do peso corporal e corresponde a aproximadamente 3,5 mL/kg.min. Pode ser utilizada para expressar a potência aeróbica máxima, onde, por exemplo, 35 mL/kg.min corresponderiam a 10 METs. Este modo de expressar a capacidade funcional pode ser inapropriado para indivíduos portadores de obesidade, nos quais o gasto energético de repouso é bastante inferior a 3,5 mL/kg.min, já que o tecido adiposo possui baixa atividade metabólica e consequentemente baixo consumo de oxigênio.

    Limiar anaeróbico

    Representa o percentual do consumo máximo de oxigênio (intensidade relativa) acima do qual a produção metabólica de lactato excede a sua remoção e/ou utilização, acarretando acúmulo desde metabólito. Pode ser diagnosticado diretamente através de dosagens seriadas e frequentes de lacticidemia durante o exercício ou, indiretamente, através da análise das curvas das variáveis respiratórias -ventilação pulmonar e equivalentes ventilatórios de oxigênio (VE/VO2) e de gás carbônico (VE/VCO2) -durante o teste.

    Zona-alvo de treinamento

    Representa os limites superior e inferior da frequência cardíaca que caracterizam a dose mais apropriada de exercício (intensidade relativa do exercício), maximizando os benefícios e minimizando os riscos e efeitos indesejáveis. É idealmente obtida a partir da frequência cardíaca máxima efetivamente obtida no teste de esforço, ou ainda melhor, através do limiar anaeróbico obtido através do teste cardiopulmonar de exercício, também conhecido como ergoespirometria.

    A fisiologia humana se ocupa em estudar o funcionamento do corpo dos seres humanos. Outra área que tem relação com esta ciência é a Anatomia, pois é um campo também muito importante para as análises do corpo humano, como é estruturado e organizado. Ela se concentra na forma e a fisiologia, por sua vez, se atribui da função dos sistemas e órgãos de cada parte do corpo. São, portanto, duas áreas complementares. 

    Quer ter mais Conteúdo de Fisiologia? Acesse aqui e veja essa relação de Cursos e Ebooks para profissionais de Educação Física.

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  • sexta-feira, 11 de junho de 2021

    Importância da Educação Física no Fundamental I

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  • A Educação Física é disciplina obrigatória nas escolas e seu desenvolvimento é específico para cada ciclo da educação; As escolas contam com os PCNs, que norteiam o professores com relação a conteúdos, sendo cada um destinado a uma determinada fase.

    Nesse post, abordaremos as Séries Iniciais do Ensino Fundamental

    Nas séries iniciais é exigido um acompanhamento detalhado e cuidadoso de cada criança, pois é a fase mais importante para a prática da atividade física e desenvolvimento motor. É nesse momento em que se começa a aperfeiçoar os movimentos; a fase dos 6 aos 12 anos é a mais longa e rica para a formação do acervo motor da criança. Nessa fase, a criança se encontra com as habilidades básicas de locomoção, manipulação em refinamento progressivo.

    É nesse período que se deve desenvolver todas as capacidades coordenativas da criança de maneira ampla e variada. Entendeu a importância da Educação Física nos anos iniciais? Ela ajuda nesse aperfeiçoamento, corrige, acha possíveis deficiências (cognitivas e motoras) e tenta superá-las. Sendo assim, é importante que o professor propicie aos alunos oportunidades que possibilitem o desenvolvimento de suas competências e habilidades, imprescindíveis a seu crescimento e desenvolvimento, tendo que todos os alunos sejam capazes de aprimorar seus movimentos por meio da Educação Física.

    Quando chegam à escola, as crianças trazem algum conhecimento sobre o corpo e o movimento. Se puderam conviver e brincar com amigos e irmãos ou explorar diversos espaços, elas já conhecem muitos jogos e brincadeiras. Mas, mesmo com pouca experiências desse tipo, elas podem viver, na escola, novas situações de desafios corporais. Veja o que se espera do aluno e algumas sugestões para facilitar  seu trabalho:

    No primeiro ciclo

    • Conhecer seus limites e possibilidades para estabelecer as próprias metas.
    • Compreender, valorizar e saber usufruir as diferentes manifestações culturais.
    • Organizar jogos, brincadeiras e outras atividades lúdicas.

    No segundo ciclo

    • Nas atividades corporais, respeitar o desempenho do colega, sem discriminações de nenhuma natureza.
    • Manter o respeito mútuo, a dignidade e a solidariedade em situações lúdicas e esportivas, resolvendo conflitos de forma pacífica.
    • Saber que organizar jogos e brincadeiras é um modo de usufruir o tempo disponível.
    • Conhecer seus limites e possibilidades para controlar atividades corporais com autonomia, entendendo que esta é uma maneira de manter a saúde. 
    • Analisar os padrões de estética, beleza e saúde como parte da cultura que os produz e criticar o consumismo.
    • Entender as diferentes manifestações da cultura corporal sem discriminação nem preconceito, valorizando e participando delas.
    Em tempos difíceis, onde o Professor de Educação Física Escolar, assim como muitos, teve que se reinventar em sua profissão, tenho uma dica para você, professor. Conheça o guia Jogos e Brincadeiras com Distanciamento , recebemos bastantes mensagens de Professores pedindo um material que o ajudasse a planejar suas aulas. São jogos e brincadeiras que realmente fossem aplicáveis em suas aulas a distância, com um preço convidativo. Clique aqui!



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  • quarta-feira, 9 de junho de 2021

    Diferença entre função e posição no Futebol

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  • Futebol é um esporte disputado entre duas equipes, cada uma com 11 jogadores, que utilizam os pés e a cabeça para movimentar a bola em direção ao campo adversário, com o objetivo de colocá-la dentro do gol ou meta. A partida divide-se em dois tempos de 45 minutos, com um intervalo de 15 minutos. O tempo de jogo pode ser prorrogado por acidente ou qualquer outra causa a critério do juiz. A equipe vencedora é a que faz o maior número de gols.

    Muito se fala em função dos jogadores no jogo e sua posição. Você sabe qual é a diferença?

    Sendo bem pragmáticos, posição é o que o jogador fala que é. Simples assim. Desse modo, os únicos exemplos de posição são: lateral, zagueiro, volante, meia e atacante. Os demais termos escutados por ai são classificados como sub-categorias.

    A posição nada mais é que a região do campo que o jogador vai mais ocupar dentro de uma partida, o espaço que ele tem como referência para ocupar. Ela está muito atrelada ao esquema tático. Simples entender que se você for o meia central do 4-2-3-1, precisa ocupar, de maneira geral, o espaço entre os dois jogadores mais abertos. A posição é descoberta, geralmente, ainda na fase de iniciação do atleta. São vários os casos de jogadores que, com o desenvolvimento na carreira, recuam ou avançam faixas do campo. Normalmente suas características individuais fazem com que ele "escolha" a sua posição lá em seus primeiros chutes dados em escolinhas de futebol.

    Já a função vai além. Muito mais atrelada ao modelo de jogo que o treinador quer implantar, retrata o que o jogador precisa fazer nessa denominada faixa do campo em que é escalado. É a diretriz dos comportamentos que o atleta precisa ter com ou sem a bola.

    Um dos principais motivos pelos quais a função tem gerado controvérsias é o fato de que o jogador movimenta-se constantemente durante o jogo.  Dessa forma, pode realizar diferentes funções em diferentes fases da partida de futebol.

    Quer aprender a montar esquemas defensivos eficientes no futebol? Conheça o Método OTAC - Organização Defensiva no Futebol.

    Este curso online oferece para treinadores de futebol novas tendências de treinamentos defensivos modernos onde o aluno terá acesso a diversos materiais como vídeos, artigos em PDF, onde vai aprender de forma didática como organizar um método de treino. Clique aqui e saiba mais!




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  • terça-feira, 18 de maio de 2021

    Musculação e o esporte

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  • Como planificar adequadamente um treinamento esportivo - Princípios que  todo esportista deveria saber

    A musculação é uma das atividades mais praticada no mundo, pois além dos benefícios atléticos como preparação física, melhora do desempenho, coordenação motora, velocidade e flexibilidade, ocupa também um lugar de destaque nas academias na procura de objetivos estéticos tais como aumento da massa muscular, diminuição do percentual de gordura, aumento de força, melhoria da postura, etc.
     
    O ideal é trabalhar o corpo todo dando ênfase à necessidade muscular de cada esporte. A maioria dos esportes tem particularidades com relação aos grupos musculares mais exigidos em sua prática. Estes grupos devem receber atenção especial. Por exemplo: para jogadores de futebol, trabalhar com ênfase nos grupos musculares das coxas, glúteos, lombares, abdome e panturrilhas.

    Depois de analisar os movimentos, músculos e articulações mais solicitadas em certa modalidade esportiva, deverá ser montado um programa de exercícios que mais se assemelham e que influenciam nos movimentos executados nos referidos esportes. Como exemplo vamos citar o remo. O remador deve trabalhar todo o corpo dando ênfase nas costas, braços, ombros e abdome. Sugerimos alguns exercícios como: puxador no Pulley, hiper extensões lombares, remada alta, remadas em geral, bíceps rosca direta, tríceps testa, entre outros.

    O treinamento de musculação deve ser realizado com maior intensidade e frequência longe das temporadas de competições importantes. Ao se aproximarem as competições, o volume e a intensidade do treinamento tem que ser reduzido recomendando-se apenas um programa de manutenção, com cargas menores e poucas séries.

    O uso da musculação está intimamente ligada a periodização do treinamento para que ocorra um melhor controle dos resultados. Essa engloba todas as condições de treinamento possíveis nos esportes.


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  • quinta-feira, 6 de maio de 2021

    Métodos e sistemas no Treinamento de Força

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  • 7 Dicas Para Analisar Seu Treino de Força e Obter Resultados


    O treinamento de força atualmente exerce um papel importante no condicionamento físico geral, na performance esportiva, na reabilitação de lesões e no aumento da massa muscular. Para se chegar aos objetivos desejados, existem diversos métodos e sistemas de treinamento, o que gera muita polêmica sobre a superioridade de um sobre o outro.

    Porém, esta questão deve ser vista com muito cuidado, pois existem poucos estudos sobre os vários métodos, e dificilmente alguém poderá afirmar que um é melhor que o outro. O que ocorre muitas vezes é que uma pessoa pode responder melhor ou pior a um determinado sistema, o que não significa que ele seja "o melhor ou o pior", mas que este indivíduo respondeu de forma mais positiva ou negativa; afinal, quando falamos do aumento de massa muscular ou força, muitas variáveis devem ser levadas em consideração, e não somente o treinamento.

    O método de treinamento é uma categoria fundamental do processo de treinamento, pois é através dele que utilizaremos os exercícios específicos para obter resultados previamente planejados, ou seja, é a forma que se utiliza um determinado meio para atingir uma determinada direção. Sendo que, a seleção do método está ligada a direção do efeito potencial conseguido e este deverá estar de acordo com o efeito previamente planejado.

    Este artigo apresenta alguns métodos usados no treinamento de força voltado para hipertrofia, e possíveis explicações para seus mecanismos de atuação e manipulações para maximizar seus resultados.

    Antes de aplicá-los, é importante conhecê-los e ter consciência de usá-los racionalmente, na pessoa correta e no momento adequado. Pois o método só será eficaz se considerado três questões: a quem se destina, quando aplicá-lo e o que se quer obter desse método, isto é, qual a tarefa que será resolvida por ele (aumentar a força máxima, resistência muscular, hipertrofia muscular e outros).


    Método Isotônico

    Para o desenvolvimento da força através do método isotônico utiliza-se de 90 a 100 por cento da força máxima do grupo muscular a ser desenvolvido, utilizando-se de 4 a 6 grupos, tendo cada um deles de 1 a 4 repetições, dependendo do percentual de peso utilizado para o desenvolvimento de força pura. No treinamento de força pura, é necessário que a musculatura esteja bem recuperada para que o trabalho se realize em níveis ótimos.

    No trabalho de hipertrofia muscular devem ser utilizados 3 a 6 séries com 5 a 15 repetições. O descanso entre a realização das séries será de 30 segundos a 5 minutos, variando em função do esforço desenvolvido. Os efeitos produzidos por este treinamento se apresentam com o aumento da seção transversa do músculo com também o aumento da força muscular dinâmica, sendo esse um dos melhores métodos para esse desenvolvimento.

    A principal desvantagem do método isotônico é que se for empregada tensão isotônica em todo o percurso do movimento, somente em um ponto se atingirá a tensão máxima.

    O método isotônico pode ser subdividido em:

    1 – Método das Múltiplas Séries - força, hipertrofia, resistência muscular e potência)

    Neste método utilizam-se mais de uma série por grupo muscular (sendo 2 ou 3 séries de aquecimento com cargas sucessivamente maiores, seguidas por várias séries com a mesma carga), e esse número depende do objetivo e do estado de treinamento do praticante. Não há regra exata sobre o número de séries, repetições ou exercícios.

    Essas variáveis serão ministradas conforme o tipo de treinamento, seja para aumento da massa muscular, resistência muscular, potência ou força máxima.

    Se o objetivo do treinamento for hipetrofia muscular, deve-se utilizar em média de 2 a 4 séries de 8 a 12 repetições, com cargas próximas às repetições máximas (de 70 a 90%) – dependendo no nível de adaptação do aluno – e utilizar um intervalo entre as séries de 1 minuto e 30 segundos a no máximo 2 minutos.

    No entanto, se o objetivo for desenvolver a força máxima, o número de séries deve ser superior ao citado acima (de 4 a 6 séries), variando entre 2 a 6 repetições e com um percentual de carga superior a 85% de 1RM (repetição máxima), utilizando um intervalo de no mínimo 3 minutos. Entretanto este treinamento deve ser realizado por indivíduos que já tenham um nível de adaptação no treinamento de força, ou seja, não deve ser utilizado por iniciantes.


    2 – Método da Pirâmide - (força e hipertrofia)

    A pirâmide pode ser de dois tipos: crescente e decrescente.

    - Pirâmide Crescente

    Atualmente, a pirâmide crescente é usada com repetições máximas ou submáximas – sem a preocupação aparente de não gerar fadiga – com uma progressiva diminuição das repetições e aumento das cargas. Desta forma, a pirâmide crescente consiste em aumentar a carga e diminuir o número de repetições ao longo da série.

    É comum ver a indicação deste método para ganhos de força ou como meio de se treinar com cargas altas. Tal prática sugere que, com a pirâmide, haja preparação para o uso de cargas elevadas, por meio do aquecimento da musculatura, tornando-a mais apta e preparada para as séries finais.

    Estudos recentes mostram que o uso de pirâmide crescente não produz vantagens adicionais para o ganho de força, sendo superada por diversos outros métodos. Com relação à hipertrofia, também se deve ter cuidado na aplicação da pirâmide, mantendo as repetições dentro de níveis controlados (como de 12 a 8). Caso contrário, corre-se o risco de gerar estímulos muito divergentes e em quantidade insuficiente para potencializar as adaptações necessárias para a hipertrofia (Gentil, 2005).

    A aplicação mais recomendada da pirâmide seria como artifício didático, como nos casos de alunos que estejam treinando com repetições altas há muito tempo e sintam dificuldade em utilizar repetições baixas e cargas altas. Nesses casos, as séries em pirâmides poderiam servir como preparação psicomotora.

    - Pirâmide Truncada Crescente

    Esse método é a cópia do método pirâmide crescente, sendo que o indivíduo não necessita chegar aos 100% da força máxima do grupamento muscular, podendo atingir até aos 90% dessa força máxima (Rodrigues e Carnaval, 1985).

    - Pirâmide Decrescente

    Na pirâmide decrescente utilizada atualmente, realiza-se um pequeno número de repetições como cargas elevadas, com progressiva redução da carga e aumento do número de repetições. Lembrando que nesta versão atual, as repetições são realizadas até a fadiga ou próximas a ela, na maior parte dos casos.

    Apesar de ser a versão menos conhecida, esta é a que encontra maior amparo da fisiologia. A utilização de cargas mais elevadas no começo da série aproveitaria o estado neural para fornecer estímulos tensionais. As séries seguintes, que porventura tenham características metabólicas, seriam iniciadas com estresse bioquímico mais acentuado, o que poderia ser benéfico para hipertrofia.

    Este método de treinamento seria útil para adaptar na transição de treinos tensionais para metabólicos em pessoas acostumadas a treinar com repetições baixas por muito tempo.

    - Pirâmide Truncada Decrescente

    Esse método é a cópia do método pirâmide decrescente, sendo que o indivíduo não começa dos 100% de carga. Ele vai diminuindo a carga a partir de 90% da força máxima, respeitando-se o número de repetições de acordo com o percentual de peso utilizado (Rodrigues e Carnaval, 1985).


    3 – Método Bi-Set - (hipertrofia)

    Consiste na realização de dois exercícios consecutivos, sem descanso, para o mesmo grupo muscular. O objetivo deste método é gerar um aumento da congestão sangüínea (aumento do fluxo sangüineo) na musculatura, fenômeno relacionado ao aumento da massa muscular.

    Podemos justificar o uso deste método por meio dos conceitos vistos no drop-set e na pré-exaustão, acrescentando a variação intencional no padrão motor. Ao final do primeiro exercício, um determinado número de unidades motoras não poderia mais ser recrutado, impedindo a execução do movimento, porém a mudança para um exercício com padrões motores diferentes (e cargas adequadas à nova condição) permitiria o prosseguimento do estímulo, aumentando o temo sob tensão e prolongando o estresse metabólico

    O maior tempo sob tensão seria interessante para aproveitar estímulos tensionais; já a contração prolongada poderá causar, além do acúmulo de metabólitos, aumento posterior na circulação, com maior disponibilidade de nutrientes.

    Neste método, utiliza-se de 3 a 4 séries, com 10 a 20 repetições, dando um intervalo mínimo entre os grupos, ou seja um exercício e o outro, e de 1 a 2 minutos entre as séries consecutivas.


    4 – Método Tri-Set - (hipertrofia)

    Consiste na realização de 3 exercícios consecutivos, sem intervalos entre eles, para o mesmo grupo muscular. Sua base é similar à do bi-set, com um estímulo ainda mais prolongado.

    Os exercícios podem ser agrupados para estimular um único grupo com o objetivo de atingir porções distintas da mesma musculatura, procurando sempre isolar as porções do grupo muscular trabalhado, pode também ser usado para grupos musculares antagonistas ou diferentes. É um método muito usado para grupos musculares que possuem 2 ou 3 porções.

    O objetivo do método é gerar congestão sangüínea (aumento do fluxo sangüineo na região) e desenvolvimento das varias porções do grupo muscular. A ausência de intervalo entre as séries pode favorecer uma pequena melhora na aptidão cardiorespiratória.

    Neste método, utiliza-se de 3 a 4 séries, com 10 a 20 repetições, dando um intervalo mínimo entre os grupos, ou seja um exercício e o outro, e de 1 a 2 minutos entre as séries consecutivas, após três exercícios sem pausa.

    Deve-se levar em consideração uma limitação para este método, onde só há viabilidade a sua utilização nos horários de pouca movimentação na sala de musculação.


    5 – Método Super-Set - (hipertrofia)

    Consiste na realização consecutiva de vários exercícios para o mesmo grupo muscular.

    - Para o mesmo grupo muscular – (hipertrofia)

    Consiste na realização de mais de 4 exercícios sem intervalo, ou seja, executar os exercícios de forma seguida, um atrás do outro, até completar o total superior a quatro exercícios sem pausa. Após a execução do último exercício, há uma pausa, para então realizar a segunda passagem e depois a terceira.

    Neste método, utiliza-se em média 3 séries, com 10 repetições, dando um intervalo de até 2 minutos após os quatro exercícios diretos.

    - Agonísta / Antagonista - (força e hipertrofia)

    Este método lembra o bi-set, porém os exercícios executados são direcionados a grupamentos musculares antagônicos (exemplo: realiza-se extensão de joelhos seguida de flexão de joelhos). Ou seja, consiste na realização de dois exercícios sem intervalo, ou seja, executar os exercícios de forma seguida, porém respeitando a seqüência: primeiro o agonista, depois o respectivo antagonista. Após a execução do segundo exercício, segue-se a segunda passagem.

    A contração voluntária de um músculo faz com que o seu antagonista também seja ativado, supostamente com a finalidade de criar estabilidade articular, em um processo denominado co-contração. Portanto, por mais que se exercite um músculo, é mantido um certo grau de atividade na musculatura oposta. Esta atividade contínua durante o super-set pode ser útil na manutenção do estresse metabólico, aumentando a concentração de metabólicos.

    Agora se o intuito for produzir estímulos tensionais em seus níveis máximos, é importante observar o estado de fadiga e utilizar intervalos de descanso entre os exercícios, em vez de executá-los um após o outro, imediatamente.

    Quando formos calcular os intervalos no super-set, devemos ter em mente o tempo que se levará para retornar ao mesmo exercício, incluindo o tempo de deslocamento entre aparelhos e preparação em cada um. Por exemplo, se houver um intervalo de 40 a 60 segundos entre os exercícios, normalmente gastam-se, aproximadamente, 2 a 3 minutos para se retornar ao primeiro movimento. Se quisermos que o tempo de intervalo entre as séries de um mesmo exercício fique entre 45 a 75 segundos, devemos dar intervalos entre 0 a 15 segundos entre os exercícios.

    Entre as principais vantagens deste método estão seu dinamismo e a redução do tempo total de treino. Por possuir descansos reduzidos, os treinos em super-set promovem grandes elevações no metabolismo, elevando o gasto calórico e causando uma sensação de cansaço generalizado, diferente da maioria dos treinos.


    6 – Método do Treinamento em Circuito - (condicionamento físico e resistência muscular)

    É, sem dúvida, o método de treinamento de força mais usado com iniciantes. Este método consiste em realizar diversos exercícios com um intervalo controlado mínimo (aproximadamente 15 segundos), ou sem intervalo, entre eles. Este método é um dos únicos em que a carga deve ser moderada. Isso significa trabalhar próximo de 40 a 60% de 1 RM (repetição máxima).

    O número de exercícios é definido conforme o objetivo e o grau de treinabilidade do praticante, e pode-se utilizar mias de uma passagem pelo circuito (nesse caso, em vez de utilizarmos a denominação duas séries, utilizamos duas passagens).

    Caso o praticante seja iniciante, é adequado que a seqüência dos exercícios esteja baseada na montagem alternada por segmento, o que significa alternar, por exemplo, exercícios para membros superiores e exercícios para membros inferiores.

    Neste método, utiliza-se em média 1 a 3 passagens, de 12 a 20 repetições, dando um intervalo de no máximo 15 segundos entre exercícios.


    7 – Método da Pré-Exaustão - (força e hipertrofia)

    Consiste em realizar um exercício de isolamento (uniarticular) seguido de um exercício composto, ambos envolvendo um grupo muscular em comum. Apesar de não possuir um embasamento científico definido, este método é comumente usado com a finalidade de enfatizar a musculatura trabalhada de forma isolada no primeiro exercício.

    Segundo Fleck e Kraemer (1999), citados por Gentil (2005), na execução de exercícios para grupamentos musculares menores, antecedendo movimentos biarticulares, causariam sua menor ativação, devido à fadiga, impondo maior tensão aos demais músculos, ou seja a utilização prévia de um exercício de isolamento antes de um exercício composto fará com que haja menor ativação da musculatura trabalhada no primeiro momento, aumentando a atividade relativa dos músculos acessórios.

    O objetivo deste método é levar a musculatura a exaustão (fadiga), através da utilização de alavancas que favoreçam uma maior solicitação da musculatura principal. Alguns estudos sugeriram que unidades motoras adicionais seriam recrutadas para compensar a perda de funcionalidade de outras. Além das unidades motoras de um mesmo músculo, devemos levar em consideração a atividade de outros grupamentos musculares. Em movimentos complexos, a menor ativação de unidades motoras em um músculo é contornada por alterações do padrão motor, com maior ativação dos demais músculos envolvidos no movimento, inclusive recrutando, primariamente, músculos que outrora eram meros coadjuvantes.

    Tecnicamente, o uso da pré-exaustão, na verdade, estaria mais próximo ao uso do bi-set, produzindo as mesmas alterações fisiológicas.

    Neste método, utiliza-se de 2 a 4 séries, com 6 a 20 repetições, dando um intervalo de 1 a 2 minutos entre as séries.

    Deve-se levar em consideração uma limitação para este método, onde só há viabilidade a sua utilização nos horários de pouca movimentação na sala de musculação, e preferencialmente em aparelhos próximos uns dos outros.


    8 – Método da Exaustão - (força, hipertrofia e resistência muscular)

    Este método consiste em realizar as repetições até a exaustão. As repetições serão finalizadas quando a fase concêntrica do movimento não for completada (falha concêntrica momentânea), portanto, quando o padrão do movimento estiver comprometido.

    Neste método, utiliza-se em média 3 a 4 séries, com a máximo de repetições, dando um intervalo de 30 segundos para resistência muscular, até 1 minuto e 30 segundos para hipertrofia, e maior que 3 minutos para força máxima.


    9 – Método de Repetições Forçadas (Excêntrica) - (força e hipertrofia)

    Durante as repetições forçadas, executa-se normalmente o movimento até a impossibilidade de mover a carga. Quando for detectada a falha na fase concêntrica, o ajudante (ou o próprio executante, quando possível) deve utilizar a quantidade de força necessária para que o movimento concêntrico prossiga em sua cadência natural. O movimento "forçado" deverá prosseguir até que es atinja a o objetivo desejado (tempo sob tensão, número de repetições, etc.) ou que haja necessidade de excessiva aplicação de força auxiliar.

    A ajuda só deve ocorrer nos momentos e ângulos em que a falha for detectada e somente com a força necessária para fazer o movimento prosseguir. Do contrário, o método não intensificará o exercício e sim o tornará mais fácil.

    Durante o movimento excêntrico, há facilidade de suportar cargas elevadas, mesmo com um menor número de unidades motoras sendo ativadas. Ao utilizar auxílio na fase concêntrica, pode-se progredir no exercício ainda que não haja mais possibilidade de se "levantar" a carga, o que trará uma maior tensão e maiores estímulos ao músculo.

    O uso de repetições excêntricas oferece maior tensão, no entanto produz alterações em outros fatores fisiológicos, como o acúmulo de metabólitos e níveis de lactato. Desta forma, é interessante usar cargas altas e intervalos mais longos durante o método de repetições forçadas, para melhor aproveitar o componente tensional, tendo em vista sua baixa alteração em parâmetros metabólicos.

    Segundo Gentil (2005), citando Folland et al., 2001, o método de repetições forçadas não é recomendado para alunos iniciantes e intermediários, tendo em vista que um treino intenso com repetições excêntricas realizadas pode levar a prejuízos nos ganhos de força por até 5 semanas.

    Na aplicação do método das repetições forçadas, devem-se observar alguns pontos:
    - Devido a sua alta intensidade, potencial de overtraining e lesões em ligamentos e tendões, não é recomendado seu uso por períodos muito longos de tempo (tempo recomendado: entre 4 e 6 semanas);
    - É importante adequar o volume de treino, evitando usar o método em um grande número de séries. Realizar repetições roubadas em 1 a 3 séries por treino parece ser eficiente e seguro, lembrando que a máxima "quanto mais, melhor" não se aplica aqui;
    - Os intervalos de descanso devem ser ajustados para manter a qualidade do treino, mantendo uma média de 2 a 4 minutos entre as séries;
    - só deve ser usado em alunos avançados.

    O objetivo deste método é o aumento da carga na fase excêntrica, que permite a desintegração das pontes cruzadas de actomiosina (componentes internos que formam as fibras musculares, e geram a ação da contração muscular), o que promove uma grande fricção interna.

    Através de repetições negativas há também uma maior retenção sangüínea fora do músculo e quando a musculatura relaxa há um aumento da perfusão sangüínea (entrada lenta e contínua de líquidos nos vasos sangüíneos), o que favorece a hipertrofia.


    10 – Método Blitz - (hipertrofia)

    No método Blitz, diferencialmente dos outros, o que se promove é o trabalho sobre apenas um grupo muscular por dia ou sessão de treinamento.

    É muito empregado por fisiculturistas, mas, como na maioria dos métodos, não há comprovação científica sobre sua eficácia, pois o intervalo entre cada sessão de treino para o mesmo grupo muscular acaba sendo muito maior que 72 horas, chegando, na verdade, a uma semana, em alguns casos.

    Neste método, o praticante executará apenas um grupo muscular por sessão de treinamento, com alto volume e intensidade para o mesmo grupamento muscular. Podendo variar no número de exercícios de forma ilimitada, realizando entre 3 e 4 séries de 8 a 12 repetições, com cargas próximas a 1RM (repetições máximas).


    11 – Método Drop-Set - (força e hipertrofia)

    O drop-set, ou série descendente pode ser caracterizado em três passos:
                1 – realização do movimento com técnica perfeita até a falha concêntrica;
                2 – redução da carga (em aproximadamente 20%), após a falha; e
                3 – prosseguimento do exercício com técnica perfeita até nova falha.
    Deve-se repetir o segundo e terceiro passos até se alcançar o objetivo estabelecido para o treino.

    Em exercícios de intensidades altas, ocorre progressiva queda na ativação de unidades motoras até chegar-se a um ponto em que a ativação das fibras disponíveis não seria suficiente para prosseguir o movimento, levando à interrupção do exercício. As quedas na carga, durante o drop-set, têm a finalidade justamente de contornar a fadiga, adequando o esforço às possibilidades momentâneas do músculo e, com isso, mantendo um trabalho relativo intenso por mais tempo (Gentil, 2005).

    Durante o drop-set, é possível manter um grande número de unidades motoras trabalhando em esforços máximos pro períodos longos, tornando-o indicado tanto para ganhos de força quanto de hipertrofia.

    Neste método, utiliza-se em média 3 a 4 séries, com um mínimo de 6 repetições nas primeiras execuções e indo até a exaustão nas passagens subsequentes, dando um intervalo de 2 a 3  minutos entre as séries.


    12 – Método de Repetições Roubada - (força e hipertrofia)

    Neste método, o exercício é executado com a técnica correta até a falha concênctrica e, em seguida, altera-se o padrão de movimento com a finalidade de prosseguir por mais algumas repetições. As repetições roubadas só devem ser aplicadas em casos específicos, levando-se em conta a característica do indivíduo e do exercício, do contrário, os resultados serão irrelevantes diante do risco aumentado de lesões.

    O método das repetições roubadas não consiste simplesmente em realizar um movimento de maneira errada. As alterações no padrão motor só devem ocorrer diante da impossibilidade de execução de forma correta, ou seja, o movimento é executado de forma estrita até que não seja mais possível fazê-lo e só então o padrão motor é alterado. É essencial que haja um perfeito conhecimento não só da técnica correta, mas também dos aspectos biomecânicos dos exercícios, pois as alterações no padrão motor deverão ser aplicadas nos momentos e intensidades suficientes para vencer o ponto de quebra.

    Estas limitações tornam as repetições roubadas o último método a ser usado, dentro de uma escala temporal.

    A explicação para utilização deste método estaria próxima às repetições forçadas, com a vantagem de não depender de parceiros de treino. A alteração no padrão de movimento adapta o exercício à possibilidade de trabalho relativa do músculo, pois as modificações biomecânicas incluem músculos acessórios, outras fibras ou alteram a relação de alavancas, o que pode reduzir o esforço absoluto do músculo fadigado. Desse modo, pode-se prolongar o trabalho, aumentando a magnitude dos estímulos, inclusive para unidades motoras que não estejam fadigadas e que provavelmente seriam menos estimuladas se o exercício fosse interrompido.

    Tendo em vista a grande variedade de métodos conhecidos, seria pouco prudente e desnecessário utilizar repetições roubadas em alunos iniciantes e intermediários, ou mesmo em alunos avançados que não estejam habituados com determinado exercício. Nossa recomendação é que somente alunos avançados com vivência na tarefa motora específica o utilizem. Além da questão individual, a escolha do exercício também deve ser criteriosa. É comum ver pessoas se expondo perigosamente ao utilizar repetições roubadas em movimentos em que o método não seria recomendado como, por exemplo, agachamentos, levantamento terra e supinos com barras.


    13 – Método da Fadiga Excêntrica - (hipertrofia e força)

    Este método consiste em levar as repetições forçadas ou roubadas até os limites extremos. Para se treinar com fadiga excêntrica é recomendável utilizar cargas elevadas – que permitam repetições entre 3 e 6 completas – realizando o exercício até a falha concêntrica e, em seguida, utilizar um dos 2 métodos acima para prosseguir com o movimento até que haja impossibilidade de sustentar a fase excêntrica.

    A fadiga excêntrica leva o trino a viveis elevadíssimos de intensidade e não deve ser usada por qualquer pessoa a qualquer momento, do contrário promoverá lesão, e não adaptação. Lembre-se de que nosso corpo é um sistema intimamente interligado e, por isso, a intensidade não se limita aos músculos, mas também envolve o estresse neural, articular, psicológico, e este estado geral deve ser levado em conta ao aplicar métodos intensivos.

    Devido à elevada intensidade da fadiga excêntrica, ela só deve ser usada em uma ou duas séries por treino, com intervalos de 7 a 10 dias, ou com mais freqüência, durante fases intensivas, conhecidas como microciclo de choque.

    Algumas observações práticas em relação a esse método:
    - Não usar este método por períodos muito longos de tempo (tempo sugerido: +/- 4 semanas);
    - Reduzir o volume de treino (1 a 2 séries para grandes grupos musculares);
    - Utilizar poucos movimentos complementares – ao usarmos a fadiga excêntrica em exercícios multiarticulares, deve-se levar em conta, além do estresse na musculatura principal, o trabalho dos músculos acessórios. No caso do supino, por exemplo, há a necessidade de reduzir também o volume e intensidade de ombro e tríceps. Caso contrário, poderá ocorrer excesso de treinamento e lesões articulares;
    - Ajustar o intervalo de descanso: 2 a10 minutos;
    - Usar a fadiga excêntrica em 1 a 3 séries por treino;
    - Utilizar, prioritariamente, em movimentos complexos.


    14 – Método SuperLento ou Super Slow - (resistência muscular e hipetrofia)

    Este método consiste em realizar repetições de forma extremamente lenta, levando de 15 a 60 segundos para completar um ciclo de movimento. A proposição original de Ken Hutchins, conhecida com superslow, é a realização de repetições com cadências de 5 segundos para fase excêntrica e 10 segundos para fase concêntrica (Gentil, 2005).

    Para aproveitar adequadamente este método é importante não utilizar cargas deliberadamente baixas, pois a dor pode mascarar a intensidade real do exercício, desencorajando o executante a utilizar cargas maiores, apesar de seus músculos as suportarem. Isto garante um trabalho mais completo em nível de unidades motoras, pois o movimento lento, submáximo e como cargas reduzidas, ativaria principalmente as unidades motoras pequenas, com baixo limiar de excitabilidade.

    A combinação de cargas baixas e velocidade lenta, faz com que o método superlento promova baixo ganho de força, mas parece ser bom para desenvolvimento de hipertrofia e resistência muscular.

    Ao usar o método superlento, deve-se manter a técnica correta durante todo o movimento e enfatizar os pontos de quebra (desvantagem mecânica), senão os estímulos serão subaproveitados. Nesse caso, para se aproveitar melhor o método, é interessante enfatizar os ângulos próximos de 90º (cerca de 80 a 100º).

    Uma vantagem pratica deste método é o uso de cargas moderadas que são relativamente baixas (em relação aos outros métodos), podendo ser prescritos em períodos onde não se desejam sobrecarregar demasiadamente as estruturas conectivas. Além disso, é um bom método para trabalhar a consciência motora na execução dos movimentos.


    15 – Método Ondulatório - (força, hipertrofia e potência)

    Este método baseia-se na forma de uma onda, em que o ventre superior reflete cargas altas e repetições baixas e no ventre inferior cargas moderadas, porém com altas repetições.

    A expllicação deste tipo de treino parece estar no conceito de potenciação pós-tetânica, segundo o qual, após uma contração muscular intensa, ocorrem favorecimento da ativação das fibras e maior capacidade de gerar força. Algumas explicações fisiológicas para o fenômeno são as alterações nas concentrações de neurotransmissores, fluxo dos íons de sódio e potássio, e acúmulo de íons de cálcio no sarcoplasma.

    O ponto ideal para se reiniciar o exercício é resultado da soma de diversos fatores, principalmente potenciação pós-tetânica e fadiga. Este período varia entre 3 a 10 minutos, meio-tempo em que há possibilidade de utilizar cargas mais elevadas do que se faria normalmente e, dessa forma, de proporcionar um maior estresse mecânico às estruturas musculares – o que favoreceria o processo de hipertrofia, dentro da abordagem dos treinos tensionais – e maiores adaptações neurais (força e potência).

    Há outros fatores que influenciam o fenômeno como tipos de fibras (melhores respostas nas fibras tipo II) e tempo de contração (quanto menor o tempo, maior a potenciação). Portanto, para o melhor aproveitamento da potenciação pós-tetânica é necessária a realização de repetições baixas com cargas máximas.

    Para reduzir a monotonia dos longos intervalos, podem ser intercalados exercícios para outros grupos musculares enquanto se espera o tempo para a realização de uma nova série, mesclando o método com o super-set. Há outras variações desse método, como alternar séries de 8 a 12 repetições, e suas variações crescentes e decrescente, levando em consideração o ajuste das cargas, sendo que este variação é conhecida como método de contraste.

    Deve-se ter cuidado com o abuso do método devido ao trabalho constante com cargas muito altas, tornando recomendável que se racionalize o uso da potenciação pós-tetânica dentro de um planejamento, para não expor as estruturas articulares às lesões. Este método não é recomendado para iniciantes, pois além do risco de lesões, foi verificado que o fenômeno da potenciação pós-tetânica não é bem aproveitado nesse grupo (Gentil, 2005).
    .

    16 – Método da Pausa/Descanso - (força e resistência a fadiga)

    Este método é executado da seguinte forma:
    - Realizar o movimento até a falha concêntrica;
    - Dar uma pausa de 5 a 15 segundos;
    - Retornar ao movimento, até nova falha concêntrica;
    - Repetir o procedimento até atingir o objetivo estipulado (número de pausas, repetições, tempo, fadiga).

    As pausas curtas são usadas com a finalidade de restabelecer parcialmente o estado metabólico e neural, possibilitando que o exercício prossiga e fornecendo, assim, maior quantidade de estímulos. O tempo de intervalo iniciado de 5 segundos deve-se aos resultados de estudos feitos com contrações intensas, que mostraram a ocorrência de reações favoráveis à retomada do exercício nesse tempo, devido ao pico da potenciação pós-tetânica.

    Este método é muito útil para auxiliar na adaptação do aluno a determinado estímulo, principalmente metabólico. Muitas vezes, por exemplo, há dificuldades em realizar um número elevado de repetições devido à dificuldade em lidar com a dor, principalmente em indivíduos habituados a treinar com métodos tensionais. Nesses casos, a utilização das pausas pode promover adaptação progressiva, sem que haja necessidade de uma redução muito expressiva da carga absoluta.

    O uso de treinos de pausa-descanso pode ser interessante para ganhos de resitência de força, por estimular o organismo a se recuperar entre estímulos intensos.


    17 – Método Repetições parciais (oclusão vascular)

    O método da oclusão vascular consiste em realizar contrações curtas intensas (estáticas ou dinâmicas) e em seguida prosseguir com o movimento completo.

    Normalmente, as unidades motoras são recrutadas seguindo o princípio do tamanho, partindo das menores (fibras lentas), para as maiores (fibras rápidas), porém quando o músculo é contraído sob condições isquêmicas e/ou estado de acidose, este princípio não se aplica e as unidades motoras maiores são recrutadas preferencialmente. Deste modo, supõe-se que, ao realizar as repetições curtas, há diminuição do fluxo sangüíneo, causando diminuição da entrega de oxigênio e, conseqüentemente, ativação das unidades motoras grandes (brancas), logo no início do movimento.

    Gentil (2005), citando os estudos de Takarada et al. (2000), relata que os resultados destes estudos trouxeram a sugestão de que contrações realizadas sob condições de elevado acúmulo de metabólitos sejam particularmente eficientes em produzir aumentos na massa muscular. Sugere-se assim, que a realização de repetições parciais poderia mimetizar esta condição, facilitando a obtenção de hipertrofia.

    Uma das grandes vantagens deste método é a utilização de cargas baixas, o que mantém elevado estresse muscular, enquanto recupera as estruturas articulares.


    18 – Método Set 21 – (resistência muscular)

    O set 21 tradicional, muito usado na rosca bíceps, é composto por três fases:
    - Executar o movimento parcial, da extensão máxima até metade da amplitude completa (+/- 90º);
    - Executar o movimento encurtado, da metade do comprimento angular (+/- 90º) até a contração completa;
    - Executar o movimento completo.

    Habitualmente, são dadas duas explicações para o uso do set 21: uma que este é um trabalho específico para cada ângulo do movimento; e outra é ativação proprioceptiva de modo que o fuso muscular seria ativado na primeira parte, estimulando a contração a fim de facilitar a fase seguinte.

    Porém, nenhuma das duas explicações é satisfatória. Portanto, propormos uma adaptação do set 21 às evidências fisiológicas conhecidas. Nesta nova abordagem, organiza-se a ordem dos movimentos da seguinte forma:
    - Contração encurtada, com ênfase nos pontos de quebra;
    - Movimento completo;
    - Contração nos ângulos próximos ao alongamento.

    Desta forma, a acidose induzida com a contração inverteria o padrão de recrutamento (chamado unidades motoras maiores) e forneceria um ambiente metabólico ácido para os trabalhos posteriores. Ao iniciar o movimento completo nestas condições haveria maior estresse, apesar de a carga ser baixa, o que causaria fadiga em um grande número de unidades motoras. Com a progressão da fadiga haveria menor capacidade de gerar força, e seriam usadas as repetições parciais para prolongar o estímulo. Assim, seriam aliados os conceitos de oclusão vascular e das repetições parciais em um único método.

    O set 21 pode ser usado em vários movimentos além da rosca bíceps, como: elevação lateral, mesa extensora, mesa flexora, e crucifixo, porém ele é mais recomendável em movimentos uniarticulares com padrões circulares.


    19 – Método das Repetições parciais pós-fadiga concêntrica - (força)

    Consiste na realização de repetições parciais e isométricas após a falha concêntrica. Aqui, se executa o movimento com a amplitude total e a técnica correta até que não seja mais possível fazê-lo. Em seguida, prossegue-se com a postura e técnicas corretas até os limites angulares possíveis.

    Em todos os exercícios, há ângulos onde é mais difícil mover a carga, o que se deve à baixa capacidade de as fibras se contraírem e/ou ao aumento do braço de resistência. Ao prosseguirmos o movimento até os ângulos em que seja possível fazê-lo é mantido um esforço relativamente alto com maiores estímulos para as fibras.

    Na realização deste método, recomenda-se que sejam realizadas insistências estáticas (2 a 4 segundos) para definir o ponto de quebra em todas as repetições parciais, realizando em média de 3 a 4 séries, dando um intervalo de 1 a 2 minutos entre as séries.


    Método Isométrico

    No desenvolvimento do método isométrico, ou estático, utilizaremos tensões máximas ou submáximas com durações de 5 a 10 segundos. Desenvolvendo de 3 a 10 tensões musculares para diferentes ângulos do movimento com intervalos de 1 a 3 minutos entre cada tensão.

    Atualmente o método isométrico é utilizado para o desenvolvimento da força em determinado ângulo articular e nas suas imediações; e para sanar deficiências em algum ponto do movimento de determinada articulação.

    As principais desvantagens do método isométrico são:
    - como no método isotônico, só se desenvolve tensão máxima nos determinados ângulos de trabalho;
    - não desenvolve de forma eficiente a força muscular dinâmica.


    Método Isocinético

    No método de trabalho isocinético utiliza-se em geral séries de 6 a 20 repetições para cada grupo muscular, realizando esforços musculares máximos em cada ângulo de movimento para que possamos obter vantagens, aproveitando o que de melhor há de nesse método de treinamento, que é o de fornecer resistência proporcional à força aplicada em cada ângulo do movimento, fato que não ocorre nos métodos isotônicos e isométricos.

    É importante enfatizar que o treinamento de força pelo método isocinético tem por finalidade melhorar a força de maneira geral e a resistência de força. Sua utilização no campo de treinamento desportivo fica limitada aos desportos que possuem movimentos do tipo isocinético, como, por exemplo, a natação.


    Método Pliométrico

    Consiste na realização de exercícios em que a musculatura é alongada rapidamente, produzindo através do "reflexo miotático" ou "reflexo de estiramento" um trabalho concêntrico maior. No exercício pliométrico (como em muitas outras situações nos desportos), a sobrecarga é aplicada ao músculo esquelético de forma a distender rapidamente o músculo (fase excêntrica ou de estiramento) imediatamente antes da fase concêntrica ou de encurtamento da contração. Essa fase de alongamento rápido no ciclo de estiramento-encurtamento facilita a seguir provavelmente um movimento mais poderoso considerado como capaz de aprimorar os benefícios de velocidade-potência dessa forma de treinamento (McArdle et al.,1998).

    O método pliométrico é um método onde a potência muscular é a valência física mais objetivada.

    Esse trabalho, específico para membros inferiores, é realizado com exercícios de salto vertical, saltos múltiplos, saltos repetitivos no mesmo lugar, saltos em profundidade ou descida a partir de uma altura de aproximadamente 1 metro, saltos com uma única perna ou com ambas as pernas e várias outras modificações.

    O trabalho de Pliometria deve ser feito através de exercícios que representam com uma maior fidelidade o biomecânica do gesto desportivo que o atleta pratica, com a realização de 4 a 8 grupos de 8 a 10 repetições para cada exercício (Rodrigues e Carnaval, 1985).


    Conclusão

    Um ponto fundamental é a variação dos métodos e meios. A falta ou pouca variação dos métodos é uma das razões principais para a estagnação do desenvolvimento da massa muscular.

    Até os mais efetivos exercícios e métodos se aplicados em longo prazo, não nos levaria ao progresso e sim, acabaria nos levando a barreira de hipertrofia muscular. Pois, a experiência revela que nenhum método único de treino deve ser considerado o melhor ou absolutamente efetivo o tempo todo.

    Todos os recursos e métodos deveriam permanecer em um estágio determinado do processo de treinamento, dependendo do nível da condição do organismo, do caráter prévio da carga, dos objetivos do treinamento atual e do efeito acumulativo que este método deve provocar.

    Publicado em 26/12/12 e revisado em 22/04/19



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